Cidades

ENTREVISTA

"Estamos priorizando essa questão do tráfico de pessoas"

Neste ano, o combate a coiotes atuando no transporte ilegal de bolivianos foi intensificado por autoridades brasileiras e mais de 4 pessoas foram presas

Continue lendo...

As relações entre Brasil e Bolívia neste ano tiveram registro de combate ao tráfico de pessoas, principalmente a partir de Corumbá. Esse fluxo de migrantes bolivianos entrando no País sem a documentação necessária foi alvo de operação da Polícia Federal no começo de setembro.

Porém, desde janeiro tem acontecido atuações isoladas contra esse tipo de ocorrência, e mais de quatro pessoas, todas brasileiras, já foram presas por atuarem como coiotes.

A vice-ministra de Gestão Institucional e Consular da Bolívia, Eva Chuquimia, afirmou, em entrevista para o Correio do Estado, que o governo do país vizinho está priorizando o combate ao tráfico de pessoas.

Entre as ações que vêm acontecendo está a orientação em diferentes instâncias para que os cidadãos bolivianos reconheçam esse tipo de crime. Além disso, o setor consular, instalado em São Paulo, no Rio de Janeiro e em quatro cidades de fronteira, entre elas Corumbá, tem direcionamento para atender os bolivianos que identificarem a violação de direitos.

A população boliviana no Brasil é estimada em cerca de 400 mil pessoas, sendo a maioria encontrada na cidade de São Paulo. Já em Corumbá, onde fica a fronteira com Puerto Quijarro, mais de 15 mil bolivianos vivem no município sul-mato-grossense, que tem 110 mil habitantes.

Conforme a vice-ministra, entre as políticas públicas de relações exteriores, o país vizinho procura, desde o ano passado, regularizar também os estrangeiros que vivem por lá.

O Decreto Supremo 4.576, de 26 de agosto de 2021, permitiu que quem estava sem documentação conseguisse dar entrada na burocracia sem a necessidade de pagamentos de taxas e o risco de perder direitos.

Eva Chuquimia reconhece que ainda há avanços a serem atingidos na relação binacional com o Brasil e aponta para a questão da saúde nesse quesito, principalmente em faixa de fronteira. Em Corumbá, por exemplo, há a celeuma do atendimento de emergência no sistema público de saúde sem contrapartida financeira de autoridades locais bolivianas.

Eva Gloria Chuquimia Mamani 

Vice-ministra de Gestão Institucional e Consular, com formação em Direito. Nascida em 30 de novembro de 1983, ela tem master em Imigração, Modelos Familiares, Estratégias de Imigração pela Universidade Studi di Pavia (Itália).

Também é formada em master em Negociações Comerciais Internacionais pela Universidade de Barcelona (Espanha). Dentro do Ministério de Relações Exteriores da Bolívia, atuou como cônsul-geral em Madrid e em Milão. Ainda foi chefe de gabinete do Ministério de Hidrocarbonetos e Energia. 

Como, hoje, a senhora analisa a relação na região de Corumbá com a Bolívia?

Em Corumbá, a região está superintegrada e valorizamos muito o trabalho das autoridades locais. Todos estão fazendo o maior esforço para atuar na cooperação consular, mas também em termos da defesa de todos os direitos da comunidade boliviana. Como se pode ver, todos os dias eles vão e vem em Puerto Quijarro e Corumbá, ainda há muitas famílias que têm dupla nacionalidade. Há um trabalho de integração entre os municípios próximos.
 
Atualmente, de que forma o trabalho consular está atuando nessa área de fronteira diante da quantidade de trânsito de pessoas?

Temos assistência de todo o tipo em termos de proteção consular. Basicamente, são questões ligadas à saúde, quando é preciso defender os direitos fundamentais de bolivianos que estão fora da Bolívia, como no caso Corumbá. Isso também é válido para todos aqueles que estão em trânsito, que estão indo para São Paulo. Há situações de vulnerabilidade de cidadãos em que precisamos agir. A verdade é que nesta gestão temos prioridade em atender qualquer direito. Estamos presente nas localidades brasileiras em termos de soberania, por um lado, e diplomacia, em termos de defender os direitos da nossa comunidade.

Neste ano, foram registrados casos de tráfico de pessoas, principalmente a partir de Corumbá e com destino a São Paulo. Como o governo boliviano está atuando para coibir essa questão?

