Cidades

RODOVIAS

Estradas de MS ficam lentas devido a carga superdimensionada

Comboio de quatro carretas deixou a MS-134 lenta nesta quarta, e BR-267 também está no roteiro do transporte

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Durante esta manhã (14), a MS-134 ficou mais lenta, no trecho entre Batayporã e o distrito de Nova Andradina, em Nova Casa Verde. A situação é devido a um comboio de quatro carretas que levam cargas superdimensionadas.

O transporte iniciou às 07h30 de hoje e a previsão é que até às 11h se encerre. O trajeto iniciou em Assaí, município do interior do Paraná e chegou ao Estado sul-mato-grossense por Batayporã. Com destino final em Inocência, o comboio ainda irá transitar por Mato Grosso do Sul, após sair da MS-134.

Com escolta da Polícia Rodoviária Federal (PRF), as carretas seguirão pela BR-267, que também poderá gerar lentidão no tráfego da rodovia. Procurada pelo Correio do Estado, a equipe da PRF ainda não confirmou se o comboio seguirá por Bataguassu ou Campo Grande, até o momento de publicação da matéria.

Segundo informações da primeira escolta (MS-134 até a BR-267), a Polícia Militar Rodoviária (PMR), o cronograma de entrega irá atrasar, não só devido a dimensão da carga, em que a velocidade dos veículos é abaixo dos demais, mas também por causa das fortes chuvas registradas nos últimos dias.

A previsão de entrega era para a próxima sexta-feira (16). As cargas são peças para indústria de celulose e pesam cerca de 62 toneladas. Atualmente, o transporte desse tipo de equipamento tem se tornado frequente na região, em razão da implantação das indústrias no norte do Estado de Mato Grosso do Sul.

 

*Saiba

De acordo com a Lei nº 9.503 de 1997 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a ultrapassagem de comboios escoltados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) é tipificada como infração leve se não for autorizada por agentes e autoridades de trânsito.

  • Infração: Leve;
  • Penalidade: Multa no valor de R$ 88,38;
  • Pontos na CNH: 3 pontos.

(Com informações do Nova News)

meio ambiente

Empresa indenizada pelo Fundo Pantanal é investigada por desmatamento ilegal

A SLC Agronegócios recebeu R$ 100 mil por preservar 3,7 mil ha acima do exigido. Porém, virou alvo do MPMS por suposto desmatamento ilelgal em 2023

14/01/2026 11h30

No primeiro ano do programa foram repassados R$ 3,25 milhões a proprieários pantaneiros que preservam áreas superiores às exigidas pela legislação

No primeiro ano do programa foram repassados R$ 3,25 milhões a proprieários pantaneiros que preservam áreas superiores às exigidas pela legislação

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Contemplada com o valor máximo das indenizações permitido pelo Fundo Clima Pantanal, R$ 100 mil, a empresa SLC Agronegócios virou alvo de investigação do Ministério Público Estadual depois de ter sido multada pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul  (Imasul) por suposto desmatamento ilegal realizado em meados de 2023. 

O Fundo Pantanal foi criado exatamente para combater os desmatamentos e no primeiro ano priorizou fazendas que mantiveram intactas áreas pantaneiras superiores às exigidas por lei. 

E, conforme publicação do diário oficial do Governo do Estado do dia 12 de dezembro, a SLC Agronegócios conseguiu comprovar que está conservando 3.703 hectares acima do mínimo exigido e por isso foi incluída na lista das 45 propriedades que no primeiro ano do programa receberam indenização. 

Mas, conforme publicação do diário oficial do MPE desta quarta-feira (14), a SLC Agronegócios virou alvo de inquérito civil, presidido pelo promotor Pedro de Oliveira Magalhães, por conta de um suposto desmatamento ilegal de 48 hectares feito em meados de 2023 na Fazenda Santa Fé do Corixo, no município de Corumbá. 

Por conta disso, levou multa de R$ R$ 49 mil, no dia 18 de dezembro de 2023, cerca de cinco meses depois do suposto desmatamento ilegal. A investigação da promotoria ainda está no começo e até agora os proprietários da fazenda, a família Cruzeta, não se manifestaram.  

O regulamento do Fundo Clima Pantanal estabelece que fazendeiros que tenham cometido irregularidades ambientais no Pantanal perdem o direido à indenização. Mesmo assim, a SLC Agronegócios (esta empresa não tem relação com a gigante do agronegócio SLC Agrícola), foi contemplada. 

Porém, a publicação de dezembro do ano passado não especifica qual a fazenda da SLC Agronegócios contemplada com os R$ 100. Ou seja, existe a possibilidade de este repasse ter sido feito para uma fazenda diferente daquela que foi multada (Santa Fé do Corixo)

No primeiro ano, o Governo do Estado havia destinado até R$ 40 milhões para indenizações a fazendeiros. Mas, a adesão foi baixa e os repasses ficaram longe disso. 

