Cidades

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Ex-funcionárias de clínica vão a júri popular por abortos

Ex-funcionárias de clínica vão a júri popular por abortos

Redação

07/04/2010 - 23h42
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NADYENKA CASTRO

Quatro ex-funcionárias da clínica da ex-médica Neide Mota Machado vão a júri popular a partir das 8 horas de amanhã, pelo crime de aborto. O julgamento seria realizado em 24 de fevereiro, mas, no início da sessão, a defesa das rés argumentou que dois promotores não poderiam atuar no caso, pois não eram os responsáveis pela 2ª Vara do Tribunal do Júri, onde tramita o processo. Diante da situação, o júri foi remarcado para 8 de abril, três anos depois do início das investigações em torno da prática do crime na clínica, que era localizada na Rua Dom Aquino, em Campo Grande.

Será o primeiro julgamento, pelo menos em Mato Grosso do Sul, sobre crime de aborto. Serão julgadas as profissionais da área de enfermagem Maria Nelma de Souza, Libertina de Jesus Centurion e Rosângela de Almeida, e a psicológa Simone Aparecida Cantagessi de Souza. Segundo a acusação, há indícios de que elas tinham consciência que trabalhavam na prática do aborto, pois atendiam as pacientes, explicavam como se davam os procedimentos, informavam os valores e realizavam os exames.

A dona da clínica, Neide Mota, também havia sido pronunciada junto com as funcionárias e iria a júri popular. No entanto, em novembro do ano passado cometeu suicídio.

O caso
A clínica começou a ser investigada após denúncia feita pela imprensa. A Polícia Civil esteve no local e apreendeu medicamentos abortivos e fichas das clientes, de todo o País, que pagavam de R$ 1 mil a R$ 3 mil para interromper a gestação sem autorização judicial. Após 20 anos de funcionamento e cerca de 10 mil abortos realizados, o local foi fechado.

À polícia e à Justiça, Neide negou que praticasse aborto ilegal. Disse que somente retirava da barriga das mulheres fetos mortos. Aos repórteres que fizeram a reportagem, que foram ao local com câmera escondida se passando por clientes, ela declarou que fazia os abortos como forma de proteger as mulheres para que não se submetessem a procedimentos que colocassem suas vidas em risco.

As fichas apreendidas na clínica, conforme critério estabelecido pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, foram selecionadas pela polícia, com o acompanhamento dos promotores de Justiça, levando-se em conta as que não tinham fortes indícios dos crimes e os prescritos.Apurou-se que aproximadamente 8.300 delas se enquadravam em uma destas situações. Razão pela qual foram arquivadas por falta de justa causa que justifique uma investigação criminal, sobre as quais se declarou segredo de justiça e estão arquivadas no fórum.

No entanto, de acordo com o processo, em cerca de 1.200 fichas foram encontrados fortes indícios dos abortos, tais como anotações de as mulheres estarem “aptas” aos referidos abortos, pagamentos de valores considerados, gravidez positiva, exames de ultrassom revelando o tamanho do feto, indicação de medicamentos, internações na clínica, principalmente à noite, declarações firmadas por elas dos riscos que estavam sendo submetidas, curetagem, etc., as quais foram separadas e estão sendo objeto de investigação ou já foram denunciadas pela promotoria perante a Justiça.

Para os casos em que os promotores formalmente ofereceram denúncia contras as mulheres ou homens por crimes de aborto, o juiz não declarou segredo de justiça porque tais crimes são comuns como qualquer outro.

Operação Pombo Sem Asas

Operação corta "tentáculos" do PCC em presídios de Campo Grande

Ação cumpre mandados de busca e apreensão em quatro estados contra esquema de corrupção de servidores para facilitar a entrada de drogas em presídios

11/03/2026 11h33

Imagem Divulgação

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Operação cumpre 35 mandados de prisão e cinco mandados de busca e apreensão contra ação do PCC em presídios em Campo Grande e nos estados de São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Norte.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a operação Pombos Sem Asas.

O esquema envolveu a corrupção de um servidor público que recebia propina para facilitar a entrada de drogas em presídios de Campo Grande.

