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transparência

MPMS corrige publicação sobre o salário de promotores e procuradores

Publicação original do site da transparência omitia as informações sobre a somatória dos rendimentos dos integrantes do Ministério Público

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Após reportagem do Correio do Estado publicada no sábado (7) revelando que o site da transparência do Ministério Público de Mato Grosso do Sul havia omitido informações relativas ao "total de rendimentos brutos" de promotores e procuradores, que é a principal da tabela, a instituição republicou  os dados e voltou a disponibilizar as informações. 

E, além de aparecer nos dados relativos a fevereiro, a coluna sobre "total de rendimentos brutos" também reapareceu nas publicações dos meses anteriores. A tabela sobre os salários relativos a fevereiro havia sido publicada na sexta-feira (6), mas deixou em branco a coluna onde tradicionalmente apareciam as informações sobre a somatória. O site da transparência informa que a última atualização das informações ocorreu no dia 7 de março. 

No caso de promotores aposentados e dos demais servidores, estas informações continuavam disponíveis. 
Além de trazer a informação individualizada de cada promotoria, a coluna traz a somatória parcial dos salários pagos aos 233 promotores e procuradores. Os nomes deles, porém, não aparecem faz dois anos.

A terceira coluna, que está em destaque, estava sem informações na publicação original, feita no sábado, mas foi corrigida

Em fevereiro, esta somatória foi de R$ 27.234.604,10. Deste total, R$ 175,5 mil foram descontados por extrapolarem o teto consutitucional, que no Ministério Público é de R$ 41,8 mil. 

Este valor é 26,6% maior que os R$ 21.350.526,12 desembolsados em fevereiro do ano passado. Desde então, a diferença é que nove novos promotores foram nomeados. Os rendimentos brutos destes estão na casa dos R$ 65 mil mensais. 

A coluna que havia desaparecido e que voltou a constar na tabela salarial revela, por exemplo, que um procurador ocupa o gabinete da chefia da instituição recebeu R$ 182.096.62 em fevereiro. 

Mas seus rendimentos foram bem maiores. Em uma tabela separada, onde aparecem os pagamentos às "verbas referentes a exercícios anteriores", tem procurador que em fevereiro recebeu R$ 106 mil. O montante, neste caso específico, está dividido em cinco parcelas. 

Somando os gastos do MPMS com estas verbas referentes a exercícios anteriores, o valor chega a R$ 12,3 milhões somente em fevereiro, o que é 176% maior que aquele que foi pago aos procuradores e promotores mais antigos no mês anterior, de R$ 4,46 milhões. 

Então, somando os R$ 27,2 milhões da primeira tabela e os R$ 12 milhões da outra, a folha de pagamento dos 233 promotores e procuradores superou os R$ 39 milhões em fevereiro. Isso significa, em média, R$ 168 mil por servidor. 

O aumento nos desembolsos relativos exercícios anteriores ocorre em meio à polêmica nacional sobre a adoção de uma espécie de freio sobre o pagamento dos supersalários no serviço público. 

Duas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) já determinaram o fim do pagamento de penduricalhos que não estejam embasados em legislação federal. Porém, o prazo final para cumprimeito das decisões acaba somene em meados de abri. 

No dia 26 de fevereiro, no plenário do STF, o ministro Gilmar Mendes deixou claro que está vedada qualquer tentativa de antecipação ou ampliação de pagamentos em meio a este período em que o cumprimento de sua decisão ainda não é obrigatório.

“Não se autoriza a reprogramação financeira com o objetivo de concentrar, acelerar ou ampliar desembolso, tampouco a inclusão de novas parcelas ou beneficiários não contemplados no planejamento original”, afirmou.  

Em fevereiro, porém, teve procurador do MPMS que recebeu cinco parcelas de pagamentos relativos a exercícios anteriores, que estão sendo pagos com base em decisão administrativa do comando da instituição. 
 

OPERAÇÃO

Sul-mato-grossense tenta entrar em Illuminati e cai em golpe

Operação do MPE deflagrada nesta quinta-feira cumpriu quatro mandados judiciais, sendo dois de prisão preventiva

24/04/2026 11h30

Foto: MPMS

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Em tentativa de entrar para o secreto e seleto grupo de quem comanda eventos mundiais, sul-mato-grossense caí em golpe online e Ministério Público do Estado (MPE) deflagra Operação Illuminati, com dois mandados de prisão preventiva, e outros dois de busca e apreensão.

O caso teve início há quase 3 anos, em maio de 2023, quando a vítima teria então sido convocada por supostos integrantes de uma organização internacional, conhecida por 'Illuminati", que supostamente teria uma sede na Califórnia, nos Estado Unidos.

Por meio de manipulação psicológica articulada para conseguir informações confidenciais e para que a vítima caísse no golpe, os envolvidos apelaram para o vínculo de fraternidade que seria construído ao fazer parte do grupo.

Para dar credibilidade ao esquema, os investigados utilizaram números telefônicos estrangeiros, sítios eletrônicos próprios e linguagem que condizia com a narrativa criada.

A vítima então realizou pagamentos de taxas para iniciação na fraternidade, permanência durante os anos, com a promessa de que teria benefícios financeiros e profissionais ao fazer parte da organização. Além de taxas para o cancelamento da filiação, quando surgiu a desconfiança de que se tratava de um golpe.

