Cidades

ECONOMIA

Ferrovia de MS será prioridade na segunda reunião do PPI

Concessão da Rumo pode ser prorrogada, mas União deve exigir mais investimentos

CLODOALDO SILVA, DE BRASÍLIA

28/01/2019 - 05h00
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O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), do governo federal,  vai analisar em sua 2ª reunião deste ano a concessão da linha férrea  Malha Oeste – com extensão de 1.973 quilômetros. A estimativa é de que haja prorrogação do contrato com a Empresa Rumo por mais 30 anos, com investimentos de até R$ 5 bilhões na recuperação da malha, que viabiliza a Ferrovia TransAmericana.

A necessidade da recuperação da malha ferroviária foi apontada por estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentado em junho do ano passado, citando a existência de gargalos na malha ferroviária, que congelam “a atual capacidade de transporte das ferrovias do País”. Do trecho total, cerca de 16% da malha estava intransitável até o ano passado.

O levantamento apontou que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) tem de viabilizar condições para que as concessionárias consigam assegurar novos investimentos, além de “definir, com clareza, os mecanismos necessários para viabilizar o financiamento de investimentos não previstos no momento de prorrogação do contrato”.

Só que a Ferrovia Oeste esbarra no problema do volume de produtos a serem transportados. É que não há um produto com demanda suficiente para garantir sua viabilidade econômica, por isso a proposta apresentada até agora é fazer o transporte de cargas a curta distância, de forma a garantir escala de mercadorias. A ideia é diferente de outras malhas do Brasil, que operam com produtos específicos e carregamento de longa distância.

Por esse motivo, o consórcio formado pela Rumo com a Ferrovia Oriental e Andina, o Hub Intermodal de Três Lagoas e a Transfesa enfrenta dificuldades para obter recursos a fim de recuperar a malha e viabilizar a Ferrovia TransAmericana. A alternativa é o PPI, que criaria condições para assegurar os investimentos.   

Inclusão

Com o compromisso de inclusão no PPI foi feito na semana passada pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, ao governador Reinaldo Azambuja, após o gestor estadual apresentar as obras e empreendimentos logísticos prioritários para Mato Grosso do Sul, surge a efetiva  possibilidade da recuperação ser realizada. “Apontei que a Rota Bioceânica Ferroviária é prioridade.

Como resposta, o ministro se comprometeu que a Ferrovia Malha Oeste, aquela que vai até Corumbá, será incluída na 2ª reunião do PPI, colocando-a como prioritária. É que ele (Freitas) esta esperando avançar as negociações das outras concessões que já estão sendo feitas pela ANTT”, destacou o governador.

Este anúncio complementa declaração de novembro do ano passado do atual ministro, mas que à época exercia a função de  Secretário de Coordenação de Projetos da Secretaria Especial do (PPI), de  que esta ferrovia seria prioridade no governo de Jair Bolsonaro, sem  estipular um calendário para efetiva inclusão no Programa.
Ao incluir a recuperação da malha da Ferrovia TransAmericana no PPI, o Governo assegura que grupo de investidores internacionais – que tem grupos chineses e alemães – possa recuperar esta linha férrea, que vai  ligar  o porto da cidade de Ilo, no Peru, ao Porto de Santos (SP), passando por Mato Grosso do Sul, pelos municípios de Corumbá, Campo Grande, Ponta Porã e Três Lagoas.

Entenda

O  atual termo de compromisso da concessionária Rumo tem 22 anos – termina em 2026 - sem que a empresa tenha feito investimentos para melhorar a malha. Nos últimos anos a empresa acumulou prejuízo superior a meio bilhão. Foram R$ 141,7 milhões de saldo negativo em 2015; prejuízo que subiu para R$ 183,8 milhões em 2016 e chegou a R$ 187,1 milhões em 2017, de acordo com relatório da empresa apresentado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Infraestrutura

Licitações preveem 153,4 mil m² de tapa-buraco em rodovias de MS

Certames publicados na semana passada fazem parte de pacote maior, com 18 lotes em 5 concorrências

25/05/2026 08h00

MS-010, em Campo Grande, é uma das rodovias que está na lista da licitação para tapa-buraco

MS-010, em Campo Grande, é uma das rodovias que está na lista da licitação para tapa-buraco Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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As duas licitações publicadas na semana passada para serviços de tapa-buracos em rodovias de Mato Grosso do Sul preveem que sejam feitos 153,4 mil metros quadrados do serviço durante os três anos do contrato. Os certames também estabelecem manutenção em estradas sem asfalto.

Conforme o Termo de Referências das licitações, que serão abertas no mês que vem, no primeiro ano do contrato as empresas vencedoras dos sete lotes apresentados até o momento terão que fazer 51,1 mil m² de tapa-buraco.

Em todo o período de contrato, que são três anos, serão 153,4 mil m² de reparos nos 1,8 mil quilômetros de rodovias pavimentadas que constam no projeto.

