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PRISÃO

Ex-PM que fugiu de Presídio Militar é recapturado em Campo Grande

Ex militar estava preso por furto mediante fraude e tem longa trajetória no mundo do crime

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O ex-policial militar José Heleno de Oliveira Lima, de 63 anos, foi localizado e preso novamente na manhã desta terça-feira (13), em Campo Grande, após ter escapado do Presídio Militar Estadual, no Complexo Penal do Jardim Noroeste.

A recaptura foi possível graças a uma informação repassada de forma anônima às forças de segurança, que indicava o paradeiro do foragido. A equipe da Polícia Militar se deslocou até uma residência no bairro Lageado, onde o homem estava escondido. Ao perceber a chegada dos policiais, ele ainda tentou fugir, mas acabou detido.

Durante o atendimento da ocorrência, José Heleno admitiu ter utilizado o muro da unidade prisional para deixar o presídio. Depois da prisão, ele foi encaminhado para as providências cabíveis e reconduzido ao sistema penitenciário.

A ação aconteceu no último domingo (11). A ausência foi percebida às 6h10 durante o confere matutino.

Na vistoria, agentes encontraram uma escada artesanal, com uma rede azul, encostada no muro da unidade. O ponto por onde ele deixou o presídio não possui câmeras de vigilância.

José Heleno estava preso por furto mediante fraude e, após a fuga, passou a ser procurado pelas forças de segurança.

Velho conhecido da polícia

Mesmo tendo integrado a Polícia Militar, José Heleno construiu uma longa trajetória no mundo do crime. Ele acumula prisões desde pelo menos 2013 e tem um modo de agir que se repete.

O ex-PM costuma se passar por prestador de serviços, como técnico de TV a cabo, instalador de cercas elétricas ou profissional de manutenção, para entrar em residências. Já dentro das casas, pede ajuda ao morador para ir até outro cômodo e aproveita a distração para furtar objetos.

Em outros casos, ele se apresenta como comprador de veículos, pede para fazer test drive ou distrai o vendedor e foge com o carro.

Em 2018, foi preso no Acre por furto de automóvel e acabou identificado como autor de outros crimes semelhantes.

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viagem

Dourados terá voos diários para São Paulo a partir de abril

Atualmente, os voos são às segundas, quintas e sextas; apenas a Latam opera no município

14/01/2026 11h02

Depois de quatro anos fechado, o aeroporto municipal Francisco de Matos Pereira retomou os voos - FOTO: Ana Paula Amaral/Governo de MS

Depois de quatro anos fechado, o aeroporto municipal Francisco de Matos Pereira retomou os voos - FOTO: Ana Paula Amaral/Governo de MS

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Dourados, segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, tem novidades em sua malha aérea a partir deste ano.

A cidade contará, a partir de 1º de abril de 2026, com voos diários. As passagens já estão à venda.

A partir de 1º de março, haverá voos quase todos os dias da semana: segundas, terças, quintas, sextas, sábados e domingos. Só não haverá às quartas-feiras.

Atualmente, os voos são às segundas, quintas e sextas. As rotas são Dourados (DOU) São Paulo (GRU) / São Paulo (GRU) Dourados (DOU) e ligam Dourados ao Aeroporto Internacional de São Paulo Guarulhos, o maior da América do Sul, com 50 destinos nacionais e 20 internacionais.

Atualmente, apenas a Latam opera em Dourados, com a aeronave Airbus A320 (que contempla os modelos A319 e A320), que tem capacidade para transportar 174 passageiros. A Gol e a Azul já demonstraram interesse em operar no município.

"A ampliação da oferta de voos entre Dourados e Guarulhos reforça o compromisso da LATAM com a conectividade regional e com o desenvolvimento do Mato Grosso do Sul. A partir do aeroporto de Guarulhos, maior hub de conexões da companhia, os passageiros passam a ter acesso a mais de 50 destinos domésticos e mais de 20 internacionais, ampliando a integração da região e criando novas oportunidades para negócios e turismo" afirmou a diretora de vendas e marketing da Latam Brasil, Aline Mafra.

O Aeroporto de Dourados - Aeroporto Municipal Francisco de Matos Pereira permaneceu fechado entre maio de 2021 e agosto de 2025, reabrindo em setembro deste ano, com voos da Latam.

Atualmente, o local está sendo reformado ao custo de R$ 38 milhões, com construção de sala de embarque e novo terminal de passageiros mais moderno e funcional.

O projeto contempla 4 mil metros quadrados de área construída, incluindo área para implantação de lanchonetes, lojas comerciais, seção contra incêndio e uma Estação Prestadora de Serviço de Tráfego Aéreo ampliando a segurança e conforto para passageiros e operadores.

LATROCÍNIO | DOURADOS

Investigado pela morte de padre, jovem é recapturado no interior do MS

Descumprimento das medidas cautelares estabelecidas em audiência de custódia levaram à prisão preventiva de João Victor Martins

14/01/2026 10h41

 Pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Douradina, Alexsandro da Silva Lima, de 44 anos, era morador do bairro Jardim Vival dos Ipês, vítima em um caso investigado como latrocínio, roubo seguido de morte, e ocultação de cadáver.

Pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Douradina, Alexsandro da Silva Lima, de 44 anos, era morador do bairro Jardim Vival dos Ipês, vítima em um caso investigado como latrocínio, roubo seguido de morte, e ocultação de cadáver. Reprodução/PCMS e Redes Sociais

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Investigado pela participação no latrocínio que levou à morte do Alexsandro da Silva Lima, João Victor Martins Vieira, de 18 anos, foi recapturado na tarde de ontem (14) e preso preventivamente no interior do Mato Grosso do Sul, no município que fica distante aproximadamente 225 km da Capital.

Após ser considerado desaparecido a partir da noite de sexta-feira (14 de novembro de 2025), - como bem acompanhou o Correio do Estado -, o corpo do padre foi encontrado após dois dias de busca, enrolado em um tapete em uma área de mata no Distrito Industrial de Dourados, e João Victor Martins Vieira está entre os listados na investigação. 

João Victor Martins Vieira e duas outras adolescentes, ambas de 17 anos, foram liberados após audiência de custódia ainda em 16 de novembro, depois de analisadas as circunstâncias com o caso ainda sob investigação. 

Conforme divulgado recentemente pela Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, na audiência de custódia João foi liberado mediante uma série de medidas cautelares, o que segundo a PCMS, em nota, incluía "atualização de endereço e comparecimento aos atos processuais", que por sua vez não foram cumpridas.

Diante do descumprimento das medidas cautelares, essas condições levaram à prisão preventiva desse investigado, que foi recapturado no bairro João Paulo II, em Dourados. 

Com isso, João Victor Martins Vieira e o outro rapaz de 18 anos, Leanderson de Oliveira Júnior, são os dois dos cinco envolvidos no crime que atualmente estão presos preventivamente, já que as duas adolescentes citadas acima respondem em liberdade enquanto o terceiro adolescente cumpre medida de internação. 

Relembre

Pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Douradina, Alexsandro da Silva Lima, de 44 anos, era morador do bairro Jardim Vival dos Ipês, que fica a 226 km de Campo Grande, vítima em um caso investigado como latrocínio, roubo seguido de morte, e ocultação de cadáver.

Ainda no primeiro final de semana logo após o crime, pelo menos cinco pessoas haviam sido inicialmente detidas, sendo dois rapazes de 18 anos e três adolescentes de 17, sendo que o delegado responsável pelo caso, Lucas Albe Veppo, adiantou que as buscas pelo padre se intensificaram após agentes localizarem o celular da vítima no bairro Jardim Canaã I, ocasião em que Leanderson de Oliveira Junior teria sido detido. 

Os agentes do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil localizaram o Jeep Renegade preto que pertencia ao padre, com os dois indivíduos dentro que inclusive confessaram a participação no crime e foram detidos. 

Esses suspeitos afirmaram que o objetivo era roubar o carro, dinheiro, jóias e outros pertences do padre, sendo que um deles disse ter cometido o homicídio, enquanto o outro relatou ter ajudado na ocultação do corpo.

Todo esse ataque inicial teria ocorrido na residência do padre, que fica localizada no bairro Jardim Vival dos Ipês, e relatos periciais apontam que Alexsandro apresentava ferimentos no pescoço causados por facadas e lesões na cabeça compatíveis com golpes de martelo.

Motivações

Conforme detalhado pela mídia local com base no conteúdo da audiência de custódia, Leanderson de Oliveira Júnior, apontado pela polícia como responsável pelo crime, alegou em depoimento que teria sido forçado pelo religioso a praticar atos libidinosos no dia do crime. 

Segundo o depoente, em fala sob investigação, a vontade de cometer o crime não teria sido repentina, mas sim surgido após uma sequência de encontros que teriam acontecido através de pagamento.

Uma vez "forçado a praticar ato sexual", o homem de 18 anos teria começado a agressão com um golpe de marreta, munindo-se de uma faca posteriormente para concluir a execução. 

Porém, conforme repassado pelo delegado responsável pelo caso, durante coletiva de imprensa na manhã de 17 de novembro, acompanhada pelo portal local Dourados News, não há qualquer indício de que Leanderson de Oliveira Júnior tivesse alguma ligação afetiva ou sexual com a vítima, alegação que teria sido apresentada em interrogatório sem respaldo nas evidências coletadas. 

“Essa é uma informação não oficial, que não foi fornecida pela Polícia Civil. Foi uma alegação feita durante o interrogatório do autor. Ele tem direito de dizer o que ele bem entender como meio de defesa. Até o momento não tem nenhum indício de que tenha realmente acontecido, de que tivesse algum envolvimento anterior com o padre ou de que o padre tenha tentado atacá-lo com intuito sexual.”, cita Lucas Veppo.

Para o delegado, a versão que mais se sustenta é que o padre pode ter sido atacado de forma sorrateira, como em uma emboscada, reforçando que não há elementos técnicos que comprovem essa versão da possível tentativa de abuso. 

Oficialmente o caso passou a ser oficialmente tratado como latrocínio, roubo seguido de morte, já que ambos acusados confessaram que já tinham feito o planejamento, e premeditado o crime um tempo antes. 

Em complemento, o delegado destaca que os acusados não sabiam que Alexsandro era padre e estariam atrás do Jeep do religioso, inclusive possuindo comprador no Paraguai que pagaria R$40 mil pelo veículo. 

 

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