Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Estado inteiro terá vacina liberada para toda a população

Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) já fez mais de 2,7 mil vítimas em MS e 21% das mortes foram causadas por Influenza

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Em Mato Grosso do Sul toda a população, com idade a partir de seis meses, já pode se vacinar contra a gripe a partir desta terça-feira (13), já que o Governo do Estado determinou hoje a ampliação do grupo vacinal devido ao aumento expressivo de casos e óbitos pela chamada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em MS. 

Essa decisão da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) hoje, diante do aumento de mortes principalmente de crianças e idosos, acontece duas semanas após a Capital decidir abrir a vacinação para toda sua população. 

Segundo o Governo do Estado, até a mais recente semana epidemiológica, Mato Grosso do Sul já passa de 2.708 casos de SRAG e 203 mortes por causa da doença, com a influenza respondendo por cerca de 21% dos casos, com 586 registros confirmados. 

Desses quase quinhentos e noventa casos de Influenza até a segunda semana de maio, segundo boletim da SES, 68 pacientes hospitalizados morreram em em decorrência da doença. 

Em análise dos dados, a predominância maior da doença (48,70%) aparece entre pessoas idosas, onde a evolução para óbito foi presenciada em quase oitenta por cento dos casos. O segundo maior grupo afetado pela Influenza são as crianças, principalmente entre o público com idades entre um e nove anos.

Maurício Simões Corrêa, secretário de Estado de Saúde, considera a ampliação da vacinação para toda a população como uma medida preventiva, até para aliviar a sobrecarga no sistema. 

"A vacina está disponível em todo o estado e é a forma mais eficaz de evitar internações e salvar vidas. Nosso compromisso é proteger os sul-mato-grossenses”, diz ele. 

Vacinação e medidas

Desde a abertura da campanha contra a Influenza, que aconteceu em 27 de março,  a cobertura vacinal do estado do Mato Grosso do Sul para os grupos prioritários (crianças, gestantes e idosos com 60 anos e mais) é de cerca de 29,89%, conforme balanço da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) até ontem (12). 

Esse índice percentual está extremamente distante do recomendado pelo Ministério da Saúde, que deveria ser de 90% nesses cerca de 50 dias de campanha. 

Em 02 de abril houve ativação do chamado Centro de Operações de Emergência (COE), responsável por estratégias como o remanejamento de leitos, por exemplo, diante do aumento de internações, principalmente crianças e adolescentes, por H1N1 e o vírus sincicial respiratório.

Vale lembrar que a Capital, através da titular da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau), Dra. Rosana Leite de Melo, anunciou a ampliação de 30 leitos em dois hospitais da Cidade Morena diante da atual situação de emergência.

Essa ampliação de leitos, como abordou o Correio do Estado, já estava nos planos da Sesau desde a ativação do COE, com a ideia inicial sendo conseguir 50 leitos de unidades filantrópicas. 

Com o decreto de emergência a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) instituiu algumas medidas de urgência, como:

  • Liberação da vacinação para todos os públicos a partir de segunda-feira (28 de abril), em todas as unidades de saúde de Campo Grande;
  • Obrigatoriedade da utilização de máscaras dentro das Unidades Básicas de Saúde - (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs);
  • Instituição do Plano de Contingência de Atendimento Pediátrico, com atendimento pediátrico 24h em duas UPAs — Universitário e Coronel Antonino — além do Pronto Atendimento Infantil do CRS Tiradentes, com a transferência e o referenciamento de casos entre as UPAs.

Durante agenda para o lançamento do Maio Amarelo na Capital, Rosana reforçou que a H1N1 tem causado doença grave mesmo em pessoas adultas, manifestando-se pela falta de ar e fazendo com que trabalhadores sequer consigam desempenhar suas funções. 

"É uma cultura que tem tido, 'porque eu sou saudável, me alimento bem, pratico esporte, eu não preciso vacinar'. Não é assim". Você que se alimenta bem, pratica esporte, você pode não ter a doença grave, mas você vai se contaminar, ela vai ser assintomática com você, mas você vai transmitir para o seu ente querido, seja seu filho, seu pai", disse. 

