Cidades

paixão pela aviação

Filho de piloto morto em explosão em MT ajudou a pilotar avião que trouxe corpo para MS

Fernando Kawahata Barreto foi velado durante a manhã deste sábado em Campo Grande, três dias após o acidente

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O piloto Fernando Kawahata Barreto, de 42 anos, morto na última quarta-feira (4) após queda e explosão de avião bimotor King Air C-90 no Aeroporto Bom Futuro, em Cuiabá (MT), foi velado neste sábado (7), no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Campo Grande.

Quem trouxe o corpo de Kawahata para Mato Grosso do Sul foi o filho de 18 anos, que foi copiloto da aeronave que chegou ontem (6) de Cuiabá. Próximo de completar os 19 anos, o jovem herdou a paixão por aviação do pai, e já passa por cursos para profissionalização.

O interesse pela aviação já chegou na terceira geração da família, já que Fernando também se tornou piloto inspirado no pai - que atualmente é aposentado. Incentivado desde criança, o caçula de quatro irmãos foi o que mais se identificou com a profissão.

"Nunca foi uma segunda opção [para Fernando] ser piloto. Desde os 5 anos ele já queria pilotar, e ele era uma pessoa de personalidade bem forte, então ele falou que ia ser piloto e virou", contou Marcelo Kawahata, irmão de Fernando.

Marcelo acrescenta que o pai levava Fernando "para tudo quanto é lado", e que os dois eram bem próximos. Fernando já seguia a profissão há mais de 12 anos.

"Meu irmão se inspirou no meu pai, e agora o meu sobrinho está seguindo os passos do meu irmão", comentou.

Nascido em Bela Vista, no interior de Mato Grosso do Sul, mas residente do bairro Coophafé, em Campo Grande, por 30 anos, Kawahata havia se mudado para Cuiabá em 2018, para trabalhar.

Além do futuro piloto, Fernando deixa a filha caçula, de 12 anos, e a esposa.

O Acidente

Na quarta-feira (4) o avião que Fernando Kawahata pilotava apresentou problemas, perdeu o controle, bateu a asa no chão, avançou em direção a um hangar. Após a colisão, a aeronave pegou fogo e explodiu.

Imagens de segurança mostram o momento da queda.

Além do piloto, um funcionário do aeroporto, de 58 anos, foi atingido pelo avião e morreu. Outras duas pessoas, que estavam na aeronave, foram socorridas com ferimentos e encaminhadas para o hospital.

Ainda não se sabe a causa do acidente. A principal hipótese é de que houve pane no motor.

"Está sendo realizada uma perícia, para descobrir realmente a causa. Mas tudo leva a crer, pelas imagens, que foi uma pane motora, porque o motor estava parado. Mas, para a nossa família, pouco importa. A gente perdeu nosso irmão", lamentou Marcelo Kawahata.

Investigação foi aberta pelo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV), da Força Aérea Brasileira (FAB), para esclarecer a causa da queda.

A empresa Bom Futuro, proprietária do hangar, lamentou ocorrido em suas redes sociais e afirmou que a aeronave envolvida no acidente não faz parte da frota da empresa.

"A Bom Futuro lamenta o acidente ocorrido na tarde desta quarta (04.10) na pista do aeródromo em Cuiabá e se solidariza com as famílias das vítimas. A aeronave envolvida não faz parte da frota da empresa, que presta serviço de hangaragem no local, e não houve colaboradores da Bom Futuro entre as vítimas. Todas as informações sobre o acidente serão prestadas pelas autoridades competentes", afirmou a empresa por meio de nota.

Colaborou: Naiara Camargo

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Decisão Judicial

Mulher receberá R$ 10 mil após ter dados usados em anúncios de serviços sexuais

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul entendeu que a plataforma falhou ao não impedir novas publicações depois da primeira denúncia

22/09/2026 12h15

Divulgação/TJMS

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Uma plataforma digital de anúncios, foi condenada a pagar R$ 10 mil reais por danos morais a uma mulher que teve sua imagem vinculada de forma indevida em anúncios de serviços sexuais. A condenação foi obtida através da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. 

De acordo com o processo, a vítima teve seu nome, fotografias, telefone e endereço divulgados e utilizados, de forma indevida, em anúncios sexuais.

Segundo os autos, terceiros utilizaram os dados pessoais e imagens da moça, sem autorização para criar anúncios na plataforma. Após a publicação no site, a vítima começou a receber contatos e mensagens de pessoas que possuíam interesse na contratação de supostos serviços. 

