Os EUA criaram 217 mil vagas de trabalho em maio, um resultado pouco acima da média dos últimos seis meses.
O resultado indica que a economia pode estar, de fato, se recuperando após um fraco desempenho no início do ano.
Este foi o quarto mês consecutivo que a geração de empregos ficou acima dos 200 mil -algo que não ocorria desde janeiro de 2000. O desempenho foi acima do esperado por economistas, que previam a criação de 215 mil vagas.
O desemprego permaneceu em 6,3%.
Maio também trouxe um marco importante para a economia americana: finalmente o país recuperou os 8,7 milhões de empregos perdidos durante a recessão.
O número de vagas criadas, no entanto, foi menor que o de abril, quando o país registrou a criação de 282 mil postos de trabalho, num "boom" após os meses de rigoroso inverno.
Os principais setores a gerar novos postos em maio foram serviços, com 55 mil; saúde, com 34 mil -a maior alta em nove meses-; e lazer e hotelaria, com 32 mil.
A força de trabalho cresceu em maio, com 192 mil novos trabalhadores, depois de cair acentuadamente no mês anterior. Isso deixou a taxa de participação da força de trabalho -americanos em idade ativa que estão empregados ou, pelo menos, à procura de um emprego- estável em 62,8%.
Os números de emprego ainda seguem sendo um dos principais termômetros usados pelo Fed (Federal Reserve, banco central americano) para ajustar sua política de estímulos e juros.
No primeiro trimestre, a economia americana registrou sua primeira retração em três anos. Após revisão na última semana, o PIB de janeiro a março encolheu 1% ante os últimos três meses do ano passado na taxa anualizada. Foi o pior desempenho desde o primeiro trimestre de 2011, quando a economia teve retração de 1,3%.


