Cidades

Vacinação

Sistema de controle de vacinação será lançado pelo Governo do Estado para evitar "fura filas"

Vacinômetro é o nome da ferramenta online que coletará os dados de todos os vacinados para que não ocorra fraudes

Continue lendo...

O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul lançará ainda esta semana o Vacinômetro, ferramenta para auxiliar na transparência das vacinações contra Covid-19 no Estado.

Em fase de teste, o banco de dados disponibilizará informações como o número de vacinados por município e estado, total de vacinas recebidas, aplicação das doses por grupos prioritários. 

Últimas Notícias

Além de livre acesso para todos que queiram acompanhar o plano de imunização sendo executado no Estado.  

A iniciativa visa o controle dos imunizantes enviados para o Estado pelo Governo Federal, para que não haja fraude no processo de imunização da população, evitando os famosos "fura filas". 

O mecanismo de controle estará disponível no Painel Mais Saúde, aonde se encontram outras ferramentas desenvolvidas pela Coordenadoria de Tecnologia da Informação (CTEC) da Secretária de Estado de Saúde (SES), para o combate da pandemia do novo coronavírus

Segundo o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, a população poderá acompanhar a situação quanto a imunização em cada município e do Estado todo.  

Para o secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Corrêa Riedel, a transparência tem papel fundamental na garantia do acesso à informação e a ampliação da participação popular. 

“Da mesma maneira que somos transparentes sobre o número de contaminados, taxa de ocupação dos leitos, seremos em relação à vacina. As informações têm que estar disponíveis ao cidadão para que ele saiba a respeito do número de vacinados, as prioridades do momento e quantidade de vacinas entregues aos municípios”.

Ajustes

Em fase de testes, o coordenador de Tecnologia da SES, Marcos Espíndola de Freitas, explica que informações encaminhadas por municípios tem sido coletadas para que sistema de informação seja seguro.  

“Estamos colhendo as informações enviadas pelos municípios vacinadores que serão úteis para a publicação. Os dados estão sendo tabulados e conferidos, ainda é preciso ter muita cautela para fazer essa conferência e fazer a recepção destas informações. Nós queremos garantir que a publicação seja a mais fidedigna possível”, pontuou.  

De primeiro momento o sistema vai contar com metas que foram estabelecidas pelo ministério da Saúde e as doses aplicadas pelas cidades, informa Marcos.  

Sistema Nacional

Uma segunda versão está em construção de forma simultânea, que pode entrar em operação até a semana que vem informa o coordenador de tecnologia, que possibilitará acessoa aos dados nacionais dos vacinados.  

“Nesta, nós teremos acesso à conexão do sistema nacional que está em fase de testes pelo Ministério da Saúde, onde será possível saber quem vacinou, qual dose recebida, quando e onde foi vacinado. Teremos acesso direto aos bancos de dados do sistema federal, com atualizações em tempo real”.

Governo do Estado junto ao MP investigam políticos

O prefeito de Nioaque, Valdir Couto de Souza Júnior (PSDB), está sendo investigado pelo Ministério Público Estadual (MPMS) após ser flagrado em imagens em que ele aparece recebendo a primeira dose da vacina contra a Covid-19. 

Segundo o Plano Nacional de Imunização (PNI), nessa primeira fase são prioritários: profissionais da saúde, idosos acima de 75 anos, acima de 60 que estão em instituições (asilos) e indígenas.  

Em sua alegação, o prefeito que também é dentista, afirmou que faz parte da área da saúde e, por esse motivo, tinha direito ao imunizante nessa primeira fase. 

Além disso, afirmou que está na linha de frente do combate à doença, já que pertence à comissão da Vigilância Sanitária que elabora medidas para o enfrentamento da pandemia.  

Assine o Correio do Estado

Feminicídio

Fardada, subtenente da PM é encontrada morta em casa com tiro no pescoço

O namorado da vítima, de 50 anos, foi preso e a polícia investiga o crime como feminicídio

06/04/2026 17h00

Marlene de Brito Rodrigues estava há 37 anos na Polícia Militar de MS

Marlene de Brito Rodrigues estava há 37 anos na Polícia Militar de MS Reprodução/Redes Sociais

Continue Lendo...

A subtenente da Polícia Militar, Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, foi encontrada morta dentro de casa no final desta segunda-feira (6), no bairro Estrela D’alva, em Campo Grande. 

A policial estava fardada e a polícia investiga o crime como um possível feminicídio. O principal suspeito é o namorado da vítima, Gilberto Jarson, de 50 anos. 

De acordo com as investigações, o casal se relacionava há um ano e quatro meses e morava na mesma casa há dois meses. 

Vizinhos relataram que Gilberto saiu para buscar Marlene no trabalho no fim da manhã. Ao retornarem, por volta das 11h30, foi ouvido um disparo. O vizinho do casal, que também é policial, pulou o muro da casa e viu Gilberto com a arma na mão. 

