Cidades

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Futuros professores aprovam novo exame

Futuros professores aprovam novo exame

Redação

26/05/2010 - 08h39
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anahi zurutuza

Estudantes dos cursos de licenciaturas de Campo Grande aprovam a ideia do Ministério da Educação (MEC) de submeter professores ao Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente. Para futuros profissionais da área, a prova funcionará como “termômetro de qualidade” dos cursos de graduação e será mais uma ferramenta para a aplicação de mudanças e melhorias na educação do Brasil.
O exame avaliará conhecimento, competências e habilidades dos docentes e o resultado do teste poderá ser utilizado pelas secretarias municipais e estaduais de Educação como critério para selecionar professores para atuar na rede pública de ensino. Conforme portaria publicada no Diário Oficial da União dessa segunda-feira (24), a prova será elaborada e aplicada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e deve ser semelhante ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Para a aluna do último ano do curso de Letras da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Natalia Tiezi, 22 anos, com os resultados gerais do exame o MEC conseguirá avaliar a qualidade dos cursos de licenciatura do País e quais universidade e cursos precisam de mais atenção e investimentos. “Contanto que a prova não avalie somente conhecimento, mas também a capacidade do profissional de transmitir o conteúdo, acho que é uma técnica válida”.
João Carlos da Costa, 22, acredita que, no futuro, o exame funcionará como garantia do ingresso de melhores profissionais no ensino público. “É uma segurança porque, com o passar do tempo, cursos terão de investir em qualidade para melhorar o desempenho de seus alunos no exame e, consequentemente, profissionais mais capacitados sairão das universidades”.

Exame
A previsão é de que o primeiro teste seja aplicado em 2011 a professores das primeiras séries do ensino fundamental (1º ao 5º ano) e educação infantil. Até o dia 2 de julho, estará disponível no site do Inep (www.inep.gov.br) consulta pública para que a sociedade avalie os itens que poderão constar na prova nacional para os educadores.
O exame não é obrigatório, mas, da mesma forma que o estudante pode concorrer a uma vaga em qualquer universidade pública do Brasil com a nota do Enem, com o resultado do Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, professores também poderão utilizar o resultado para ser incorporado ao quadro de funcionários de escolas da rede pública de ensino, que aderirem ao programa do governo federal. Caberá a cada secretaria de educação oficializar a adesão junto do Inep e, depois, definir de que forma ocorrerá a contratação do profissional.
Nos próximos dias o Inep deve publicar outra portaria com informações sobre o exame, como prazos e inscrição dos professores. De acordo com o MEC, proposta é criar um banco nacional de docentes qualificados, que poderiam ser contratados por qualquer município brasileiro.

PROPOSTA NA MESA

Prefeitura de Corumbá avalia criação de grupo para consultar imposto territorial rural

Em 2025, o ITR arrecadado em Corumbá foi de cerca de R$ 25 milhões

12/03/2026 17h00

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Em um movimento para aprimorar a transparência e engajamento da sociedade na gestão fundiária e tributária, foi entregue ao prefeito de Corumbá, Doutor Gabriel, a proposta que cria uma comissão consultiva para avaliar o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).

A comissão servirá como um canal permanente de diálogo entre os produtores rurais e o poder público para garantir que a integridade na base de cálculo do imposto. O foco é favorecer medidas que contribuam para o desenvolvimento sustentável do Pantanal.

Em 2025, o ITR arrecadado em Corumbá foi de cerca de R$ 25 milhões. O alinhamento para que essa comissão possa ser criada ocorreu a partir de discussão realizada durante a 27ª Feira Internacional Agropecuária e Cultural do Pantanal (Feapan), realizada em outubro de 2025.

Com a presença do Sindicato Rural, o objetivo é subsidiar informações no processo de levantamento do Valor da Terra Nua (VTN), dado que serve de base para o ITR, para que não haja distorções que ignorem as peculiaridades geográficas do Pantanal.

Com a proposta oficialmente apresentada, a Prefeitura de Corumbá agora passa a tramitar com a análise do pedido. Ainda não há prazo definido para deliberação.

Participaram da entrega da proposta, o Sindicato Rural de Corumbá em trabalho conjunto com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Sustentável, por meio da Secretaria Executiva de Produção Rural. 

