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Gaeco amanhece na porta de jornal em Campo Grande

Agentes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado estiveram em dois endereços basicamente um de frente para o outro: a empresa de comunicação e a casa do dono

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Nesta quarta-feira (21) agentes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio de policiais do Batalhão de Choque, amanheceram com ação na Rua Chafica Fatuche Abussafi, na porta do Jornal Impacto, que fica no bairro Carandá Bosque, em Campo Grande. 

Pelo menos sete agentes do Gaeco, mais cinco do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, estiveram em dois endereços que ficam basicamente um de frente para o outro: o Jornal e a casa que seria residência de Francisco Elivaldo, conhecido como Eli Sousa, o proprietário do Grupo Impacto Mais de Comunicação. 

Até o momento não se sabe o teor do possível esquema investigado pelo Grupo de Atuação Especial de se Repressão ao Crime Organizado, nem a confirmação de quais seriam aos alvos da operação de hoje (21).

A princípio, a empresa de comunicação Jornal Impacto seria o alvo em questão, já que o proprietário teria saído de sua residência e atravessado a rua para adentrar o outro estabelecimento que fica logo em frente acompanhado do Gaeco.

Atualmente a sede do Jornal Impacto está sob reforma, com projeto de ampliação do local e uma placa que diz que o espaço em breve servirá de lar da empresa "Dákila Comunicação". 

A equipe do Correio do Estado está in loco, com intuito de conversar com o proprietário da empresa sede alvo do Gaeco nesta quarta (21), novas informações serão atualizadas em breve. 

Quem é quem?

Francisco Elivaldo "Eli" de Sousa, aparece como proprietário do Grupo Impacto Mais de Comunicação, que possui em seu "guarda-chuva" empresas de rádio, revista e portal de notícias online, passando de radialista e jornalista para empreendedor com o passar do tempo. 

Conforme Renan Augusto Vieira, advogado do Jornal Impacto, o grupo ficou ciente da operação agora pela manhã e estão à disposição das autoridades. "Até que tenhamos, no caso, conhecimento dos fatos para serem apurados, aí nós nos manifestaremos", disse. 

Já Urandir Fernandes de Oliveira, nascido em Marabá Paulista mas eleito "cidadão ilustre" de Rochedo, é mestre em histórias que brincam com o imaginário popular, sendo diretor do longa-metragem "Terra Convexa" e responsável por propagar o ET Bilu, de Corguinho para o mundo. 

Além disso, ele chegou até mesmo a convencer o ex-secretário Especial da Cultura, Mario Frias - como bem acompanha o Correio do Estado -, sobre a existência de Ratanabá, a cidade perdida no meio da Amazônia.

Em 2021 ele aparece como o responsável por criar o Ecossistema Dákila, que engloba a Cidade Zigurats; Faculdade e Instituto Dákila Pesquisas; BDM Digital e Bank, além de outros empreendimentos como loja de materiais de construção, comercialização de vinhos, cosméticos e até empresa de viagens. 

Não há confirmações, por parte do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, sobre o teor da operação ou os alvos relacionados, com o Ministério Público contatado mas, até o momento, sem o devido retorno.

Urandir e Eli são tidos como amigos e "parceiros", em uma espécie de relação societária, sendo que o advogado do Jornal Impacto, porém, afirma que o "pai do ET Bilu" nem sequer o Grupo Dákila fariam parte dessa investigação específica. 

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MATO GROSSO DO SUL

Motorista morre após atropelar javali e bater carro carregado com cigarros na BR-267

Acidente ocorreu na madrugada desta quarta-feira, em Nova Andradina; veículo transportava carga contrabandeada do Paraguai

21/01/2026 11h45

O carro estava carregado com cigarros contrabandeados do Paraguai

O carro estava carregado com cigarros contrabandeados do Paraguai Divulgação: Corpo de Bombeiros

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Um homem identificado como João Pedro Leite, de 33 anos, morreu após se envolver em um grave acidente de trânsito na madrugada desta quarta-feira (21), na BR-267, em Nova Andradina, a 298 quilômetros de Campo Grande.

De acordo com as informações apuradas no local, João Pedro conduzia uma Hyundai Veracruz, com placas de Goiânia, quando saiu da pista após atropelar um javali que estava sobre a rodovia. Na sequência, o veículo colidiu violentamente contra duas árvores às margens da estrada.

Segundo o portal Dourados Agora, o carro estava carregado com cigarros contrabandeados do Paraguai. O acidente ocorreu no trecho entre Nova Alvorada do Sul e o distrito de Nova Casa Verde.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul foram acionadas por volta das 2h30. Ao chegarem ao local, os socorristas encontraram o veículo completamente destruído e o condutor já sem vida, caído ao lado do automóvel. A vítima era moradora de Dourados e trabalhava como borracheiro.