Ao todo, segundo o Governo do Estado, nesta primeira etapa foram contemplados  126 mil hectares para indenização, o que está garantindo repasse da ordem de R$ 3,25 milhões aos proprietários. 

O valor é praticamente o mesmo ao que está sendo repassado a três ONGs que dizem atuar no combate a incêndios e no tratamento de animais silvestres atingidos pelas queimadas no Pantanal. 

Dos R$ 40 milhões, R$ 1,438 milhão foi destinado ao Instituto Homem Pantaneiro (IHP), R$ 996 mil para o instituto SOS Pantanal e R$ 497,5 mil para o IPCTB - Instituto de Pesquisa e Conservação de Tamanduás no Brasil. 

Somados, os repasses às ONGs chegam R$ 2,931 milhões, o que equivale a 7,3% dos R$ 40 milhões anunciados pelo Governo do Estado ao Fundo Pantanal para o primeiro ano de vigência do programa. 

Na primeira chamada foram recebidas apenas 71 inscrições de imóveis rurais localizados no Bioma Pantanal. E, após análise dos documentos,  45 propriedades conseguiram cumprir as exigências

Mesmo assim, o secretário Jaime Verruck, da Semadesc, comemora os resultados. “O PSA Pantanal demonstra que é possível alinhar desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Estamos criando um modelo em que o produtor rural passa a ser reconhecido como parceiro estratégico na proteção do bioma, recebendo por um serviço ambiental que beneficia toda a sociedade”, afirmou. Segundo ele, o programa também fortalece a imagem de Mato Grosso do Sul como referência nacional em sustentabilidade e políticas climáticas inovadoras.

Segunda chamada 

Após a conclusão da primeira etapa, a Semadesc confirmou o cronograma da segunda chamada do PSA Conservação, prevista para 2026. A publicação do edital e a abertura das inscrições ocorrerão em 23 de fevereiro, com encerramento em 6 de abril.

As inscrições deferidas serão divulgadas em 16 de abril, com prazo para recursos até 20 de abril. A avaliação das propriedades ocorrerá até 1º de junho, com publicação do resultado final até 15 de junho. A assinatura dos Termos de Adesão está prevista a partir de 16 de junho de 2026.

Nesta segunda chamada, poderão participar proprietários que não conseguiram se inscrever na primeira etapa. As regras permanecem as mesmas, incluindo a possibilidade de cancelamento de autorizações de supressão de vegetação nativa vigentes na data de abertura do edital, quando houver, sendo que o pagamento será referente ao exercício de 2026. 

 

PRISÃO

Ex-PM que fugiu de Presídio Militar é recapturado em Campo Grande

Ex militar estava preso por furto mediante fraude e tem longa trajetória no mundo do crime

14/01/2026 11h15

O ex-PM costumava se passar por prestador de serviços para entrar em residências

O ex-PM costumava se passar por prestador de serviços para entrar em residências Arquivo/ Correio do Estado

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O ex-policial militar José Heleno de Oliveira Lima, de 63 anos, foi localizado e preso novamente na manhã desta terça-feira (13), em Campo Grande, após ter escapado do Presídio Militar Estadual, no Complexo Penal do Jardim Noroeste.

A recaptura foi possível graças a uma informação repassada de forma anônima às forças de segurança, que indicava o paradeiro do foragido. A equipe da Polícia Militar se deslocou até uma residência no bairro Lageado, onde o homem estava escondido. Ao perceber a chegada dos policiais, ele ainda tentou fugir, mas acabou detido.

Durante o atendimento da ocorrência, José Heleno admitiu ter utilizado o muro da unidade prisional para deixar o presídio. Depois da prisão, ele foi encaminhado para as providências cabíveis e reconduzido ao sistema penitenciário.

A ação aconteceu no último domingo (11). A ausência foi percebida às 6h10 durante o confere matutino.

Na vistoria, agentes encontraram uma escada artesanal, com uma rede azul, encostada no muro da unidade. O ponto por onde ele deixou o presídio não possui câmeras de vigilância.

José Heleno estava preso por furto mediante fraude e, após a fuga, passou a ser procurado pelas forças de segurança.

Velho conhecido da polícia

Mesmo tendo integrado a Polícia Militar, José Heleno construiu uma longa trajetória no mundo do crime. Ele acumula prisões desde pelo menos 2013 e tem um modo de agir que se repete.

O ex-PM costuma se passar por prestador de serviços, como técnico de TV a cabo, instalador de cercas elétricas ou profissional de manutenção, para entrar em residências. Já dentro das casas, pede ajuda ao morador para ir até outro cômodo e aproveita a distração para furtar objetos.

Em outros casos, ele se apresenta como comprador de veículos, pede para fazer test drive ou distrai o vendedor e foge com o carro.

Em 2018, foi preso no Acre por furto de automóvel e acabou identificado como autor de outros crimes semelhantes.

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