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Clima

Em abril, já choveu 40% do esperado para o mês todo em Campo Grande

Estão previstas pancadas de chuvas isoladas para todo o Estado neste fim semana; com movimento em rodovias no feriadão, PRF alerta para risco de acidentes meio às chuvas

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Em pleno outono, as chuvas ainda permanecem intensas. Apenas em Campo Grande, já choveu 40% do esperado para o todos o mês de abril, mostram os dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 

Segundo Andreia Ramos, meteorologista do Inmet, Campo Grande tem previsão de pancadas de chuvas isoladas. Além disso, ela informa que em Campo Grande, até hoje (08), houve 43.2 mm de chuva registrado, o que representa em média 40% do esperado para o mês. 

"Abril ainda é um mês chuvoso, porque o outono é uma estação cuja principal característica é que trata-se de um período de transição climática. No começo do outono, por estar saindo do verão (estação bastante chuvosa), justifica a quantidade de chuva na Capital. Entretanto, conforme se aproxima do inverno, as temperaturas do outono tendem a cair, além de períodos de estiagem", explica.

Na Capital, o clima será com temperaturas mínimas entre 18º e 20º C, já as máximas podem chegar até a 30º C. Os ventos atuam com valores de 30 a 50 km/h.

No restante do Estado, a previsão é de tempo instável para o fim de semana de Páscoa, com possibilidade de neblinas nas regiões pantaneiras, sudoeste e sul-fronteira. Conforme informações do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), há a possibilidade de queda nas temperaturas em MS, bem como pancadas de chuvas isoladas devido a uma passagem de frente fria.

Na região sul do estado, a temperatura deve variar de 16º a 18º C e, na região norte e do bolsão, a previsão é de possibilidades de pancadas de chuvas de intensidade fraca e moderada. 

O boletim meteorológico indica possibilidades de chuvas com maiores intensidades, acompanhadas de raios e rajadas de vento, devido ao deslocamento da frente fria. Em MS, são previstas temperaturas mínimas entre 16º e 22º C e máximas que podem chegar na asa dos 31ºC.

As maiores temperaturas são esperadas para a região do bolsão, enquanto que as menores temperaturas são esperadas para a região sul.

Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) as chuvas com volumes mais significativos, podem acontecer sobretudo na parte norte do estado. As pancadas de chuva serão isoladas.

Na parte sul do estado, pouca chuva e o tempo deve ficar mais firme.

A previsão indica que são esperados acumulados de chuvas acima de 120 mm para o mês de abril.

OPERAÇÃO SEMANA SANTA

Operação Semana Santa da Polícia Rodoviária Federal (PRF) começou nesta quinta-feira (6) e termina no domingo (9). Com incidência de chuvas fortes, é orientado que tenham cuidado com o perigo de aquaplanagem nas estradas. 

Conforme já noticiado pelo Correio do Estado, no começo do feriado, um veículo Onix preto aquaplanou, invadiu a pista contrária e colidiu com caminhão pequeno de carga animal, às 6h40min da manhã desta quinta-feira (6), na BR-060, saída para Rochedo.

A traseira do veículo chocou com a parte frontal do caminhão. Conforme apurado pela reportagem, a pista estava molhada e cheia de poças d’água.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a condutora do veículo, de 76 anos, sofreu lesões graves e foi encaminhada para o Hospital Santa Casa. O motorista do caminhão, de 41 anos, saiu ileso.

Saiba

A PRF fiscaliza, neste feriadão, 4.078 quilômetros de rodovias federais em MS, divididos nas BRs 060, 158, 163, 262, 267, 359, 376, 419, 436, 463 e 487.

Em Mato Grosso do Sul, os policiais estão distribuídos em nove delegacias e 23 unidades operacionais da PRF.

O objetivo é prevenir acidentes e mortes em estradas, além de notificar ultrapassagens indevidas e não uso de aparatos de segurança (cinto e cadeirinha/bebê conforto).

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Acidente Fatal

Estudante de medicina de Campo Grande morre após acidente no Paraguai

Jovem de 26 anos sofreu fratura na perna e trauma no tórax e aguardava transferência para Campo Grande ou Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

24/08/2026 17h25

Lucas Da Silva Mendoza, de 26 anos, morreu após sofrer um grave acidente de trânsito em Pedro Juan Caballero.

