Cidades

Possibilidade

Funcionários do Proinc podem 'abrir mão' do almoço na capital

Trabalhadores alegam aumento de carga de trabalho; alimentação pode ser cortada a partir desta sexta-feira (28)

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Alguns trabalhadores da Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG), alocados na Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), por meio do Programa de Inclusão Social (Proinc), alegaram junto ao Correio do Estado, que podem ter de trabalhar sem almoço na capital.

De acordo com Bianca Santos*, com a progressão da carga trabalhada de seis para oito horas, parte da atualização das regras do Proinc, os trabalhadores de seu setor têm até esta sexta-feira (28) para assinar um termo de ‘abstenção de alimentação diária’. “Não querem oferecer almoço. As demais pastas do Proinc  recebem almoço, querem que a gente trabalhe oito horas sem almoço? Das 7h às 15h sem comer, aí não dá”, disse 

Segundo a trabalhadora, o termo foi encaminhado aos funcionários nesta quarta-feira (26) e deve ser respondido até hoje (28).  Para ela, a medida pode afetar cerca de 120 funcionários de todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Campo Grande.  "Eles falaram que quem não assinasse o termo (abdicando da alimentação), retornaria para a Funsat, mas seria desligado do Proinc porque não há vagas em mais nenhuma secretaria, ou seja, ou você assina ou assina", destacou.


Termo


Segundo Bianca, funcionários de outros setores parte do programa recebem marmita , funcionários do Instituto Médico Legal (IML), assim como os trabalhadores do plantio e demais pastas da administração. “Porque só nos postos de saúde não vão fornecer marmita? Cada um mora mais longe que o outro, tem muita coisa errada nesse negócio aqui”, destacou a funcionária.  

 

Programa

Conforme o disposto na lei, o quantitativo de vagas ofertadas pelo Proinc fica limitado a 15% do quadro de servidores efetivos ativos da Prefeitura de Campo Grande. Os beneficiários do Proinc ficam assegurados a bolsa-auxílio no valor 1 salário mínimo, alimentação, cesta básica, vale transporte e seguro de vida.

Para além disso, após as atualizações, ficaram reservadas até 5% das vagas para mulheres vítimas de violência doméstica encaminhadas pela Casa da Mulher Brasileira, bem como 3% das vagas para Pessoas com Deficiência (PcD) que não recebam benefício de prestação continuada - BPC; até 3% para pessoas com Transtorno do Espectro Autista; e 3% para egressos do sistema penitenciário.

Ao Correio do Estado, o vereador Betinho (Republicanos), que compõe o programa, disse que todos os funcionários têm direito a alimentação. “Sempre identificamos a marmita sendo entregue aos trabalhadores, todos os setores recebem marmita”, destacou.

Em nota, a Funsat, por meio da Secretaria de Saúde (Sesau), encaminhou os artigos do Proinc que contemplam os trabalhadores do programa. 

Segue nota da Funsat:

De acordo com a nova Lei do Proinc n. 6.923, de 14 de setembro de 2022.

Art. 3º Aos beneficiários do PROINC ficam assegurados bolsa-auxílio no valor 1 (um) salário mínimo, alimentação, cesta básica, vale transporte e seguro de vida.

Art. 7º A jornada de atividades do beneficiário do PROINC será de 8 (oito) horas diárias, 5 (cinco) dias por semana. 
*Parágrafo único. Jornadas diferenciadas serão disciplinadas em norma regulamentadora.

Art. 14. Aos órgãos, autarquias e secretarias municipais que demandarem o apoio de inscritos no PROINC arcarão com as despesas de transporte ou vale transporte, alimentação, cesta básica e seguro de vida.

 

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TRÁFICO

Na maior apreensão do ano, DOF retém 10 toneladas de maconha em MS

Droga foi interceptada em Mundo Novo durante operação do DOF e Defron; motorista afirmou que receberia R$ 50 mil para levar a carga até Londrina (PR)

05/03/2026 11h06

Lotes estavam com identificação que costuma ser utilizado por organizações criminosas para separar lotes pertencentes a diferentes traficantes

Lotes estavam com identificação que costuma ser utilizado por organizações criminosas para separar lotes pertencentes a diferentes traficantes Osvaldo Duarte/ Dourados News

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Uma operação conjunta do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) resultou na apreensão de aproximadamente 10 toneladas de maconha na quarta-feira (4), em Mundo Novo, na região sul de Mato Grosso do Sul. A droga era transportada em uma carreta que seguia pela BR-163 com destino ao Paraná.

