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LUTO

Ex-presidente da Câmara e da Associação Okinawa, Tetsuo Arashiro morre aos 83 anos

Parlamentar desde a década de 70, chegou em Campo Grande aos 5 anos vindo de Itariri (SP), e faleceu nesta segunda-feira (27) a dois dias de seu aniversário

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Tetsuo Arashiro, icônico parlamentar de Campo Grande, faleceu na tarde desta segunda-feira 27) na Capital, aos 83 anos, distante apenas dois dias de seu aniversário. Arashiro deixa três filhos. 

Ex-vereador, na manhã de hoje (28) a Câmara Municipal prestou suas condolências ao descendente de japoneses que ocupou cargo na Casa de Leis por quase quatro mandatos, entre 1977 a 1990. 

Ele ainda presidiu a Câmara Municipal de Campo Grande, no ano de 1982, além de ter sido presidente também da  Associação Okinawa na Capital, entre os anos de 2001 e 2006. 

Famoso na comunidade japonesa, Tetsuo atuou como dentista durante vários anos na Santa Casa de Campo Grande. 

Ainda em 2016, já longe da Casa de Leis e da presidência da Associação, Arashiro concedeu uma entrevista ao jornalista Silvio Mori, disponível na página Cultura Nikkey MS. Confira: 

Vale ressaltar que a causa da morte não foi revelada. O velório acontece no Parque das Primaveras e seu sepultamento está marcado para as 15h. 

Em nome de todos os parlamentares e funcionários da Casa de Leis, o atual presidente da Câmara, vereador Carlos Augusto Borges, manifestou suas condolências, sendo que - durante a sessão - até mesmo uma Moção de Pesar foi apresentada. 

 

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DE MS PARA CAMPINAS

Uso de aeroportos para o tráfico internacional ganha escala no Estado

PF deflagrou operação em que investiga grupo que favorecia envio de entorpecentes do Aeroporto de Corumbá para SP

16/05/2026 09h00

Aeroporto de Corumbá fazia parte de rota do tráfico internacional de drogas para São Paulo

Aeroporto de Corumbá fazia parte de rota do tráfico internacional de drogas para São Paulo Divulgação/AENA

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Em setembro de 2025, a Polícia Federal (PF) identificou que havia uma quadrilha atuando no tráfico internacional de drogas diretamente nos aeroportos de Corumbá e Campinas, onde há voos comerciais sendo realizados quatro vezes por semana.

Foram 54 quilos de cocaína e skunk apreendidos para denunciar a operação de criminosos. Oito meses depois que um grupo criminoso foi identificado, nova investigação apontou que a rota aérea entre os dois aeroportos seguia sendo operada por traficantes e funcionários são investigados por envolvimento para facilitar o carregamento ilegal.

Na primeira investigação maior que ocorreu, em 2025, foi a PF em Campinas que havia identificado um esquema que envolvia a contratação de “mulas” para trazer a droga vinda da região fronteiriça para o estado de São Paulo.

Além de avião, o transporte também ocorria por meio terrestre para levar cocaína e skunk para a capital paulista e possivelmente distribuir em voos internacionais, bem como para o Rio de Janeiro.

Naquela etapa, que gerou a operação Tramesa, quatro pessoas foram presas em Campo Grande e Corumbá. Não havia suspeita de facilitação de carregamento por funcionários dos aeroportos.

Nessa outra apuração que está sendo feita exclusivamente por autoridades de Mato Grosso do Sul, as investigações sugeriram que funcionários passaram a se envolver no esquema, que agora estaria sendo operado por um outro grupo criminoso que não foi alvo em 2025.

Para dar início ao descobrimento de um novo modo de ação dos traficantes usando os aeroportos de Corumbá e Campinas, a PF passou a destrinchar um caso que envolveu a apreensão de 100 kg de entorpecentes que haviam sido trazidos da Bolívia para Corumbá.

Em nota, a PF não confirmou se tratar exclusivamente de cocaína. Essa apreensão ocorreu em 2024, quando um casal conseguiu realizar o voo e só foi flagrado em São Paulo.

“A PF identificou que funcionários do aeroporto de Corumbá facilitavam o transporte de drogas e atuavam diretamente para que o entorpecente fosse escoado até o aeroporto de Viracopos, em Campinas”, apontou os investigadores, por meio de nota. Até o momento, conforme o que foi divulgado, os funcionários envolvidos eram apenas de Corumbá.

O Aeroporto Internacional de Corumbá é administrado pela Aena, a mesma concessionária do Aeroporto de Campo Grande, além de Congonhas. Em Corumbá, de acordo com apuração da reportagem, a fiscalização por parte de autoridades oficiais é praticamente nula durante os voos, que só ocorrem em quatro dias da semana.

Esse tipo de verificação de bagagens, por exemplo, acaba ficando restrita a funcionários da concessionária.

Por conta do avanço de investigações nos últimos dois anos, a PF em Corumbá realizou a operação Íkaros em Corumbá e Campinas, na sexta-feira com mandados de prisão preventiva sendo três cumpridos na cidade pantaneira e um no município paulista.

