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Frente fria derruba temperaturas e traz tempestades durante a semana

Temperaturas serão menores ao amanhecer, mas sobem ao longo da tarde; há possibilidade de ventos acima de 60 km/h

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A semana começou com tempo instável em Mato Grosso do Sul, com variação entre abertura de sol e nebulosidade e chuvas, mas deve ser marcada por chuvas e queda nas temperaturas, devido à passagem de uma frente fria.

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), para esta terça-feira (16), em decorrência do avanço da frente fria, a tendência é de tempo mais fechado, com maior cobertura de nuvens e condições para chuvas.

De forma pontual, podem ocorrer tempestades, acompanhadas de descargas elétricas e rajadas de vento.

"Essa configuração atmosférica está associada ao intenso transporte de calor e umidade, aliado à atuação de áreas de baixa pressão atmosférica", diz o Cemtec.

Ainda segundo o órgão, o avanço da frente fria, em conjunto com o deslocamento de cavados em médios níveis da atmosfera, favorece a formação de instabilidades sobre o Estado.

São esperados acumulados significativos de chuva, com valores acima de 40 mm em 24 horas, principalmente nas regiões centro-leste do estado.

Em relação à previsão de temperaturas, devem ser registradas por regiões:

  • Regiões Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: Mínimas entre 18-22°C e máximas entre 22-32°C.
  • Regiões Pantaneira e Sudoeste: Mínimas entre 21-26°C e máximas entre 25-37°C.
  • Regiões Bolsão, Norte e Leste: Mínimas entre 21-24°C e máximas entre 28-33°C.
  • Campo Grande (Capital): Mínimas entre 22-24°C e máximas entre 25-32°C.

Ao longo da terça-feira, podem ocorrer rajadas de vento acima de 60 km/h.

Frente fria

A partir de quarta-feira (17), a previsão indica tempo mais firme, com predomínio de sol e variação de nebulosidade, em função da atuação de um sistema de alta pressão atmosférica.

No entanto, devido à passagem da frente fria, as temperaturas devem ter queda, ficando mais amenas ao amanhecer, com mínima de 16ºC.

Em Campo Grande, a mínima prevista é de 21°C, enquanto a máxima deve ser de 29°C.

Apesar da tendência de estabilidade, não se descartam pancadas de chuva e tempestades isoladas.

Entre quarta e quinta-feira (18), a previsão de temperaturas é:

  • Regiões Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: Mínimas entre 16-19°C e máximas entre 26-28°C.
  • Regiões Pantaneira e Sudoeste: Mínimas entre 20-24°C e máximas entre 30-32°C.
  • Regiões Bolsão, Norte e Leste: Mínimas entre 18-24°C e máximas entre 27-30°C.
  • Campo Grande (Capital): Mínimas entre 21-23°C e máximas entre 27-29°C.

Alerta

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) tem dois alertas de perigo para tempestades, com vigência já a partir desta segunda-feira.

Conforme os alertas, podem ocorrer chuvas entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos, entre 60 e 100 km/h.

Por este motivo, há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

O Inmet orienta que, em caso de rajadas de vento, a população não se abrigue debaixo de árvores e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia.

Em caso de ocorrências relacionadas a tempestades, a orientação é entrar em contato com a Defesa Civil (199) e ao Corpo de Bombeiros (193).

Mato Grosso do Sul está em alerta para tempestadesMato Grosso do Sul está em alerta para tempestades (Reprodução / Inmet)

Trânsito

Três pontos de Campo Grande terão interdições a partir desta segunda

Bloqueios atingem ruas do Centro e do Bandeira e trecho de avenida na região norte; obra de esgoto segue até 26 de outubro

18/10/2026 16h49

Divulgação

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Motoristas devem redobrar a atenção em três pontos de Campo Grande a partir desta segunda-feira (19), devido a interdições para eventos e obras. Os bloqueios atingem a Rua dos Barbosas, no Centro, a Rua Lucélia, na região do Bandeira, e um trecho da Avenida Prefeito Heráclito Diniz de Figueiredo, onde os serviços devem continuar até 26 de outubro.

No Centro, a Rua dos Barbosas ficará interditada entre as ruas Doutor João Rosa Pires e Pimenta Bueno até as 13h, para a realização do Festival Okinawa. Como alternativa, os motoristas podem utilizar as duas vias que delimitam o trecho bloqueado.

