Cidades

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Exigências travam adoções de crianças

Exigências travam adoções de crianças

Redação

24/05/2010 - 07h25
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MILENA CRESTANI
bruno grubertt

Exigências de idade, raça e não ter irmãos fazem com que 117 crianças e adolescentes fiquem em abrigos de Mato Grosso do Sul à espera de uma família. Conforme dados do Cadastro Nacional de Adoção, mantido pelo Conselho Nacional de Justiça, o número de pais do Estado interessados em adotar chega a 433, ou seja, 144% superior ao total de menores que esperam hoje por um novo lar.
A mesma realidade acontece em todo o País. São 27,3 mil pessoas cadastradas para adoção e 4,8 mil crianças à espera das famílias. Mato Grosso do Sul é a nona unidade da federação em número de menores na lista e também de pais cadastrados. Amanhã, é comemorado Dia Nacional da Adoção e alguns desafios ainda precisam ser superados para incentivar a adoção no País.
Para o juiz da 1ª Vara da Família de Campo Grande, David de Oliveira Gomes Filho, além do perfil requerido pelos pais, há outras dificuldades para que o processo de adoção seja finalizado.  É necessário que a família ou pessoa que pretende adotar tenha, no mínimo, afinidade com a criança a ser adotada e vice-versa. “Adoção é coisa séria. Não é como comprar um produto em uma loja. Por isso o  Estado se cerca de cuidados”, ressalta o juiz.
Segundo ele, antes de uma família ter o direito à guarda de uma criança ou adolescente, precisa passar por uma rigorosa pesquisa, onde são verificadas as condições sociais e psicológicas para a criação do adotado. Posteriormente, os  futuros pais e filhos adotivos passam por um período de adaptação, cujo tempo é estipulado pelo juiz. Só então é que o magistrado vai decidir, depois de analisar parecer da promotoria, se concede ou não a guarda aos pais adotivos.

Cadastro
Atualmente, existem dois cadastros de interessados em adotar um filho — o estadual e o nacional. No ato da inscrição na lista, o interessado pode optar pelo perfil de criança a ser adotado ou declarar que não tem preferência.
Atualmente, segundo o Cadastro Nacional de Adoção, 38% dos pretendentes preferem adotar uma criança branca e chega a 78% o percentual de cadastrados que adotariam somente crianças com até 3 anos no País. “Geralmente, quem declara que adotaria uma criança ou adolescente com qualquer perfil acaba saindo primeiro da fila. Já os outros são chamados assim que uma criança com o perfil desejado por eles aparece”, disse o juiz David de Oliveira Gomes Filho.
Pessoas solteiras ou mesmo casais formados por pessoas do mesmo sexo podem cadastrar-se, conforme explicou o magistrado. “No caso dos casais homoafetivos, não há impedimento para que eles entrem na fila. Agora, se eles vão ser impedidos de adotar, aí é outra briga. A lei é preconceituosa, mas a interpretação da lei tem sido mais liberal”, afirmou, referindo-se a decisões recentes de alguns juízes que têm dado o direito de adotar a casais formados por homossexuais.

Irmãos
Uma das principais dificuldades para aumentar o número de adoções é a quantidade de irmãos nos abrigos. Eles só podem ser adotados pela mesma família, mas 82,92% dos interessados no País, o que corresponde a 22,6 mil famílias, só aceitam adotar uma criança. Ainda conforme informações do cadastro, 13,6% dos pais aceitariam adotar dois irmãos. Quando esse número sobe para três crianças, o percentual já chega a 0,76%, ou seja, 207 pessoas.
O dado torna-se ainda mais preocupante porque 71,4%, o que corresponde a 3,4 mil crianças, têm irmãos, mas nem todos estão no cadastro. Segundo o juiz da 1ª Vara da Família de Campo Grande, a recomendação para os juízes é que, quando uma criança tem irmãos, eles sejam encaminhados para os mesmos pais. “Agora tornou-se uma tendência da lei”, afirmou. “Se há duas famílias diferentes querendo adotar dois irmãos, sendo um com 8 e outro 9 anos, vai depender da sensibilidade do juiz. Isso porque essa é uma idade mais complicada para que a criança seja adotada”, explica o magistrado.
Além disso, a diferença de idade do pretendente em relação a quem será adotado deve ser de 16 anos, conforme as determinações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). De acordo com a lei, um irmão não pode adotar outro. A proibição também vale para avós e netos.

SAÚDE

Ministério abre 310 vagas de especialização em enfermagem neonatal

A iniciativa prioriza profissionais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde há maior carência desse tipo de especialização

14/03/2026 15h45

Inscrições vão de 16 de março a 6 de abril em plataforma online

Inscrições vão de 16 de março a 6 de abril em plataforma online Divulgação: Prefeitura de Manaus

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O Ministério da Saúde lançou edital com 310 vagas para a Especialização em Enfermagem Neonatal, voltada a profissionais que atuam em unidades neonatais de referência do Sistema Único de Saúde (SUS). O investimento previsto é de R$ 2,6 milhões.

