Cidades

SAÚDE

Governo de MS anuncia empresa que irá construir nova maternidade em Corumbá

A unidade será instalada na Rua Pedro de Medeiros e terá um investimento de aproximadamente R$ 75 milhões

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A Alcance Engenharia e Construção Ltda, de Minas Gerais, obteve a homolagação da licitação e será a responsável pelas obras da nova maternidade em Corumbá. O valor investido no empreendimento será de R$ 74.885.000, provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal. O prazo para conclusão é de 1080 dias, aproximadamente 3 anos.

Além dos recursos destinados pelo Governo Federal, a construção da unidade, classificada como PAC Maternidade – Porte II, também terá contrapartidas do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e do Município de Corumbá.

Em abril, a Prefeitura de Corumbá autorizou a doação de dois terrenos ao Governo do Estado para a implantação da maternidade e de uma policlínica na cidade.

As áreas estão localizadas na Rua Pedro de Medeiros e foram destinadas, exclusivamente, para fins de interesse público na área da Saúde. A parte destinada para construção da maternidade tem aproximadamente 14.382 m² e é avaliada em R$ 2.059.000.

No mesmo terreno, já está em construção o Centro de Parto Normal Peri-Hospitalar, que deverá ampliar e qualificar a assistência à saúde materno-infantil no município e em toda a região.

As doações foram realizadas com encargos específicos, ou seja, os imóveis deverão obrigatoriamente ser utilizados para a implantação, instalação e funcionamento das respectivas unidades de saúde. Caso haja descumprimento da finalidade estabelecida, os terrenos retornarão ao patrimônio do Município.

De acordo com a legislação, o Estado de Mato Grosso do Sul terá o prazo máximo de dois anos, a partir do registro das escrituras, para iniciar as obras.

Esperança de melhora

A nova obra surge em meio a um histórico de problemas no atendimento obstétrico em Corumbá, que já motivaram investigações do Ministério Público e protestos de familiares.

Em 2024, a promotoria abriu inquérito para apurar mortes de bebês e gestantes relacionadas a possíveis falhas no atendimento da maternidade da Santa Casa da cidade, incluindo a ausência de UTI neonatal e pediátrica.

Na época, ao menos três recém-nascidos e uma gestante morreram em circunstâncias semelhantes, segundo relatos que motivaram as investigações.

Casos de óbitos também levaram a questionamentos na Câmara Municipal. Em uma das discussões públicas, a direção da Santa Casa reconheceu a necessidade de investimento em UTI neonatal, após o registro de mortes de recém-nascidos no município.

PAC e classificação

O empreendimento integra o programa Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê a implantação de novas maternidades em diferentes regiões do país para ampliar a assistência obstétrica e neonatal. 

As unidades classificadas como Porte II têm capacidade para 101 a 150 leitos e são projetadas para atender gestantes de risco habitual e também de alto risco, contribuindo para a redução da mortalidade materna e neonatal.

O modelo prevê maternidades de média e alta complexidade, com estrutura completa para atendimento especializado, incluindo centro cirúrgico obstétrico, UTI neonatal, unidade de cuidados intermediários e centros de parto humanizado.

O projeto também contempla serviços de diagnóstico por imagem, banco de leite humano e acolhimento especializado para vítimas de violência, dentro de um conceito de atendimento humanizado e integral às mulheres e aos recém-nascidos.

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MORTE NO TRÂNSITO

Guarda civil morre atropelado por caminhão no Pioneiros, em Campo Grande

Motorista recusou fazer o teste do bafômetro e admitiu ter ingerido bebida alcoólica antes do acidente

21/05/2026 08h15

Acidente ocorreu no cruzamento da rua Padre Damião com a Barão de Campinas, no Pioneiros

Acidente ocorreu no cruzamento da rua Padre Damião com a Barão de Campinas, no Pioneiros Reprodução

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Um acidente entre um caminhão Ford F4000 e uma motocicleta Honda Titan vitimou o guarda civil metropolitano Eugênio Zanatto Neto, de 47 anos. O fato ocorreu no bairro Pioneiros, em Campo Grande, no fim da tarde de quarta-feira (20).

A moto pilotada pelo guarda civil trafegava pela Rua Padre Damião, quando no cruzamento com a Rua Barão de Campinas, o caminhão, conduzido por um idoso de 72 anos, iniciou a conversão a esquerda, invadiu a pista contrária e atingiu, frontalmente, a motocicleta da vítima.

No momento que a polícia judiciária chegou ao local, o condutor do caminhão Ford F4000 não estava presente. O filho do motorista estava nas proximidades e respondeu que seu pai era quem dirigia o veículo e que este morava perto, e estava em sua residência por não estar se sentindo bem.