Diálogo e segurança jurídica no campo

A proposta desta Comissão Consultiva representa a transparência da formatação do imposto, bem como um aumento da participação da sociedade.

A comissão terá representantes da Prefeitura de Corumbá (Finanças, Desenvolvimento Econômico, Procuradoria Jurídica), Sindicato Rural de Corumbá, alguma cooperativa agrícola interessada, profissional técnico da área agronômica ou ambiental, representante da Receita Federal.

Impacto na economia do Pantanal

Corumbá detém um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil e o setor da pecuária é um importante fomentador da economia pantaneira. Esse avanço em andamento construído em parceria busca aprimorar três pontos:

  • justiça fiscal: diferenciação técnica entre pastagens nativas, áreas formadas e zonas de reserva ambiental;
  • redução de contenciosos: favorecer a economia e a geração de riqueza a partir da produção do campo;
  • investimento local: garantir que o recurso arrecadado (que pode ficar 100% no município via convênio com a Receita Federal) seja aplicado para aprimorar estruturas de Corumbá.

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Ministério Público

MP investiga plano de saúde por punir médicos que indicaram cirurgia para paciente idosa

De acordo com a cooperativa, os médicos indicaram uma cirurgia que não possuía cobertura pelo plano

12/03/2026 16h45

UNIMED tem 15 dias para apresentar esclarecimentos ao MP

UNIMED tem 15 dias para apresentar esclarecimentos ao MP FOTO: Gerson Olivera/Correio do Estado

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu uma investigação para apurar se a cooperativa UNIMED puniu de forma indevida médicos que indicaram um procedimento considerado necessário para uma paciente idosa. 

A investigação começou após a paciente de 82 anos, que possui várias comorbidades, ser indicada a realizar um procedimento médico cardíaco após avaliação clínica e cardiovascular. 

Os dois médicos teriam recomendado que a idosa realizasse a Troca Valvar Aórtica por via Transcateter (TAVI), um procedimento minimamente invasivo usado para tratar problemas graves na válvula do coração. 

Segundo os profissionais, essa era a alternativa mais segura, já que a cirurgia tradicional apresentava alto risco de mortalidade para a paciente. 

Após a indicação médica, a operadora do plano de saúde negou a cobertura do procedimento, alegando que o TAVI não estaria incluído no rol mínimo de procedimentos obrigatórios definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

Diante da negativa da UNIMED, a família da paciente recorreu à Justiça, que concedeu uma liminar autorizando a realização do procedimento, que foi realizado com sucesso. 

No entanto, mais tarde, os dois médicos que indicaram a cirurgia foram alvo de processo administrativo disciplinar dentro da própria cooperativa médica, acusados de solicitar um procedimento que não estaria coberto pelo plano. 

Como resultado, receberam advertência confidencial. Em um dos casos, uma médica cardiologista ainda foi punida com a determinação de ressarcir o valor total da cirurgia, que ultrapassou R$ 140 mil. 

Os médicos afirmaram que agiram de acordo com o Código de Ética Médica e que informaram à paciente e à família sobre todas as opções de tratamento, riscos e custos envolvidos. 

Eles também argumentaram que não incentivaram a judicialização do caso e que a decisão de acionar à Justiça foi tomada exclusivamente pela família após a negativa da UNIMED. 

Também questionaram a forma como o processo disciplinar aconteceu, alegando haver tratamento desigual, já que ambos participaram da indicação do procedimento, mas receberam punições diferentes. 

Em decisão, o Superior Tribunal de Justiça entendeu que os procedimentos indicados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não devem ser vistos como limitação absoluta, servindo como referência mínima e não pode impedir um tratamento necessário quando há prescrição médica fundamentada e comprovação científica da eficácia do tratamento.

Assim, regras internas de cooperativas não podem se sobrepor a garantias constitucionais de proteção à saúde e aos direitos do consumidor. 

Com a abertura do Inquérito Civil, a Promotoria de Justiça do Consumidor quer verificar se houve prática abusiva por parte da operadora, especialmente em relação à punição dos médicos. 

A investigação busca, ainda, avaliar se regras internas da operadora podem ter sido usadas de forma indevida para restringir tratamentos médicos ou penalizar profissionais que agiram com base em critérios técnicos.

A empresa foi notificada e deverá apresentar esclarecimentos ao Ministério Público em até 15 dias. 


 

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