Cidades

SANTO ANTÔNIO

Feriado que completa 22 anos mobiliza mais de 30 mil pessoas em Campo Grande

Feriado foi criado só em 2001 e desde então festa junina e distribuição de bolos com alianças tornaram-se tradição na cidade

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No dia 29 de outubro de 2001, o então prefeito da Capital, Nelson Trad Filho, sancionou a Lei n° 3.901, que instituiu feriado o dia 13 de junho, dia do padroeiro do Município de Campo Grande, Santo Antônio de Pádua. Em 2023, após 22 anos da instituição da data, as celebrações de Santo Antônio mobilizam mais de 30 mil pessoas na Capital, entre devotos e público do arraial.

O já tradicional Arraial de Santo Antônio teve sua 21ª edição iniciada na sexta-feira e encerrada na noite de ontem, na Praça do Rádio Clube. A festa contou com apresentações de quadrilhas e shows sertanejos. Entre os artistas participantes estavam as duplas Patrícia e Adriana e Maria Cecília e Rodolfo.

Segundo a prefeitura, a estimativa de público para a noite de ontem era de 6 mil pessoas, e durante o fim de semana a Guarda Civil Metropolitana (GCM) informou que cerca de 23 mil pessoas participaram do arraial.

Outra tradição da data, o bolo de Santo Antônio, vendido há 22 anos, começou a ser disponibilizado no primeiro dia de festa, e hoje, Dia de Santo Antônio, os fiéis podem buscá-lo diretamente na paróquia, em drive-thru que ocorrerá das 6h30min às 13h.

Neste ano, há mil alianças e mais de 10 mil bolos de pote. De acordo com o padre Wagner Divino de Souza, pároco da Catedral Nossa Senhora da Abadia e Santo Antônio de Pádua, a iniciativa visa acompanhar o crescimento populacional de Campo Grande. Em 2022, havia 500 alianças distribuídas em sete mil bolos vendidos, e neste ano, além das tradicionais alianças, uma televisão também está sendo sorteada.

A organização das celebrações do padroeiro na igreja começa um mês antes da data, com reunião dos voluntários, que são pessoas que frequentam a paróquia. A confecção e a montagem dos bolos tiveram início uma semana antes das vendas físicas no Arraial de Santo Antônio e contaram com a participação de mais de 100 voluntários, que se dividiram em três turnos de produção.

“Esse bolo já é uma receita tradicional, de anos e anos, e a gente só mantém e cuida da qualidade, mas é uma receita pronta da paróquia”, relata Fernanda Corrêa, coordenadora do bolo de Santo Antônio 2023.

Segundo o padre Wagner Divino de Souza, a iniciativa do bolo de Santo Antônio é derivada do pão de Santo Antônio, uma referência a um agradecimento de uma devota pelo milagre de ressuscitar seu filho.

“Foi o milagre que ele realizou ainda em vida, quando uma mãe mandou chamar às pressas Santo Antônio porque o filho tinha se afogado e estava morto. Santo Antônio então, restituindo a vida dessa criança, recebe como sinal de gratidão uma promessa. A mãe da criança diz a ele que, enquanto ela tivesse vida, faria pães, usando como referência o peso que a criança tivesse”, explica.

A tradição da mãe de fazer pães às terças-feiras e distribuir aos pobres é seguida em diversos países. Os pães são abençoados e distribuídos às pessoas carentes.

Em Campo Grande, em vez da distribuição dos pães, foi pensado no bolo, para abranger também as famílias e os jovens que visavam um relacionamento amoroso.

Voluntárias durante fabricação do tradicional bolo de Santo Antônio

Voluntárias durante fabricação do tradicional bolo de Santo Antônio. Foto: Ketlen Gomes/Correio do Estado

SANTO CASAMENTEIRO

Conhecido como Santo Antônio, antes de realizar os milagres que marcaram sua vida era Fernando Antônio de Bulhões, único herdeiro de uma família nobre de Portugal, que resolveu seguir a vocação religiosa na adolescência e morreu aos 36 anos, em Pádua, na Itália.

Santo Antônio também é conhecido como santo casamenteiro, porque ajudava tanto moças quanto rapazes a conseguirem o dote necessário para o casamento.

O primeiro bolo de Santo Antônio em Campo Grande teve um par de alianças, e a iniciativa foi se tornando uma tradição na Capital. Com o passar dos anos, a paróquia foi aumentando o número de alianças distribuídas nos bolos.

