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A energia do Tarô da semana entre 03 e 09 de agosto. Direcione a sua energia.

Como arcano regente da semana, a Força lembra que o verdadeiro poder nasce de dentro: cultive sua coragem, confie em si mesmo e direcione sua energia para aquilo que realmente faz sentido.

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A Força, Vênus em Libra e Mercúrio em Leão

É a primeira semana completa da temporada de Leão, e seguimos em frente com Mercúrio finalmente livre dos efeitos da retrogradação. Agora, a energia vibrante dessa fase pode ser vivida em todo o seu potencial.

A carta que se revelou como regente da semana foi a Força e dificilmente haveria um arcano mais apropriado para este momento. Afinal, a Força é a carta tradicionalmente associada ao signo de Leão e traduz com perfeição os temas que permeiam o cenário astrológico atual: coragem, autoconfiança, vitalidade, generosidade e a capacidade de liderar a própria vida com equilíbrio e serenidade.

A entrada de Vênus em Libra, no dia 6, favorece relações mais harmoniosas, acordos e reconciliações. Assim como a mulher da carta doma o leão com serenidade, este trânsito mostra que o verdadeiro poder está na diplomacia, na escuta e na capacidade de construir pontes sem abrir mão dos próprios limites. A Força ensina que harmonia não significa evitar conflitos, mas enfrentá-los com maturidade e respeito.

Já Mercúrio em Leão, a partir de 9 de agosto, amplia a criatividade, a confiança e a expressão das ideias. O momento favorece apresentações, negociações e projetos autorais, incentivando cada pessoa a dar voz ao próprio talento. A lição da Força, porém, é lembrar que a autoconfiança se torna ainda mais poderosa quando caminha ao lado da humildade e da sabedoria para ouvir diferentes perspectivas.

A Força: o verdadeiro poder nasce de dentro

À primeira vista, a mensagem da Força parece bastante evidente: ela fala sobre força. Mas não da força física ou da necessidade de dominar pela imposição. Seu verdadeiro significado está no poder que nasce do coração, da mente e do espírito.

A imagem clássica do arcano mostra uma mulher conduzindo um leão apenas com a delicadeza de suas mãos e a coragem de sua presença. Não há correntes, armas ou qualquer demonstração de violência — apenas serenidade, confiança e domínio emocional diante de um desafio que poderia parecer intimidador.

Acima de sua cabeça, o símbolo do infinito representa a fonte inesgotável de força interior que todos carregamos. Mesmo quando acreditamos ter chegado ao limite, A Força nos lembra que sempre existe uma reserva de coragem, resiliência e sabedoria capaz de nos ajudar a seguir em frente.

Este arcano também nos lembra que a maior vitória não acontece sobre o mundo, mas sobre nós mesmos. Ele simboliza a coragem silenciosa, a confiança interior e a capacidade de enfrentar os desafios da vida sem perder a delicadeza.

A verdadeira força não se impõe pela agressividade ou pelo controle, mas pela serenidade de quem conhece o próprio coração.

Fortaleza interior é algo que se constrói todos os dias. Assim como os músculos precisam ser exercitados para permanecer fortes, nossa coragem também precisa ser cultivada continuamente. Cada vez que escolhemos agir em nosso favor, mesmo diante do medo, da insegurança ou dos velhos padrões, fortalecemos quem realmente somos.

Pense por um instante: em que momento da sua vida você se sentiu mais forte? Talvez tenha sido quando precisou recomeçar, superar uma perda, enfrentar uma mudança ou acreditar em si mesmo quando ninguém mais acreditava. Essa pessoa continua existindo dentro de você. Às vezes apenas esquecemos disso.

Todos os dias somos convidados a olhar para nossas sombras, reconhecer nossas fragilidades e escolher, mais uma vez, agir de acordo com nossa essência. A força é uma prática diária, não um destino.

Também é importante compreender que a verdadeira transformação não nasce da culpa ou da vergonha. Mudanças duradouras acontecem quando escolhemos cuidar de nós mesmos com compaixão. Corrigir um comportamento porque nos amamos é muito mais poderoso do que fazê-lo apenas por medo ou autocensura.