Lucas Da Silva Mendoza, de 26 anos, morreu após sofrer um grave acidente de trânsito em Pedro Juan Caballero. Foto: Reprodução.

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O estudante de medicina Lucas Da Silva Mendoza, de 26 anos, morreu na noite deste domingo (23), após permanecer internado em estado grave em decorrência de um acidente de trânsito ocorrido no sábado (22), em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã. O jovem era de Campo Grande.

Segundo informações policiais, Lucas conduzia uma motocicleta Kenton Blitz, de cor preta, quando se envolveu em uma colisão com uma caminhonete Toyota Hilux. As circunstâncias que provocaram o acidente ainda são apuradas pelas autoridades paraguaias.

Com o impacto, o estudante sofreu ferimentos graves e precisou ser socorrido. Ele foi encaminhado inicialmente ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, onde a equipe médica constatou fratura na perna direita, diversas escoriações nos membros inferiores e trauma no tórax.

Diante da gravidade do quadro clínico, Lucas foi posteriormente transferido para o Hospital Regional de Ponta Porã, já em território brasileiro. Ele permaneceu internado na unidade enquanto era articulada uma nova transferência para um centro com maior estrutura hospitalar.

Transferência não pôde ser realizada

A previsão era de que o estudante fosse levado para Campo Grande ou Dourados por meio de uma “vaga zero”, mecanismo utilizado em situações de urgência e emergência para garantir atendimento mesmo quando não há leito previamente disponível na unidade de referência.

No entanto, o estado de saúde de Lucas se agravou antes que a remoção pudesse ser realizada. Sem condições clínicas para enfrentar o deslocamento, ele permaneceu em Ponta Porã e morreu na noite de domingo.

O motorista da Toyota Hilux foi identificado como Lucas Ariel Agüero Soria, de 25 anos. Ele também precisou receber atendimento hospitalar em razão do acidente, mas teve alta médica ainda na tarde de sábado.

A motocicleta e a caminhonete envolvidas na colisão foram apreendidas. Equipes do Departamento de Criminalística realizaram levantamentos no local do acidente para reunir elementos que possam esclarecer a dinâmica da batida e as circunstâncias que levaram à colisão.

Após a confirmação da morte, o corpo de Lucas foi levado para Campo Grande. O sepultamento estava previsto para ocorrer nesta segunda-feira (24).

A investigação deverá apontar, a partir das perícias e demais elementos reunidos, como ocorreu o acidente e se houve responsabilidade de algum dos envolvidos.

Renovação da Frota

Após comprar Consórcio Guaicurus, HP avalia quais ônibus continuarão em Campo Grande

Empresa analisa a frota atual antes de assumir a operação e ainda não confirmou se veículos novos serão destinados a Campo Grande

24/08/2026 16h48

Novo controlador do Consórcio Guaicurus avalia quais veículos da atual frota poderão continuar em circulação em Campo Grande..

Novo controlador do Consórcio Guaicurus avalia quais veículos da atual frota poderão continuar em circulação em Campo Grande.. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A HP Mobilidade começou na semana passada a avaliar os ônibus que integram a atual frota do transporte coletivo de Campo Grande. O levantamento será utilizado para definir quais veículos deixados pelo Consórcio Guaicurus poderão continuar em circulação quando a empresa goiana assumir o comando da operação na Capital.

A informação foi repassada ao Correio do Estado por uma fonte que acompanha o processo de transição e preferiu não se identificar. Segundo a apuração, a análise já está em andamento e deverá indicar quais coletivos apresentam condições de permanecer no sistema e quais precisarão ser retirados ou substituídos.

Atualmente, o Consórcio Guaicurus possui 460 ônibus em sua frota, dos quais 197, o equivalente a 42%, estão com idade acima do limite estabelecido no contrato de concessão.

O número de veículos em operação também encolheu ao longo dos anos. No início do contrato, em 2012, a frota era composta por 574 ônibus.

A expectativa também é de que todos os funcionários do atual Consórcio Guaicurus sejam absorvidos pela HP Mobilidade e continuem trabalhando na operação do transporte coletivo de Campo Grande. 

