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Funtrab abre novas vagas para operador de telemarketing

Funtrab abre novas vagas para operador de telemarketing

NOTÍCIAS MS

08/12/2011 - 11h24
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Quem ainda não possui experiência profissional e procura por oportunidades com registro em Carteira de Trabalho, pode tentar uma nova chance de colocação no mercado de trabalho.

A Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab) seleciona mais candidatos para operador de telemarketing. O perfil adequado pede homens e mulheres com ensino médio completo, idade acima de 18 anos e o horário de trabalho será realizado em turnos (tarde/noite).

A empresa contratante oferece treinamento remunerado (com registro em Carteira desde o primeiro dia); tíquete-alimentação; assistência médica e odontológica; auxílio-creche (até quatro anos); seguro de vida; plano de carreira e convênios diversos (faculdades, cursos de inglês, entre outros).

Para concorrer às vagas, os interessados devem comparecer na Funtrab, munidos de documentos pessoais e Carteira de Trabalho, na rua 14 de Julho, 992, até quarta-feira (14). Não serão aceitos currículos por e-mail. 

Trânsito

Cinto de segurança cai em desuso e multas disparam em Campo Grande

Infração subiu cerca de 55% desde o ano passado, liderando a lista de maiores autuações neste ano, com 7 mil registros

12/08/2026 07h50

Em observação, reportagem flagrou vários motoristas sem cinto

Em observação, reportagem flagrou vários motoristas sem cinto Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Mesmo obrigatório por lei há quase três décadas, o uso do cinto de segurança está diminuindo em Campo Grande, liderando a lista de autuações mais registradas neste ano, com mais de 7 mil flagrantes e um crescimento de aproximadamente 55% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo dados enviados pelo Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTran), 39.496 Autos de Infração de Trânsito (AITs) foram aplicados em Campo Grande entre os dias 1º de janeiro e 8 deste mês. Na primeira colocação das mais registradas está a infração de deixar de usar o cinto de segurança, com 17,82% (7.037) do total das autuações.

“Mais do que o número de autuações, esse dado nos mostra que ainda existe um comportamento que precisa ser trabalhado. O cinto não evita o acidente, mas pode evitar que um acidente se transforme em uma tragédia, impedindo que a pessoa seja arremessada ou sofra impactos ainda mais graves”, reforça a primeira-tenente Carla Coutinho, da BPMTran.

No mesmo período do ano passado, essa mesma infração foi registrada 4.527 vezes, o que significa que de 2025 para este ano aconteceu um salto de 55,45% neste tipo de infração.

Vale lembrar que o uso do cinto de segurança passou a ser obrigatório em 23 de setembro de 1997, pela Lei 
nº 9.503, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A não utilização do equipamento é uma infração grave, gerando multa de R$ 195,23, acréscimo de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e retenção do veículo até que o ocupante o coloque.

Conforme o Ministério dos Transportes, o uso correto do item reduz em até 40% o risco de morte de usuários que se envolvem em ocorrências de trânsito. 

Somente neste ano, 40 pessoas morreram em razão dos sinistros nas vias de Campo Grande, além de ter acontecido mais de 2,6 mil acidentes com vítimas.

“A fiscalização é necessária, mas vem acompanhada de orientação e educação. A preocupação do Batalhão é com a segurança do condutor e dos passageiros como um todo, e o uso do cinto precisa ser um hábito automático, independentemente da distância ou da velocidade. É uma atitude simples, obrigatória e que pode literalmente salvar uma vida”, pontua Carla.

DEMAIS INFRAÇÕES

Na segunda posição das infrações mais encontradas na Capital neste ano, aparece “conduzir o veículo registrado que não esteja devidamente licenciado”, com 6.678 registros. De acordo com o CTB, é uma infração gravíssima, incluindo multa de R$ 293,47, acréscimo de sete pontos na CNH e a remoção do veículo ao pátio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) até a regularização dos débitos.

Fechando o pódio, com 5.269 registros, está “avançar o sinal vermelho do semáforo”, que também é infração gravíssima e apresenta as mesmas penalidades da segunda colocada. 

A violação se anula exceto se houver placa expressa permitindo a livre conversão à direita, desde que seja dada preferência aos pedestres e demais veículos.

O BPMTran também destacou que houve 77 autuações por dirigir sob a influência de álcool e outras 1.836 autuações por recusar-se a fazer o teste do bafômetro, que, mesmo que seja um direito do condutor, gera infração gravíssima, com multa de R$ 2.934,70, suspensão do direito de dirigir por 12 meses, recolhimento da CNH e retenção do veículo até a apresentação de um condutor habilitado.