Estamos priorizando dentro da nossa política exterior essa questão do tráfico de pessoas. Em um marco para essa situação, estamos engajando todas as instituições públicas e privadas e também unidades educativas.

Trabalhamos com a informação, sobre como prevenir, como identificar essa situação, que em alguns casos é organizada. Trabalhamos dia a dia. Evidentemente, conhecemos pessoas que tratam com outras e, dentro disso, em nível bilateral, nível multilateral e nível regional, a Bolívia está trabalhando dentro da sua política exterior como prioridade. Em nível local, não tem faltado, de parte da Bolívia, esforços e comprometimento para realmente evitar e prevenir.

Não deixamos ninguém de lado. Só neste ano, fizemos a repatriação de vários cidadãos por diferentes situações. Houve questão de falecidos, também de tráfico, outras de vulnerabilidade, por estado de saúde. Todos esses casos são atendidos permanentemente.

Os cidadãos que se sentem violados em seus direitos devem procurar os setores consulares de São Paulo, do Rio, das quatro regiões de fronteira, em Cáceres, em Corumbá e em Guaramirim. Que eles procurem esses escritórios, estamos prontos para atendê-los.

Você saberia a quantidade de cidadãos que foram repatriados e que foram vítimas de tráfico de pessoas?

De toda a região, temos 12 cidadãos que foram retornados por questão de tráfico.
 
Qual é a região de fronteira com maior demanda?

Na região de Corumbá, a maior questão que temos é sobre a área de saúde ou de atendimento a brasileiros que vêm para a Bolívia para estudar. Nós fazemos o atendimento que eles precisam por conta de documentos e requerimentos.

O intercâmbio de trabalho é recíproco, e também em âmbito consular algumas questões precisam ter ação imediata. Há situação de crianças que nascem no Brasil, outras vezes é assistência no sistema penitenciário.

Tentamos fazer o melhor possível para que os direitos fundamentais não sejam violados. Independentemente se é algo em Corumbá, ou em Cáceres, ou em Guaramirim, ou em Epitaciolândia, a comunidade boliviana pode ser atendida por meio do nosso serviço consular permanente, até nos sábados e nos domingos.

No caso dos estudantes brasileiros, como o setor consular pode melhor facilitar a demanda desse público no território boliviano?

Em todo os casos, o cidadão brasileiro que vem para a Bolívia tem nos escritórios consulares o atendimento para apostilamento dos trâmites acadêmicos e consulares.

Não temos problema nesse contexto, tudo vem ocorrendo de forma normal. É muito importante trabalhar com as equivalências e o conhecimento dos diferentes tipos de títulos.

Como está a relação com as autoridades brasileiras no quesito diplomático?
 

A relação com as autoridades locais em nível consular e migratório consideramos que em alguns casos está ótima, em outros é um pouco mais burocrática, mas todos são atendidos. É importante mencionar que o cidadão brasileiro tem prioridade por aqui.

No ano passado, tivemos um decreto supremo de regularização migratória para todos os estrangeiros, com um ano de prazo para regularizar os documentos na Bolívia.

Entendemos que foi um grande benefício, e muitos brasileiros foram beneficiados. Nesses casos, os cidadãos que mais se beneficiaram foram os fronteiriços.

Não foi necessário pagar impostos, e os estrangeiros tiveram um ano para regularizar documentação e não perder nenhum direito. Também em termos da pandemia, tivemos esforços para vacinar todos que estavam aqui.
 
Com relação à saúde, a Bolívia gera uma demanda no Brasil em áreas de fronteira. É possível haver alguma contrapartida, existe discussão diplomática nesse sentido?

Nada específico, mas há uma constante coordenação e trabalho permanente entre as comunidades. Trabalhar com uma integração regional é importante. Sei que no Brasil há atendimento a vários bolivianos. Atuamos para empoderar as comunidades. Claro que há avanços que precisam ser feitos.

Que tipos de avanços podem ser priorizados?

Avanços em termos acadêmicos, na saúde, fortalecer a questão cultural, mas entendemos que, com reciprocidade, podemos ter esses avanços. A migração tem mudado, e não só a boliviana, em todo o mundo.

