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enem 2020

Estudantes aprovam medidas de biossegurança no primeiro dia de prova do Enem

Em meio a pandemia do Coronavírus, alunos enfrentam novas regras e se surpreendem com tema da redação

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Com a pandemia da Covid-19 as regras de biossegurança foram mais uma das preocupações dos estudantes que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) hoje (17). Mesmo assim, participantes aprovam medidas e relataram que a surpresa foi o tema da redação no primeiro dia de prova. 

Neste domingo (17), 82.638 pessoas realizaram a prova do Enem em Mato Grosso do Sul. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) determinou o adiantamento do horário de abertura dos portões para 10h30 e adotou um conjunto de medidas de biossegurança para aplicação da prova.  

O número de estudantes por sala foi reduzido para 50% da capacidade de ocupação total, e todos os locais de prova foram higienizadas antes e depois da avaliação. O uso de máscara é obrigatório durante toda a prova, sob pena de eliminação do participante. 

A higienização das mãos com álcool em gel foi obrigatória quando os participantes acessaram as salas.

O estudante, Luiz Guilherme, 18 anos, explica que é a segunda vez que faz o Enem, e notou que este ano o número de pessoas em sala foi muito menor. “As questões de biossegurança foram bem respeitadas. Eles permitiram tirar a máscara apenas para comer, mas em questão de segurança foi de boa”.  

Guilherme detalha que algumas pessoas tiraram a máscara para comer durante a prova, mas logo colocaram novamente. “Só uma pessoa tirou e não colocou quando acabou de comer e foi advertida, veio um fiscal e já pediu para ela colocar novamente”.  

Segundo Guilherme, a única dificuldade durante o exame foi o calor, pois todas as portas e janelas estavam fechadas e o ar-condicionado desligado. “Eu poderia ter me sentido mais seguro se as janelas e portas estivessem abertas, porque estava tudo fechado, mas o distanciamento foi bem seguro”.  

Kevin Lima Carvalho, 19 anos, relata que pretende cursar tecnologia da informação e, este ano fez o Enem pela segunda vez. Ele explica que todos respeitaram as medidas de biossegurança, por isso se sentiu seguro em realizar a prova. 

“Só a máscara que é meio ruim dá um pouco de falta de ar, foi o que pode ter dificultado mais esse ano, mas foi tudo tranquilo”, relata.  

Hoje (17) os portões para o Enem abriram às 10h30 para a primeira fase da prova. Apesar das medidas de biossegurança serem seguidas nas salas, pequenas aglomerações foram geradas na entrada do local da avaliação, com filas grandes e sem distanciamento.

Tema da redação

Este ano o tema da redação do Enem foi “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”. Os participantes devem fazer um texto dissertativo-argumentativo, apresentar opiniões e organizar a defesa de um ponto de vista em relação ao tema.  

De acordo com Guilherme, o tema foi pertinente, mas esperava algo diferente para este ano, com um contexto relacionado à pandemia ou ao governo federal. 

“Achei bem tranquilo o tema, mas achei que pelo ano que a gente está, não foi muito dentro do contexto do que podia ser falado. Mesmo sendo escolhido bem antes, ninguém esperava esse tema, foi bem aleatório, que nem ano passado que foi sobre a desburocratização do acesso ao cinema”, relata.  

Já Carvalho explica que achou o tema forte e teve dificuldade em começar o texto, mesmo assim conseguiu concluir. “No começo eu pensei em não fazer porque achei um tema muito pesado, por que eu conheço bastante gente com depressão, mas depois eu consegui, escrevi as 30 linhas, mas foi um tema muito complicado”.

Neste domingo, os participantes realizaram as provas objetivas de linguagens e ciências humanas, com 45 questões cada, e a prova de redação. Os estudantes tiveram cinco horas e 30 minutos para completar as questões.  

Próximos dias de prova

O segundo dia de prova será realizado no dia 24 de janeiro (domingo), com questões de ciência da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias. Além das provas impressas, 1.924 pessoas farão a prova de forma digital, que será realizada nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.  

Quem testar positivo ou tiver sintomas de Covid-19 e outras doenças infectocontagiosas até o momento do exame não deverá comparecer ao local de prova e entrar em contato com o Inep pelo telefone 0800-616161. 

Os estudantes que apresentarem justificativa poderão fazer a prova na data de reaplicação do Enem, nos dias 23 e 24 de fevereiro.  

Tragédia

Explosão no Jaguaré: segundo Bombeiros, acidente aconteceu por vazamento de gás

Informações apontam que a explosão aconteceu durante um trabalho da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo

11/05/2026 19h00

Divulgação

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Uma explosão seguida de um incêndio em uma área residencial na região do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, destruiu uma série de casas, deixou pessoas feridas e, ao menos, uma vítima está soterrada sob os escombros.

Informações preliminares do Corpo de Bombeiros apontam que a explosão aconteceu durante um trabalho da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) na região, e que pode ter atingido uma tubulação durante uma escavação. As causas do acidente ainda serão investigadas. A reportagem busca contato com a companhia.

Segundo informações dos Bombeiros, a explosão aconteceu em uma comunidade localizada em uma área próxima à Rua Dr. Benedito de Moraes Leme e à Rua Piraúba, atrás do Condomínio Morada do Parque.

O impacto da explosão arremessou pessoas, provocou a quebra de vidros de prédios ao redor e o colapso de estruturas de residências.

Imagens registradas pela Band mostram casas totalmente destruídas, pilhas de destroços e moradores da região em pânico: "Minha casa não existe mais", disse um dos entrevistados, que teve o pai arremessado pela explosão.

