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Contra enchentes

Estrutura do dique desaba em Murtinho

Estrutura do dique desaba em Murtinho

DA REDAÇÃO

22/01/2010 - 07h57
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Um mês depois de o governador André Puccinelli ter garantido que o projeto de contenção de erosão do dique de Porto Murtinho não teria novos problemas estruturais, mais um “pedaço da obra”, que já estava praticamente concluída, desabou na madrugada de ontem. O projeto, orçado em R$ 9 milhões, mostra-se cada vez mais fragilizado e poderá determinar novos desmoronamentos. Pilares de sustentação de placas de concreto não suportaram a pressão do aterro e afundaram no Rio Paraguai. Esta é a quarta ocorrência desde o início de sua execução, em abril de 2008. Ontem na Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), o governador André Puccinelli – que ouviu lamentações dos prefeitos do interior – apenas sorriu ao ser questionado sobre a situação em Murtinho. No pior acidente, operário morreu afogado quando trabalhava em uma motoniveladora na compactação e terraplenagem. Parte do muro não suportou pressão da terra e cedeu levando junto a máquina. Alguns dias depois, o corpo foi retirado junto com o trator por um guindaste vindo de Corumbá. Em setembro de 2009, o Correio do Estado denunciou situação de risco de novos desmoronamentos evidenciado pela fragilidade no trabalho de fundação e instalação dos pilares que sustentam placas de concreto de três toneladas e mais a pressão do aterramento feito com pedras. Mais: o material transportado para a obra acabou comprometendo parte do asfalto da BR-267 e de algumas ruas da cidade. Mesmo assim, nada foi feito para corrigir essas falhas e, a julgar pelo “interesse” do Estado, a empreiteira deverá entregar o projeto sem alterações que poderiam garantir segurança à cidade. Trata-se de uma parede concretada verticalmente em terreno arenoso nas margens do Rio Paraguai, razão pela qual alguns pilares ficaram inclinados em vários ângulos. Para não refazer o serviço, a empreiteira optou por “corrigir” a estrutura com remendos de concreto. Mas o problema não foi resolvido. Pressão Como se não bastasse a fragilidade da fundação dos pilares, as chuvas começaram a pressionar o aterro e podem determinar destruição de toda a estrutura praticamente concluída. A responsabilidade da obra é do Estado e os recursos, do Governo federal. A Defesa Civil estadual, por meio da Secretaria de Obras do Estado, informou que a empreiteira responsável pelo projeto, Gerpav Ltda., foi citada e terá de refazer o trecho destruído. Segundo o coordenador, coronel Ociel Ortiz Elias, por enquanto a obra não oferece risco à população, mas alerta que se prevalecer o quadro de chuvas e possibilidade de grande enchente no Pantanal, “certamente vamos enfrentar problemas em abril ou maio”.

OFERTAS

Leilão do Detran-MS inicia março com 181 veículos para circulação

Os lotes se dividem em 162 motocicletas e 19 carros, além das ofertas de sucatas que podem ter as peças retiradas e vendidas

03/03/2026 16h35

Divulgação

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Nesta segunda-feira (2), o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) abriu o leilão de veículos para circulação e sucatas.

Entre os veículos que podem circular, há 181 lotes, os quais 162 são motocicletas e 19 carros. Entre os destaques está um Citroen C4 Pallas 20EPF, ano 2009/2010, que tem lance inicial de R$ 4.518.

Entre as motocicletas, o destaque é uma HONDA/CG 160 START, ano 2025/2025, com o lance inicial de R$ 4.095.

Entre as sucatas, são 66 lotes, sendo 70 motocicletas e 58 automóveis de sucata inservível, ou seja, que podem ter as peças retiradas e vendidas separadamente; e um lote único de 10.313,00 kg de material ferroso, voltado para siderúrgicas.

O leilão ficará aberto até às 15h, do dia 17 de março, realizado pelo portal www.leiloesonlinems.com.br.

Os editais dos leilões estão disponíveis no novo site do Detran-MS. Acesse (https://www.detran.ms.gov.br/informativo/editais-leiloes-e-licitacoes/).

Visitação

No portal é possível conferir os valores e fotos. Os interessados que quiserem avaliar os lotes podem visitar o pátio da PMAX Guincho e Armazenamento de Veículos, na Rua Gigante Adamastor, 16, Jardim Santa Felicidade, em Campo Grande.

Em Dourados, também há possibilidade de visitação, na unidade da PMAX, localizado na Avenida Moacir Djalma Barros, nº 11.355,  BR-163, Km 266. Os dias liberados para visita são 13 e 16 de março, das 08h às 11h e das 13h30 às 16h30.

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Fenômeno

Pescadores encontram diversos peixes mortos no Rio Sucuriú

Segundo a Polícia Militar Ambiental, a mortandade pode ter sido causada devido ao fenômeno natural conhecido por "devoada"

03/03/2026 16h15

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas Reprodução

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Pescadores encontraram, no último domingo (01), vários peixes mortos boiando nas águas do Rio Sucuriú, no município de Paraíso das Águas, a aproximadamente 210 quilômetros de Campo Grande. 

A maioria dos animais mortos eram da espécie piau, um peixe comum nas bacias do Paraná e do Paraguai. Os registros foram feitos por um casal que praticava pescaria no trecho entre a Ponte do Portinho Municipal e a Ponte de Pedra. 

De acordo com relatos de um dos pescadores, os peixes mortos estavam espalhados em diferentes pontos do rio, o que causou estranhamento e preocupação quanto às possíveis causas do fato. 

O Correio do Estado entrou em contato com a Polícia Militar Ambiental responsável pelo condado. Em nota, a assessoria da PMA de Costa Rica informou que realizou fiscalização pelo rio e em terra durante o dia de ontem (2) para apurar as causas do incidente. 

Em conversa com ribeirinhos e pescadores, a Polícia confirmou que cerca de 15 a 20 exemplares de peixes das espécies Piau, Tubuarana e Tucunaré foram encontrados boiando durante o domingo, mas o fenômeno cessou logo em seguida. 

Por esse motivo, durante a vistoria da PMA, não foi encontrado nenhum peixe morto nas regiões do Curralinho e Ponte de Pedra, nem nas grades de adução da Usina Hidrelétrica Fundãozinho ou propriedades rurais com lavouras às margens do rio. Não foram identificados, também, vestígios de uso indevido de defensivos agrícolas ou qualquer descarte irregular. 

Possíveis causas

A PMA afirmou que a mortandade pode ter sido causada por um fenômeno natural conhecido como "decoada", comum no Pantanal, ocorrendo na cheia (fevereiro a maio), quando águas sobem e inundam áreas secas com matéria orgânica, causando decomposição bacteriana intensa. 

"Imagens registradas no dia da denúncia mostraram um grande acúmulo de resíduos orgânicos e vegetação seca na calha do rio, trazidos pelas fortes chuvas e cheias. Esse material orgânico, ao entrar em decomposição, reduz drasticamente o oxigênio da água, o que pode levar à morte de peixes de forma moderada — fato que também foi registrado na região no mesmo período em 2025", explicou em nota. 

Mesmo com os indícios de causa natural, a Polícia informou que vai manter o monitoramento contínuo do trecho. Além disso, já foi realizado um pedido ao Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para que seja feita a coleta e análise técnica da água. 

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