As inscrições ocorrem de 16 de março a 6 de abril, por meio da plataforma SIGA-LS. A iniciativa prioriza profissionais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde há maior carência desse tipo de especialização.

Objetivo

Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa busca ampliar a qualificação da força de trabalho no SUS e melhorar o atendimento a mulheres e recém-nascidos.

“Nosso objetivo é fortalecer e valorizar a enfermagem no âmbito do SUS, além de qualificar a oferta dos serviços. Ao atacar desigualdades históricas, fortalecemos a resolutividade nas redes regionais”, afirmou em nota o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço.

A ampliação do número de especialistas em enfermagem neonatal busca melhorar o atendimento aos recém-nascidos no SUS. Entre os benefícios esperados estão identificação precoce de riscos, manejo clínico adequado e intervenções seguras, o que pode contribuir para a redução de óbitos evitáveis.

Formação

O curso será executado pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz.

Com duração de 14 meses, a especialização integra o Programa Agora Tem Especialistas e pode aumentar em mais de 30% o número de enfermeiros neonatais que atuam no SUS.

Distribuição

Das 310 vagas ofertadas:

  • 206 são destinadas a capitais (66%);
  • 104 a municípios do interior (34%).

A distribuição regional prevê:

  • 56 vagas no Centro-Oeste;
  • 182 vagas no Nordeste;
  • 72 vagas no Norte.

Os profissionais selecionados atuarão em 64 hospitais distribuídos em 36 municípios. O edital também reserva 172 vagas para ações afirmativas.

Saúde feminina

A formação faz parte de um conjunto de ações do Ministério da Saúde voltadas ao fortalecimento da assistência obstétrica e neonatal.

Em 2025, a pasta destinou R$ 17 milhões para a Especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne.

O curso reúne 760 profissionais de enfermagem, em parceria com 38 instituições de ensino.

A iniciativa é executada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com apoio da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras, e prioriza profissionais que atuam em regiões interiorizadas e na Amazônia Legal, com foco na ampliação do acesso à formação especializada.

Sem prestar socorro

Em alta velocidade na faixa de ônibus, motorista foge após atropelar pedestre; vídeo

Violência do impacto arrancou a perna da vítima em grave acidente registrado por imagens de circuito interno em Campo Grande

14/03/2026 13h35

Câmeras de segurança da região podem colaborar com o trabalho investigativo da polícia. 

Câmeras de segurança da região podem colaborar com o trabalho investigativo da polícia.  Reprodução

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Em Campo Grande, durante a madrugada deste sábado (14), um motorista fugiu do local de um acidente causado por ele na rua Brilhante, após transitar em alta velocidade pela faixa destinada à ônibus da via e atropelar uma pedestre que passava pelo local e acabou tendo a perna arrancada devido à violência do impacto.

Como bem mostram imagens de circuito interno gravadas por uma câmera de videomonitoramento da região, esse acidente aconteceu por volta de 01h01, durante a madrugada deste sábado (14), sendo que o motorista teria fugido após atingir a pedestre. 

Conforme o boletim de ocorrência, o indivíduo acusado de atropelar a mulher de 42 anos, que trata-se de uma funcionária pública, fugiu sem prestar qualquer tipo de socorro e ainda não pôde ser localizado, sendo que várias câmeras de segurança da região podem colaborar com o trabalho investigativo da polícia. 

Isso porque, antes mesmo de atingir a vítima no sentido norte-sul da rua Brilhante, na Vila Carvalho, o homem já seguia pelo trecho em alta velocidade, transitando inclusive pela faixa destinada preferencialmente para o transporte público, que pode ser usada em casos de conversão. 

Abaixo você confere o momento do atropelamento, que foi capturado por câmeras de monitoramento da região: 

Através das imagens é possível notar que a servidora chegava até uma região de bares, dirigindo-se acompanhada até um dos estabelecimentos enquanto atravessava a rua de madrugada. 

Num primeiro momento, nota-se inclusive que essa mulher e seu acompanhante aguardam antes de atravessar a via, justamente para esperar que alguns veículos passem pela Rua Brilhante. 

Porém, o casal já estava na metade de sua travessia quando dois veículos em alta velocidade se aproximam do ponto, um deles desviando dos pedestres ao jogar o carro para a direita. 

Entretanto, o carro que seguia logo em seguida passa pelo lado oposto, já que transitava inclusive pela faixa que é destinada para o fluxo de transportes coletivos, que nesse e em vários outros pontos de Campo Grande trafegam ao lado esquerdo da via. 

Com as testemunhas ajudando na hora do primeiro socorro, os presentes somente souberam apontar que o suspeito trata-se de um motorista de um carro de passeio escuro, que agora é procurado por equipes da Polícia Civil e do Grupo de Operações e Investigações (GOI). 

Devido à violência da batida, parte da perna esquerda da servidora pública foi arrancada. Ela foi socorrida por equipes de resgate do Corpo de Bombeiros e encaminhada em estado grave para a Santa Casa em Campo Grande. 
 

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