Cidades

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Fundo de Apoio à Comunidade doa 2,7 toneladas de materiais coletados no 11º Drive-Thru da Recic

Próxima edição do Drive está prevista para acontecer em junho de 2024

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O Fundo de Apoio à Comunidade (FAC) em parceira com a Du Bem Sustentável, entregou na última quinta-feira (28), na Usina de Triagem de Resíduos Sólidos de Campo Grande (UTR), 2,7 toneladas de resíduos recicláveis que foram coletados durante o 11º Drive-Thru da Reciclagem, que aconteceu entre os dias 14 a 16 de março, nos Altos da Avenida Afonso Pena. 

Conforme o Certificado de Destinação Final (CDF) realizado pela Berpram, uma das parceiras do evento, 52 quilos de latinhas, 430 quilos de livros, 480 quilos de papelão, 630 quilos de papel misto, 85 quilos de garrafas pet, 235 quilos de plástico duro colorido, 230 quilos de plásticos diversos, 45 quilos de sucata de ferro e 560 quilos de vidros foram doados às quatro instituições que compõem a UTR: Atmaras/MS, Novo Horizonte, Coopermaras e Cata MS. 

Para a coordenadora-geral do FAC, Adir Diniz, reforçar a prática do descarte correto e investir na educação ambiental é o principal objetivo do Drive-Thru da Reciclagem.

“A educação traz a  transformação e a transformação gera cultura. Ao repassarmos os materiais arrecadados para as cooperativas, nos comprometemos para que a nossa cidade se torne cada vez mais sustentável, mostrando na prática que o descarte correto beneficia todos os moradores”, afirmou. 

Diniz destaca ainda que neste ano, haverá mais duas edições do Drive-Thru da Reciclagem, nos meses de junho e outubro. “E durante esses intervalos, é importante lembrar à população que o descarte de resíduos pode ser feito nos cinco ecopontos espalhados pela cidade, nos bairros Nova Lima, Panamá, Noroeste, União e na Moreninha”, pontuou. 

De acordo com a Embaixadora do Instituto Lixo Zero Brasil em Mato Grosso do Sul e gestora do evento juntamente com o FAC, Ana Cristina Franzoloso, os moradores da Capital ainda precisam aprender a descartar corretamente os resíduos para que as práticas sustentáveis sejam ampliadas na cidade. 

“O munícipe precisa descartar o reciclado corretamente. Esse material ainda chega aqui na UTR de uma forma completamente incorreta e os moradores precisam entender que o reciclado precisa ser descartado de uma forma limpa, higienizada e não pode ser misturado, pois desta forma, acaba sendo enviado para o aterro sanitário. E nós vamos ajudar nessa conscientização para trazer mais reciclados de uma forma correta para as cooperativas”, frisou Franzoloso. 

Balanço

Um litro de óleo pode contaminar 25 mil litros de água. Isso porque suas substâncias não se dissolvem, e, quando despejadas nos cursos d’água causam descontrole do oxigênio e a morte de peixes e outras espécies, podendo contaminar ainda o solo. Apenas na 11º edição do Drive-Thru da Reciclagem, 7,7 milhões de litros de água foram preservados com o descarte correto de 310 litros de óleo usado. 

Um quilo de medicamento descartado no esgoto pode contaminar até 450 mil litros de água. Com o descarte correto de 101 quilos de fármacos, foram preservados 45,4 milhões de litros de água. 

A cada edição, a quantidade de resíduo descartado de forma correta só aumenta, e em relação aos eletrônicos, foram arrecadados 4,8 toneladas, número superior à média de 2,5 toneladas destinadas de forma correta nas edições anteriores do Drive-Thru da Reciclagem.

Coleta Seletiva

A coleta seletiva dos resíduos sólidos é um sistema de recolhimento de materiais recicláveis, tais como papéis, plásticos, vidros e metais. Em Campo Grande, a coleta é feita porta a porta e em locais de entrega voluntária (LEV).

Para saber onde descartar o resíduo corretamente basta clicar aqui.  

A 12º edição do Drive está prevista para acontecer em junho de 2024.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Em 2017, Campo Grande aderiu a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas, subscrita pela República Federativa do Brasil, que visa promover mudanças positivas no mundo do futuro.

Esses objetivos representam planos que todos os Estados-membros da ONU devem seguir para atingir algumas metas. Dentre elas destacam-se: erradicação da pobreza, promoção da prosperidade e bem-estar geral, proteção do meio ambiente e mitigação das mudanças climáticas.

A 11ª edição do Drive-Thru da Reciclagem contemplou a meta 4 (Educação de qualidade: essencial a promoção de uma educação inclusiva, igualitária e baseada nos princípios de direitos humanos e desenvolvimento sustentável); a meta 5 (Igualdade de gênero); a meta 6 (Água potável e saneamento: assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos), meta 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis) e a meta 12 (Consumo e produção responsáveis: assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis). 

Também foi colocada em prática a meta 15 que tem como objetivo proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade. Ao todo, são 17 objetivos que compõem os ODS atualmente.

