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Ex-secretária é cedida à Assembleia, mas Semed paga o salário

Em período de retenção de gastos, a servidora seguirá sendo remunerada pelo Executivo Municipal, mesmo trabalhando fora da prefeitura

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Em um momento em que o Executivo Municipal passa por uma série de medidas para corte de gastos, a ex-secretária de Educação Elza Fernandes foi cedida para atuar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), com o município arcando com o salário da servidora.

Em 2022, a professora Elza deixou a pasta da Educação, na gestão do então prefeito à época Marquinhos Trad, para disputar a eleição como deputada estadual pelo PSD e recebeu pouco mais que cinco mil votos.

Outra tentativa de ingressar foi em 2024, quando disputou uma cadeira na Câmara Municipal de Campo Grande, para vereadora pelo partido União Brasil. 

Passado o período eleitoral, conforme consta no Diogrande de 24 de março de 2025, ela foi cedida pela prefeita Adriane Lopes (PP) para trabalhar no Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS).

Embora sejam órgãos estaduais, em ambos os casos a Prefeitura Municipal de Campo Grande segue efetuando o pagamento do salário da servidora, que, no período de 2 de março a 31 de dezembro de 2026, estará atuando na ALEMS.

Foram publicados dois decretos na edição extra do Diogrande desta terça-feira (24): um revogando o anterior, que cedeu a servidora municipal para o Detran-MS com ônus para a origem.

Nesse decreto (nº 1.138, de 24 de março de 2025), a permanência prevista para atuar no órgão estadual era de 1º de abril a 31 de dezembro de 2026.

Cabe ressaltar que, em ambos os casos, os salários são pagos integralmente pela administração municipal, ainda que a servidora atue fora da estrutura da prefeitura.

Servidores cedidos

Em fevereiro deste ano, como acompanhou o Correio do Estado, ainda em meio a ajuste fiscal e alto endividamento, o município autorizou, por meio de decreto, a cessão de diversos servidores para órgãos com capacidade financeira de custear os salários.

Entre os servidores cedidos estavam profissionais de diferentes áreas da administração municipal para atuar em órgãos como o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS), a Câmara Municipal e o Senado Federal.

A situação chama a atenção diante da diferença orçamentária entre o município e os órgãos beneficiados. Apenas o TJMS elevou seu orçamento em 7,3% para este ano, passando de R$ 1,365 bilhão para R$ 1,465 bilhão. 

Desse total, cerca de 90% são destinados à folha de pagamento de aproximadamente 5 mil servidores e 230 magistrados.

Apesar desse cenário, Campo Grande mantém o custeio de servidores cedidos a instituições que, individualmente, possuem orçamento superior ao do próprio município para determinadas áreas, como pessoal e custeio administrativo.

A manutenção dessas cessões ocorre em meio a um processo de ajuste fiscal da prefeitura. O município aderiu ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF) com passivos que somam R$ 54,8 milhões em dívidas a serem renegociadas nos próximos anos.

Segundo dados apresentados à União, a dívida consolidada de Campo Grande chegou a R$ 845,1 milhões no segundo semestre de 2025. No mesmo período, houve queda nos indicadores de liquidez, refletindo o crescimento das obrigações financeiras acima da Receita Corrente Líquida.

Embora o município tenha reduzido o percentual da despesa com pessoal em relação à receita que ficou em 53,84% em 2024, o próprio Executivo reconheceu que o controle desses gastos é fundamental para preservar a capacidade financeira da administração.

Além disso, desde 2022 os servidores municipais não recebem o reajuste linear anual previsto na Constituição Federal, o que amplia o contraste entre o discurso de contenção de despesas e a manutenção de custos com pessoal cedido a outros poderes.

** Colaborou Alicia Miyashiro

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CAMPO GRANDE

Banco é condenado a pagar R$ 10 mil após cobrar cliente por dívida já quitada

Consumidor recebeu ligações diárias, inclusive no trabalho, mesmo após quitar financiamento; juiz considerou situação constrangedora e determinou indenização por danos morais

25/02/2026 11h45

Duas testemunhas confirmaram a frequência das ligações, que chegavam a ultrapassar dez tentativas diárias

Duas testemunhas confirmaram a frequência das ligações, que chegavam a ultrapassar dez tentativas diárias Divulgação

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A 4ª Vara Cível de Campo Grande condenou uma instituição bancária a indenizar um consumidor em R$ 10 mil por danos morais após a manutenção de cobranças indevidas mesmo com o financiamento totalmente quitado.

De acordo com o processo, o cliente pagou as 48 parcelas previstas em contrato e encerrou a dívida. Ainda assim, passou a receber ligações frequentes de cobrança relacionadas a um débito que já não existia. As chamadas eram direcionadas ao celular, telefone residencial e até ao local de trabalho do consumidor.