Muitas vezes acreditamos que somos definidos pelos nossos erros, pelos nossos medos ou pelos hábitos que repetimos há anos. A Força nos lembra que isso não é verdade. Nenhum comportamento limita quem você realmente é.

Todos os dias existe uma nova oportunidade para fazer escolhas diferentes e conduzir sua vida com mais consciência.

Talvez o primeiro passo pareça difícil. Domar o “leão interior” exige persistência, paciência e confiança. Mas, com o tempo, aquilo que parecia impossível se transforma em uma nova forma de viver. A coragem deixa de ser um esforço e passa a fazer parte da sua natureza.

Nesta semana, escolha três atitudes que reforcem a sua força interior. Pode ser dizer “não” ao que já não faz sentido, confiar mais em si mesmo, abandonar um hábito que o enfraquece ou dar um passo em direção a um sonho adiado. Pequenas decisões, repetidas diariamente, constroem uma vida extraordinária.

A verdadeira força não está em dominar o mundo. Está em conduzir, com amor e consciência, o leão que habita dentro de nós.

A energia da Força nas áreas da vida

Amor

Nos relacionamentos, a carta da Força convida a substituir reações impulsivas por diálogo, empatia e maturidade emocional. Ela mostra que o amor verdadeiro não nasce da necessidade de controlar o outro, mas da capacidade de acolher, compreender e respeitar as diferenças.

Para quem está solteiro, o arcano sugere fortalecer o amor-próprio antes de buscar uma nova relação. Quanto mais você reconhece o seu valor, mais atrai conexões saudáveis e recíprocas.

A entrada de Vênus em Libra favorece a harmonia, o romance e a aproximação. Seu charme e magnetismo estarão em evidência, facilitando novas conexões e fortalecendo os laços existentes. Aproveite essa fase para viver o amor com mais leveza e equilíbrio.

Trabalho e Carreira

No campo profissional, a carta da Força favorece a perseverança, o equilíbrio e a liderança, mostrando que as maiores conquistas serão alcançadas por quem agir com inteligência emocional, estratégia e diplomacia.

Ao longo da semana, situações desafiadoras, mudanças inesperadas ou conversas delicadas poderão testar sua serenidade, mas manter a calma e confiar na própria capacidade fará toda a diferença.

Mais do que as palavras, será sua postura diante das adversidades que transmitirá segurança, fortalecerá sua credibilidade e abrirá caminho para novas oportunidades.

Dinheiro

Nas finanças, A Força fala sobre autocontrole e disciplina. É um excelente período para rever hábitos de consumo, organizar o orçamento e fazer escolhas conscientes pensando no futuro.

A prosperidade não surge apenas por grandes oportunidades, mas principalmente pela capacidade de administrar recursos com responsabilidade. Dominar os impulsos hoje é abrir espaço para uma estabilidade maior amanhã.

A mensagem da Força

A Força nos lembra que o maior poder não está em vencer batalhas externas, mas em conquistar a nós mesmos. Quando aprendemos a conduzir nossos medos, impulsos e inseguranças com serenidade, descobrimos uma coragem que ninguém pode tirar.

Afinal, como dizia Lao Tsé: "Quem vence os outros é forte; quem vence a si mesmo é invencível."

Todos os dias temos a oportunidade de escolher entre alimentar nossos limites ou fortalecer nosso potencial. Cada decisão tomada com consciência aproxima você da sua melhor versão.

Sob a energia da Força, pergunte a si mesmo: o que você precisa domar dentro de si para crescer, qual medo já não merece conduzir suas escolhas e que atitude pode tomar hoje para fortalecer sua vida, seus relacionamentos, sua carreira e sua prosperidade?

A verdadeira força não faz barulho. Ela se revela nas pequenas escolhas diárias, na persistência, na compaixão e na coragem de continuar caminhando, mesmo quando o caminho parece desafiador. É assim que, pouco a pouco, o leão interior deixa de ser um adversário e se torna um grande aliado.

Seja qual for a situação que esta semana traga, ela será um convite para reconhecer a sua própria força. Isso significa acreditar em si mesmo e confiar que você possui coragem, sabedoria e recursos para enfrentar até os maiores desafios.