Essa segunda operação envolvendo tráfico de drogas em aeroporto de Mato Grosso do Sul em menos de um ano também resultou em cinco mandados de busca e apreensão que foram cumpridos todos em Corumbá.

Essa etapa investigativa de coleta de provas materiais pode ajudar a identificar possíveis envolvidos na Bolívia, bem como ampliar o escopo para averiguar a atuação de uma possível organização criminosa e como vem ocorrendo o aliciamento de pessoas para realizar o transporte de drogas. Além disso, a operação mostrou que os investigados estavam armados.

“Durante a operação, houve a prisão em flagrante de um suspeito por posse irregular de quatro armas de fogo. Também foram apreendidos aparelhos celulares e um veículo. Os celulares apreendidos serão periciados visando ao robustecimento da investigação em curso e à localização de eventuais indivíduos envolvidos”, reconheceu a PF de Corumbá, em nota.

Em nota, a Aena, que administra o Aeroporto de Corumbá, afirmou que nenhum funcionário dela está envolvido no esquema.

“O Aeroporto Internacional de Corumbá informa que nenhum dos seus funcionários está envolvido com a operação anunciada pela polícia nesta sexta-feira (15). Toda a atuação da Aena é pautada por uma política rigorosa de integridade, ética e cumprimento da legislação brasileira. Nesta ocasião, a concessionária está colaborando com as autoridades, em tudo que está ao seu alcance, para contribuir com os procedimentos de investigação. Além disso, a empresa se coloca à disposição para prover informações que, eventualmente, sejam necessárias ao esclarecimento dos fatos”, afirmou a nota.

CONEXÕES

Com um fluxo de até 35 mil passageiros ao ano, o Aeroporto Internacional de Corumbá ainda não apresenta praticamente nenhuma fiscalização eficiente para combater o tráfico de drogas. Porém, o mesmo não vem ocorrendo em outros locais que fazem a conexão com a Capital do Pantanal, principalmente em São Paulo.

O Ministério Público Federal (MPF) passou a operar de forma mais efetiva nesses locais a partir de novembro de 2025. O que antes era um grupo de trabalho para somar esforços na fiscalização da PF, no fim do ano passado se tornou uma comissão permanente e formal de averiguação.

Esse trabalho conjunto está concentrado no Aeroporto Internacional de Guarulhos, que canaliza os voos internacionais do País.

Só em 2024, 373 condenações foram dadas por tráfico internacional que envolveram a apreensão de 2,1 toneladas de drogas localizadas em Guarulhos. Esse balanço é o mais recente e divulgado em março deste ano.

Outra identificação feita é que 95,97% do total apreendido eram de cocaína. Agora, está em apuração para confirmar se essa droga tem sido originada da Bolívia.

*Saiba

Durante a operação deflagrada na sexta-feira foram cumpridos três mandados de prisão em Corumbá e um em Campinas (SP). Durante a ação a Polícia Federal flagrou, com um dos investigados, quatro armas de fogo que foram apreendidas, além de celulares.

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stf

Moraes vota para tornar réus acusados de obstrução no caso Marielle

Acusados cometeram atos para desaparecer com provas, diz PGR

15/05/2026 23h00

Marielle Franco

Marielle Franco Foto: Divulgação

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (15) para tornar réus três acusados de atrapalhar as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018, no Rio de Janeiro.

O voto do ministro, que é relator do caso, foi proferido no julgamento virtual da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa, o delegado Giniton Lages e o comissário de polícia Marco Antonio de Barros.

De acordo com a procuradoria, os acusados cometeram atos para desaparecer com provas, incriminaram pessoas inocentes, usaram testemunhas falsas e realizaram diligências desnecessárias para “garantir a impunidade” dos mandantes e executores do assassinato.

Em fevereiro deste ano, os irmãos Brazão, acusados de serem os mandantes, Rivaldo e outros acusados foram condenados pelo assassinato da vereadora.

No voto proferido, Moraes votou pela abertura de uma ação penal contra os denunciados.

“Há indícios mínimos de autoria e materialidade de que Rivaldo Barbosa, em conluio com Giniton Lages e Marco Antônio de Barros obstruíram, mediante ação e omissão imprópria, as investigações correlatas aos referidos homicídios”, afirmou.

A votação virtual é realizada pela Primeira Turma da Corte e ficará aberta até o dia 22 de maio.

Defesas

Antes do julgamento, a defesa de Rivaldo defendeu a rejeição da denúncia por falta de provas e disse que o ex-chefe da Polícia Civil do Rio foi acusado com base em inferências.

Os advogados de Giniton afirmaram que ele não tem foro privilegiado e não pode ser julgado pelo Supremo.

A defesa de Marco Antonio de Barros afirmou que nenhum elemento de prova foi produzido e que o trabalho da polícia resultou na prisão de Ronnie Lessa, delator e executor do crime.

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