Cidades

PANDEMIA

Estudo oferece novas evidências de que leite materno pode proteger bebês contra Covid

Pesquisa foi publicada na última semana, na revista científica Journal of Perinatology

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Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade da Flórida oferece novas evidências de que o leite materno de mães imunizadas contra Covid-19 pode proteger os bebês. Atualmente, não há vacinas aprovadas para crianças com menos de seis meses de idade e a nutrição pode ser um caminho para propiciar imunidade.

A pesquisa, publicada na última semana na revista científica Journal of Perinatology, complementa as evidências apresentadas em 2021, quando os cientistas divulgaram que o leite materno de mulheres imunizadas contém anticorpos contra o Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19.

"Nossa hipótese era que encontraríamos anticorpos específicos para o Sars-CoV-2 em crianças amamentadas por mulheres vacinadas, uma ideia baseada em estudos anteriores que mostraram que anticorpos maternos contra certos patógenos entéricos podem ser detectados nas fezes de lactentes", conta Joseph Larkin, autor sênior da pesquisa e professor na Universidade da Flórida.

No novo estudo, os cientistas analisaram as fezes dos bebês e também encontraram anticorpos para o novo coronavírus, indicando que essas proteínas são passadas por meio da amamentação e conseguem chegar ao trato gastrointestinal das crianças.

Para a análise, eles contaram com amostras de sangue e leite de 34 mães imunizadas com as vacinas da Pfizer ou da Moderna, além de amostras das fezes de 24 bebês. O material foi coletado em diferentes momentos, o que permitiu comparar os níveis de anticorpos ao longo do tempo.

Ao todo, foram analisadas 96 amostras de sangue materno, 101 de leite e 31 de fezes coletadas antes da vacinação, de 15 a 30 dias após a primeira dose, e depois de sete dias a seis meses após a segunda dose (nem todos os participantes contribuíram com material nos vários momentos).

No passo seguinte, os pesquisadores realizaram testes in vitro para verificar se os anticorpos encontrados nas amostras eram capazes de neutralizar um pseudovírus que mimetiza o Sars-CoV-2 e os resultados foram positivos.

O grupo descobriu que os níveis dos anticorpos dos tipos IgA e, principalmente, IgG (associado à resposta imune de memória) nas fezes dos lactentes depois da vacinação das mães eram maiores do que os parâmetros de controle.

Também verificou um aumento de 50% na capacidade de neutralização nas amostras de leite materno colhidas seis meses após a vacinação, quando já há redução dos níveis de anticorpos.
Com os resultados, eles levantam no artigo a ideia de que os anticorpos IgA e IgG contra o Sars-CoV-2 secretados no leite materno podem oferecer proteção aos bebês e potencialmente reduzir a gravidade de sintomas relacionados à infecção pelo coronavírus.

O estudo, porém, tem limitações, a começar por um número pequeno de participantes. Larkin explica que, com o avanço da vacinação, ficou mais difícil recrutar mulheres antes da administração do imunizante, por isso o grupo limitado.

Outra restrição é o fato de não ter sido considerada a possibilidade de as mães ou os bebês terem sido infectados pelo Sars-CoV-2 e não diagnosticados.

Além disso, muitos dos bebês participantes já tinham mais de seis meses e estavam ingerindo também outros alimentos. "Em combinação com a pequena amostra, isso pode ter interferido na concentração de anticorpos nas fezes e nos resultados sobre capacidade de neutralização, uma vez que crianças alimentadas exclusivamente com leite materno podem ter maior nível de anticorpos", afirmam os cientistas no texto.

Ainda assim, eles avaliam que, juntos, os dois estudos oferecem uma visão mais completa de como a vacinação contra a Covid-19 durante a gravidez e a amamentação podem proteger a mãe e a criança. Larkin inclusive torce para que os resultados estimulem a amamentação e suscitem mais pesquisas. "Agora estamos interessados em compreender melhor como os anticorpos e outros elementos presentes no leite materno ajudam a proteger os bebês."

CAMPO GRANDE

Discussão entre colegas de trabalho termina em morte dentro da Ceasa-MS

Homem foi esfaqueado durante briga em empresa permissionária instalada nas Centrais de Abastecimento; suspeito permaneceu no local e acabou preso em flagrante

30/05/2026 14h00

Caso ocorreu na área operacional da Ceasa-MS, em Campo Grande, durante a madrugada deste sábado (30)

Caso ocorreu na área operacional da Ceasa-MS, em Campo Grande, durante a madrugada deste sábado (30) Dourados Agora

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Uma discussão entre dois funcionários de uma empresa permissionária instalada dentro da Ceasa-MS terminou em homicídio na madrugada deste sábado (30), em Campo Grande.

O crime ocorreu por volta das 4h, em uma área operacional das Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul. De acordo com informações preliminares, os dois trabalhadores atuavam na mesma empresa quando iniciaram um desentendimento que evoluiu para agressão física.

De acordo com o portal Dourados Agora, durante a briga, a vítima teria desferido um tapa no rosto do colega. Em seguida, o outro funcionário reagiu utilizando uma faca e atingiu o homem na região do tórax.

A vítima não resistiu ao ferimento e morreu ainda no local. Após o ocorrido, o autor permaneceu na área da empresa até a chegada das equipes policiais.

O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado para a delegacia por volta das 4h30. Informações iniciais apontam que ele não possuía antecedentes criminais.

Em nota, a Ceasa-MS confirmou que a ocorrência envolveu funcionários de uma empresa permissionária instalada em sua área operacional e informou que acompanha o caso.

“A administração da Ceasa/MS acompanha a situação e está à disposição para colaborar com as investigações, fornecendo as informações que forem solicitadas pelos órgãos competentes”, informou o comunicado.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime e a motivação da discussão que terminou em morte.

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POLÍCIA

Homem é morto a facadas em via pública em São Gabriel do Oeste

Conhecido como "Xuruca", John Maycon da Silva de Jesus, de 32 anos, foi encontrado ferido em uma rua do Jardim Gramado e morreu antes de receber atendimento médico

30/05/2026 13h30

Polícia Militar isolou a área para os trabalhos da perícia e início das investigações sobre o homicídio

Polícia Militar isolou a área para os trabalhos da perícia e início das investigações sobre o homicídio Reprodução/Idest

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Um homem identificado como John Maycon da Silva de Jesus, de 32 anos, conhecido pelo apelido de "Xuruca", foi assassinado a facadas na noite de sexta-feira (29), em São Gabriel do Oeste, município localizado a cerca de 140 quilômetros de Campo Grande.

De acordo com o portal de notícias Idest, o crime ocorreu na esquina das ruas Anhumas e Sabiá, nas proximidades da Escola Estadual Professora Creuza Aparecida Della Coleta, no bairro Jardim Gramado.

A Polícia Militar foi acionada após moradores informarem, por meio do telefone 190, que havia uma pessoa caída na via pública. Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram a vítima com diversos ferimentos provocados por arma branca.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros também foram mobilizadas para prestar socorro. No entanto, conforme informações repassadas pelos socorristas, John Maycon já estava em parada cardiorrespiratória quando recebeu atendimento.

A morte foi constatada ainda no local. Após a confirmação do óbito, a área foi isolada para o trabalho da Perícia Científica e da Polícia Civil, que realizaram os levantamentos iniciais para esclarecer as circunstâncias do crime.

A Polícia Civil instaurou inquérito e investiga a autoria e a motivação do homicídio. Até a publicação desta matéria, nenhum suspeito havia sido identificado ou preso.

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