Se a vida parecer colocar sua resistência à prova, encare esse momento como uma oportunidade de permanecer firme, preservar seu equilíbrio e não desistir diante das dificuldades. Em vez de “matar um leão por dia”, aprenda a amar o seu. Acontecimentos positivos também podem surgir para lembrar o quanto você cresceu e se tornou mais forte ao longo da sua jornada.

Em qualquer cenário, mantenha a confiança, enfrente seus medos com serenidade e siga em frente com dignidade e determinação. Nem sempre será possível controlar as circunstâncias ou as atitudes das outras pessoas, mas você sempre poderá confiar na sua capacidade de responder a cada desafio com coragem, equilíbrio e fidelidade a si mesmo.

Como diria Obi-Wan Kenobi, em Star Wars: "Que a Força esteja com você." Neste mês, essa mensagem ganha um significado especial: que a Força do Tarô inspire a força que existe dentro de você.

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o ator Caio Mutai

Ele vai do vampiro em fábula gótica à circulação internacional de "AYÔ"

03/10/2026 16h30

Caio Mutai vai do vampiro em fábula gótica à circulação internacional de

Caio Mutai vai do vampiro em fábula gótica à circulação internacional de "AYÔ" Foto: Fabio Audi

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Raspar as laterais do cabelo para acrescentar uma camada punkrock a um vampiro foi uma das últimas descobertas de Caio Mutai na construção de Yukun, personagem de “Furnas Fundas: Uma Fábula Gótica Brasileira”. Em cartaz nos cinemas desde 17 de setembro, o longa mostra uma das faces mais transformadas do ator, que, quase simultaneamente, viu outro trabalho atravessar fronteiras: “AYÔ” passou por festivais em Berlim e Nova York, ampliando a circulação internacional da produção.

Os dois projetos colocam Caio diante de registros e experiências bastante diferentes. Se em “Furnas Fundas” a construção de Yukun passou pela busca de um comportamento que transitasse do mais animalesco ao mais humano, além de uma transformação física descoberta também no próprio set, “AYÔ” apresenta outro momento de uma carreira que vem alternando cinema, séries e teatro.

Realizados anteriormente, os trabalhos ainda colocaram o ator diante de uma característica inevitável do audiovisual: o intervalo entre fazer e finalmente ver uma produção chegar ao público.

“Para uma pessoa ansiosa como eu (risos), é bom ocupar a cabeça com novos trabalhos. Acho que o melhor caminho que eu tenho pra poder lidar com essa espera é simplesmente não esperar. Entregar o meu trabalho e esquecer. O restante já não é trabalho meu: como vai lançar, quando, se alguém vai gostar ou não.”

A estratégia, admite, funciona melhor na teoria. “Embora eu acredite em tudo isso aí que falei, funciona mesmo? Mais ou menos (risos). Eu ainda fico extremamente na expectativa e sofro horrores, mas eu juro que tento.”

Em “Furnas Fundas”, Yukun representa uma das imagens mais diferentes que Caio já apresentou ao público. Segundo vilão de sua carreira, o vampiro nasceu de um processo que combinou referências que o ator já carregava, preparação corporal, improvisações e descobertas feitas durante as próprias filmagens.

“O que sempre esteve muito claro no roteiro era a relação dos três vampiros entre si. Como cada um era individualmente, fomos construindo ao longo da preparação. Eu sempre consumi filmes, livros e histórias sobre essa temática. Quando peguei o papel, também reli e revisitei muito material sobre.”

A preparação levou os atores a experimentar extremos antes de encontrar as particularidades de cada personagem.

“Na preparação, fomos de A a Z, do mais animalesco ao mais humano, experimentando no corpo todas as sensações que teríamos no filme, experimentando as cenas em improvisos e descobrindo as particularidades dessas relações e dessas personalidades.”

O ator Caio Mutai é a Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno, ele fala sobre estreias, carreia e planos.

