Cidades

TRÊS LAGOAS

Filho de desembargadora pode
ir para regime semiaberto

Interno não recebeu a condição antes por ser flagrado com celular

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O filho da desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Breno Fernando Solon Borges, pode ir para o regime semiaberto nos próximos dias.

O empresário está preso na Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas há três anos e, conforme a justiça, já teria cumprido 1/6 da pena de nove anos e seis meses de prisão, para a qual foi condenado, tendo direito a progressão de regime desde fevereiro de 2019.

Conforme autos do processo referente a condenação, Breno só não está no regime semiaberto ainda, porque teria descumprido o requisito de “bom comportamento carcerário”, exigido para concessão do benefício. Em dezembro de 2017, o empresário foi flagrado com um celular dentro do presídio.

“Como é sabido, a medida em tela está condicionada basicamente ao cumprimento de dois requisitos, um de caráter objetivo, consistente no cumprimento do lapso temporal fixado em lei, e um de ordem subjetiva, referente ao mérito e condições pessoais do condenado. Assim sendo, para a progressão de regime prisional, não basta o cumprimento do requisito legal objetivo, sendo necessário também o preenchimento do requisito subjetivo, representado pelo bom comportamento carcerário do condenado”, pontua manifestação do Ministério Público.

No dia 12 de julho deste ano, o promotor de justiça Júlio Bilemjian Ribeiro pediu que seja a atualização do cálculo de liquidação da pena de Breno.

Já a Defensoria Pública exige a cópia do Parecer Disciplinar sancionado contra o empresário. Ambos aguardam parecer da justiça sobre a progressão de regime do empresário.

No regime semiaberto, o apenado cumpre a pena de forma menos rigorosa e com algum tipo de trabalho, seja dentro das colônias penais ou estabelecimentos prisionais similares. 

Ou então, exerce trabalho externo, sem a necessidade de escolta, com o atendimento de algumas exigências como a responsabilidade com horários e apresentação de cópias de livros pontos, bem como de saídas temporárias autorizadas para visitar a família ou estudar, entre outras, devidamente fiscalizadas por agentes de órgão competente.

CONDENAÇÃO

Breno foi condenado em dezembro de 2018. A condenação é em ação que se originou na Operação Cérberus, da Polícia Federal, onde o empresário é apontado como integrante de uma quadrilha e que participaria de plano para resgatar um preso no Presídio de Segurança Média de Três Lagoas.

O plano foi descoberto pela PF a partir da apreensão de celular que estava com o presidiário Tiago Vinícius Vieira, no dia 28 de março deste ano.

Por meio de autorização judicial, no dia 7 de abril, a polícia teve acesso, identificando os integrantes da organização criminosa comandada pelo preso, entre eles, o filho da desembargadora, que seria responsável pelo transporte de drogas e armas.

Um dia depois, Borges foi preso em Água Clara, quando transportava a maconha e 270 munições para armas de calibre 7,62 mm e 9 mm. Ele ainda deve responder por este processo, de tráfico de droga e armas, além de outro por porte ilegal de arma de uso restrito, em Campo Grande.

No ação originada da operação da PF, Breno foi condenado junto com outros seis acusados de participação na quadrilha. Ele já está preso na Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas.

DESEMBARGADORA AFASTADA

Desembargadora Tânia Garcia Borges foi denunciada por usar carro oficial e escolta para buscar o filho Breno Fernando Solon Borges, acusado de tráfico de drogas e posse ilegal de arma fogo, no presídio de Três Lagoas, e interná-lo em clínica psiquiátrica. Segundo os promotores, não havia habeas corpus. 

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, no dia 9 de outubro de 2018, a abertura de processo disciplinar contra a desembargadora, então presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS).

Com a decisão, a corregedoria pediu o afastamento cautelar de Tânia da presidência do TRE e das funções de desembargadora. O afastamento da desembargadora foi decidido pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins.