Conforme relato apresentado à Justiça, os contatos ocorriam diversas vezes ao dia e incluíam menções à possível apreensão do veículo financiado. Familiares e colegas de trabalho também teriam sido procurados pelos cobradores, o que teria ampliado o constrangimento.

Durante o processo, duas testemunhas confirmaram a frequência das ligações, que chegavam a ultrapassar dez tentativas diárias. Uma delas afirmou que os cobradores falavam abertamente sobre a existência de um “débito em aberto” e sobre o risco de perda do bem, inclusive no ambiente profissional do autor da ação. A situação, segundo os depoimentos, gerou comentários entre colegas e exposição indevida do consumidor.

Na defesa, o banco sustentou que não houve irregularidade e alegou ausência de provas das ligações. No entanto, o juiz Walter Arthur Alge Netto entendeu que ficou demonstrado nos autos que a dívida estava quitada e que as cobranças foram realizadas de forma indevida.

Na sentença, o magistrado destacou que, conforme o Código de Defesa do Consumidor, instituições financeiras respondem objetivamente por falhas na prestação de serviço. Também ressaltou que o consumidor não pode ser submetido a constrangimento ou exposição vexatória em razão de cobrança de dívida.

Para o juiz, a insistência nas ligações e a divulgação da suposta inadimplência no ambiente de trabalho ultrapassaram o mero aborrecimento cotidiano e atingiram a honra e a dignidade do autor.

Além da indenização por danos morais, o banco deverá pagar as custas processuais e honorários advocatícios fixados em 15% sobre o valor da condenação. O montante ainda será corrigido monetariamente e acrescido de juros.

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OUTLET SOLIDÁRIO

Bazar da AACC-MS terá Iphone 14 lacrado por R$ 2,4 mil

É possível parcelar em até 10 vezes sem juros no cartão de crédito

25/02/2026 11h40

Fila em bazar da AACC-MS

Fila em bazar da AACC-MS Paulo Ribas - ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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Associação dos Amigos das Crianças com Câncer (AACC/MS) realiza outlet de celulares e itens de decoração com preços especiais.

Os celulares à venda são iPhone, Realme e Xiaomi, novos e lacrados.

O Iphone 14 128gb será vendido a R$ 2.400,00. Já os smartphones das marcas Realme e Xiomi serão vendidos com preços a partir de R$ 810,00.

É possível parcelar em até 10 vezes sem juros no cartão de crédito.

Os aparelhos são oriundos de apreensões da Receita Federal cedidas para a instituição. Não foram divulgados quantas unidades estarão disponíveis.

As formas de pagamento são PIX, dinheiro, cartões de débito e crédito, com parcelamento para compras a partir de R$ 100.

O evento também oferece descontos de 20% em todas as peças do Bazar fixo da AACC/MS, como roupas, calçados, brinquedos, itens de casa, semijoias e itens variados, todos de qualidade e marcas reconhecidas.

Além de economizar, quem compra no bazar contribui diretamente para o atendimento prestado a crianças e adolescentes em combate ao câncer.

O outlet solidário será realizado nos dias 4 e 5 de março de 2026, das 8h às 17h, na sede da AACC/MS, localizada na avenida Ernesto Geisel, número 3475, bairro Orpheu Baís, em Campo Grande.

O objetivo é arrecadar dinheiro para manter os custos mensais básicos da Casa de Apoio, como água, luz, combustível, telefone, alimentação, material de limpeza e higiene pessoal, assistência aos beneficiários e cobertura de exames e medicamentos não disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os custos mensais giram em torno de R$ 400 mil.

AACC-MS

A Associação dos Amigos das Crianças com Câncer (AACC/MS) foi fundada em 29 de março de 1998 com a missão de cuidar, amparar e auxiliar crianças e adolescentes com câncer em Mato Grosso do Sul.

Está localizada na avenida Ernesto Geisel, número 3475, bairro Orpheu Baís, em Campo Grande.

A Casa de Apoio oferece:

  • Acolhida e hospedagem à criança e adolescente com câncer e 1 acompanhante do sexo feminino
  • Distribuição de cestas básica e cestas sociais às famílias
  • Transporte
  • Atendimentos Multiprofissionais
  • Serviço Social
  • Atividades lúdico-pedagógicas
  • Salão de Beleza

De acordo com a instituição, em 2025, 323 crianças foram atendidas, 17.910 atendimentos multiprofissionais foram realizados, 6.346 pessoas foram hospedadas, 31.676 refeições foram servidas e 1.525 cestas básicas foram entregues.

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