Caio Mutai vai do vampiro em fábula gótica à circulação internacional de "AYÔ"O ator Caio Mutai é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Fabio Audi - Diagramação: Denis Felipe
Por: Flávia Viana

As descobertas continuaram no set, quando figurino, maquiagem, dentes e locação deram outra dimensão aos personagens. Foi também nesse momento que Caio sugeriu uma mudança no visual de Yukun.

“Inclusive visualmente, no primeiro dia de set, onde pude sugerir raspar as laterais do meu cabelo e me deixar com aquele visual punkrock. Yukun ganhou uma outra camada de estranheza.”

A possibilidade de experimentar universos e comportamentos diferentes é um dos aspectos que mais atraem Caio na profissão. Para ele, porém, o desafio não depende necessariamente de o personagem estar muito distante de quem ele é.

“Muitas coisas me divertem nesse ofício, mas acho que depende. Gosto dos desafios. Não posso negar que é realmente divertido poder explorar o que seriam sensações e sentimentos de um vampiro sedento por sangue ou um robô que começa a questionar as próprias diretrizes de sua criação, mas poder explorar os limites de uma psique mais próxima à minha também pode ser extremamente desafiador.”

Enquanto “Furnas Fundas” evidencia essa busca pela transformação, “AYÔ” vive outro tipo de expansão. A passagem por festivais em Berlim e Nova York colocou o projeto diante de novos públicos e profissionais, mas Caio evita transformar essa circulação em previsão sobre os próximos passos da carreira.

“Eu acredito, pautado em experiências próprias, que qualquer trabalho lançado, é trabalho visto. Sempre alguém importante pode te assistir, que vai lembrar de você, que vai te procurar mais pra frente e quem sabe te agraciar com um convite, um teste ou pelo menos uma indicação. Mas não acho que seja mensurável, não.”

A trajetória de Caio também inclui uma atuação pública em torno da representatividade amarela. Ele reconhece que assumir essa discussão pode fazer com que um artista passe a ser procurado repetidamente para falar sobre raça, mesmo quando deseja ser reconhecido por outras dimensões de seu trabalho.

“Com certeza, mas no final das contas penso que vale mais a pena levantar a bandeira do que a inércia. Se eu precisar ser a pessoa que vai ser procurada apenas por isso, sei que a próxima geração talvez não precise. De toda forma, adoraria me aproveitar das batalhas ganhas também.”

O ator afirma já ter enfrentado limitações profissionais relacionadas à sua origem e recorda um episódio ocorrido em 2015, quando havia sido escolhido para seu primeiro papel no audiovisual. O personagem seria um jovem que descobria a paixão pelo balé clássico, mas mudanças posteriores na trama fizeram com que a dança deixasse de fazer parte de sua história. Segundo Caio, ele acabou substituído porque não se encaixaria com os atores escolhidos para viver os pais do personagem.

“Sim, eu perdi meu primeiro papel numa novela exatamente por ser amarelo. E sabe o que é mais interessante? Sei que pelo menos dois personagens foram escolhidos a partir de ‘match’ comigo, mas ninguém foi trocado. Só eu.”

Para 2027, Caio já prepara novos lançamentos no audiovisual e também o retorno aos palcos em uma superprodução de teatro musical, a ser revelada em breve. E, quando pensa nos personagens que ainda gostaria de viver diante das cortinas, e não das câmeras, aparecem nomes como Jean Valjean, de “Les Misérables”, Phantom, de “O Fantasma da Ópera”, e Jesus e Judas, de “Jesus Christ Superstar”.

Já no audiovisual, o ator ainda quer avançar por territórios que experimentou pouco. “Tem muitos gêneros que eu gosto e pude experimentar pouco. Acho que para o cinema/séries eu ainda quero muito poder fazer algum vilão/serial killer/psicótico, como um Hannibal Lecter, Coringa e coisas nesse espectro. Também adoraria explorar mais o território do SCI-FI, Cyberpunk, robôs, IAs, como Blade Runner, THX, Matrix.”

Entre os trabalhos que agora encontram o público e os novos projetos que começam a se desenhar para 2027, Caio prefere não transformar cada lançamento em uma projeção sobre o próximo passo da carreira. “Prefiro celebrar o trabalho já realizado e continuar buscando os próximos. Um bom agente, boas relações e trabalhar bem. Não tem segredo.”