Até o momento, há a confirmação de três pessoas feridas. Um delas foi resgatada pelos Bombeiros e duas, pelos próprios moradores. Os bombeiros afirmam que atuam para localizar um homem que estaria sob os escombros. Não há informações de óbitos

"Diversas residências foram atingidas após uma obra na Sabesp, uma perfuração de uma tubulação de gás, houve a explosão no interior dessas residências", disse a porta-voz dos Bombeiros, Karol Burunsizian.

"Não temos a quantidade exata, mas possivelmente 10 residências atingidas diretamente com essa explosão. Foram três vítimas socorridas, três homens, uma por meios próprios, (que é) um funcionário da Sabesp, uma pelo SAMU e um terceiro pelo resgate do Corpo de Bombeiros".

Segundo Karol, os bombeiros atuam para localizar uma vítima desaparecida que morava em uma das residências atingidas e que foi colapsada. "Então, neste momento o trabalho do Corpo de Bombeiros é justamente buscar esse possível desaparecido".

A explosão também gerou um incêndio que atinge outras casas nas proximidades e, conforme os Bombeiros, há um forte cheiro de gás na região. Doze viaturas da corporação foram deslocadas para atender a ocorrência. Ambulâncias do Samu e agentes da Polícia Militar e da Defesa Civil também foram mobilizados.

Caminhos das Nascentes

Projeto recupera áreas degradadas e mobiliza estudantes em MS

Iniciativa do Instituto Taquari Vivo prevê restauração de 378 hectares e já envolveu mais de 500 alunos em ações ambientais no norte do Estado

11/05/2026 18h48

Projeto recupera áreas degradadas e mobiliza estudantes em MS

Projeto recupera áreas degradadas e mobiliza estudantes em MS Foto: Agro Agência

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O projeto Caminhos das Nascentes, desenvolvido pelo Instituto Taquari Vivo (ITV) em parceria com o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), tem promovido a recuperação ambiental de áreas degradadas na Bacia do Rio Taquari, no norte de Mato Grosso do Sul.

A iniciativa atua no Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari (PENT) e no Monumento Natural Municipal Serra do Bom Jardim, unindo restauração ecológica e educação ambiental em municípios da região.

A proposta prevê a recuperação de 378 hectares ao longo de dois anos, com média de 190 hectares restaurados anualmente.

Do total, 250 hectares serão destinados à construção de terraços e barreiras alternativas para o manejo das águas pluviais e contenção de processos erosivos, enquanto outros 120 hectares receberão cobertura direta de vegetação nativa.

Entre as ações previstas estão o controle de voçorocas e ravinas, além do plantio e semeadura de espécies do Cerrado. O investimento estimado é de R$ 713 mil para o plantio de mudas nativas, R$ 1 milhão para a técnica de semeadura direta e outros R$ 375 mil voltados exclusivamente à contenção da erosão.

Além da recuperação do solo, o projeto também aposta na conscientização ambiental de crianças e adolescentes da região. Mais de 500 estudantes já participaram das atividades promovidas pelo ITV, que incluem plantio de mudas, coleta de sementes e visitas técnicas às áreas em recuperação.

Recentemente, alunos do 7º ano da Escola Estadual Romilda Costa Carneiro participaram de uma atividade em comemoração ao “Dia da Água”, na região de São Thomaz, em Alcinópolis, dentro da área do Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari.

A ação contou com parceria da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Semdema).

As atividades educativas também mobilizaram cerca de 300 estudantes das escolas Municipal Miguel Antônio de Morais, Centro de Educação Infantil Brenno Crisóstomo Duarte e Escola Estadual Romilda Costa Carneiro durante ações realizadas no Monumento Natural Serra do Bom Jardim, em alusão ao “Dia do Cerrado”.

Projeto recupera áreas degradadas e mobiliza estudantes em MSIniciativa do Instituto Taquari Vivo prevê restauração de 378 hectares e já envolveu mais de 500 alunos em ações ambientais no norte do Estado. Foto: Agro Agência

Em Costa Rica, estudantes de escolas municipais e da Escola Cívico-Militar também participaram de visitas técnicas ao parque estadual, onde conheceram ações de preservação de nascentes e recuperação ambiental.

A coordenadora de restauração do Instituto Taquari Vivo, Letícia Reis, destacou que o envolvimento da comunidade é essencial para garantir resultados duradouros no processo de recuperação ambiental.

“A restauração ambiental só é efetiva quando a comunidade local se torna guardiã do território. Ao envolvermos mais de 500 alunos em atividades práticas nas Unidades de Conservação, não estamos apenas ensinando teoria, estamos permitindo que eles vejam de perto a fragilidade do nosso solo e a força da vida que retorna com o projeto. Essas crianças são os futuros tomadores de decisão da Bacia do Taquari”, afirmou.

Para fortalecer a recuperação das áreas degradadas, o projeto utiliza espécies nativas do Cerrado, como Baru, Jatobá, Copaíba e Ipês, consideradas fundamentais para acelerar a recomposição do solo e ampliar a diversidade ambiental da região.

O monitoramento das áreas restauradas será realizado por meio de indicadores técnicos, como cobertura vegetal e densidade de regeneração nativa, com o objetivo de garantir a estabilidade hídrica e climática da Bacia do Taquari e de áreas ligadas ao Pantanal sul-mato-grossense.

Para sustentar esse novo ecossistema, o projeto selecionou uma lista diversa de espécies nativas, incluindo o Baru, Jatobá, Copaíba e Ipês, que desempenham papéis cruciais tanto no recobrimento rápido do solo quanto na diversidade funcional da paisagem.

A estratégia de longo prazo inclui o monitoramento contínuo por indicadores como a cobertura de copa e a densidade de regenerantes nativos, assegurando que as intervenções de hoje se transformem em uma base sólida para a estabilidade climática e hídrica de toda a região pantaneira.

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