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EUA acusam criminalmente responsáveis da Telexfree

EUA acusam criminalmente responsáveis da Telexfree

g1

10/05/2014 - 07h15
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A Justiça dos Estados Unidos acusou criminalmente os responsáveis pela Telexfree por fraude federal, de acordo com comunicado pulicado ontem (9). Eles são acusados de promover um esquema de pirâmide financeira.

James M. Merrill e Carlos N. Wanzeler, ambos do estado de Massachusetts, foram acusados criminalmente em uma denúncia na corte estadual. Se considerados culpados, eles podem pegar até 20 anos de prisão, de acordo com a nota.

Merrill foi detido pelas autoridades e deu um depoimento inicial na corte de Worcester. Já Wanzeler tem um mandado de prisão expedido contra ele e é considerado fugitivo.

Os representantes da Telexfree no Brasil não foram localizados pelo G1 para comentar o assunto.

No mês passado, relatório da Secretaria de Estado de Massachusetts afirmou que a Telexfree é uma pirâmide financeira que arrecadou cerca de US$ 1,2 bilhão em todo o mundo e a Justiça dos Estados Unidos determinou o congelamento dos bens do grupo. Desde então, a procuradoria dos EUA executou 37 mandados de apreensão de bens estimados em dezenas de milhões de dólares.

O pedido foi feito pela Securities and Exchange Commission (SEC), órgão equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) brasileira, e determinado pelo Tribunal Distrital de Boston. No documento, as autoridades pedem o fim das atividades da empresa, a devolução dos lucros e o ressarcimento das perdas causadas aos investidores, chamados de "divulgadores".

Acusação criminal

A procuradora norte-americana Carmen Ortiz diz que o "escopo desta suposta fraude é de tirar o fôlego". "Como alegado, estes réus planejaram um esquema que colheu centenas de milhões de dólares a partir de pessoas que trabalham duro em todo o mundo", afirmou.

O agente especial encarregado de investigações internas diz que uma das prioridades da investigação é acompanhar o fluxo do dinheiro ilícito da empresa ao redor das fronteiras americanas e orientou que "se o negócio é muito bom para ser verdade, provavelmente é".

A denúncia alega que a Telexfree é um esquema de pirâmide e que, entre janeiro de 2012 e março de 2014, quis comercializar o seu serviço de VoIP por meio do recrutamento de "milhares de promotores", que publicavam anúncios do produto na internet. Cada promotor era obrigado a "comprar" o produto por um preço determinado pela Telexfree, pelo que eram compensados.

A postagem de anúncios eram uma "atividade sem sentido", segundo a denúncia, em que os promotores apenas colavam as propagandas em sites que já estavam cheios de anúncios de outros participantes. De acordo com o depoimento, a Telexfree arrecadava menos de 1% da receita das vendas de serviço de VoIP ao longo dos últimos dois anos. Mais ou menos 99% do faturamento vinha de novas pessoas que entravam no esquema. "A Telexfree só era capaz de pagar o rendimento prometido aos promotores existentes trazendo dinheiro de novos recrutados", diz a nota da Justiça.

PESQUISA

MS teve alta de 51,8% na área desmatada entre 2019 e 2025

Dados do MapBiomas divulgados ontem são alerta sobre os riscos da baixa cobertura nativa do solo e dos efeitos do El Niño

13/08/2026 07h50

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Os alertas de desmatamento em todo o território de Mato Grosso do Sul vêm mostrando oscilações ao longo dos anos, com quedas mais acentuadas em 2022 e 2024, enquanto em 2020 e 2023 houve saltos de detecções. Dentro desse contexto, entre 2019 e 2025, o crescimento dos alertas de desmatamento ficou em mais de 51,8%.

Essas informações constam nos estudos analisados pelo MapBiomas, que divulgou novos balanços para alertar sobre os riscos de falta de cobertura nativa no solo e os efeitos que isso pode ter com o El Niño trazendo severas alterações, com aumento de temperatura e estiagem severa, que podem contribuir com incêndios florestais, por exemplo.

Com relação ao Estado, outro detalhe que o MapBiomas ressalta é que há mais de um bioma presente, neste caso, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal. Em cada um deles, um cenário acaba sendo identificado de forma particularizada.

Além disso, o uso do solo nesses três biomas encontrados em Mato Grosso do Sul tem diferentes fins.

O Cerrado ocupa 62% de MS, e os dados analisados apontaram que ele é o bioma mais pressionado, já que, em 2025, o desmatamento ocorrido em sua área foi de 71,3%.

A Mata Atlântica está em 10% do território e sua porcentagem de supressão ficou abaixo de 0,5%. O Pantanal é o terceiro bioma no Estado, ocupando 27% do território. Na comparação com toda a supressão ocorrida em MS, o território pantaneiro foi responsável por 28,6%.