ASSISTÊNCIA SOCIAL

MP cobra vagas emergenciais para idosos após falhas no acolhimento

Prefeitura deverá contratar acolhimento na rede privada e reorganizar atendimento a pessoas vulneráveis

14/04/2026 11h30

Idosos em situação de vulnerabilidade devem ser transferidos para vagas adequadas após intervenção do MPMS em Três Lagoas

Idosos em situação de vulnerabilidade devem ser transferidos para vagas adequadas após intervenção do MPMS em Três Lagoas Divulgação

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A atuação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) levou a Prefeitura de Três Lagoas a adotar medidas emergenciais para ampliar o acolhimento de pessoas idosas em situação de vulnerabilidade. A iniciativa inclui a contratação imediata de vagas na rede privada e a reestruturação do fluxo de atendimento na assistência social do município.

A mudança ocorre após a 4ª Promotoria de Justiça identificar falhas no atendimento à população idosa, durante procedimento administrativo instaurado no início de 2026. Relatórios técnicos apontaram que a Unidade de Acolhimento para Adultos e Famílias (Acolhimento POP) operava acima da capacidade e recebia públicos para os quais não estava preparada, como idosos, pessoas acamadas e indivíduos com deficiência.

Diante do cenário, o MPMS expediu recomendação formal e passou a acompanhar o caso de perto. Em resposta, a Secretaria Municipal de Assistência Social informou a aquisição de 15 vagas em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) da rede privada, medida que permitirá a transferência imediata de idosos que aguardavam acolhimento adequado.

Além de desafogar a estrutura existente, a providência também deve reorganizar o atendimento de outros grupos vulneráveis. Pessoas com deficiência e transtornos mentais, por exemplo, passarão a ser direcionadas para serviços específicos, como residências inclusivas e terapêuticas.

Segundo o Ministério Público, a intervenção busca garantir o cumprimento da legislação e assegurar condições dignas de atendimento à população idosa. O órgão destaca que continuará monitorando as medidas adotadas pelo município para evitar novas irregularidades e assegurar a efetividade das políticas públicas.

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Infraestrutura

Governo do Estado irá custear a construção de ponte sobre o Rio do Peixe

Ao todo devem ser investidos pouco mais de R$ 13 milhões, para a construção da ponte definitiva

14/04/2026 11h15

Álvaro Rezende/Secom-MS

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Na última segunda feira (13) o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), realizou uma vistoria  na obra emergencial da ponte sobre o Rio do Peixe, na cidade de Rio Negro, à 158 quilometros de Campo Grande. O investimento está na casa dos R$ 13,2 milhões.  

A visita aconteceu em decorrência da queda da ponte anterior que ocorreu em fevereiro deste ano devido às fortes chuvas. Antes do acordo firmado para a construção de uma nova estrutura, estava sendo utilizada uma ponte provisória, feita de materiais metálicos. 

A nova ponte será construída no mesmo local da anterior, ela terá cerca de 80 metros de extensão e dois metros à mais de altura, para garantir que em épocas de cheia, a vazão ocorra com mais facilidade, evitando assim novos desmoronamentos. Com a assinatura da ordem de serviço já realizada, as obras começam de imediato. 

O governador que esteve no local, pontuou a importância do projeto. 

“Importante que já contratamos a obra definitiva. São R$ 13 milhões de investimento. Iremos construir a ponte do lado, no mesmo local, sendo um novo acesso para a rodovia. O objetivo é a retomada do fluxo até melhor do que era antes, beneficiando as pessoas, veículos e toda região”

A ponte sobre o Rio do Peixe faz parte do trajeto da MS-080, uma das rotas para chegar à Campo Grande, e por ter alguns rios e córregos em suas proximidades, ela costuma inundar em períodos de grandes chuvas.

Em uma dessas épocas, mais especificamente em fevereiro deste ano, foi responsável por comprometer a estrutura da ponte do Rio do Peixe. Para resolver previamente a situação, enquanto a construção da ponte definitiva, não fica pronta, a alternativa encontrada foi, realizar a montagem de uma ponte provisória, feita de metal e custou cerca de R$ 854,7 mil. 

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