Consideramos que é preciso atuar com uma integração para fortalecer as regiões. Ter parcerias entre prefeituras, buscar parcerias econômicas, culturais e acadêmicas é algo importante.

Consideramos que a particularidade de estar na fronteira existe: na pandemia, as comunidades fronteiriças foram as mais afetadas. Temos que trabalhar para um maior fortalecimento de fronteiras em nível local e regional e entre os países. Trabalhar por um mundo seguro.

Como a comunidade boliviana tem se empoderado?

Se trabalhamos com uma migração em que, primeiro, a vida e a cidadania estão priorizadas, e não só a cidadania, consideramos que pode haver uma integração regional referente. Por tudo o que o Brasil representa para o mundo e para nosso país, a Bolívia.

Temos muitos bolivianos em São Paulo que estão empoderados pelo seu trabalho desenvolvido, seu sacrifício. Antes, muitos chegaram para ser costureiros, uma mão de obra simples, e agora conseguem ser modelistas, fazem costura incrível para grandes empresas.

Identificar o boliviano como uma pessoa honesta e trabalhadora. E o Estado boliviano está aqui para dar suporte.


Onde está a grande população de bolivianos no Brasil?

Temos em torno de 400 mil bolivianos [no Brasil], e a maioria está em São Paulo e nas redondezas. Há várias formas de eles entrarem no Brasil, não só pela rodovia.

Há voos diários para São Paulo, e a frequência dessa presença é muito grande. Em Corumbá, não temos um número exato, mas seguramente temos mais de 15 mil.

 

Copa do mundo

Ancelotti garante que empate na estreia da Copa não abala confiança

Técnico do Brasil crê que resultado não foi ruim e confia em melhora

14/06/2026 07h30

Ancelotti confia na melhora da seleção

Ancelotti confia na melhora da seleção Divulgação

Continue Lendo...

O técnico Carlo Ancelotti foi sucinto na entrevista coletiva que concedeu no MetLife Stadium, em Nova Jersey, após o empate da seleção brasileira com Marrocos, por 1 a 1, na estreia da Copa do Mundo. Apesar da cara fechada e de respostas mais curtas que o usual, o italiano garantiu que a confiança do elenco segue inabalada.Ancelotti confia na melhora da seleçãoAncelotti confia na melhora da seleção

"O primeiro tempo foi difícil. A equipe estava ansiosa, com muitas bolas perdidas. Fizemos um segundo tempo muito melhor. O resultado não é mau. A Copa não se ganha no primeiro jogo", comentou o treinador.

"A confiança é total. No futebol, nem tudo sai perfeitamente. A estreia, por muitas razões, pode não sair como se quer. O objetivo é classificarmos, passarmos da fase de grupos e melhorarmos com o tempo", acrescentou.

Durante a entrevista, Ancelotti foi questionado sobre as escolhas de Ibañez (que é zagueiro de ofício) para a lateral direita e Igor Thiago para o comando do ataque no time titular. Ele também teve de responder sobre a opção por manter o atacante Endrick no banco. O treinador optou por não entrar em detalhes.

"Não estou aqui para falar individualmente de jogadores. Falei que a escalação inicial não é a que termina o jogo. E quem entrou fez um bom jogo", avaliou o italiano.

O próximo compromisso do Brasil será na sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C, que tem jogos nos Estados Unidos e ainda conta com a Escócia. Segundo Ancelotti, há possibilidade de a formação titular ser diferente da que encarou Marrocos.

"[A escalação] Pode mudar, dependendo das características do rival", resumiu.

O técnico aguarda, ao longo da semana, a presença de Neymar aos treinos. O atacante se recupera de uma lesão na panturrilha direita e ainda não foi a campo desde a convocação para a Copa.

Empate sofrido

A caminhada em busca do hexa da Copa do Mundo iniciou dramática para o Brasil. Neste sábado (13), a seleção verde e amarela empatou por 1 a 1 com Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Essa foi a partida de abertura do Grupo C, que ainda tem Haiti e Escócia. As duas seleções ainda se enfrentam na rodada.Ancelotti confia na melhora da seleçãoAncelotti confia na melhora da seleção

A expectativa era de um confronto difícil. Se a equipe brasileira ocupa o sexto lugar do ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), a marroquina aparece logo atrás e vem de uma semifinal no último Mundial, no Catar.