Caio Mutai vai do vampiro em fábula gótica à circulação internacional de "AYÔ"O ator Caio Mutai é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Fabio Audi - Diagramação: Denis Felipe
Por: Flávia Viana

 

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Conheça os sinais da fase sênior dos cães

O envelhecimento transforma a relação entre cães e suas famílias

03/10/2026 15h30

Conheça os sinais da fase sênior dos cães

Conheça os sinais da fase sênior dos cães Foto: Divulgação

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O focinho ficou grisalho, as horas de sono são mais longas, a dificuldade para subir no sofá ou a ausência na porta quando alguém chega são indícios que o pet já não é o mesmo de alguns anos atrás.

Para a psicóloga Juliana Sato, especialista em vínculo humano-animal e luto pet, a chegada do envehecimento também provoca mudanças na relação entre o cão e sua família. “Esse reconhecimento raramente é gradual. Ele costuma vir de repente, a partir de um detalhe. Nesse instante, a família entende que o tempo passou, e isso mexe com ela”, explica.

Observe mudanças de comportamento antes de atribuir tudo à idade

Na fase sênior, alguns cães ficam mais quietos e seletivos no contato, enquanto outros passam a procurar mais os tutores. Irritabilidade, ansiedade, isolamento e maior dependência também podem aparecer. Antes de interpretar essas mudanças como características da idade ou da personalidade, porém, é importante investigar suas causas.

“Chamamos de teimoso o cão que talvez não esteja ouvindo, de manhoso o que pode estar sentindo dor e de birrento o que está desorientado. Toda mudança nova de comportamento deve ser levada ao veterinário antes de virar traço de personalidade”, aponta Juliana.

Entenda que o vínculo muda, mas não precisa enfraquecer

Para a especialista, a chegada da velhice não significa necessariamente um enfraquecimento do vínculo. A relação apenas muda. O cão que durante anos acompanhou a família em passeios, brincadeiras e outras atividades pode passar a ter limitações, e os tutores precisam rever as expectativas.

“A família precisa deixar de esperar que o cão se adapte a ela e passar a se adaptar a ele. O cão não está ficando difícil, ele está vivendo com um corpo e uma percepção diferentes”, afirma.

Adapte a rotina sem deixar de lado os momentos de convivência

Horários mais previsíveis, móveis mantidos no mesmo lugar e um espaço tranquilo para descanso ajudam a dar segurança ao animal. Passeios e brincadeiras também podem continuar, respeitando seus limites e as orientações do veterinário.

“O passeio deixa de ser exercício e passa a ser presença, exploração, tempo de farejar sem pressa”, diz Juliana.

Conheça os sinais da fase sênior dos cãesConheça os sinais da fase sênior dos cães - Divulgação

Observe e registre alterações para levar ao veterinário

O acompanhamento veterinário é fundamental nessa etapa, mas a família também tem um papel importante na prevenção. Observar mudanças no sono, no apetite, no humor e nos hábitos e levar essas informações para as consultas ajuda a identificar alterações que nem sempre são percebidas de imediato.

Olhe também para quem cuida

Outro ponto pouco discutido é a preparação emocional dos tutores. O envelhecimento pode trazer um chamado luto antecipatório, quando a família começa a sentir a perda do cão que ele era, mesmo com o animal ainda presente. O cansaço de quem cuida, as preocupações e até a culpa por sentir irritação também podem fazer parte desse processo.

“Quem cuida também precisa de espaço para falar do que sente, inclusive do cansaço e da tristeza”, afirma Juliana.

Preserve a autonomia e os rituais do cão

Para preservar a qualidade de vida e o vínculo, a orientação é respeitar a autonomia do animal sempre que possível, permitindo que ele faça escolhas, mantenha seus rituais e continue participando da rotina da família, ainda que de outra maneira.

Quando o assunto é fim de vida, conversar com o veterinário antes de uma situação de crise também pode ajudar a família a tomar decisões com mais tranquilidade.

“Essa conversa não antecipa a morte. Ela protege o tempo que ainda resta”, conclui Juliana.

 

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