DIA DOS NAMORADOS

A data, próxima ao Dia dos Namorados, também afeta o comércio da Capital, movimentando diversos setores da economia. Djalma Santos é dono de uma loja de acessórios e relata que, este ano, os feriados de Santo Antônio e Corpus Christi foram mais movimentados que o Dia das Mães.

“Muitas pessoas vieram para Campo Grande, outras se prepararam para viajar, e isso acabou ajudando nas vendas. Santo Antônio, por ser a data do santo casamenteiro, influencia no Dia dos Namorados, por ser uma data romântica, uma data em que as pessoas gostam de programar algo especial para seu parceiro ou parceira. O feriado acaba ajudando muito, porque a gente tem uma noite que no dia seguinte é feriado, então, pode-se comemorar com tranquilidade”, comenta Djalma Santos.

Thaline Estevam e sua família são proprietários de um restaurante de comida japonesa. A empresária diz que a preparação para o Dia dos Namorados começa dias antes da data, com aumento no pedido de peixes, compra de decoração especial e contratação de mais colaboradores.

“No sábado, a gente já imaginou que o pessoal ia sair antes da data, porque, normalmente, a data enche muito e tem casal que vem uns dias antes, então, a gente já estava com seis funcionários a mais. Tivemos uma demanda muito maior do que temos no fim de semana”, relata a empresária.

Thaline também ressalta que algum tempo antes das datas próximas ao Dia dos Namorados o movimento caiu, e acredita que isso ocorre porque as pessoas se preparam financeiramente para as celebrações.

PADROEIRO

O fundador de Campo Grande, José Antônio Pereira, era devoto de Santo Antônio. De acordo com a história, enquanto ele viajava para o local onde está hoje a Capital, teve de parar em Santana de Parnaíba com sua comitiva.

A cidade estava com muitos casos de febre, que chamavam de “febre maligna”. Sendo assim, José Antônio Pereira rezou para Santo Antônio, pedindo que ninguém de sua comitiva morresse da doença, e fez uma promessa, de que construiria uma igreja para o santo quando chegassem ao novo povoado.

Chegando onde hoje está Campo Grande, José Antônio Pereira cumpriu a promessa e construiu uma igreja para o santo, no lugar onde hoje está a Catedral Nossa Senhora da Abadia e Santo Antônio.

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STF

Gilmar Mendes propõe vetar delegados da PF como assessores de ministros

Para decano, presença dos policiais representa um risco para as investigações

05/09/2026 19h00

Ministro Gilmar Mendes

Ministro Gilmar Mendes Andressa Anholete/STF

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Neste sábado (5) o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou uma proposta para proibir que militares, delegados ou policiais sejam cedidos para atuar como assessores nos gabinetes da Corte.

A proposta de alteração no Regimento Interno do STF já havia sido adiantada durante a semana ao presidente do Supremo, Edson Fachin, e foi agora formalizada por Mendes para que seja apreciada pelos demais ministros.

A ideia surge em meio à escalada da crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Cada um, por exemplo, possui dois delegados da Polícia Federal os assessorando em seus gabinetes.

Para Mendes, a presença desses policiais nos gabinetes representa o risco de que decisões sobre a condução de investigações, que seria de exclusividade da autoridade policial, estejam sendo transferidas para o Supremo.

O texto apresentado pelo decano prevê que servidores das carreiras militares e policiais possam atuar em atividade de segurança dos gabinetes, mas que seja “vedada a participação na instrução de inquéritos ou processos e em atividades de assessoramento jurídico”.

Outro trecho diz que “caberá ao Presidente do Supremo Tribunal Federal providenciar o imediato retorno aos órgãos de origem dos servidores atualmente em exercício no Tribunal em desacordo com a regra ora acrescida ao art. 357 do Regimento Interno”.  

A proposta surge ainda após o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ter tentado articular a volta para a corporação dos delegados cedidos ao gabinete de Mendonça, que é relator dos escândalos de fraude financeira e corrupção no Banco Master e do desvio em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Cabe agora a Fachin incluir a proposta em pauta para que seja apreciada e votada por todos os ministros do Supremo.

Relatórios
A proposta do decano vem à tona após Mendonça ter retirado o sigilo, nesta semana, de um relatório da PF em que constam dezenas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Master, a Moraes, segundo afirmam os investigadores.

Nas conversas, Vorcaro menciona um contrato de R$ 131 milhões firmado pelo escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, com o Master. Foram expostas também mensagens em que o ex-banqueiro demonstra ter obtido informações sobre uma possível operação da PF para prendê-lo.

Logo em seguida à divulgação do material, Moraes pediu à presidência do Supremo a abertura de uma investigação contra Mendonça pelo que disse ser “fortes indícios” de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso Master.

