Cidades

CYBER TRAP

Operação investiga grupo criminoso que lavou mais de R$ 120 milhões em Campo Grande

Polícia Federal cumpriu 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva na Capital e no interior de São Paulo

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Na manhã desta quinta-feira (21), a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Cyber Trap, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro. A investigação revelou que o grupo movimentou mais de R$ 120 milhões em um esquema de ocultação patrimonial, através de investimentos em criptomoedas e empresas de fachada.

Ao todo, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão, além de medidas de bloqueio patrimonial, nas cidades de Campo Grande e Campo Limpo Paulista, interior paulista.

A operação é um desdobramento da investigação que começou em 2023, após a Caixa Econômica Federal comunicar sobre a existência de um site especializado na comercialização de cartões bancários fraudados.

A partir das informações encaminhadas à Polícia Federal, o principal suspeito foi identificado, inicialmente vinculado à capital sul-mato-grossense.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos quatro aparelhos celulares, computadores, veículos, joias, grande quantidade de dinheiro em espécie, criptoativos, imóveis e outros bens relacionados aos fatos investigados.

O projeto é estruturado a partir de Acordos de Cooperação Técnica firmados entre a Polícia Federal, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e diversas instituições financeiras e de pagamento.

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Clima

Super-El Niño pode trazer fogo de volta ao Pantanal

Previsões ainda apontam risco de incêndios em outros municípios de Mato Grosso do Sul, como Três Lagoas, Bataguassu e Ribas do Rio Pardo

21/05/2026 08h00

Arquivo / Rodolfo César

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O Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) emitiu documento direcionado a órgãos federais e estaduais sobre a situação de alerta com relação ao risco de incêndios florestais para toda a região oeste de Mato Grosso do Sul, onde está o Pantanal, e áreas do leste do Estado. 

A previsão de probabilidade de fogo corresponde aos meses de junho e julho e a classificação indicada pelo centro foi de alerta. O fenômeno El Niño pode convergir para ações de alto impacto para o clima no Estado.

Nesse tipo de nível de classificação, o Cemaden indica para risco alto de incêndios, com exigência de demanda para ações coordenadas de prevenção e mobilização de equipes para campanhas de conscientização sobre o uso de fogo. 

No contexto de médio prazo, o alerta aponta para riscos de atividades humanas envolvendo o manejo do fogo inadequado, que pode apresentar alta tendência de focos de calor, e um acúmulo de focos de calor em regiões do Pantanal, bem como para municípios como Três Lagoas, Bataguassu e Ribas do Rio Pardo. 

Em grau de dimensão menor, ainda há o nível de classificação feito pelo Cemaden, o de alerta alto, que abrange áreas de Naviraí e Itaquiraí.

Relacionado com as condições climatológicas, o órgão federal apontou condições favoráveis para: probabilidade da temperatura ser maior do que a média, probabilidade da precipitação ser menor do que a média e início e duração da estação seca. 

Essas condições combinadas com as ações humanas de manejo inadequado do fogo podem acarretar incêndios.

Para construir esse relatório, o Cemaden levou em consideração dados de temperatura, precipitação acumulada, histórico de focos de calor e uso e cobertura do solo.

Na terça-feira, nota técnica foi divulgada para apresentar uma análise de longo prazo, considerando o período 2026/2027 sobre os efeitos que o El Niño pode causar utilizando cruzamento de estudos feitos por centros de clima da Europa (ECMWF), dos Estados Unidos (Noaa) e da Austrália (BOM).

“O monitoramento oceânico mais recente confirma que o El Niño de 2026/2027 está se desenvolvendo abaixo da superfície do oceano. Há várias previsões sugerindo que o evento poderá se tornar o El Niño mais forte da história moderna, potencialmente superando o evento recorde de 1877/1878”, divulgou o Centro Nacional de Monitoramento.

Os efeitos que esse fenômeno pode causar envolvem inundações massivas, secas severas, ondas de calor e trajetórias de tempestades. Particularmente para o Brasil, o que pode ocorrer são chuvas acima do normal durante a primavera deste ano (entre 22 de setembro e 21 de dezembro) para a região Sul, enquanto na Amazônia e no Nordeste a seca pode estar mais intensa no verão e no outono de 2027.