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Meio Ambiente

Com 175 mil árvores nas ruas, Campo Grande amplia monitoramento e manejo

Prefeitura aposta em inventário e acompanhamento técnico para orientar podas, plantios e intervenções na arborização urbana

21/09/2026 16h00

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A questão ganha destaque nesta segunda-feira (21), Dia da Árvore, em meio a uma política que envolve não apenas o plantio de novas mudas, mas também escolha de espécies, definição dos locais, acompanhamento do crescimento, podas e demais ações de manejo.

Em 2025, a Prefeitura produziu aproximadamente 40 mil mudas no Viveiro Municipal Flora do Cerrado. Dessas, 27.153 foram distribuídas à população. No mesmo ano, 9.429 mudas foram plantadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), por meio do Projeto Via Verde e de outras ações em praças, parques e áreas verdes.

A arborização urbana exige decisões que começam antes de a muda chegar à calçada. A escolha da espécie precisa considerar o espaço disponível, o tamanho que a árvore poderá atingir, as raízes, a largura da calçada, a existência de fiação elétrica e a presença de outros equipamentos urbanos.

O próprio Manual de Arborização Urbana de Campo Grande estabelece diretrizes para implantação e manutenção das árvores e aponta que a escolha inadequada pode gerar conflitos com a infraestrutura urbana e aumentar a necessidade de intervenções futuras.

É justamente nessa etapa que o município tenta ampliar o uso de dados. O Arbolink permite registrar informações das árvores e identificar situações que podem exigir acompanhamento ou manejo. O sistema, porém, ainda está em fase de construção do inventário, com pouco mais de 8 mil árvores cadastradas diante de uma estimativa de aproximadamente 175 mil no sistema viário.

9,4 mil árvores plantadas

A expansão da arborização também ocorre por meio do Projeto Via Verde, que prioriza o plantio em regiões com menor cobertura arbórea e em locais que receberam pavimentação recentemente.

Ao todo, foram 9.429 mudas plantadas em 2025. A Prefeitura afirma que a ampliação da infraestrutura verde busca contribuir para o conforto térmico, qualidade do ar, drenagem urbana, biodiversidade e qualificação dos espaços públicos.

Além do plantio feito diretamente pelo município, a população também recebe mudas produzidas no viveiro municipal. Durante a Semana da Árvore deste ano, estão sendo distribuídas 10 mil mudas de espécies frutíferas.

O crescimento da arborização também impõe um desafio à administração pública: manter árvores saudáveis sem criar conflitos com calçadas, redes elétricas, ruas e demais estruturas urbanas.

Por isso, o planejamento prevê acompanhamento técnico desde a escolha da espécie até o manejo das árvores adultas. Equipes da Prefeitura passam por capacitações para diagnóstico, avaliação das condições das árvores, planejamento das intervenções e prevenção de riscos.

Campo Grande aparece entre as capitais com maior presença de árvores nas vias. Segundo o Censo 2022 do IBGE, 91,4% dos moradores da Capital viviam em domicílios localizados em vias com pelo menos uma árvore, índice que colocou o município na primeira posição entre as capitais brasileiras nesse indicador.

A cidade também recebeu, em 2026, pelo sétimo ano consecutivo, o reconhecimento Tree Cities of the World, concedido pela Arbor Day Foundation em parceria com a FAO/ONU.

Mais do que ampliar a quantidade de árvores, entretanto, o desafio passa pelo acompanhamento de uma floresta urbana que já reúne dezenas de milhares de exemplares. 

Recurso

Voto valerá como prova de vida para beneficiários do INSS

Recurso passou por modificações para reduzir filas, custos e transtornos causados pelo comparecimento presencial

21/09/2026 15h45

Reprodução / TSE

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O comparecimento eleitoral valerá para a verificação no processo de Prova de Vida no INSS. O procedimento de revisão anual, focado em identificar se o titular do benefício previdenciário ou assistencial continua vivo para garantir a manutenção de pagamentos, abrange atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais. 

“A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explica o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, destacando a praticidade da medida. 

O recurso possível com a Prova de Vida passou por modificações para reduzir filas, custos e transtornos que o antigo modelo presencial gerava, especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

A partir da Lei nº 13.846/2019, o comparecimento presencial deixou de ser a regra, estabelecendo que o próprio Estado deve buscar, de forma proativa, dados que confirmem a vivacidade do cidadão perante a administração pública. Já a Portaria INSS nº 1.408/2022 estabelece a votação nas eleições como um dos critérios de comprovação de vida.

Ou seja, quem votar, estará dispensado de realizar outras formas de comprovação. “Além de simplificar a Prova de Vida a milhões de segurados, a medida também traz segurança ao pagamento de benefícios da Previdência Social”, aponta a presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ana Cristina Silveira.

Automatização 

Para os casos em que o cidadão não comparecer ao pleito eleitoral, o INSS continua utilizando o sistema SIRIS, que coleta diversas fontes de dados do governo em busca de outros eventos comprobatórios, como a emissão de documentos, movimentações registradas ou atendimentos realizados. O segurado só é convocado a regularizar a situação quando não é encontrada nenhuma fonte que confirme a sua vivacidade.

Números do cruzamento eleitoral 

A base de dados do TSE teve contribuição significativa para a Prova de Vida em 2024. Nesse período, foram registrados eventos eleitorais para 20.957.288 beneficiários, resultando na atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida.

Com informações de Governo Federal 

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