A seleção de Carlo Ancelotti foi dominada na maior parte da etapa inicial e sofreu o gol, em contra-ataque veloz dos africanos. O time brasileiro não se encontrava em campo e errava muito. Vinícius Júnior, porém se destacava. Parecia mais à vontade no jogo e em jogada individual empatou com um belo gol.

O Brasil até teve maior presença ofensiva nos 45 minutos finais, mas sem eficiência suficiente. Mudanças no time no segundo tempo melhoraram a saída de bola e deram mais volume de jogo para a Seleção, mas não o suficiente para virar o jogo. Em um confronto que prometia ser muito equilibrado, a lógica prevaleceu.

Fim do mistério

Ancelotti fez mistério ao longo da semana e evitou dar pistas da escalação nos 15 minutos diários aos quais a imprensa tinha acesso nos treinos. As maiores dúvidas foram sanadas cerca de uma hora e meia antes de a bola rolar, com a divulgação dos titulares. A opção foi por Ibañez no lugar de Wesley, cortado por lesão, e de Igor Thiago no comando do ataque.

Primeiro tempo no lucro

A partida iniciou com Marrocos no controle das ações. A seleção africana ocupou o campo de ataque e pressionou a saída de bola, aproveitando o nervosismo do Brasil, que encontrava dificuldades para trocar passes e cometia erros em sequência. Em 15 minutos, os Leões do Atlas (como é conhecido o time marroquino) já tinham seis chutes, ainda que nenhum de grande perigo, e mais de 55% de posse.

Quando os brasileiros pareciam se encontrar no jogo, veio o gol marroquino. Aos 20 minutos, Bilal El Khannous desarmou Lucas Paquetá, que não conseguiu dominar o passe forte de Ibañez, e deu início ao contra-ataque. O também meia Brahim Diaz recebeu pelo meio e lançou Ismael Saibari. O atacante superou a dupla de zaga na velocidade e tocou por cobertura, na saída de Alisson.

O gol deixou o Brasil ainda mais tenso em campo, sem conseguir ajustar a marcação, frágil e lenta. Marrocos aproveitou e sufocou o time de Ancelotti na defesa. Para complicar, Ibañez e Casemiro receberam cartões amarelos e ficaram pendurados, sob risco de expulsão.

Parecia que somente a qualidade individual recolocaria a seleção brasileira no jogo. E ela veio com Vinícius Júnior. Aos 31, o camisa 7 recebeu do volante Bruno Guimarães na área pela esquerda, driblou o meia Neil El Aynaoui e bateu forte e cruzado para deixar tudo igual. Um belo gol em Nova Jersey.

Mais calmos, os brasileiros conseguiram equilibrar o jogo e trocar mais passes. Marrocos não abdicou do ataque, mas a partida perdeu intensidade. A melhor chance antes do intervalo foi um voleio de Lucas Paquetá, dentro da área pela direita, após cruzamento de Douglas Santos pela esquerda, que o goleiro Yassine Bono defendeu.

Brasil melhora

Para o segundo tempo, Ancelotti trocou os amarelados Ibañez e Casemiro para entradas de Danilo e Fabinho. Mais ligado, o Brasil voltou do intervalo se lançando a frente, conseguindo diminuir o espaço de Marrocos. Aos seis minutos, na sequência de uma cobrança de lateral rápida pela esquerda, Igor Thiago recebeu na área e chutou forte, em cima de Bono, que espalmou no susto. Foi o único lance de perigo do camisa 25 na partida.

Atrás de mais mobilidade no setor ofensivo, o técnico italiano fez outras duas mudanças, tirando Igor Thiago, que errou praticamente tudo no jogo, e Lucas Paquetá. No lugar deles, entraram Matheus Cunha e Luiz Henrique. Por fim, Bruno Guimarães deu lugar a Danilo Santos.

Com as alterações, o Brasil tomou conta do campo marroquino, mas sem conseguir acertar o último passe, ou seja, concluir com efetividade. Rafinha, outro que acertou pouco na partida, ainda teve a chance da redenção na reta final do jogo. Recebeu de Vinícius Júnior na grande área, com espaço, mas não acertou em cheio o chute, que parou nas mãos de Bono.