A ocorrência relacionada ao contrabando foi assumida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Também estiveram no local policiais civis e peritos da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, que realizaram os procedimentos de praxe.

O corpo de João Pedro Leite foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames necroscópicos. Até o momento, a quantidade exata de cigarros apreendidos não foi divulgada pelas autoridades.

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INTERIOR | MS

Gaeco vê fraudes em licitação e mira prisão de seis envolvidos

Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado e 1ª Promotoria de Justiça de Terenos suspeitam de contratos e licitações, supostamente, fraudadas pelo menos desde 2021

21/01/2026 11h29

Gaeco deflagrou duas operações simultâneas para desarticular suposto esquema de fraude em licitações, mirando a prisão de pelo menos seis envolvidos. 

Gaeco deflagrou duas operações simultâneas para desarticular suposto esquema de fraude em licitações, mirando a prisão de pelo menos seis envolvidos.  Marcelo Victor/Correio do Estado

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Após amanhecer com agentes nas ruas de Campo Grande, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul confirmou que o chamado Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou duas operações simultâneas para desarticular suposto esquema de fraude em licitações, mirando a prisão de pelo menos seis envolvidos. 

Conforme o MPMS em nota, as operações em questão foram batizadas de "Collusion" e "Simulatum", remetendo os supostos acordos que seriam firmados de forma ilícita para fraudar contratos entre os investigados, bem como fazendo referência às competições simuladas para dar credibilidade aos processos licitatórios. 

Em Campo Grande - como bem acompanha o Correio do Estado pelas ruas da Capital -, o Gaeco amanheceu na porta do Jornal Impacto, uma empresa de comunicação da Capital que pertence a Francisco Elivaldo "Eli" de Sousa.

Segundo o texto divulgado pelo Ministério Público, as operações, através do Grupo de Atuação Especial e da 1ª Promotoria de Justiça de Terenos, miram o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão e pelo menos 30 de busca e apreensão. 

Em Campo Grande, os agentes do Gaeco e Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul estiveram em dois endereços que ficam basicamente um de frente para o outro: o Jornal e a casa que seria residência de Francisco Elivaldo, conhecido como Eli Sousa, o proprietário do Grupo Impacto Mais de Comunicação. 

A princípio, a empresa de comunicação Jornal Impacto seria o alvo em questão, já que o proprietário teria saído de sua residência e atravessado a rua para adentrar o outro estabelecimento que fica logo em frente acompanhado do Gaeco.

Francisco Elivaldo "Eli" de Sousa, aparece como proprietário do Grupo Impacto Mais de Comunicação, que possui em seu "guarda-chuva" empresas de rádio, revista e portal de notícias online, passando de radialista e jornalista para empreendedor com o passar do tempo. 

Conforme Renan Augusto Vieira, advogado do Jornal Impacto, o grupo ficou ciente da operação agora pela manhã, permanecendo à disposição das autoridades. "Até que tenhamos, no caso, conhecimento dos fatos para serem apurados, aí nós nos manifestaremos", disse. 

"Collusion" e "Simulatum"

Segundo o texto divulgado pelo Ministério Público, as operações, através do Grupo de Atuação Especial e da 1ª Promotoria de Justiça de Terenos, miram o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão e pelo menos 30 de busca e apreensão. 

Ainda conforme nota do MPMS, a dita operação “Collusion” se debruça sobre a organização apontada como responsável por crimes contra administração pública, principalmente fraudes em licitações e contratos públicos, além de outros delitos relacionados.

A palavra, que do inglês traduz-se "conluio" e remete à essa ideia entre os investigados, uma espécie de cumplicidade tramada para conseguir contratos a materiais e serviços gráficos firmados com o Município e a Câmara Municipal de Terenos, desde o ano de 2021. 

O texto frisa que, esses supostos contratos fraudados seriam firmados com o município de Terenos pelo menos desde 2021, com a Impacto tendo pelo menos três contratos firmados com a gestão executiva em questão.

Sendo que todos tratam-se de contratações para prestar serviços de divulgação em site e jornal de matérias e atos oficiais e de interesse da Câmara Municipal, o primeiro aparece com vigência entre 1° de setembro até 31 de dezembro de 2022, no valor de R$ 42.720,00. 

Depois desse, no ano seguinte um segundo contrato foi firmado com vigência entre 1° de março até 31 de dezembro de 2023, no valor de R$ 106.800,00, posteriormente acrescido através de aditivo para R$ 128.160,00, vigorando entre 02 de janeiro de até 31 de dezembro de 2024. 

Por outro lado, a "Simulatum" (que do latim significa "simulado") faz menção à possível existência de um organização especializada em crimes contra administração, através de contratos de publicidade fraudados e locação de equipamentos de som firmados nesse caso específico com a Câmara Municipal de Terenos, também desde o ano de 2021.

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