Ainda não há informações sobre quantos ônibus estão sendo avaliados nem sobre o número de veículos que poderá ser aproveitado pela nova controladora.

No entanto a expectativa é de que a maioria da frota ayual seja substituida. Também não foram divulgados os critérios técnicos adotados na inspeção, como idade, estado de conservação, histórico de manutenção, acessibilidade e condições mecânicas.

A avaliação representa um dos primeiros movimentos concretos da HP Mobilidade em direção à futura operação do transporte coletivo de Campo Grande.

O levantamento deverá subsidiar o plano de reestruturação que a empresa terá de apresentar ao município para obter autorização para assumir efetivamente o serviço.

A principal dúvida, agora, é se a companhia pretende renovar a frota apenas com a substituição gradual dos veículos reprovados ou se enviará um conjunto de ônibus novos para Campo Grande.

Até o momento, a HP não informou quantos coletivos poderão ser incorporados, quando chegariam à cidade e se seriam veículos zero-quilômetro ou transferidos de operações mantidas pelo grupo em outros municípios.

A definição tem impacto direto sobre a qualidade do serviço oferecido aos passageiros. Caso uma parcela significativa da frota atual seja considerada inadequada, a empresa terá de apresentar uma estratégia para substituir os veículos sem reduzir a quantidade de ônibus disponíveis nas linhas da Capital.

Embora a compra das empresas que formam o Consórcio Guaicurus tenha sido anunciada em julho, a transferência do controle da concessão ainda depende da autorização da Prefeitura de Campo Grande.

Como o transporte coletivo é um serviço público concedido, a negociação entre os grupos empresariais não resulta automaticamente na troca da operadora.

A administração municipal condicionou a entrada da HP Mobilidade à apresentação de um plano com investimentos e prazos definidos.

Entre as exigências anunciadas estão a renovação da frota, a colocação de ônibus com ar-condicionado, a reforma dos terminais e melhorias na qualidade do atendimento aos passageiros.

A transferência somente deverá ser autorizada depois da análise das propostas apresentadas pela compradora.

O sistema permanece sob intervenção da Prefeitura de Campo Grande. A medida começou em 16 de junho e foi estabelecida inicialmente pelo prazo de 180 dias.

Durante esse período, a equipe interventora realiza auditorias, levanta dados financeiros e operacionais e acompanha o cumprimento do contrato de concessão. A intervenção foi mantida mesmo depois do anúncio da venda. 

A HP Mobilidade já havia informado que preparava um projeto de modernização e reestruturação do transporte coletivo da Capital, mas não detalhou as medidas, o volume de investimentos nem o cronograma previsto. A avaliação dos ônibus da atual frota deverá fazer parte desse planejamento.

HP Mobilidade ainda não detalhou plano para renovação da frota 

O Correio do Estado questionou a empresa sobre a quantidade de ônibus analisados, o número de veículos que poderá continuar em circulação, os critérios utilizados na avaliação e o prazo para a conclusão do levantamento.

A reportagem também perguntou se a HP Mobilidade enviará ônibus novos para Campo Grande, quantos veículos serão incorporados, se eles serão zero-quilômetro ou transferidos de outras operações e se existe um cronograma para a renovação completa da frota.

Até a publicação desta reportagem, a empresa não havia encaminhado as respostas. O espaço permanece aberto para manifestação.

Estratégia de expansão

Como pano de fundo, a chegada da HP Mobilidade ocorre em meio a uma estratégia de expansão nacional do grupo, que pretende se tornar um dos principais conglomerados de transporte urbano do País.

Conforme já mostrou o Correio do Estado, a aquisição do Consórcio Guaicurus pode abrir caminho para uma repactuação do contrato de concessão, atualmente válido até 2032 e com possibilidade de renovação por mais 20 anos, em troca de novos investimentos no sistema.

Entre as mudanças projetadas estão a modernização da frota, com a possível incorporação de ônibus com ar-condicionado, e melhorias na infraestrutura do transporte coletivo.

O valor da aquisição não foi oficialmente divulgado pelas empresas, mas, durante as negociações, a concessão chegou a ser avaliada em cerca de R$ 200 milhões.

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