Clique aqui e veja as últimas notícias!

TRANSPORTE

Escoamento de minério destrói asfalto da BR-262 em Mato Grosso do Sul

Com a paralisação da hidrovia, cerca de 200 bitrens com minério da Vale cruzam o Pantanal diariamente, causando danos na rodovia
22/02/2021 10:00 - Silvio Andrade


Os efeitos da seca no Pantanal em 2020 não foram apenas ambientais, com as intensas queimadas e os danos à fauna e à flora. Os estragos no pavimento da BR-262, no trecho de 50 quilômetros entre o Buraco da Piranha e a ponte sobre o Rio Paraguai, em Corumbá, são também consequência da escassez de água. Com a paralisação da hidrovia, as exportações de minério de ferro estão sendo feitas por caminhões e a rodovia não suportou o tráfego pesado.

Cerca de 200 bitrens cruzam o Pantanal diariamente, desde agosto do ano passado, levando 10 mil toneladas de minério para os portos de Santos. A movimentação na rodovia é intensa e o asfalto está se deteriorando, formando buracos profundos e criando ondulações e deformações na pista. Em alguns pontos críticos, o asfalto cedeu e concentrou a água das chuvas, aumentando os riscos de acidentes – alguns já registrados, sem óbitos.

Os impactos no pavimento, na realidade, expõem problemas estruturais antigos da rodovia, que foi construída na década de 1980. O trecho em desgaste foi asfaltado somente uma década depois da implantação da ligação rodoviária de Corumbá com o resto do Estado e apresenta deficiências em sua base, levantada com material inadequado. Há ocorrência constante de erosões, infiltrações e instabilidade da pista em uma área úmida (de vazão de enchentes).