“O El Niño 2026/2027 interage com o aquecimento global. O sinal de aquecimento global pode contribuir para que anos de 2026 e 2027 sejam mais quentes do que 2023 e 2024, o que pode aumentar o risco de incêndios na Amazônia e no Pantanal e impactos na população devido ao estresse térmico, particularmente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, caso o El Niño atinja a categoria de intenso”, analisou a nota técnica.

As previsões que existem ponderam que esse cenário não está confirmado no longo prazo, mas, por conta dos possíveis riscos que surgiram em modelos de estudo, a condição passou a ser divulgada como forma de alerta.

Em 2024, durante os incêndios, Corumbá foi coberta por fumaça  - Foto: Arquivo Rodolfo César 

PARA AS PESSOAS

A nota técnica divulgada para órgãos de Defesa Civil em diferentes esferas posicionou que o prognóstico sobre as condições extremas que podem superar o que já ocorreu há 150 anos criam impacto além da biodiversidade e geram prejuízos para a população de áreas urbanas e rurais em Mato Grosso do Sul.

Num cenário de El Niño moderado a intenso, e com a tendência de aumento na frequência de ondas de calor já observada sobreposta a tendência de aquecimento global, pode-se esperar que ondas de calor em 2026 e 2027 sejam mais intensas e tenham um grande impacto na população”, sugeriu o estudo.

Em 2024, um estudo indicou que doenças respiratórias aumentaram no grupo de crianças de até 5 anos e em pessoas acima dos 60 anos em períodos com registro de incêndios. 

* Saiba 

O retorno do período de fogo levou o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Corpo de Bombeiros a ampliarem brigadas e efetivos na região pantaneira.

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Prisão

MP-SP pede prisão preventiva do rapper Oruam, réu por disparo de arma de fogo

Em quatro meses, o rapper violou a tornozeleira 66 vezes, sendo 21 delas consideradas graves

20/05/2026 23h00

Cantor está detido desde fevereiro por sete crimes

Cantor está detido desde fevereiro por sete crimes Divulgação

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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a prisão preventiva, ou seja, por tempo indeterminado, do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomucemo, conhecido como Oruam, que está foragido desde fevereiro. O pedido, divulgado no fim da tarde desta quarta-feira, 20, foi feito à Justiça no dia 5 de maio, informou a promotoria. O Estadão tenta contato com a defesa do rapper.

Nesse caso, Oruam é acusado de atirar com uma espingarda durante uma festa em Igaratá, na região de São José dos Campos, em 16 de dezembro de 2014. Segundo a denúncia, o disparo foi realizado na presença de diversas pessoas, além de ter sido filmado e postado em redes sociais.

No pedido de prisão, feito pelo promotor Alan Carlos Reis Silva, Oruam é citado como "pessoa de interesse em investigação por crimes de lavagem de dinheiro e envolvimento com o Comando Vermelho, além da tentativa de homicídio contra policiais civis fluminenses".

O promotor afirmou que o fato de o rapper estar foragido compromete o cumprimento de eventual condenação. "A permanência do réu em paradeiro desconhecido evidencia risco concreto e atual de frustração da aplicação da lei", informou o Ministério Público de São Paulo.

Além do processo em São Paulo, Oruam também responde a outras ações na Justiça do Rio de Janeiro, como uma tentativa de homicídio contra policiais em frente à casa dele, em Joá, bairro da região oeste fluminense. Em outro caso, ele foi denunciado junto com o pai, Marcinho VP, a mãe e outras nove pessoas por suposta participação em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho.

Oruam foi detido em julho do ano passado, após se entregar à polícia do Rio de Janeiro, acusado de tentar impedir uma operação policial em sua casa. Em setembro, o ministro do STJ Joel Ilan Paciornik revogou a prisão preventiva por entender que, naquele momento, não havia "fundamentação suficiente" e determinou medidas cautelares, como o monitoramento por tornozeleira eletrônica.

O magistrado entendeu, no entanto, que Oruam descumpriu "reiteradamente" as medidas impostas e revogou o habeas corpus. No dia seguinte à revogação da prisão, em 3 de fevereiro, a juíza Tula Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, expediu mandado de prisão contra o cantor.

Segundo a decisão, ele havia desligado o equipamento em 1º de fevereiro. Em quatro meses, o rapper violou a tornozeleira 66 vezes, sendo 21 delas consideradas graves - a maioria por falta de bateria. O passaporte do cantor foi apreendido e ele está proibido de deixar o País.

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