Cidades

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Governo divulga lista com rodovias mais perigosas

Governo divulga lista com rodovias mais perigosas

Band

20/12/2013 - 04h00
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O Governo Federal divulgou nesta quinta-feira uma lista com os 100 trechos mais perigosos de rodovias do Brasil. Uma ação integrada com estados e municípios deve intensificar a fiscalização nos pontos detectados pela PRF (Polícia Rodoviária Federal).

Clique aqui e veja a lista com os trechos mais perigosos de rodovias 

A operação faz parte do Parada – Um Pacto pela Vida, lançado pelo governo brasileiro em resposta à decisão da ONU (Organização das Nações Unidas) de reduzir em 50% o número de mortes no trânsito no mundo, durante a década de 2011 a 2020.

 

A atuação de fiscalização integrada será empregada com a realização de blitz nas vias que servem de acesso aos trechos. Desde o início da Operação Rodovida os números de mortes diminuíram, considerando também o aumento da frota de veículos no Brasil.

A taxa de mortes em 2010/2011 foi de 13,5 para cada grupo de um milhão de veículos. Já em 2011/2012, essa taxa foi de 10,6 na mesma proporção comparativa. Na edição seguinte, a taxa atingiu 10,2 mortes para o mesmo grupo de veículos. Na série histórica, a redução é de 24,5%, mesmo com a frota saltando de 64,8 milhões de veículos, em 2010, para 81,7 milhões em 2013.

Fiscalização

O Departamento da Polícia Rodoviária Federal, órgão ligado ao Ministério da Justiça, prevê mais de 1.130 ações de fiscalização, que se concentram nos períodos de final de ano, férias e Carnaval. A PRF adquiriu 920 novos veículos por cerca de R$ 140 milhões, a maioria deles será utilizada durante a Operação Rodovida. Mais 130 radares móveis também serão empregados na operação, com um investimento de R$ 800 mil.

Os 100 trechos mais perigosos foram definidos tendo como base o índice de gravidade de todas as ocorrências que aconteceram nas rodovias federais em 2013. O índice de gravidade é baseado em estudos do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e da PRF, e define o custo social das ocorrências no trânsito – possui três modalidades que avaliam a gravidade dos acidentes, atribuindo uma pontuação. A ocorrência sem vítima recebe um ponto, a com feridos contabiliza cinco e a com vítima fatal chega a 25. A pontuação independe da quantidade de pessoas envolvidas no acidente e ajuda a PRF a definir os trechos mais problemáticos e concentrar as ações de fiscalização.  

Saúde

HU notificou 12 vezes empresa por má qualidade de alimentação

Somadas, as notificações também aplicaram cerca de R$ 60 mil em multas à empresa mineira Cook Brasil; nova licitação deve sair até novembro deste ano

18/09/2026 08h05

HU busca nova empresa para fornecer alimentação ao hospital

HU busca nova empresa para fornecer alimentação ao hospital Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), enviou 12 notificações à empresa responsável pelas refeições aos pacientes por má qualidade no serviço. Até por isso, a direção do hospital planeja lançar uma nova licitação ainda este ano.

A empresa responsável pela prestação do serviço de alimentação, nutrição e copeiragem hospitalar da instituição é a Cook Empreendimentos em Alimentação Coletiva Ltda., conhecida como Cook Brasil, de Belo Horizonte (MG). De acordo com o site da empresa, ela é especializada no fornecimento de refeições corporativas, empresariais e hospitalares.

Porém, ao que parece, este serviço de qualidade prometido pela empresa não está surtindo efeito no complexo do Humap. De acordo com Rosimeire Faccio, chefe do departamento de hotelaria da instituição, há denúncias que chegam à ouvidoria como temperatura inadequada e qualidade insatisfatória da refeição fornecida aos funcionários e pacientes.

“A equipe de fiscalização do Humap-UFMS abriu 12 processos sancionadores em desfavor à empresa Cook [Brasil] em razão ao não cumprimento de cláusulas contratuais. Além disso, há um termo de ajustamento de conduta [TAC] em desfavor à empresa Cook impetrado pela instituição, que fala sobre a inconformidades da prestação dos serviços de fornecimento de refeições”, disse à reportagem.