Analisar esses dados históricos e a presença de cobertura vegetal nativa, conforme o MapBiomas, é um trabalho que deve ser levado em consideração para compreender como uma região vai estar mais ou menos preparada para enfrentar os efeitos que o El Niño pode gerar.

“Os dados históricos de precipitação mostram que os biomas brasileiros têm registrado secas ou chuvas cada vez mais intensas em anos com El Niño de maior intensidade, como o que se espera em 2026. A comparação dos dados da série histórica de cobertura e uso da terra do MapBiomas com as anomalias de precipitação (mm) entre os meses de setembro e novembro durante três eventos recentes de forte El Niño (1997/1998, 2015/2016, 2023/2024) revela que a redução de chuvas vem se agravando, com exceção do Pampa e da região sul da Mata Atlântica, onde há um aumento da precipitação”, alertou o MapBiomas, em divulgação feita ontem.

Cobertura nativa em MS teve queda entre 2019 e 2025, diz pesquisa - Foto: Rodolfo César

O que o MapBiomas pontuou com relação a Mato Grosso do Sul é que a concessão de autorizações para que ocorra desmatamento vem aumentando, uma condição que também ocorreu no ano passado em Tocantins. 

“Tocantins e Mato Grosso do Sul registraram as maiores proporções de área desmatada com sobreposição a autorizações no Brasil nos últimos sete anos: 68,6% no Tocantins (580.465 ha) e 75,2% em Mato Grosso do Sul (277.357 ha)”, informou o grupo de estudo.

HISTÓRICO

Dentro de um período de 41 anos, Mato Grosso do Sul tem mostrado também variações sobre o seu uso do solo. Os dados consolidados do MapBiomas divulgados ontem indicaram que a agropecuária saiu de 36,5% de ocupação do solo, em 1985, para 58,6%, no ano passado.

A formação florestal nativa caiu de 43,1% no início do período estudado para 23,7%.

Com relação ao Pantanal, os dados mostram uma grande área antes ocupada pela água sendo usada para outros fins.

Em 1985, a superfície de água ou corpo d’água estava em 7,9% da cobertura do território sul-mato-grossense, caindo para 2,3% no ano passado. O bioma vem enfrentando um período de estiagem que começou em 2019 e já persiste há oito anos.

“No Pantanal, o último El Niño teve efeito pronunciado na redução das precipitações, sendo 2024 o ano mais seco da série histórica mapeada. O encolhimento de 4 milhões de hectares de superfícies de água e campos alagados é acompanhado pela inclusão, na Coleção 11, de uma nova classe de mapeamento: a savana alagada, caracterizada por espécies arbóreas distribuídas de forma esparsa em meio à vegetação arbustiva e herbácea ao longo de cursos d’água e planícies de inundação. Essa classe sofreu uma redução de 84% no Pantanal, caindo de 1,1 milhão de hectares em 1985 para 174 mil hectares em 2025”, identificou o
MapBiomas.

O que o grupo de estudos ponderou foi que, em 2025, a Amazônia e o Pantanal permaneceram como os biomas com maior proporção de vegetação nativa, ambos com mais de 80% de seu território ocupado por cobertura nativa.

*SAIBA

Os dados do MapBiomas indicaram que a agropecuária saiu de 36,5% de ocupação do solo, em 1985, para 58,6%, em 2025. A formação florestal nativa caiu de 43,1% para 23,7% no período estudado.

Colaborou Rodolfo César

DROGAS

Cinco bolivianos são presos com cogumelos alucinógenos em Corumbá

Receita e Polícia Federal apreenderam drogas sintéticas durante ações de fiscalização no município

13/08/2026 07h45

Uma das ações foi realizada em um local no centro da cidade, na rua Frei Mariano

Uma das ações foi realizada em um local no centro da cidade, na rua Frei Mariano Divulgação: Receita Federal

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A Receita Federal do Brasil e a Polícia Federal apreenderam drogas sintéticas em centros de distribuição de remessas em Corumbá, durante ações de fiscalização realizadas nesta semana. Cinco bolivianos foram presos e encaminhados à Delegacia da PF do município para seguimento nas investigações.

O cão farejador da Receita Federal indicou a presença de entorpecentes em algumas remessas. Após trabalho de inteligência das instituições, foram abordados dois veículos. Ambos carregavam os entorpecentes ilícitos.

Ao todo, foram apreendidas três remessas contendo drogas sintéticas, entre elas: MDMA, ecstasy, frascos contendo substâncias líquidas possivelmente classificadas como GHB e sacos compactados com material identificado como cogumelos alucinógenos, ou seja, fungos que contêm substâncias psicoativas, principalmente psilocibina e psilocina.

A ação integra as atividades da Força Especial de Repressão Aduaneira (FERA) Nacional, programa voltado à intensificação de operações de vigilância, repressão e apoio à fiscalização em regiões de fronteira.

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