Cidades

TEMPO INDETERMINADO

Funcionários dos Correios de pelo menos 20 municipios de MS entram em greve

Trabalhadores pedem que direitos definidos em acordo coletivo sejam mantidos

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Funcionários dos Correios de pelo menos 20 municípios de Mato Grosso do Sul entraram em greve nesta terça-feira (18), reivindicando manutenção dos direitos dos trabalhadores.  

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Telégrafos e Similares do Estado (Sintect-MS), Elaine Regina de Souza Oliveira, disse ao Correio do Estado que a paralisação é por tempo indeterminado.

“Não estamos em greve por privilégios, nas estamos em greve por reajuste, mas pela manutenção de cláusulas que foram construídas ao longo de mais de 30 anos”, disse Elaine.

O Sindicato ainda não tem o balanço de quantos trabalhadores aderiram ao movimento nacional, mas, pelo menos 20 cidades do Estado tem funcionários em greve e o número deve aumentar até o fim do dia.

Ainda segundo Elaine, os trabalhadores dos Correios não são funcionários públicos e são celetistas, ou seja, o regime de trabalho é regido pela Consolidação das Leis do Trabalho, e os direitos são garantidos por meio de acordo coletivo.

No início deste mês, eles foram surpreendidos com a revogação do atual acordo, que teria validade até julho de 2021. Entre os benefícios revogados estão o auxílio-creche e vale-alimentação.

Diante da situação, tentativas de um novo acordo foram feitas, sem sucesso.

"Último pedido que fizemos era que mantivesse direitos, já que ainda não foi definida [via justiça] a retirada dos direitos, e não iriamos fazer a greve, mas mesmo assim o Correios se negou. Tentamos meses de negociação para demonstrar que não há intransigência, apresentamos pauta que não aumentava em nada o que já temos", explicou Elaine. 

Com relação ao atendimento nas agências, não foi definido o mínimo de 30%.  

“A greve é um direito legítimo, a convocação é que todos venham para a greve, para a gente pressionar e finalizar o quanto antes, mas quem vai averiguar e vai recorrer a Justiça [pela manutenção do atendimento em 30%] é os Correios. A gente pede a compreensão da população”, afirmou a presidente do Sintect.

Paralisação nacional

De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), a categoria teve 70 direitos revogados, como 30% do adicional de risco, vale-alimentação e auxílio-creche. 

Em nota publicada em seu site, a federação aponta que os Correios desrespeitaram um acordo coletivo vigente até 2021, e que funcionários receberam o contracheque de agosto com descontos indevidos. 

A Fentect ainda afirma que houve aumento na participação dos planos de saúde, enquanto houve redução da parte da empresa, algo incompatível com a média do piso salarial dos funcionários, de R$ 1,7 mil. 

Além disso, a federação afirma que há "descaso e negligência da empresa com a vida de trabalhadores e clientes" durante a pandemia. De acordo com a publicação no site da Fentect, os sindicatos estão travando diversas disputas judiciais para haver maior distribuição de itens de segurança, como sabonete, álcool em gel, desinfecção de agências e testagem de trabalhadores.

A federação alega ainda que os "sucessivos desmontes" seriam justificativa para uma futura privatização. 

Correios nega

Em nota, o Correios afirma que não quer tirar direitos dos empregados e que o objetivo, desde o início das negociações, é cuidar da parte financeira e se proteger da crise gerada pela pandemia.

Confira a nota na íntegra:

Os Correios não pretendem suprimir direitos dos empregados. A empresa propõe ajustes dos benefícios concedidos ao que está previsto na CLT e em outras legislações, resguardando os vencimentos dos empregados.

Sobre as deliberações das representações sindicais, os Correios ressaltam que a possuem um Plano de Continuidade de Negócios, para seguir atendendo à população em qualquer situação adversa.

No momento em que pessoas e empresas mais contam com seus serviços, a estatal tem conseguido responder à demanda, conciliando a segurança dos seus empregados com a manutenção das suas atividades comerciais, movimentando a economia nacional.

