Cidades

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Especialista não vê "receita pronta"

Especialista não vê "receita pronta"

Redação

15/03/2010 - 22h47
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Professor aposentado da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, na qual lecionou por 35 anos, o engenheiro Jorge Gonda, especialista em hidrologia, não tem receita pronta para resolver o problema das enchentes no entorno da Bacia do Córrego Prosa Mas recomenda o estudo de toda a área impactada, a identificação dos pontos de estrangulamento, além do envolvimento da população mais diretamente atingida nas discussões, que não podem ficar limitadas a políticos, engenheiros, urbanistas, ambientalistas e representantes do segmento imobiliário. “Não adianta promover ações pontuais, nem descartar qualquer alternativa, inclusive a canalização do córrego”, comenta. Ele não se impressiona com a oposição dos ambientalistas, que consideram o “envelopamento” ecologicamente inadequado. Com o nível de poluição atingido pelas suas águas e as inúmeras intervenções que o Prosa sofreu ao longo dos anos, a variedade de espécies (peixes, anfíbios) que ainda sobrevivem lá é mínima em relação à época em que a cidade era menor. “Vez por outra aparece um jacaré, uma tartaruga, porque são animais que não dependem do oxigênio da água para sobreviver”, observa. Para Gonda – que tem no currículo o projeto de controle da erosão na Mata do Jacinto – colocar gabião, talude e gramar as margens como a Prefeitura fez entre as ruas Ricardo Brandão e Padre João Crippa, só funcionaria se houvesse eficiente rede de bocas de lobo para dar vazão à água. “A enxurrada não pode atingir a grama o gabião cai por causa da infiltração”, explica. E foi exatamente o que ocorreu. “Antes de se pensar em redimensionar a drenagem existente, também é precioso estimular a população do entorno a promover a retenção das águas de chuva. Por exemplo, a quem construir reservatórios de reaproveitamento”, Aliás, essa exigência deveria ser obrigatórias nos futuros projetos arquitetônicos e de engenharia. Lembra, ainda, que esta alternativa é viável, tendo em vista serem bairros atendidos com rede de esgoto, não havendo necessidade de fossas sépticas. O engenheiro diz que não se pode adotar como verdade absoluta, para avaliar se o sistema de drenagem foi corretamente dimensionada, o emprego da média histórica de chuvas registradas na cidade nos últimos 50 anos. “É um parâmetro. O impacto de 180 milímetros de chuva em 1960, quando não havia shopping, nem todo o adensamento populacional que há atualmente na Bacia do Prosa, é bem diferente do impacto de hoje, de 88 milímetros em 80 minutos, concentrados apenas numa região. É lógico que, naquela época, o nível de permeabilidade era muito maior, portanto, o solo absorvia muito mais água”. O engenheiro tem restrições – embora respeite “a opção dos colegas que fizeram o projeto – a utilização de galerias celulares (como as que são usados nas pontes do Prosa e estão projetadas para a Avenida Ceará) e o uso de tubos com dimensões diferenciadas. “Este material criará gargalos no escoamento das enxurradas, com galhos de árvores e lixo, que são atirados no córrego pela população e ficam retidos nas hastes de sustentação das galerias”, explica. Mas reconhece que pior, ainda, é o sistema até agora utilizado, de tubulação Armco, que é corrugada. (FP)

previsão

Último fim de semana do verão terá calor e tempestade em MS

Temperaturas ficam próximas dos 40°C em algumas regiões do Estado e umidade do ar deve ficar abaixo de 30%

13/03/2026 17h44

Temperaturas aumentam e fim de semana será de calor em MS

Temperaturas aumentam e fim de semana será de calor em MS Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O último fim de semana de verão será marcado por calor, tempestades e baixa umidade relativa do ar em Mato Grosso do Sul. Na próxima sexta-feira (20) se inicia o outono.

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), a previsão para sábado (14) e domingo (15) indica tempo com sol e variação de nebulosidade em todo o Estado.

As temperaturas máximas devem se elevar ainda mais e o calor predomina, com máxima prevista de 36°C, principalmente nas regiões pantaneira, sul e sudoeste do Estado.

Apesar da condição de maior aquecimento, a previsão também indica a ocorrência de pancadas de chuva isoladas, com possibilidade de tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento.