A vítima entrou em contato com a plataforma sobre a fraude e o primeiro anúncio foi retirado, porém os novos anúncios foram feitos posteriormente, desta vez contendo seus dados. Dessa forma a vítima fez novo apelo para retirada do anúncio.

A empresa responsável por coordenar a plataforma, fez um recurso, alegando que apenas hospedava conteúdos produzidos por terceiros e que não poderia ser responsabilizada pelas publicações.

A plataforma sustentou que adotou as providências necessárias após ser comunicada sobre os anúncios, além de questionar a fundamentação da sentença e a legitimidade para responder à ação. 

Porém a relatora do caso, rejeitou os argumentos, pois a responsabilidade da plataforma não decorre de simples hospedagem de conteúdo publicado por terceiros nem da existência de um dever de monitoramento prévio de todas as publicações. 

Após tomar conhecimento inequívoco do uso fraudulento da imagem e dos dados pessoais da vítima, a plataforma deveria ter adotado medidas eficazes para impedir novas publicações. 

No entanto, a republicação dos anúncios após a primeira denúncia evidenciou que as providências adotadas foram insuficientes.

Na decisão ficou destacada que a divulgação do nome, imagem, telefone e endereço da vítima associadas à prestação de serviços sexuais, configura-se violação aos direitos da personalidade. 

A magistrada responsável pelo processo, Denize de Barros Dodero, declarou que a situação ultrapassou os limites dos meros aborrecimentos cotidianos, atingindo a privacidade e a dignidade da vítima.  

Dessa forma, foi mantida a indenização fixada em R$ 10 mil, considerada adequada diante da gravidade da ofensa, da repercussão do caso e da republicação do conteúdo na plataforma, mesmo após a primeira denúncia realizada pela vítima. 

AÇÃO HUMANITÁRIA

MS recebe 4,5 toneladas de itens básicos para vítimas de incêndios e vendavais

1,6 mil pessoas serão beneficiadas em Campo Grande e na região do Pantanal

22/09/2026 12h00

Caixas de doação para MS

Caixas de doação para MS DIVULGAÇÃO

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Mato Grosso do Sul recebeu ajuda humanitária destinada à pessoas atingidas por vendavais e incêndios nos últimos meses.

Ao todo, 364 cestas básicas e 200 kits de limpeza, que totalizam 4,5 toneladas, vão beneficiar 1.600 moradores de Campo Grande e região do Pantanal, que sofreram com temporais e queimadas em setembro e julho, respectivamente.

A carga inclui alimentos como arroz, feijão, açúcar, macarrão, vinagre, café, biscoitos e itens de higiene pessoal e de limpeza.

Em parceria com o Movimento União BR, a Latam Airlines Brasil foi a responsável por realizar o transporte gratuito através do programa Avião Solidário, iniciativa que utiliza a malha aérea para apoiar ações humanitárias, ambientais e de desenvolvimento regional.

TEMPORAL

Forte temporal atingiu Campo Grande em 10 de setembro de 2026. De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec-MS), 19,6 milímetros de chuva e rajadas de vento de 87 km/h foram registrados.

O vendaval causou diversos estragos nas sete regiões da Capital:

  • Queda de árvores em todas as sete regiões de Campo Grande
  • Interdição de avenidas/vias obstruídas
  • Queda de árvores em cima de carros
  • Queda de postes de energia
  • Alagamento de ruas
  • Cancelamento de aulas na Rede Municipal de Ensino (Reme)
  • Queda de energia em dezenas de bairros por vários dias consecutivos
  • Abertura de buracos e crateras nas ruas
  • Semáforos desligados
  • Queda do painel do Fort Atacadista na avenida Ernesto Geisel
  • Desabamento do teto da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário
  • Destelhamento do Armazém Cultural, na avenida Calógeras
  • Explosão de parede de vidro em academia no bairro Universitário
  • Sujeira e lixo nas ruas: galhos, folhas, latas, garrafas, copos plásticos, entre outros diversos objetos
  • Não houve vítimas fatais.

INCÊNDIO

Queimadas atingiram a região do Pantanal (Pantanal de Otuquis, região de Corumbá-Forte Coimbra) na segunda quinzena de julho de 2026.

Na época, o fogo chegou bem próximo a fronteira com a Bolívia.

As chamas afetaram a população da região e causou impactos sobre a fauna, flora e a qualidade do ar.

A proximidade dos incêndios com áreas habitadas e com a fronteira internacional exigiu atenção e combate intenso dos bombeiros.

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