Cidades

JÚRI DO SÉCULO

Ex-capitão da PM quer condenação de advogado de Jamilzinho por calúnia em júri

Paulo Xavier, o PX, afirma que advogado tentou ligá-lo a crimes ao interrogar testemunha no júri pela morte de seu filho

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O ex-capitão da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Paulo Roberto Teixeira Xavier, conhecido como PX, entrou na Justiça pedindo a condenação de um dos advogados de Jamil Name Filho, sob alegação de calúnia no júri que condenou Jamilzinho e outros três pela morte de seu filho, o acadêmico de Direito Matheus Xavier.

O júri foi realizado nos dias 17, 18 e 19 de julho do ano passado, tido como o maior da história do judiciário sul-mato-grossense.

Em ação protocolada no dia 16 de janeiro deste ano, Paulo Xavier pede a condenação do advogado Eugênio Carlo Balliano Malavasi pelo crime de calúnia, além de indenização no valor de R$ 10 mil.

Conforme a petição, PX alega que as ofensas foram feitas pelo advogado durante o julgamento, na ocasião das perguntas direcionadas à delegada Daniela Kades, testemunha do caso.

É alegado que o advogado, que patrocina a defesa de Jamil Name Filho, teria excedido o direito de defesa do acusado, ferindo a honra do ex-policial.

Ainda segundo o processo, a ofensa ocorre quando o advogado introduz perguntas em nome da pessoa de Sérgio Roberto de Carvalho, acusado de tráfico de drogas, ao questionar a delegada “se ela soube que antes do triste episódio do garoto Matheus, se PX foi preso em dois municípios distintos e longínquos por porte ilegal de arma”.

A defesa do ex-policial afirma que a alegação é inverídica.

Após a resposta da delegada, o advogado complementa a pergunta, questionando sobre um crime de tráfico de drogas, da qual Paulo Xavier afirma nunca ter tido envolvimento.

Por fim, o processo cita o fato de Eugênio questionar a testemunha sobre uma tatuagem de Juanil, um dos atiradores que mataram o estudante, sendo respondido que a tatuagem significa ligação com a facção criminosa PCC.

“Desta feita, há que se verificar que o querelado atribui ao pai da vítima o envolvimento em atividades criminosas, sendo ora porte ilegal de arma, ora crime de tráfico, razão pela qual requer a condenação na pena prevista no artigo 138, do Código Penal”, que é o crime de calúnia.

“O elemento subjetivo específico do crime de calúnia, qual seja, a vontade de atingir a honra objetiva da vítima, atribuindo falsamente fato definido como crime, emerge claro ao ter o querelado acusado o querelante de envolver-se por duas vezes em crime de porte ilegal de arma, bem como tráfico; o que não condiz com a verdade”, diz a petição.

Além disso, é pedido o valor de R$ 10 mil a título de indenização pelos danos causados.

A queixa-crime será analisada pela 10ª Vara do Juizado Especial Central de Campo Grande.

Julgamento

Jamil Name Filho, o Jamilzinho, foi condenado a 23 anos e 6 meses de prisão pelo crime de homicídio qualificado e posse ilegal de arma de fogo, a serem cumpridos inicialmente em regime fechado, pela morte do acadêmico de Direito Matheus Coutinho Xavier, no dia 9 de abril de 2019, em Campo Grande. Foram 20 anos pelo assassinato e 3 anos e 6 meses pelas armas.

Já o ex-guarda municipal Marcelo Rios, de 46 anos, foi condenado a 23 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, receptação de carro roubado e posse ilegal de arma de fogo.

O terceiro réu, o ex-policial-civil Vladenilson Daniel Olmedo, de 63 anos, recebeu a pena de 21 anos e 6 meses de prisão pelo homicídio de Matheus e pela posse ilegal de arma de fogo.

Com esse resultado, os jurados concordaram com a tese do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) de que Jamilzinho foi o mandante do atentado que resultou na morte de Matheus Xavier.