Nos instantes finais, os Leões do Atlas ainda obrigaram Alisson a duas grandes defesas. Primeiro, em chute de El Aynaoui de fora da área. Depois, antecipando-se ao atacante Ayoube Amaimouni no rebote na pequena área, salvando a seleção canarinho da derrota.

O próximo compromisso será na sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. No mesmo dia, mas às 19h, Marrocos pega a Escócia no Gillette Stadium, em Boston.

CAMPO GRANDE

Federação de MS homenageia até Neymar e ignora 'prata da casa'

Seleção brasileira masculina de futebol fez sua estreia na Copa do Mundo de 2026 sem a cara de Ederson, chamado por Ancelotti aos "45 do 2° tempo" e "esquecido" entre craques em casa

13/06/2026 21h00

Imagem da mascote onça-pintada

Imagem da mascote onça-pintada "Vitória" e dizeres como "isso aqui é Brasil", ilustram banner que têm até Neymar e ignora Éderson Marcelo Victor/Correio do Estado

Continue Lendo...

Volante campo-grandense que integrou-se à delegação da seleção brasileira nos Estados Unidos graças à convocação aos "45 do segundo tempo" por Carlo Ancelotti, Éderson dos Santos, de 26 anos, ainda não aparece entre os craques que ornamentam a sede da Federação de Futebol do Mato Grosso do Sul (FFMS), "prata da casa" esse ignorado localmente pelo menos até a estreia do Brasil na Copa de 2026. 

Quem passa pela rua 14 de Julho, na região central de Campo Grande, antes mesmo da Copa começar e do volante "prata da casa" Ederson ser convocado pela selação no lugar do lateral Wesley, nota que a sede da Federação de Futebol do Mato Grosso do Sul está na torcida pelo hexa. 

No local, além da mascote da FFMS, a onça-pintada "Vitória", a Federação do Mato Grosso do Sul colocou um banner que cobre todo o portão de elevação com os dizeres: "bate no peito", "isso aqui é Brasil" e dizendo ao campo-grandense que "tá liberado acreditar". 

Ederson não pisou em campo na estreia, entretanto, a fachada que já possui o busto centralizado do atacante lesionado sem condições de entrar para o jogo de estreia, Neymar Jr., e de figuras como a do também volante Casemiro e do dono do primeiro gol do Brasil na Copa de 2026, Vinicius Jr., ainda não providenciou uma imagem do campo-grandense. 

Imagem da mascote onça-pintada "Vitória" e dizeres como "isso aqui é Brasil", ilustram banner que têm até Neymar e ignora Éderson Fachada da FFMS até estreia do Brasil ainda não tinha rosto do "prata da casa" na decoração. Foto: Marcelo Victor

Recentemente, inclusive, a FFMS anunciou "reforço" no setor de comunicação com o objetivo de ampliar a conexão com o futebol sul-mato-grossense, porém, procurada através de emails disponíveis na página de seu site oficial, a Federação não deu retorno se planeja celebrar a convocação do campo-grandense também com um banner e, se sim, levando em consideração o tempo de confecção, se há a possibilidade de ser fixada antes do fim da fase de grupos. Até o fechamento da matéria não foi obtido retorno. 

Torcida local

Em Campo Grande, a chuva que atingiu a Capital neste sábado (13) deixou muitos torcedores brasileiros desconfiados de que ela pudesse voltar na hora do jogo do Brasil contra Marrocos, o que fez com que a estrutura da "Cidade da Copa" instalada na Esplanada Ferroviária contasse com menos de 100 pessoas até por volta das 17h.

A Prefeitura da Capital, por meio da Fundação Municipal de Esportes, esperava que milhares de pessoas pudessem comparecer ao evento, porém a chuva quebrou essa expectativa do local que conta com praça de alimentação, feira criativa, espaço para crianças, telão de alta definição para transmissão da partida, banheiros, equipe de segurança, etc. 

A ideia neste espaço é que, durante os jogos, também sejam disponibilizadas cadeiras para idosos e gestantes, além de espaço reservado para pessoas com deficiência (PCDs).

Apesar do medo da chuva estragar a festa, alguns torcedores optaram por assistir o jogo da Seleção Brasileira em bares, como verificado in loco pelo Correio do Estado, onde a torcida se dividia entre descrentes e aqueles esperançosos que ainda acreditam na conquista do hexa. 

 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).