 

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Sensível

O que se sabe sobre o desaparecimento da ex-mulher do goleiro Bruno

Alerta: a reportagem abaixo trata de temas sensíveis. Se você está passando por problemas, veja ao final do texto onde buscar ajuda

06/07/2026 23h00

Renata Caldeira/TJ-MG / Divulgação

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A ex-mulher do goleiro Bruno Fernandes, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, está entubada e em estado grave em um hospital de Belo Horizonte (MG), de acordo com o portal Metrópoles. Ela ficou três dias desaparecida e deu entrada na unidade de saúde na noite de sábado, 4.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que Dayanne foi socorrida na noite de sábado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhada a uma unidade hospitalar para atendimento médico. A PCMG também indicou que "apura as circunstâncias do fato".

Em nota enviada ao Estadão, a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) não detalharam informações sobre a paciente devido à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Segundo o registro da Polícia Militar, Dayanne havia sido vista pela última vez na manhã de quinta-feira, 2, por volta das 11h, em Ribeirão das Neves (MG), onde morava com o marido (cujo nome não foi divulgado) e dois filhos.

Ela informou ao marido que iria à casa da mãe para deixar os filhos sob os cuidados dela, mas não retornou.

O marido relatou à PM que, mais tarde, encontrou o celular da esposa e cartas com "conteúdo de despedida" na residência do casal. No aparelho, foram localizadas mensagens trocadas com pessoas que se identificavam como agiotas e cobravam dívidas da mulher. A polícia trabalhava a hipótese de desaparecimento voluntário, sem indícios da prática de crime.

No texto, obtido pelo portal g1 e pela rádio Itatiaia, ela diz sofrer ameaças de agiotas e pede "socorro pelos meus filhos, familiares, pelo meu companheiro".

Leia o texto da carta na íntegra:

As autoridades, hoje, dia 02/07/2026

Eu peço socorro pelos meus filhos, familiares, pelo meu companheiro.

Estou sofrendo ameaças de agiotas, está tudo no meu telefone.

Por essas ameaças hoje eu estou perdendo a minha vida, mas peço que zelem pela vida dos que estão ficando aqui.

Quero que minhas filhas fiquem com a minha mãe, [nome ocultado], e os meus filhos com o pai [nome ocultado].

Ribeirão das Neves, 02 de julho de 2026


Dayanne e o goleiro Bruno

Dayanne se relacionou com o goleiro Bruno antes de o ex-jogador se envolver no desaparecimento e na morte de Eliza Samudio, em junho de 2010, em Minas Gerais. Ela chegou a ser acusada de sequestro e cárcere privado do filho de Eliza com o goleiro, foi levada a julgamento, mas acabou absolvida pelo Tribunal do Júri

Onde buscar ajuda

Se você está passando por sofrimento psíquico ou conhece alguém nessa situação, veja abaixo onde encontrar ajuda:

Centro de Valorização da Vida (CVV)

Se estiver precisando de ajuda imediata, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), serviço gratuito de apoio emocional que disponibiliza atendimento 24 horas por dia. O contato pode ser feito por e-mail, pelo chat no site: "https://cvv.org.br/chat/" ou pelo telefone 188.

Canal Pode Falar

Iniciativa criada pelo Unicef para oferecer escuta para adolescentes e jovens de 13 a 24 anos. O contato pode ser feito pelo WhatsApp: "https://api.whatsapp com/send/?phone=556196608843&text&app_absent=0", de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.

SUS

Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) são unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas para o atendimento de pacientes com transtornos mentais. Há unidades específicas para crianças e adolescentes. Na cidade de São Paulo, são 33 Caps Infantojuventis e é possível buscar os endereços das unidades na página: "http://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/".