Mesmo com as chuvas, podem ocorrer baixos valores de umidade relativa do ar, variando entre 20% e 40%, especialmente durante as horas mais quentes do dia. O índice abaixo de 30% já é considerado prejudicial à saúde.

Em Campo Grande, a máxima deve ser de 31°C no sábado e de 30°C no domingo, com sol entre nuvens e possibilidade de chuva rápida, fraca e isolada.

Na segunda-feira (16), há aumento das chances de chuva em grande parte do Estado.

"Essas instabilidades ocorrem devido à combinação de condições típicas de verão, com transporte de calor e umidade, aliado ao aquecimento diurno e à passagem de cavados em médios níveis da atmosfera, que favorecem a formação de áreas de instabilidade", diz o Cemtec, em nota.

Há possibilidade de rajadas pontuais de ventos superiores a 50 km/h.

As regiões deverão registrar as seguintes temperaturas:

  • Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: Mínimas entre 20-23°C e máximas entre 28-33°C
  • Pantaneira e Sudoeste: Mínimas entre 24-26°C e máximas entre 31-36°C
  • Bolsão, Norte e Leste: Mínimas entre 21-23°C e máximas entre 30-34°C
  • Campo Grande (Capital): Mínimas entre 21-23°C e máximas entre 29-31°C.
Temperaturas aumentam e fim de semana será de calor em MS
Temperaturas aumentam e fim de semana será de calor em MS

Outono

O outono começa oficialmente às 10h45 (de MS) do dia 20 de março e segue até o dia 21 de junho. O prognóstico para a estação deste ano ainda não foi divulgado, mas o período costuma ser marcado pela estiagem em Mato Grosso do Sul.

O outono é um período de transição entre o verão, que tem os meses mais quentes e úmidos na maior parte do país, e o inverno, que tem predomínio de tempo seco e passagens de grandes massas polares que podem causar queda acentuada da temperatura.

Neste período, ocorrem as primeiras incursões de massas de ar frio, vindas do sul do continente e que provocam uma queda gradativa das temperaturas ao longo da estação.

Além disso, os dias ficam mais curtos, as chuvas são menos frequentes e a umidade relativa do ar diminui gradativamente.

A média histórica de chuvas para a estação é de 150 a 300 mm na região centro-oeste do Estado, entre 300 a 500 mm nas regiões sul e sudeste e entre 100 a 150 mm nas regiões noroeste e nordeste do Estado. 

 

MENSAGENS FALSAS

Golpistas se passam por servidores da Agetran para aplicar fraudes

O órgão público reitera que não realiza o envio de notificações ou autuações por meio do WhatsApp

13/03/2026 17h30

A população pode procurar atendimento diretamente na sede da Agetran, na Avenida Gury Marques, 2395

A população pode procurar atendimento diretamente na sede da Agetran, na Avenida Gury Marques, 2395

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Nesta sexta-feira (13), a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) tomou conhecimento de tentativas de golpe em que criminosos utilizaram o nome do órgão público e a imagem da instituição para envio de mensagens à população.

A população pode procurar atendimento diretamente na sede da Agetran, na Avenida Gury Marques, 2395

A Agetran informa que as notificações oficiais relacionadas a infrações de trânsito são encaminhadas exclusivamente pelos seguintes canais:

  • correspondência enviada pelos Correios,
  • aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CNH Brasil)
  • publicações no Diário Oficial do Município.

Já as infrações de mobilidade são comunicadas por meio de correspondência enviada pelos Correios, por equipes de fiscalização devidamente identificadas e também por meio de publicações no Diário Oficial do Município.

O cidadão ao receber mensagens dessa natureza não deve efetuar qualquer tipo de pagamento e não deve fornecer dados pessoais, devendo desconsiderar o contato, segundo orientações da agência.

A Agetran disse que já está adotando as medidas cabíveis para apurar os fatos e identificar os responsáveis pelo uso indevido do nome da instituição.

O órgão público reitera que não realiza o envio de notificações ou autuações por meio do aplicativo WhatsApp.

Serviço

Em caso de dúvidas ou necessidade de esclarecimentos, a população pode procurar atendimento diretamente na sede da Agência Municipal de Transporte e Trânsito – Av Gury Marques, 2395 – Universitário.

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