Para embasar suas acusações, Moraes apresentou um relatório de inteligência da PF segundo o qual Mendonça atuaria de forma a direcionar as investigações contra desafetos políticos.

O documento, contudo, não é assinado e traz a advertência de se tratarem de uma análise prospectiva interna, sobre possíveis caminhos de investigação, e “sem valor probatório”.

FEMINCÍDIO BRUTAL

"A dor dela estava imensa"; família comenta sofrimento de Fabíola Marcotti registrado em diário

Páginas dos relatos escritos pela fisioterapeuta vítima de feminicídio mostram os registros sobre a convivência com o médico João Jazbik Neto e o desejo da profissional de "encontrar com a mãe"

05/09/2026 18h00

Inquérito policial traz registros do diário de Fabíola Marcotti que se iniciam em 17 de abril de 2022, com pelo menos quatro anos de relatos da convivência

Inquérito policial traz registros do diário de Fabíola Marcotti que se iniciam em 17 de abril de 2022, com pelo menos quatro anos de relatos da convivência Reprodução-Inquérito/Montagem Correio do Estado

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Páginas compiladas em inquérito policial que apura a morte de Fabíola Marcotti, atribuídas como o diário pessoal mantido pela fisioterapeuta que foi morta aos 51 anos, revelam detalhes sobre o relacionamento da profissional com o médico João Jazbik Neto, principal suspeito acusado por esse feminicídio. Como é possível notar nos escritos e segundo comentam os familiares da vítima, ela teria suportado com o passar dos anos uma "dor imensa", o que culminou no crime registrado em 18 de maio deste ano em Campo Grande. 

Mais uma vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul, essa mulher usava um caderno como os que são oferecidos como "brindes", com marca de identificação pertencente inclusive a conhecida cooperativa, que Fabíola mantinha como diário da rotina ao lado do então marido, João Jazbik Neto, médico que chegou a ficar conhecido como "pai da cardiologia em MS". 

Em entrevista ao Correio do Estado, o irmão de Fabíola, José Flávio Marcotti, relata que os diários seriam um costume de infância de sua irmã. 

"Eu sou da década de 80, haviam aquelas cartinhas, muitas já vinham escritas, que você trocava com as amigas que você fazia nas costas uma dedicatória... e assim ela foi criando um diário, sempre teve, como se fosse uma terapia", conta. 

Com base no compilado nos autos do inquérito, ele revela que nessas páginas Fabíola demonstrava diversos aspectos da personalidade do marido, que seriam restritos aos momentos de intimidade do casal. 

"Ela demonstra dentro desse diário a forma controladora dele. Contava de brigas dentro desse diário, e fazia o máximo para que parassem essas brigas. Ela fala no diário: 'eu vou ficar calada'", diz José Flávio. 

Segundo o irmão e as páginas registradas por Fabíola evidenciam o mesmo, a vítima por diversas vezes que se viu em uma discussão com o acusado pelo feminicídio optava inclusive por silenciar-se, para justamente não levantar um comportamento "furioso" por parte de João Jazbik. 

"Ela mesmo vai contando essa história, de agressão, do narcisismo dele. Foi feita a perícia grafotécnica e esse diário são folhas escritas pela Fabíola. Ela comprova ali a vida que vivia, de ter que se calar, das brigas... dentro do próprio diário ela mesmo foi se anulando", comenta ele. 

Dor e problemas financeiros

Moradores de São Sebastião (SP), José Flávio conta que ainda possui irmãs e sobrinhos em Mato Grosso do Sul, porém, como bem revela sua esposa Patrícia Isey Marcotti, a vontade deles era levar Fabíola para morar junto do casal no litoral norte de São Paulo. 

"Estávamos tentando trazer ela para cá, mas não deu tempo. Então a dor dela estava imensa", afirma Patrícia Isey Marcotti. 

Fabíola foi morta em 18 de maio deste ano e, como mostram as últimas páginas escritas pela fisioterapeuta até o começo do mês em questão, evidenciam problemas financeiros pelos quais o casal estaria passando. 

Além disso, em 10 de maio completaram-se seis anos desde a morte da mãe de Fabíola, saudades essa que a fisioterapeuta mesclava entre as páginas de preocupação com o marido e o próprio relacionamento. 

Esse inquérito policial traz registros do diário de Fabíola Marcotti que se iniciam em 17 de abril de 2022, com pelo menos quatro anos de relatos da convivência, em que João se incomodava e deixava de conversar com a esposa até mesmo se essa "queimasse torradas" pela manhã. 

