Cidades
MEGATRAFICANTE

Foragido há 6 anos, ex-major Carvalho é preso na Europa

Expulso da Polícia Militar de MS em 2018 por tráfico, Sérgio Roberto de Carvalho, considerado o maior narcotraficante do Brasil, foi detido na Hungria

Celso Bejarano, Glaucea Vaccari , Mariana Moreira

22/06/2022 09:15

O ex-major da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) Sérgio Roberto de Carvalho, 62 anos, foi preso nesta terça-feira (21) em Budapeste, na Hungria. 

Conhecido como Pablo Escobar Brasileiro, Carvalho movimentou R$ 2,25 bilhões entre os anos de 2018 e 2020, com exportações de 45 toneladas de cocaína à Europa, conforme a Polícia Federal.  

Após desaparecer de Campo Grande em 2016 e iniciar o processo de logística internacional para o tráfico de drogas, Carvalho foi inserido na lista da Interpol em 2018.  

O megatraficante, que foi expulso da PMMS em março de 2018 e condenado a 15 anos de prisão por tráfico de drogas, estava com um passaporte mexicano falso e era procurado pelas polícias do Brasil e da Europa. Ainda não há confirmação se o ex-major ficará preso na Europa ou se será extraditado para o Brasil.

Ao Correio do Estado, o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antônio Carlos Videira, destacou que a prisão do ex-major só foi possível por meio da cooperação internacional das forças policiais.  

“A prisão do ex-major Carvalho mostra a integração da Polícia como um todo. Aqui no Estado, por exemplo, tivemos nos últimos dias a prisão de foragidos no Paraná [Luccas Abagge], fugitivos que foram repatriados no Brasil, e agora temos essa prisão na Hungria de um megatraficante. Isso mostra a integração da polícia não só nos países vizinhos, mas em todos os continentes”, salientou.  

Conforme Videira, a prisão de Carvalho gera benefícios além do prejuízo ao tráfico de drogas. “Quando um megatraficante é preso, conseguimos combater outros crimes relacionados, principalmente o homicídio”, frisou o secretário.  

Em nota, a Polícia Federal relatou que a prisão de Carvalho foi realizada em cooperação internacional com outras agências estrangeiras.  

“A ação foi deflagrada pelo Escritório Central Nacional da Interpol em Budapeste na Hungria e teve como elemento essencial a troca de informações e difusão vermelha publicada a pedido da Polícia Federal”, diz a nota.  

A prisão do ex-major foi realizada após investigações desenvolvidas no âmbito da Operação Enterprise, deflagrada pela Polícia Federal em 2020, que culminou na expedição de mandados de prisão para Carvalho e outros investigados, bem como na apreensão de mais de R$ 500 milhões da organização criminosa da qual ele era líder.