Mapa da Saúde Mental

O site: "https://mapasaudemental.com.br/" traz mapas com unidades de saúde e iniciativas gratuitas de atendimento psicológico presencial e online. Disponibiliza ainda materiais de orientação sobre transtornos mentais.

mercado financeiro

Dólar cai a R$ 5,13 com ajustes e valorização de commodities

Com mínima de R$ 5,1279, por volta das 15h55, o dólar à vista encerrou o dia em baixa de 0,71%, a R$ 5,1320 - menor valor de fechamento desde 17 de junho (R$ 5,1077)

06/07/2026 19h00

Nota de dólar

Nota de dólar

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O dólar emendou o terceiro pregão consecutivo de baixa nesta segunda-feira, 6, furou o piso de R$ 5,15 e fechou no menor nível desde meados de junho. Sem indicadores domésticos relevantes, operadores atribuíram o bom desempenho da moeda brasileira a ajustes nos prêmios de risco após a recente onda de depreciação, em um ambiente marcado por alívio contínuo no mercado de renda fixa local e pela valorização de commodities agrícolas, em especial a soja.

Em parte da manhã e no início da tarde, o dólar já recuava por aqui, na contramão do comportamento predominante no exterior, embora dois pares do real, o peso mexicano e o rand sul-africano, também avançassem. À medida que a moeda americana perdia fôlego lá fora nas últimas horas da sessão, a divisa brasileira ampliava seus ganhos.

Com mínima de R$ 5,1279, por volta das 15h55, o dólar à vista encerrou o dia em baixa de 0,71%, a R$ 5,1320 - menor valor de fechamento desde 17 de junho (R$ 5,1077). A moeda americana acumula desvalorização de 0,60% frente ao real nos quatro primeiros pregões de julho, após avanço de 2,38% no mês passado. No ano, as perdas são de 6,50%. O real apresenta, em 2026, o segundo melhor desempenho entre as divisas mais líquidas, atrás do peso colombiano.

"O real ensaia uma recuperação, embalado pela valorização de commodities como soja e minério de ferro e por um recorde nas exportações de carne, fatores que aumentam a entrada de dólares pela via comercial", afirma o economista sênior da Nomad, Vitor Kayo.

Referência do comportamento do dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes, o índice DXY, que tocou máxima de 101,145 pontos pela manhã, operava na casa dos 100,870 pontos no fim da tarde, ao redor da estabilidade. O Dollar Index recua cerca de 0,30% neste início de julho, o que reduz o avanço em 2026 para pouco mais de 2,60%.

Investidores aguardam a divulgação, nesta quarta-feira, 8, da ata do encontro de política monetária do Federal Reserve realizado em junho. Na ocasião, o discurso duro do novo presidente do BC americano, Kevin Warsh, e a previsão da maioria dos dirigentes de alta dos juros nos EUA ainda neste ano desencadearam um fortalecimento global do dólar.

Para o chefe de estratégia de mercados do banco ING, Chris Turner, a ata do Fed, assim como o comunicado da reunião, provavelmente será mais enxuta. "A mensagem principal deve ser agressiva, com o Fed comprometido em restaurar a estabilidade de preços, após cinco anos consecutivos de inflação acima da meta", afirma Turner, em nota, acrescentando que "alguns (ou muitos) dirigentes podem ver o próximo movimento do Fed como um aumento da taxa de juros".

O economista-chefe da BCG Liquidez, Felipe Tavares, observa que o ambiente externo "vem ganhando cada vez mais relevância" nas perspectivas para o comportamento do real, dada a perspectiva de um dólar globalmente mais forte. Em seu modelo de longo prazo, Tavares projeta taxa de câmbio em R$ 5,20 no fim de 2026, "podendo chegar a R$ 5,02 em um cenário mais positivo ou a R$ 5,38 em um cenário mais adverso".

"No cenário mais benigno, não conseguimos mais ver o dólar abaixo de R$ 5,20 como há algumas semanas", afirma Tavares, ressaltando que a taxa de câmbio apresenta um prêmio em relação ao que estima como o seu valor justo.

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