Com mais essa pena, Jamilzinho agora é condenado a 46 anos e 10 meses de prisão. Ele já foi considerado culpado por outros três crimes.

campo grande

Prefeitura abre licitação de R$ 536 mil para revitalização da Praça do Preto Velho

Projeto prevê reforma de quadra poliesportiva, implantação de redário, paisagismo, construção de playground, entre outros

22/09/2026 11h00

Praça do Preto Velho será revitalizada em Campo Grande

Praça do Preto Velho será revitalizada em Campo Grande Foto: Marcelo Victor

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A Prefeitura de Campo Grande abriu licitação para contratação de empresa especializada para execução de reforma e revitalização da Praça do Preto Velho, em valor estimado de R$ 536,1 mil.

O aviso de licitação foi publicado no Diário Oficial do Município desta terça-feira (22).

A Praça do Preto Velho está localizada na Avenida Fábio Zahran com a Avenida Salgado Filho, no Jardim Paulista. O local é conhecido por abrigar a feira cultural Ziriguidum, realizada todo primeiro sábado de cada mês.

Conforme o edital, o objetivo da revitalização é restaurar a funcionalidade e segurança da praça.

Estão previstas a reforma da quadra poliesportiva, a construção de um novo playground e de uma estação de ginástica ao ar livre, a execução de calçadas em concreto e a implantação de um redário.

Também haverá a execução de serviços de paisagismo, que incluem o plantio de ipês com mudas de no mínimo de dois metros de altura.

Outros reparos e melhorias na infraestrutura geral incliuem a instação de bebedouros, bancos e rampas de acessibilidade.

A empresa a ser contratada deverá fornecer todos os recursos necessários, sendo mão de obra, materiais e equipamentos, para a execução do projeto. A empresa também será responsável pela limpeza, com remoção de entulho e restos de materiais antes da entrega da reforma.

A licitação será realizada na modalidade menor preço, com recebimento de propostas até o dia 7 de outubro, mesma data em que será aberta a disputa de preços.

COBERTURA MÓVEL

Pontos de internet 4G são instalados em rodovias da Caminhos da Celulose

Nova rede cobrirá os 870,3 quilômetros de rodovias administradas pela concessionária

22/09/2026 10h45

A Caminhos da Celulose atende as rodovias BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395

A Caminhos da Celulose atende as rodovias BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395 Divulgação

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Das 82 torres previstas para ampliar a cobertura móvel 4G/LTE nas rodovias administradas pela Caminhos da Celulose em Mato Grosso do Sul, 15 estão com as estruturas finalizadas e outras 69 já possuem frentes de trabalho em andamento. No momento, as etapas consistem na construção das estruturas e na instalação dos equipamentos de telecomunicações.

As cinco rodovias que integram a concessão são: BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395. Além das estruturas já levantadas, 40% da infraestrutura civil necessária para a implantação das torres está concluída. Essa etapa contempla serviços como execução das fundações e instalação das ferragens, deixando os locais preparados para o início da montagem e do levantamento das estruturas.

A nova rede cobrirá os 870,3 quilômetros de rodovias administradas pela Caminhos da Celulose e dará suporte tanto à comunicação dos usuários quanto aos sistemas operacionais e tecnológicos da concessionária.

“A cobertura 4G nas rodovias representa um avanço importante para a segurança viária e para a comodidade dos usuários. As instalações avançam em ritmo acelerado e a expectativa é que o serviço esteja disponível em breve. Além de beneficiar quem trafega pelas rodovias, a conectividade poderá alcançar as comunidades do entorno, ampliando o acesso à internet e os benefícios dessa infraestrutura”, pontua Luiz Fernando De Donno, presidente da Caminhos da Celulose.

A cobertura móvel beneficiará 22 municípios e 37 distritos, além de alcançar 26 escolas públicas, oito unidades de saúde e mais de 6,3 mil propriedades rurais localizadas no entorno da malha rodoviária.

A infraestrutura será utilizada ainda na implantação e integração dos Sistemas Inteligentes de Transporte (ITS) previstos para a concessão. Entre eles estão: os Painéis de Mensagens Variáveis (PMVs), o monitoramento automático de tráfego, a pesagem em movimento, o pedágio eletrônico e as ferramentas de acompanhamento em tempo real do Centro de Controle Operacional (CCO).

Além da tecnologia 4G/LTE, a estrutura está sendo preparada para aplicações de Internet das Coisas (IoT), NB-IoT, Inteligência Artificial, Edge Computing, monitoramento ambiental, drones, veículos conectados, comunicação V2X e futuras aplicações em redes 5G.

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