Diante deste cenário, o grupo fiscalizador das refeições, formada por nutricionistas, enfermeiras e assistentes administrativos, estão realizando visitas semanais à cozinha da empresa, a fim de verificar se estão sendo respeitados os critérios organolépticos, gastronômicos e higiênico-sanitários.

Além das visitas semanais, esta mesma equipe também faz a fiscalização das seis refeições diárias, que são o café da manhã, o lanche da manhã, o almoço, o lanche da tarde, o jantar e a ceia, dos quais todas devem atender as especificações dietéticas qualitativas e quantitativas contidas no Manual de Dietas do Humap.

Durante este período de reclamações e notificações, houve duas tentativas de processo licitatório para buscar uma nova empresa para realização do serviço, mas ambas resultaram em fracassadas “em virtude da não comprovação de documentação das licitantes”, conforme explica a chefe do setor de hotelaria do hospital.

Porém, há um novo processo licitatório em andamento, cuja abertura do certame está previsto para novembro. A tendência é que tenha prazo de vigência inicial de três anos e seja prorrogável até o limite de cinco anos. Ainda não foi confirmado o preço desse novo certame.

IMPEDIMENTO

O gerente administrativo do Humap-UFMS, Carlos Coimbra, afirmou ao Correio do Estado que, na penúltima notificação enviada, além do pedido de pagamento de multa, também solicitou que a Cook Brasil fosse impedida de participar da nova licitação.

Porém, a empresa judicializou e conseguiu uma liminar para que continuasse apta a participar da próxima disputa pelo serviço alimentício do hospital.

“Eles judicializaram e o juiz, liminarmente, deu para eles o direito de poder participar novamente do processo de licitação, só que o juiz também deu prazo para o hospital se manifestar, onde colocamos todos os nossos embasamentos. Então, talvez o juiz reveja a posição dele e determine o impedimento”, disse.

PROBLEMA ANTIGO

Em dezembro de 2019, quando já era responsável pelo fornecimento das refeições do Humap, a cozinha da Cook Brasil foi interditada por agentes da antiga Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Decco) por não possuir alvará de funcionamento.

Direitos Humanos

Ambiente de informação deve piorar no mundo, alertam especialistas

Maior ameaça é a falta de responsabilização das plataformas digitais

17/09/2026 21h00

Arquivo

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O ambiente de informação deverá se tornar pior no mundo no próximo ano. Essa é a análise feita por pesquisadores de 71 países em um relatório do Painel Internacional sobre o Ambiente da Informação divulgado esta semana. 

Entre maio e junho deste ano, o painel entrevistou 470 estudiosos e 76% deles estão pessimistas quanto à melhora no ambiente informacional.

Para a maioria dos pesquisadores entrevistados(78%), a maior ameaça à circulação de boas informações é a falta de responsabilização das plataformas digitais.

Em seguida, vem a desinformação (73%), a polarização (69%), o domínio de algumas plataformas de redes sociais (64%) e as chamadas “bolhas de filtro” ou “câmaras de eco” (53%), que é quando o usuário recebe apenas conteúdos que corroboram com seu ponto de vista.

Uso de Inteligência Artificial

O relatório também aponta que quase metade dos especialistas (47%) consideram a Inteligência Artificial (IA) generativa como uma ameaça ao ambiente informacional. Isso porque os resumos gerados por IA devem ajudar, cada vez mais, as pessoas a encontrar respostas rapidamente. 

O problema é que isso deve reduzir a utilização de sites de notícias e limitar a variedade de pontos de vista com os quais as pessoas se deparam.

Uma pesquisa do laboratório de ideias norte-americano Pew Research Center mostrou que, no início de 2026, 60% dos adultos nos Estados Unidos afirmaram que liam os resumos gerados por IA que agora aparecem no topo da maioria dos resultados de pesquisas.

Pressão e censura

Quase um terço dos especialistas entrevistados (60%) relataram que encontram dificuldades em seus países para encontrar informações importantes para pesquisas, já que grande parte dos dados são restritos. 

A pressão dos governos e empresas sobre investigações na área de informação também cresceram. Entre 2025 e 2026 a pressão para alinhar pesquisas à agenda dos governos subiu de 21% para 33% e a censura governamental de 11% para 23%.

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