Desde o início das negociações com as entidades sindicais, os Correios tiveram um objetivo primordial: cuidar da sustentabilidade financeira da empresa, a fim de retomar seu poder de investimento e sua estabilidade, para se proteger da crise financeira ocasionada pela pandemia.

A diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período - dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida.

Respaldados por orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), bem como por diretrizes do Ministério da Economia, os Correios se veem obrigados a zelar pelo reequilíbrio do caixa financeiro da empresa. Em parte, isso significa repensar a concessão de benefícios que extrapolem a prática de mercado e a legislação vigente. Assim, a estatal persegue dois grandes objetivos: a sustentabilidade da empresa e a manutenção dos empregos de todos.

ORGANOGRAMA

Nova diretoria da Santa Casa deve ser definida até segunda-feira

Na última quinta-feira (24), a Justiça afastou 19 diretores e conselheiros e aumentou a crise do maior hospital de Mato Grosso do Sul

26/09/2026 18h30

Além da crise financeira, Santa Casa enfrenta escândalo de corrupção e afastamento de diretores

Além da crise financeira, Santa Casa enfrenta escândalo de corrupção e afastamento de diretores Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Com três nomes da alta cúpula presos e outros 15 diretores e conselheiros afastados, a Santa Casa deve definir o novo organograma até a próxima segunda-feira (28).

Na última quinta-feira, o juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, assinou a decisão que afastou imediatamente 19 membros da diretoria corporativa e do conselho de administração, além da supervisora do Serviço de Arquivo Médico e Estatística (Same) do Hospital, que ficará sob gestão provisória.

Os diretores corporativos destituídos são: Alir Terra (que era a presidente e segue presa); Heitor Miguel Scheibeler (presidente em exercício); Ivan Araújo Brandão (vice-presidente) Valdir Osvaldo Junior (diretor-secretário); Marcos Alceu da Silva Villalba (diretor de finanças); e Paulo Guilherme Gutierrez Mariosa (diretor de finanças adjunto e também foi preso no início do mês).

Um dos afastados do conselho de administração é Heitor Rodrigues Freire, que assumiria a presidência do hospital na segunda-feira, como anunciado em cerimônia oficial realizada horas antes da decisão judicial. 

Diante disso, o juiz determinou que a cadeira de gestor da instituição seja ocupada por Luiz Alberto Hiroki Kanamura, pelo prazo inicial de 180 dias, podendo ser prorrogado pelo mesmo tempo caso seja necessário.

Conforme apuração do Correio do Estado, Kanamura deve definir todos seus ajudantes na diretoria corporativa em 48 horas. A mesma fonte ainda disse que o novo gestor deseja “diminuir bastante coisa”.

Inclusive, antes da decisão judicial, era possível visualizar todo o organograma com nomes de diretores e conselheiros da instituição. Porém, agora, aparece uma mensagem avisando que a “página está em manutenção”.

Além da crise financeira, Santa Casa enfrenta escândalo de corrupção e afastamento de diretoresFoto: Captura de tela

Além do afastamento imediato, o juiz determinou que esses nomes não sejam reconduzidos em novas eleições, visto que “o Estatuto da Santa Casa não prevê causas de afastamento da Diretoria ou proibição de sua recondução”. Eles também estão proibidos de acessar as dependências do complexo hospitalar e da Operadora Santa Casa Saúde Ltda.

Obrigações judiciais

A Justiça pede que o novo gestor apresente, mensalmente, prestação de contas e informações atualizadas da situação administrativa, contábil e operacional da instituição, contendo a “aplicação e dos recursos públicos e privados pela entidade, das despesas realizadas, dos contratos celebrados ou mantidos, das medidas implementadas para a regularização da gestão e da continuidade dos serviços de saúde”.

Além disso, o juiz também listou 17 obrigações que Kanamura terá que cumprir ao longo deste período na cadeira.

Algumas chamam a atenção e condizem com a situação atual da Santa Casa, como “negociar com fornecedores, credores e devedores”, “remanejar verbas e ordenar despesas”, “reestruturar equipes, comissões e serviços” e “adotar providências administrativas e financeiras urgentes”.