Chama a atenção também a quantidade de infrações autuadas por dirigir veículo sem possuir CNH, Permissão Para Dirigir (PPD) ou Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC), com 1.892 autuações. A penalidade está na sexta colocação entre as mais registradas este ano, mesmo com a implantação da CNH do Brasil, que modernizou, simplificou e reduziu em até 80% os custos para a obtenção do documento.

Meio Ambiente

Estado tem o menor número de queimadas em 27 anos

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais mostram que, de janeiro a julho deste ano, foram apenas 650 focos de calor detectados em Mato Grosso do Sul

12/08/2026 07h45

Em 2024, os incêndios florestais no Pantanal devastaram mais de 2 milhões de hectares do bioma

Em 2024, os incêndios florestais no Pantanal devastaram mais de 2 milhões de hectares do bioma Foto: Rodolfo César / Correio do Estado

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De janeiro a julho deste ano, Mato Grosso do Sul registrou 650 focos de calor detectados pelo satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Este número é o menor já registrado para o período de toda a série histórica do órgão, desde 1999. 

Apesar de a série histórica começar em 1998, os dados só começaram a ser contabilizados a partir de junho daquele ano, portanto, só a partir do ano seguinte é que há o somatório completo do período.

Em 2024, os incêndios florestais no Pantanal devastaram mais de 2 milhões de hectares do bioma

O acumulado deste ano é cerca de 24% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram 861 focos de calor. O total dos 12 meses de 2025, inclusive, foi o menor, até então, de toda a série histórica, esse sim, desde 1998.

Este ano, nos primeiros sete meses, o mês com o maior acumulado foi julho, com 222 focos ativos. Porém, nos outros meses, apenas em janeiro houve um acumulado superior a 100 focos (111).

A queda pelo segundo ano consecutivo vem após o segundo maior acumulado em toda a série histórica. Em 2024, foram registrados 13.041 focos de calor segundo o Inpe.

Aquele ano foi muito impactado pelos incêndios florestais registrados no Pantanal, que teve a segunda maior área queimada de acordo com o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais do Departamento de

Meteorologia (Lasa) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), chegando a 2,8 milhões de hectares queimados. Menor apenas do que foi devastado em 2020, quando o fogo chegou a 4,2 milhões de hectares.

Essa melhora pelo segundo ano consecutivo, inclusive, é muito influenciada pelo bioma, que este ano, até segunda-feira, teve apenas 90 mil hectares consumidos pelo fogo.

A chuva também tem colaborado para um bom cenário do Pantanal, como analisa o presidente do Instituto do Homem Pantaneiro (IHP), Ângelo Rabelo.

“Temos enfrentado, no Pantanal, uma série de desafios que as mudanças climáticas vêm impondo. Tivemos dois momentos desafiantes e emblemáticos, em 2020 e 2024, com uma estiagem severa e as ocorrências dos incêndios. Mas a natureza vem gerando momentos para ajudar na recuperação. E neste ano, a despeito dos efeitos que esperamos do El Niño, temos tido momentos de chuva em períodos não comuns”, declarou Rabelo. 

“Mas não podemos abaixar a guarda. O empenho da prevenção mostrou-se extremamente necessário para garantirmos recuperação do que vivemos. Além disso, as instituições vêm em um processo de amadurecimento. O combate aos incêndios é um trabalho que se faz conjunto”, completou o presidente do IHP.

INVESTIMENTOS

Matéria do Correio do Estado publicada em abril deste ano mostrou que as falhas do governo federal em mitigar e combater os prejuízos de incêndios florestais no Pantanal, principalmente em 2024, têm gerado uma intensificação de fiscalizações neste ano, no bioma, o que pode ajudar a explicar os números atuais.

O arrocho na fiscalização, mesmo em período fora de registro de incêndio, gerou inquérito criminal e operação da Polícia Federal (PF), além de autuações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), nas cidades de Anastácio, Aquidauana, Corumbá e Ladário. Até maio, as atuações administrativas ultrapassam R$ 4,7 milhões de investimento contra o fogo.

O Tribunal de Contas da União (TCU) reconheceu que a União não atende a requisitos da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC) e do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sinpdec) desde 2024, quando o Pantanal foi atingido por intenso fogo e viveu o período mais crítico de estiagem em mais de 100 anos.

Depois de notificado a dar resposta para essas falhas, um dos pontos que sinaliza movimentação é uma maior atuação fiscalizatória, mesmo quando os riscos de incêndios são menores.

O governo de Mato Grosso do Sul suspendeu a queima controlada em todo o Estado, no período entre o dia 1º e o dia 30 de novembro. Nas áreas do Pantanal, a suspensão permanece até o dia 31 de dezembro.

* Saiba 

Como uma forma de evitar novos cenários de devastação, o governo do Estado decretou em junho estado de emergência ambiental em razão da previsão de um super-El Niño atingir Mato Grosso do Sul este ano. A medida é válida por 180 dias.

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