Cidades

41 MINUTOS

Falha em Itaipu provoca apagão no Paraguai

Falha em Itaipu provoca apagão no Paraguai

AGÊNCIA BRASIL

14/09/2011 - 15h38
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Uma falha na Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional fez com que cinco transformadores ficassem fora de serviço e provocou corte de energia na maior parte do território do Paraguai durante a manhã de hoje (14). De acordo com o governo paraguaio, o apagão durou 41 minutos. Técnicos da hidrelétrica estão no local vistoriando os equipamentos e só após a conclusão dos trabalhos, no fim da tarde, a empresa deve se pronunciar sobre o blecaute.

Itaipu é, atualmente, a maior usina hidrelétrica do mundo em geração de energia. Com 20 unidades geradoras e 14 mil megawatts de potência instalada, fornece 16,4% da energia consumida no Brasil e garante 71,3% do consumo paraguaio.

MARACAJU

Suspeito de matar jovem em parque ecológico morre em confronto com a PM

O suspeito matou Miguel Ferreira Rodrigues na noite do dia 28 de agosto, no Parque Ecológico do município, horas após o jovem ser solto da prisão

11/09/2026 09h15

Suspeito morreu após entrar em confronto com a PM, nesta sexta-feira

Suspeito morreu após entrar em confronto com a PM, nesta sexta-feira Foto: Divulgação/Policia Militar

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Um homem identificado como Luiz Gerônimo morreu durante uma ação de policiais militares da Força Tática, por volta das 17h30 de ontem (10), no município de Maracaju, que fica cerca de 160 quilômetros de Campo Grande. O homem era suspeito de envolvimento na morte de Miguel Ferreira Rodrigues, de 20 anos, ocorrida no dia 28 de agosto, no Parque Ecológico de Maracaju. 

O confronto entre o suspeito e os policiais militares aconteceu em uma residência no bairro Árvores do Cerrado. De acordo com as informações de um site da região, Luiz Gerônimo tinha ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Até o momento, porém, essa informação não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.

Após a ocorrência, Luiz Gerônimo foi levado até o hospital, mas, ao dar entrada na unidade, já não apresentava sinais vitais. A dinâmica exata da ação ainda não foi divulgada oficialmente, e não há confirmação sobre as circunstâncias que levaram à morte.

Morto no parque

Miguel Ferreira Rodrigues, de 20 anos, conhecido como “Menor”, foi assassinado a tiros na noite do dia 28 de agosto, no Parque Ecológico, localizado na Vila Juquita, em Maracaju. O rapaz tinha sido preso no dia anterior por tráfico de drogas e morreu horas após ser solto.

“Menor” estava no Parque Ecológico acompanhado da família, quando três homens chegaram em um carro e invadiram o local. Um dos criminosos sacou uma arma e efetuou disparos na direção de Miguel.

A vítima tentou correr, mas foi surpreendida por outro atirador e acabou sendo baleado na região do tórax. O rapaz caiu no leito de um córrego, na sequência um dos suspeitos foi até o local e matou Miguel, realizando disparos à queima-roupa.

contraveneno

Operação do MPMS prende seis por desvios milionários na Santa Casa

Apuração inicial da promotoria aponta desvio de quase R$ 5 milhões somente com dois contratos firmados pela direção do hospital

11/09/2026 08h34

Investigadores do Ministério Público estão desde 06 horas na Santa Casa e outros endereços, inclusive em Dourados e Goiânia

Investigadores do Ministério Público estão desde 06 horas na Santa Casa e outros endereços, inclusive em Dourados e Goiânia Marcelo Victor

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Em meio à onda de demissões de médicos e anestesistas, a Santa Casa de Campo Grande está sendo alvo da uma operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul para investigar supostos desvios de recursos públicos no maior hospital de Mato Grosso do Sul.

Em nota, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) informou que por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou, nesta sexta-feira (11), a Operação Antidotum, tendo como objetivo o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 36 trinta e seis mandados de busca e apreensão nos municípios de Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO). Os nomes dos presos não foram divulgados por enquanto.

A investigação, conduzida pelo Gecoc, identificou a existência de fraudes e desvios de dinheiro em contrato firmado pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande para a prestação de serviços de digitalização de prontuários, em que ocorreram pagamentos de valores elevados sem a devida contraprestação de serviços.

O contrato previa pagamento de R$ 1,8 milhão de reais por ano e tinha vigência de três anos, totalizando R$ 5,4 milhões. Somente no primeiro ano de vigência, o desvio de recursos totalizou R$ 1,4 milhão

No curso da investigação também foram identificadas irregularidades em contratos celebrados pela Operadora Santa Casa Saúde – empresa controlada pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande – com diversas empresas do mesmo grupo econômico. Essas empresas, cujo proprietário tinha ligações com a diretoria da Santa Casa, estavam registradas no mesmo endereço, mas o imóvel, na verdade, encontrava-se desocupado.

A apuração apontou que, somente no ano de 2025, a Operadora pagou aproximadamente R$ 9,6 milhões para essas empresas, e gerou um prejuízo, no mínimo, segundo apurado até o momento, de R$ 3,5 milhões à entidade.

Durante as apurações, constatou-se que os contratos, pagamentos e prestações de contas eram sistematicamente sonegados dos órgãos de controle, incluindo Conselho Fiscal da Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado.

O valor total do prejuízo causado à Santa Casa de Campo Grande permanece sob apuração no curso das investigações.

A operação contou com apoio operacional do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e com a participação da Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados (CDA) da OAB/MS.

"Antidotum", termo que dá nome à operação, traduz-se do latim como antídoto, e significa contraveneno ou contramedida, substância que neutraliza ou impede a ação nociva de uma toxina no organismo. Também é usado no sentido figurado como recurso ou solução contra um problema.

De acordo com informações da assessoria do hospital, em torno de dez integrantes do Ministério Público e da polícia estão na Santa Casa desde 06:00 horas. Os principais alvos, segundo a assessoria, são as salas da presidência e do setor financeiro e de faturamentos. 

MORTALIDADE

O advogado Osvaldo Meza acompanhou a atuação da promotoria no hospital e disse ter sido o autor de um pedido de investigação que levou à instauração da operação desta sexta-feira.

Ele entrou na Justiça com uma ação popular a alega que a mortalidade no hospital aumentou em 5% desde que atual presidente, Alir Terra Lima, assumiu o comando do hospital, em janeiro de 2023. “Essa operação é para colocar na cadeia que tem culpa pelos desvios de recursos públicos e pelo aumento nas mortes”, afirmou o advogado.

Mensalmente a Santa Casa recebe em torno de R$ 33 milhões do SUS, mas o valor considerado insuficiente para manter a estrutura. O hospital tem cerca de 640 leitos disponíveis para o sistema público, emprega aproximadamente 3,5 mil trabalhadores  e tem contratados mais de mil médicos”.

De acordo com a administração entre os principais gastos mensais estão R$ 21,7 milhões com salários, R$ 8,1 milhões com pagamentos médicos, R$ 3,5 milhões com medicamentos e R$ 1,7 milhão com órteses, próteses e materiais especiais.

Por conta destes gastos, o hospital alega déficit mensal de R$ 13 milhões e por isso constantemente recebe aportes extras. No final de agosto a prefeitura e o Estado repassaram R$ 4 milhões, mas mesmo assim médicos que faziam cirurgias cardíacas infantis abandonaram a instituição, forçando famílias a procurarem cirurgias em outros estados. 
 

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