Os projetos ainda preveem reparos em 2,6 mil km de rodovias não pavimentadas.

Ao todo, as duas licitações têm previsão de investimento de R$ 748,8 milhões, porém, como ainda há outros lotes a serem licitados, o valor deve passar da casa do R$ 1 bilhão.

LICITAÇÕES

Matéria do Correio do Estado mostrou que a primeira licitação, publicada no início da semana passada é referente a contratos de tapa-buracos e manutenção de rodovias não pavimentadas nas regiões centro e leste, englobando cidades como Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Terenos, Dois Irmãos do Buriti, Três Lagoas e Rochedo.

Os quatro primeiros pacotes preveem recuperação em mais de 2,6 mil quilômetros, sendo 1.086 km de vias pavimentadas e pouco mais de 1,5 mil km de vias não pavimentadas.

Ao todo, serão investidos R$ 446,7 milhões nestes primeiros quatro lotes, que está marcado para o dia 8 de junho, a partir das 8h30min (horário de MS).

A empresa vencedora tem previsão para executar as obras em 1.080 dias, mas o contrato terá mais 120 dias após o fim do prazo das obras, o que significa que serão 1.200 dias, pouco mais de três anos.

O segundo certame prevê investimento de R$ 302 milhões para os lotes seis, sete e oito, que correspondem a rodovias nas regiões norte e nordesde do Estado.

Ao todo são 1.937 quilômetros de rodovias dentro dos lotes seis, sete e oito. Desses, 764,77 km são de pistas pavimentadas e 1,1mil km de estradas sem asfalto.

Esta licitação será aberta no dia 10 de junho, também às 8h30min (horário de MS).

O lote cinco ainda não foi posto em licitações, e ainda estão previstos certames que contemplem até o lote 18. A previsão é de sejam publicadas mais três licitações.

A contratação das empresas para o serviço de tapa-buraco nas rodovias estaduais será pago com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundersul).

REGIÃO SUDESTE

Segundo o estudo para a licitação, a previsão é de que todas as regiões sejam beneficiadas neste pacotão de licitações, apenas a região sudeste não terá lotes, porque ela já faz parte de outro projeto bilionário do governo do Estado.

A região será contemplada pelo Programa de Contrato de Restauração e Manutenção – Design, Build, Maintain (Crema-DBM) e também pelo Crema-Parceria Público-Privada (Crema-PPP).

O investimento é por meio de financiamento com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) no valor de US$ 200 milhões (o equivamente a pouco mais de R$ 1 bilhão).

* Saiba 

As licitações foram publicadas pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de MS (Agesul), que este mês teve o seu diretor-presidente, Rudi Fiorese, preso por suspeita de participar de suposto esquema de corrupção justamente do tapa-buraco quando era titular da Sisep.

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Habeas Corpus

Dino não vê ilegalidade e nega pedido de prisão domiciliar para influenciadora Deolane

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa na quinta-feira, 21, durante a Operação Vérnix

24/05/2026 22h00

Deolane Bezerra foi presa na Operação Vérnix

Deolane Bezerra foi presa na Operação Vérnix Foto: Reprodução/Instagram

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino entendeu não haver ilegalidade na prisão da influenciadora Deolane Bezerra e negou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa.

Em decisão assinada no sábado, 23, e publicada neste domingo, 24, o ministro escreveu que não foi encontrada "manifesta ilegalidade" para conceder habeas corpus de ofício.

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa na quinta-feira, 21, durante a Operação Vérnix, do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na sexta-feira, 22, ela foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do Estado de São Paulo.

A defesa pediu a imediata revogação da prisão preventiva e a substituição por prisão domiciliar, ou a imposição de medidas cautelares, como eventual retenção de passaporte, monitoração eletrônica e proibição de ausentar-se do País.

Os advogados da empresária sustentaram que a prisão preventiva foi desproporcional e alegaram que ela possui filha menor de apenas 9 anos, "motivo por que deveria ter sido decretada, no máximo, a prisão domiciliar".

Alegaram ainda que a influenciadora possui residência fixa, atividade profissional lícita, endereço certo e notoriedade pública nacional, "circunstâncias que afastam qualquer risco concreto de ocultação".

As apurações indicam que empresas de fachada e contas bancárias ligadas à influenciadora teriam sido usadas para ocultar e movimentar dinheiro do crime organizado. O Ministério Público afirma que o esquema envolvia uma transportadora suspeita de atuar no fluxo financeiro da facção. A defesa ainda não foi localizada para se manifestar.

A influenciadora já havia sido alvo de outra investigação policial em 2024, quando foi presa em uma operação da Polícia Civil de Pernambuco que investigava suspeitas de lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais ligados a plataformas de apostas.

Na ocasião, ela chegou a cumprir prisão domiciliar, mas retornou ao regime fechado após descumprir medidas impostas pela Justiça.

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