Na região do Bandeira, a interdição será na Rua Lucélia, entre a Rua Fernando Corrêa da Costa e a Travessa Hemosul, das 7h30 às 17h. O bloqueio ocorre por causa da ação Ônibus da Saúde Cassems. A orientação é utilizar a Rua Fernando Corrêa da Costa e a Travessa Hemosul como rotas alternativas.

Já na Avenida Prefeito Heráclito Diniz de Figueiredo, na altura do número 815, haverá interdição parcial para uma obra de ligação à rede de esgoto de um condomínio. O serviço começa nesta segunda-feira e tem previsão de término em 26 de outubro. Durante a execução, uma faixa permanecerá liberada para a passagem de veículos.

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) orienta os condutores a respeitar a sinalização provisória e, sempre que possível, planejar os trajetos com antecedência para evitar transtornos.

Alerta Hidrológico

Mesmo com chuva acima da média, seca no Rio Paraguai piora em um ano

Cemaden classifica estiagem como extrema em áreas de Ladário e Porto Murtinho; em outubro, nível do rio está abaixo do registrado em período próximo de 2025

18/10/2026 15h02

Foto: Neri Kaspary

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Mesmo com chuvas acima da média histórica, a seca hidrológica na bacia do Rio Paraguai se agravou em um ano e chegou à classificação extrema nas áreas que contribuem para as estações de Ladário e Porto Murtinho. O diagnóstico consta no monitoramento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), enquanto projeções do Serviço Geológico do Brasil (SGB) apontam nova redução do nível do rio em novembro. 

Em Ladário, o nível do Rio Paraguai estava em 1,27 metro na manhã de 14 de outubro de 2026, conforme o SGB. Em uma medição próxima, realizada em 9 de outubro de 2025, a régua registrava 1,38 metro. A diferença é de 11 centímetros a menos neste ano, embora as datas não sejam exatamente as mesmas.

A previsão mais recente do SGB indica que o nível em Ladário pode cair para 1,02 metro em 28 de outubro e chegar a 91 centímetros em 11 de novembro. Em Porto Murtinho, a medição era de 2,83 metros em 14 de outubro, com projeção de recuo para 2,57 metros em 11 de novembro. As estimativas são baseadas em modelos hidrológicos e podem mudar conforme as chuvas e a resposta dos rios. 

O contraste aparece nos dados de precipitação. Entre março e setembro de 2026, a bacia do Rio Paraguai acumulou um volume de chuva 23% acima da média histórica, segundo o SGB. No mesmo intervalo de 2025, o acumulado havia ficado 32% acima da média, de acordo com o boletim publicado pelo órgão em 1º de outubro daquele ano. 

A chuva, porém, não elimina imediatamente os efeitos de períodos prolongados de estiagem. O monitoramento do Cemaden considera tanto a precipitação quanto a vazão dos rios para avaliar a seca hidrológica. Em setembro de 2025, o órgão classificava como severa a condição nas áreas que contribuem para as estações de Ladário e Porto Murtinho. No boletim de setembro de 2026, a classificação passou a extrema, indicando agravamento do quadro nessas áreas. 

Níveis 

Apesar do cenário de seca hidrológica, o SGB informou que, em 14 de outubro, o nível do Rio Paraguai em Ladário permanecia dentro da faixa considerada normal para a época do ano. A ressalva é que os níveis estavam abaixo da mediana histórica em todo o trecho monitorado, de Barra do Bugres, em Mato Grosso, a Porto Murtinho, em MS. 

O comportamento também varia entre os afluentes. No boletim de outubro, o SGB aponta níveis dentro da normalidade no Rio Cuiabá e acima do esperado para o período nos rios Aquidauana e Miranda. Para os sete dias seguintes, a previsão indicava pouca chuva na bacia, com acumulado médio de 12 milímetros.

Regra para barcaças

Em outubro deste ano, a Marinha publicou uma nova regra para o calado de comboios de barcaças no Rio Paraguai. A norma vale por um ano, em caráter experimental, e estabelece limites de acordo com o nível da régua de Ladário. Em determinadas condições, o calado permitido pode chegar a 3,20 metros. A mudança não envolve dragagem nem aumento das dimensões máximas dos comboios, e a navegação continua condicionada à profundidade e às condições de segurança do rio.

 

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