Ao pedir desligamento do grupo, a vítima sofreu ameaças de mortes, bem como seus familiares. Os envolvidos ainda ameaçavam divulgar publicamente vídeos gravados durante a suposta cerimônia de "iniciação". A partir dessas ocorrências, o crime foi caracterizado como extorsão mediante a grave ameaça.

Após a denúncia, a Unidade de Combate aos Crimes Cibernéticos (UICC), junto ao MPE, por meio da da 16ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, deflagrou a Operação nesta quinta-feira (23) para investigar o esquema fraudulento, em apuração ao crime de extorsão em ambiente digital, previsto no artigo 158, do Código Penal.

Conforme a investigação, dois envolvidos foram localizados nos Estados de Rondônia e Distrito Federal, onde foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão expedidos pelo Núcleo das Garantias da Capital. Nos locais foram apreendidos telefones celulares e dispositivos eletrônicos que passarão por extração forense para coletar dados e auxiliar na investigação.

Duas pessoas foram presas, mas não tiveram seus nomes divulgados.

Modus operandi

De acordo com a investigação, os envolvidos no esquema exigiam os valores, que eram transferidos para contas bancárias dos próprios investigados. Posteriormente, eles convertiam o dinheiro em cripoativos, por meio de exchange internacional, que opera globalmente como plataforma de câmbio.

Os investigados foram identificados por meio da análise da UICC nas chaves Pix, dados cadastrais bancários, registros telefônicos, biometria facial e pesquisas em fontes abertas, que correlacionou as ações da vítima, com a atuação do esquema criminoso.

A Operação ainda teve envolvimento do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (Gaeco/MPDFT) e da Polícia Civil do Estado de Rondônia, para o cumprimento dos mandados fora do território sul-mato-grossense.

Alerta à população

Crimes digitais, principalmente golpes aparecem recorrentes e, em sua maioria, utilizam de falsas promessas de pertencimento a entidades internacionais, investimentos de alta rentabilidade, ou benefícios materiais, espirituais para extorquir as vítimas.

O MPE recomenda que ao receber qualquer abordagem suspeita, os cidadãos não efetuem pagamentos, e em caso de realizá-lo guardar conversas, comprovantes e procure autoridades policias ou o próprio Ministério Público, por meio da Ouvidoria.

*Saiba

'Illuminati'

Os Illuminati é uma sociedade secreta bávara real fundada em 1776, por Adam Weishaupt, com objetivo de promover ideais iluministas, em oposição a influência religiosa na política, que se encerrou em 1785. Atualmente, há teorias que a sociedade secreta ainda exista, agindo com influência e poder nas decisões mundiais.

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Festival América do Sul

Governo de MS contrata show de Dilsinho por R$ 450 mil

Artista vai subir ao palco por 1h30min para cantar sucessos do pagode no dia 17 de maio

24/04/2026 10h45

Cantor de pagode brasileiro, Dilsinho

Cantor de pagode brasileiro, Dilsinho Reprodução/Instagram Dilsinho

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Governo de Mato Grosso do Sul contratou o pagodeiro Dilsinho, por R$ 450 mil, para cantar em show no Festival América do Sul (FAS 2026).

O cantor vai subir ao palco por 1h30min para cantar sucessos do pagode, às 22 horas de 17 de maio, domingo, em Corumbá.

A contratação foi realizada por meio da empresa GH Music Produção Musical Editora e Gravadora LTDA, responsável pela exclusividade do artista.

Conforme publicado no Diário Oficial Eletrônico (DOE), inexistiu licitação para a contratação do artista, por inviabilidade de competição. Confira o trecho redigido no DOE:

Cantor de pagode brasileiro, Dilsinho

FESTIVAL

O Festival América do Sul (FAS-2026) ocorrerá entre 14 e 17 de maio, no Porto Geral, em Corumbá, município localizado a 416 quilômetros de Campo Grande.

Os artistas que vão se apresentar são Marcelo D2 (16 de maio), Dennis DJ (15 de maio) e Dilsinho (17 de maio). A expectativa é que outros nomes sejam divulgados nos próximos dias.

O evento é realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura, Fundação de Cultura (Setesc) e apoio da Prefeitura Municipal de Corumbá

De acordo com dados da Fundação de Turismo do Pantanal, a edição de 2025, realizada entre 15 e 18 de maio, contabilizou 1,9 mil turistas, ocupação hoteleira de 61,25%, saldo de 170 trabalhadores no evento e movimento de R$ 2,7 milhões na economia local.

O diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), Eduardo Mendes, ressaltou a importância do festival

“O Festival América do Sul é um espaço onde a cultura cumpre seu papel mais essencial: aproximar. Em Corumbá, essa vocação se intensifica, porque a cidade já nasce encontro. O que fazemos é potencializar essa força, criando oportunidades para que diferentes povos e expressões se conectem por meio da arte”.

O evento reúne atrações culturais, artísticas e musicais e é considerado um dos principais do calendário sul-mato-grossense.

É um dos principais eventos culturais de Mato Grosso do Sul e reúne atrações nacionais e internacionais, além de promover integração cultural entre países vizinhos.

Realizado no Porto Geral, o festival é fruto de parceria entre o Governo do Estado, a Prefeitura de Corumbá e instituições públicas e privadas, consolidando-se como um dos principais motores culturais e econômicos da região.

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