Diante da informação, o investigador da Polícia Judiciária foi até a residência do condutor e convidou o mesmo a ser submetido ao teste do etilômetro, o qual foi recusado pelo homem. Ele alegou que não iria fazer, pois havia ingerido bebidas alcoólicas momentos antes do acidente.

O condutor do caminhão foi preso e conduzido até Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário Cepol (DEPAC-CEPOL).

Os veículos envolvidos estavam com a documentação em dia e foram entregues no local dos fatos para familiares dos envolvidos.

O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa.

Sob Investigação

Em 2026, MPMS "visitou" seis prefeituras suspeitas de corrupção

Gaeco e Gecoc descobriram esquemas nos mais diversos setores, com ênfase em contratos relacionados a obras públicas no Estado

21/05/2026 08h00

Fotos: Marcelo Victor/Correio do Estado

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Levantamento feito pelo Correio do Estado no site do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) mostrou que, nos cinco meses deste ano, seis prefeituras receberam a “visita” do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), em operações que apuram supostos esquemas de corrupção.

Ao todo, foram seis operações deflagradas este ano, que investigaram agentes públicos de seis municípios: Operação Collusion e Operação Simulatum, ambas em Terenos; Operação Cartas Marcadas, em Corguinho e Rio Negro; Operação Mão Dupla, que apurou desvios em Coronel Sapucaia; Operação Buraco sem Fim, em Campo Grande; e Operação Rota Desviada, em Nova Alvorada do Sul.

Desde o ano passado, o MPMS tem intensificado ações contra corrupção que envolvem desfalques aos cofres públicos. Em 2025, foram mais de 10 municípios investigados.

Matéria do Correio do Estado, publicada em novembro do ano passado, mostrou que metade das investigações que resultaram em ações deflagradas pelo MPMS até aquele mês contra administrações municipais envolveu corrupção nos setores de Saúde e Educação, com esquemas que englobavam servidores, secretários e até parlamentares.

OPERAÇÕES

Este ano, a primeira prefeitura alvo de operação foi a de Terenos, com duas operações simultâneas em janeiro. A Operação Collusion investigou “organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública, em especial fraudes a licitações e contratos públicos, bem como crimes correlatos, mediante conluio entre os investigados para a obtenção de contratos relacionados a materiais e serviços gráficos firmados com o município e a Câmara Municipal de Terenos, desde o ano de 2021”.

Já a Operação Simulatum apurou existência de “organização criminosa voltada à prática de fraude em contratos de publicidade e locação de equipamentos de som firmados com a Câmara Municipal de Terenos, também desde o ano de 2021”.
Nas ações, foram cumpridos 6 mandados de prisão e 30 mandados de busca e apreensão.

No mês seguinte, duas prefeituras foram alvo de uma mesma operação, a Cartas Marcadas. Segundo o Gaeco, foi constatada a suposta existência de organização criminosa, “voltada à prática de crimes contra a administração pública, instalada nos municípios de Corguinho e de Rio Negro, com núcleos de atuação bem definidos, liderada por agentes políticos que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso”.

Ainda segundo o MPMS, o esquema se valia de servidores públicos para “frustrar o caráter competitivo de licitações públicas, direcionando os respectivos certames”.

As licitações iam desde contratações para aquisição de materiais de expediente até a contratação de empresas para a execução de obras públicas.

A investigação mostrou que nos últimos três anos as empresas participantes do esquema haviam recebido R$ 9 milhões em contratos.

Em março foi a vez de Coronel Sapucaia receber a “visita” de membros do MPMS, durante a Operação Mão Dupla, que investiga fraude em processos licitatórios e os contratos deles decorrentes, além de peculato-desvio, corrupção passiva e pagamento irregular em contratos públicos, envolvendo agentes políticos, secretários, servidores e empresários.

A investigação foi originada a partir da Operação Pretense. Entre os alvos estava Rudi Paetzold, que foi prefeito da cidade até 2024.

Neste mês, duas operações já foram deflagradas, a primeira delas para investigar contratos de tapa-buraco em Campo Grande, que levou à prisão de sete pessoas, entre elas, o ex-secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos Rudi Fiorese e outros dois servidores da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) e ex-funcionários.

A investigação apontou pagamentos por serviços de tapa-buraco não feitos pela Construtora Rial por anos. O dono da empresa também está preso.

A última operação, realizada na terça-feira, mirou contrato de Nova Alvorada do Sul com a Associação dos Estudantes Universitários de Nova Alvorada do Sul (Aeunas) para transporte de alunos.

“As investigações apontam que os recursos públicos do termo de fomento firmado entre o município de Nova Alvorada do Sul e a entidade estudantil, que tinha como objeto o custeio de transporte para os estudantes universitários, eram sistematicamente desviados em benefício de servidores públicos e membros do Poder Legislativo municipal”, disse o MPMS.

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