Porém, duas saltam mais os olhos. A primeira é “pactuar a renovação da contratualização com o Município de Campo Grande, com a intervenção do Estado de Mato Grosso do Sul”, visto que o atual contrato encerrou oficialmente em setembro do ano passado e, desde então, passa por pequenas prorrogações. O último aconteceu no dia 1º de agosto e se mantém ativo por mais 90 dias.

De um lado, a Santa Casa pede um aumento no repasse mensal, de R$ 32,7 milhões para R$ 45,9 milhões. Por outro lado, o poder público afirma que os valores atuais são suficientes para dar conta das despesas do hospital. Hoje, as tratativas estão longe de serem concluídas.

A outra obrigação que a Justiça coloca para o novo gestor é a “proibição de contrair empréstimos bancários”, uma decisão que faz sentido ao olhar para os últimos balanços financeiros da instituição nos últimos anos. 

No balanço de 2025, divulgado em julho deste ano, eles somam mais de R$ 261,7 milhões e a taxa de juros chega a 1,85% ao mês. E estes juros ajudam a explicar o constante endividamento e os seguidos deficits do maior hospital do Estado.

Em 2024, por exemplo, o deficit havia sido da ordem de R$ 98,3 milhões. O deficit acumulado, segundo o balanço do hospital, supera os R$ 544 milhões. Somente os impostos em atraso, todos parcelados, somam R$ 189,817 milhões.

Operação

A decisão judicial aconteceu cerca de duas semanas depois da Santa Casa ter sido alvo de batida policial por suspeita de corrupção em contratos.

No dia 11 de setembro, as equipes do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) deflagraram a Operação Antidotum, com o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 36 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

A investigação apontou desvio milionário em dois contratos para a prestação de serviços de digitalização de prontuários, enquanto a instituição alegava que não tinha mais condições de operar, em função das dívidas financeiras. Somados, teriam sido desviados cerca de R$ 4,9 milhões nos dois acordos.

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Árbitro saca arma durante confusão em jogo de futsal sub-12 na Capital

Caso aconteceu na manhã deste sábado, no ginásio do Colégio ABC durante a Copa ABC de Futsal, resultado de uma briga entre o pai de uma criança e a arbitragem

26/09/2026 16h30

Árbitro aparece armado em quadra depois de confusão com torcedor

Árbitro aparece armado em quadra depois de confusão com torcedor Foto: Reprodução

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Um árbitro sacou uma arma durante um jogo de futsal sub-12, no ginásio do Colégio ABC, em Campo Grande, durante a Copa ABC de Futsal, após brigar com o pai de uma das crianças que estavam em quadra.

O jogo em questão foi entre o Colégio Batista e o Mussi Sports, e estava sendo transmitido pelo canal 123 Esportes, no Youtube. O jogo estava 1x0 para o Colégio Batista quando precisou ser paralisado devido uma confusão entre um integrante da competição e os torcedores.

No vídeo, é possível ver que um “bolinho” de pessoas começa a invadir a quadra, mas não é possível saber exatamente o que estava acontecendo. De repente, um dos árbitros sai do campo de visão da imagem e parece se dirigir à mesa do jogo. Quando reaparece, ele está portando uma arma e vai em direção à confusão. Um homem e outro árbitro conseguem contê-lo e nada de pior aconteceu.

O caso foi tão impactante que Rodrigo Capita, um dos maiores nomes do futsal brasileiro neste século e atual comentarista do Grupo Globo, reagiu ao vídeo nas redes sociais.

“O cara tá com uma arma dentro da quadra. O árbitro tá com uma arma dentro da quadra. Cara, eu avisei e vou avisar de novo. Vai dar uma m**** gigantesca daqui a pouco. Olha as crianças correndo lá”, disse.

O Correio do Estado entrou em contato com Fábio Manso, administrador do espaço, para entender com mais detalhes o que aconteceu. Porém, até o momento, não houve retorno. Abaixo, veja o vídeo com o momento completo da confusão:

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