Dois dias antes de sua morte, Fabíola teria feito o seguinte registro em seu diário: 

"Estou indo para meu lugar, ficar com nossa mãe. Lá vou ficar em paz. 
Amo todos vocês, minha família. 
João, eu amo você eternamente.
Sempre te amei, dediquei minha vida a você. 
Eu cuido de você, você cuida de mim" 

Inquérito policial traz registros do diário de Fabíola Marcotti que se iniciam em 17 de abril de 2022, com pelo menos quatro anos de relatos da convivênciaReprodução/Inquérito

Patrícia destaca a brutalidade do crime contra a cunhada, descrevendo que presenciou na pax o corpo de Fabíola "todo quebrado" com a cabeça comparada a uma noz e que pedaços de crânio teriam ficado espalhados pelo ambiente, fato esse que fica comprovado nos autos do inquérito. 

"E quanto ao diário que ela deixou, só prova o quanto ela sofria na mão dele. Ela falava muito da mãe, claro, porque era o porto seguro e ela vivia com medo... então queria achar esse porto seguro mais uma vez", complementa. 

Entenda

O caso investigado como o feminicídio de Fabíola Marcotti, na Chácara dos Poderes em Campo Grande, veio à tona após a informação inicial apontar que a fisioterapeuta havia sido encontrada morta pelo próprio marido, que inicialmente foi detido para esclarecimentos.

Encontrada sem vida no dia 18 de maio, a morte de Fabíola foi inicialmente comunicada por volta de 11h03, por um funcionário da propriedade do casal. Extração forense do dispositivo mostra que o trabalhador recebeu uma chamada de João Jazbik Neto às 10h39, cerca de 23 minutos antes de acionar a polícia. posteriormente passou a informar a terceiros que a "doutora se suicidou".

Equpes da 1ª Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher (1ª Deam) constataram inconsistências que afastavam, já de princípio, a hipótese de suicídio, como:

  1. Incompatibilidade entre a lesão da vítima e a arma de fogo encontrada sobre seu corpo (revólver calibre .357),
  2. A existência de um projeto alojado em um quadro na parede,
  3. Marcas de remoção de um móvel e
  4. Manchas de sangue com trajetória incompatível com a posição em que a vítima foi encontrada. 

Nas primas diligências, Geovane Garcia Abbecg e Elodir Hofmann confessaram que, por determinação de João Jazbik (esposo da vítima), removeram do quarto onde o crime ocorreu um armário contendo diversas armas de fogo e munições, ocultando-o na "casa do meio" da propriedade, com o objetivo de subtraí-los da chegada da polícia e da perícia, configurando a fraude processual. 

Em buscas foi localizado expressivo arsenal, incluindo armas de uso restrito (fuzil calibre 7,62), diversas carabinas, espingardas e centenas de munições, que segundo registro policial evidenciam a conduta criminosa do investigado. 

Perícia realizada no local, de autoria da perita criminal Thayla Caroline de Arruda Venancio (após minuciosa análise dos vestígios, manchas de sangue, trajetória do projétil e posição do corpo), concluiu categoricamente que o evento ocorreu em cenário de violência direcionada contra a vítima em razão de sua condição de mulher, sendo compatível com morte ocorrida em contexto de violência de gênero (feminicídio). 

"A vítima estava em pé quando recebeu o primeiro golpe com instrumento contundente ou cortocontundente na lateral direita da cabeça, caiu primeiramente de joelhos sobre o piso, posteriormente na posição em que foi encontrada e recebeu mais de um golpe na lateral esquerda da cabeça, formando as manchas de sangue observadas na parede de frente para o sofá e na porta de entrada da suíte e deixando os fragmentos ósseos pela sala. Após estes golpes, a cabeça da vítima foi levemente levantada e um disparo de arma de fogo foi realizado, com entrada na lateral esquerda e saída na lateral direita, ocasionando a impactação do projétil no quadro", cita trecho do inquérito.

Como bem acompanha o Correio do Estado, João Jazbik Neto, de 78 anos, deixou a prisão há cerca de 10 dias, em 20 de agosto, menos de uma semana após ter a preventiva decretada. Sua defesa sustenta a inocência do cardiologista e afirmou na ocasião que irão contestar as perícias. 

 Após a família de Fabíola ir contra as falas da defesa, que chegou a classificar o trabalho pericial como "precário e até mesmo amador", pedindo posteriormente novamente a prisão do suspeito, João Jazbik foi preso pela terceira vez na última quinta-feira (03) após passar o intervalo de duas semanas solto. 

 

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