Cidades

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

Gigante da panificação deve gerar 200 empregos em Campo Grande

Conselho aprovou concessão de até 10 mil metros quadrados pelo Prodes; empresa prevê investimento de R$ 5,2 milhões para implantar unidade na Capital

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Uma empresa do setor de panificação recebeu aval do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (Codecon) para obter incentivos do Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande (Prodes). A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Município desta terça-feira (2).

Por unanimidade, os conselheiros aprovaram parecer favorável à concessão de uma área pública de até 10 mil metros quadrados para a Marquespan Indústria de Alimentos Ltda., que pretende implantar suas atividades na Capital.

Fundada em 1999, na cidade de Tatuí (SP), a Marquespan começou como uma pequena fábrica familiar e se tornou uma das maiores empresas do setor de panificação do país. Segundo informações da companhia, atualmente o grupo possui nove fábricas, mais de 5 mil colaboradores e capacidade para produzir cerca de 20 milhões de pães por dia. A empresa também conta com frota própria de mais de 600 caminhões e atende mais de 20 mil clientes em todo o Brasil.

De acordo com o processo analisado pelo Codecon, a empresa prevê investimento fixo de R$ 5,2 milhões para instalação da unidade. Em contrapartida, o empreendimento projeta a criação de 200 empregos diretos.

Fundada em 2009, a companhia possui capital social de R$ 2,01 milhões e atua no segmento de panificação. O pedido foi enquadrado no artigo 4º da Lei Complementar nº 418/2021, que trata da concessão de incentivos a empresas interessadas em se instalar ou ampliar operações no município.

O voto do relator, conselheiro Munzer Dib Safatli, foi favorável à doação imediata de área de até 10 mil metros quadrados, conforme previsto na legislação municipal. A proposta foi aprovada sem divergências pelos integrantes do conselho.

Conforme os dados apresentados no processo, a expectativa de faturamento da empresa é de R$ 174 milhões por mês, o que corresponde a aproximadamente R$ 2,09 bilhões por ano.

A publicação oficial não informa a localização do terreno que poderá ser destinado ao empreendimento. A efetivação do benefício dependerá do cumprimento das exigências previstas no programa municipal de incentivos.

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HOMICÍDIO

Polícia apreende adolescente que matou agressor de criança

Weslley Gutierrez Corrêa foi condenado a sete anos de prisão em regime semiaberto por ter agredido e roubado um menino de 12 anos

03/06/2026 10h30

Arma, munições e a bicicleta usada no crime foram apreendidas pela Polícia

Arma, munições e a bicicleta usada no crime foram apreendidas pela Polícia Divulgação

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Um adolescente, de 16 anos, foi apreendido pelas Polícias Civil e Militar, nesta terça-feira (2), em Caarapó. Ele é apontado como autor do homicídio que vitimou Weslley Gutierrez Correa, de 20 anos. O crime ocorreu na manhã de segunda-feira (1º), no cruzamento das ruas Minas Gerais e Fernando Corrêa da Costa, no bairro Santa Maria.

De acordo com a investigação, Weslley seguia por uma via pública quando foi atingido por disparos de arma de fogo efetuados pelo adolescente, que se aproximou com uma bicicleta.

Durante as investigações, também foram levantadas informações sobre um episódio ocorrido na noite anterior, quando Weslley teria efetuado disparos de arma de fogo contra a residência de um morador da cidade.

A Polícia Militar localizou o adolescente em posse de um revólver municiado. Ele confessou a autoria do homicídio e alegou ter sido ameaçado pelo rapaz.

Em outro endereço, os policiais encontraram a bicicleta utilizada no crime, além de munições de calibre restrito. Um homem foi preso em flagrante em razão da posse do material apreendido.

O adolescente foi apreendido por ato infracional análogo ao crime de homicídio qualificado e terá internação provisória.

As investigações prosseguem para apurar a eventual participação de terceiros, a origem da arma de fogo e das munições apreendidas, bem como todas as circunstâncias relacionadas ao crime.

Agressão

Wesley Gutierrez Correia foi condenado por espancar e assaltar um menino de 12 anos que vendia bombons na Avenida Dom Pedro II, próximo a Praça da Vila Planalto. O crime ocorreu em janeiro de 2025 e foi registrado por câmeras de segurança.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o jovem de 12 anos vendia bombons para comprar um tênis e um celular. Por volta das 22h, ao passar por uma praça do município, o garoto foi abordado por Weslley, que roubou um fone de ouvido do menino.

Após recuperar o objeto, o menino tentou fugir correndo, mas foi perseguido e alcançado por Weslley, que o agrediu com um soco. Com o garoto caído no chão, o criminoso roubou a carteira e fugiu.

Conforme o processo, as agressões provocaram fratura na clavícula e sangramento no ouvido do menino. As lesões deixaram a vítima incapacitada para suas atividades habituais por mais de 30 dias.

Wesley foi condenado a sete anos de prisão em regime semiaberto, além do pagamento de R$ 5 mil por danos causados ao menino. Além disso, tinha passagem por roubo.

MATO GROSSO DO SUL

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Mato Grosso do Sul é o 5º estado com menos dependentes de programas sociais e índices de pobreza aparecem em queda

03/06/2026 10h25

Arquivo

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Foto: Divulgação

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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