Corrupção de servidor

A investigação teve início após o compartilhamento de provas obtidas em apuração anterior, que levou à expulsão de um policial militar pela prática de corrupção, revelando um esquema estruturado que garantia a entrada de entorpecentes e celulares no complexo penitenciário de Campo Grande.

O servidor era responsável pela vigilância externa das torres do presídio e recebia propina de internos, familiares e integrantes da facção criminosa para “deixar passar” o arremesso de pacotes contendo drogas e celulares por cima dos muros da unidade.

Imagem Divulgação

Segundo a investigação, ele recebia vantagens financeiras indevidas de internos e familiares ligados à facção criminosa para permitir o arremesso de pacotes contendo drogas e celulares para dentro da unidade.

O trabalho investigativo demonstrou que detentos coordenavam a logística externa dos arremessos de objetos ilícitos, executados por membros da organização criminosa que estavam em liberdade.

O grupo também utilizava contas bancárias próprias e de terceiros para movimentar valores do tráfico e realizar o pagamento de subornos, visando à manutenção da comunicação com o meio externo e ao fortalecimento da facção no Estado.

Além dessa atuação, a rede criminosa também articulava o envio de entorpecentes para outras unidades da federação.

A investigação contou com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar e da Gerência de Inteligência Penitenciária da Agepen.

As diligências contam com o apoio operacional da Polícia Militar, por meio de equipes do Batalhão de Choque, do Batalhão de Operações Especiais e das Forças Táticas do 1º Batalhão de Polícia Militar e da 5ª Companhia Independente de Polícia Militar.

Saiba: “Pombo Sem Asas” faz alusão ao termo utilizado pelos próprios criminosos para nomear os pacotes contendo drogas e celulares lançados para o interior do presídio (“pombos”), seja por arremessos manuais, seja com o uso de drones, e à ação do Estado em interromper esse fluxo, neutralizando a logística de comunicação e o abastecimento de materiais ilícitos para a organização criminosa.

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TRAGÉDIA

Idoso morre em colisão entre caminhonete e ônibus na BR-163, em Campo Grande

Acidente ocorreu no entroncamento com a MS-040; duas vítimas tiveram ferimentos leves e foram levadas à unidades de saúde da Capital

11/03/2026 11h29

Idoso morreu ainda no local, já as outras vítimas foram encaminhadas à unidades de saúde da Capital

Idoso morreu ainda no local, já as outras vítimas foram encaminhadas à unidades de saúde da Capital Reprodução/TopMídiaNews

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Um idoso morreu na manhã desta quarta-feira (11) após uma colisão entre uma caminhonete e um ônibus no km 470 da BR-163, no entroncamento com a MS-040, em Campo Grande.

De acordo com as primeiras informações, a vítima fatal conduzia a caminhonete. Outros dois homens que estavam no veículo sofreram ferimentos leves, um com lesão no ombro e outro com escoriações, e foram socorridos por equipes de resgate. Ambos estavam conscientes e orientados e foram encaminhados para atendimento em unidades de saúde da Capital.

No ônibus havia apenas o motorista, que teve machucados leves nas mãos e não precisou de atendimento hospitalar.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul atenderam a ocorrência, além de funcionários da concessionária Motiva Pantanal, responsável pela administração do trecho.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a caminhonete trafegava pela MS-040 e, ao acessar a BR-163, ocorreu a colisão com o ônibus. Após o impacto, houve um princípio de incêndio no veículo, que foi rapidamente controlado pelas equipes que atuavam no atendimento.

Ainda conforme os militares, os ocupantes da caminhonete seguiam viagem de São Paulo com destino a Corumbá, onde pretendiam pescar. Eles seriam da mesma família, pai, filho e sogro, porém as vítimas ainda não foram oficialmente identificadas.

A suspeita inicial é de que o motorista tenha confundido o cruzamento com uma rotatória, o que pode ter contribuído para o acidente.

Durante o atendimento da ocorrência e a retirada dos veículos, o tráfego no local precisou ser parcialmente interditado. O ônibus já começou a ser removido da pista, enquanto a caminhonete ainda não tem previsão de retirada. A concessionária orienta os motoristas a redobrarem a atenção ao trafegar pelo trecho e respeitarem a sinalização implantada na rodovia.

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