De acordo com informações divulgadas pelo portal Dourados News, a ação foi desencadeada após equipes de inteligência identificarem movimentação suspeita de três carretas que trafegavam pela região de fronteira. Durante a abordagem, os policiais realizaram vistoria em um dos veículos e encontraram grande quantidade de tabletes de maconha escondidos na carga.

Segundo o comandante do DOF, coronel Wilmar Fernandes, a interceptação é resultado do trabalho de monitoramento das rotas utilizadas pelo tráfico para escoamento de entorpecentes. 

“Nós tínhamos informações de que estaria sendo transportada uma grande carga de entorpecente na BR-163, com destino ao estado do Paraná, e as nossas equipes foram a campo, realizando abordagens e fiscalizações. Pela manhã de ontem, abordamos essas três carretas em situação suspeita. Foi feita a revista no interior de uma delas e constatado que estaria transportando entorpecentes”, explicou o comandante.

Durante a vistoria, os policiais observaram que os tabletes apresentavam cores e marcações diferentes. Conforme o comandante, esse tipo de identificação costuma ser utilizado por organizações criminosas para separar lotes pertencentes a diferentes traficantes, prática conhecida como “consórcio” no transporte de drogas.

O motorista da carreta foi preso em flagrante e, conforme relato aos policiais, afirmou que receberia R$ 50 mil para transportar a carga até a cidade de Londrina, no norte do Paraná. A droga apreendida representa prejuízo estimado em cerca de R$ 7 milhões ao crime organizado, considerando valores praticados no mercado ilegal em estados como São Paulo.

Ainda conforme as autoridades, a apreensão reforça o volume de drogas retiradas de circulação neste início de março na região de fronteira. O trabalho das forças de segurança tem foco no combate ao tráfico de entorpecentes, além de crimes como contrabando de cigarros, agrotóxicos e outras práticas ilegais.

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SOLIDARIEDADE

MS arrecada donativos para vítimas das chuvas em MG; veja como doar

Alimentos não perecíveis, itens de higiene, ração canina e felina, água mineral, roupas, sapatos, cobertores e roupas de cama podem ser doados

05/03/2026 10h30

Foto: divulgação/Instagram @defesacivilms

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Defesa Civil de Mato Grosso do Sul está arrecadando doações para as vítimas das enchentes de Minas Gerais.

Podem ser doados:

  • Itens de higiene (sabonete, shampoo, condicionador, esponja, escova de dente, pasta de dente, fio dental, lenço umedecido, absorvente e desodorante)
  • Itens de limpeza (detergente, desinfetante, água sanitária, álcool e sabão)
  • Alimentos não perecíveis (arroz, feijão, macarrão, açúcar, café, leite em pó, óleo, conservas [milho e ervilha], farinhas, biscoitos, mel, sal, enlatados e alimentos desidratados)
  • Ração canina e felina
  • Água mineral
  • Colchões (roupas de cama, cobertores e travesseiros)
  • Roupas (camisa, camiseta, blusa, calça, jeans, casaco, short, saia, meia, luva e touca)
  • Sapatos (tênis, chinelo, sandália e rasteira)

As doações podem entregues nos quartéis do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, em qualquer horário.

A previsão é que os militares levem os donativos, até o estado vizinho, na próxima semana.

Em maio de 2024, uma onda de solidariedade também enviou várias doações para as vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul.

ENCHENTES EM MINAS GERAIS

Minas Gerais enfrenta situação de calamidade pública em razão das fortes chuvas ocorridas no Estado desde 23 de fevereiro de 2026.

A região mais afetada é a Zona da Mata, compreendida pelos municípios de Juiz de Fora, Ubá, Barão de Monte Alto, Caparaó, Divinésia, Dores do Turvo, Durandé, Leopoldina, Matipó, Muriaé, Patrocínio do Muriaé, Paula Cândido, Pequeri e Viçosa.

Os temporais provocaram alagamentos, deslizamentos, soterramentos e enchentes. Ao todo, 72 pessoas morreram e mais de 5.500 estão desabrigadas ou desalojadas

Até o momento, o governo federal aprovou recursos no valor de 11,3 milhões de reais para as cidades mais afetadas.

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