O namorado afirmou que Marlene havia cometido suicídio, relato que apresentou contradições quando contado à polícia. 

A mulher foi encontrada caída, fardada, com uma marca de tiro na região do pescoço. Marlene atuava na Ajudância Geral, no Comando Militar, e estava há 37 anos na Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Ela se formou na terceira turma de soldados femininos do Estado.

Se confirmado como feminicídio, Marlene se torna a 9ª vítima do crime em 2026 em Mato Grosso do Sul e a primeira vítima em Campo Grande. 

Em nota, a Polícia Militar do Estado lamentou a morte da subtenente e prestou solidariedades à família. 

“Diante da gravidade do ocorrido, a PMMS solicita encarecidamente o respeito à dor da família. Pedimos que seja preservada a privacidade dos entes queridos e que se evite a propagação de informações não confirmadas ou imagens que possam ampliar o sofrimento dos familiares. Informamos que as circunstâncias que envolveram o óbito ainda estão sendo devidamente apuradas. A Corporação, por meio de seus setores competentes, está acompanhando o caso de perto para que todos os fatos sejam esclarecidos com a precisão e a seriedade necessárias”, afirmou um trecho. 

Feminicídios em 2026

primeiro feminicídio de 2026 em Mato Grosso do Sul ocorreu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, em Bela Vista. A vítima, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que em seguida tirou a própria vida.

Em 24 de janeiro, a aposentada Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada a pauladas pelo marido em Corumbá.

Em 22 de fevereiro, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi morta a facadas em Coxim. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 22 anos.

No dia 25 de fevereiro, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada em Três Lagoas. O autor do crime foi o namorado da jovem, Wellington Patrezi, que procurou a polícia e confessou o feminicídio.

No início da manhã do dia 7 de março, em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande, Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta em casa, na Rua Professora Cleusa Batista. O principal suspeito é o marido da vítima, Edson Campos Delgado, que acabou preso.

Inicialmente, Edson disse às autoridades que havia encontrado a esposa sem vida e levantou a hipótese de suicídio. No entanto, durante as investigações, confessou ter asfixiado a mulher.

Também no dia 6 de março morreu Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, que estava internada após ser brutalmente agredida pelo marido em Três Lagoas.

Ela foi atacada com golpes de marreta no dia 3 de março. Após o crime, foi socorrida e transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

Em 8 de março, Ereni Benites, de 44 anos, foi o sétimo feminicídio. Morta carbonizada no dia internacional da mulher pelo ex-companheiro.

Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, foi o 8º caso de feminicídio do Estado, e interrompeu 15 dias sem registros do crime. Ela foi encontrada morta em Selvíria, interior do Estado, a menos de 400 quilômetros de Campo Grande. 

Maurício da Silva, sobrinho da vítima, confessou que matou a tia após uma discussão com vários golpes aplicados com instrumentos contundentes na cabeça da vítima, entre quais foram usados uma panela e uma maquita. 

 

Assine o Correio do Estado


 

Contaminação

Anvisa proíbe 52 lotes de suplemento por risco de salmonella

Produto com moringa é alvo de alerta após contaminação resistente a antibióticos; agência lista números dos lotes e orienta não consumir

06/04/2026 16h56

Reprodução

Continue Lendo...

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu 52 lotes do suplemento alimentar Dietary Supplement Rosabella Moringa Capsules, após alerta de risco de contaminação por bactéria Salmonella resistente a antibióticos.

O produto é fabricado pela empresa Ambrosia Brands e contém a planta Moringa oleifera, cujo uso em alimentos já é proibido no Brasil desde 2019.

Segundo a Anvisa, o suplemento está envolvido em um surto nos Estados Unidos com uma cepa resistente, o que pode dificultar o tratamento em casos graves. A salmonelose costuma provocar diarreia, febre e cólicas abdominais entre 12 e 72 horas após a ingestão, com maior risco para crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade. Em situações mais severas, podem ocorrer complicações como endocardite e artrite.

Mesmo sem registro no Brasil, a agência identificou anúncios do produto em plataformas de e-commerce com possibilidade de importação direta por consumidores. A medida tem caráter preventivo e impede importação, comercialização, distribuição e uso dos lotes listados. A Anvisa também alerta que produtos à base de moringa são frequentemente divulgados com promessas de cura para doenças, o que é proibido e irregular.

Lotes proibidos pela Anvisa

Lotes 5020*

5020591, 5020592, 5020593, 5020594, 5020595, 5020596

Lotes 5030*

5030246, 5030247, 5030248, 5030249, 5030250, 5030251

Lotes 5040*

5040270, 5040271, 5040272, 5040273, 5040274, 5040275, 5040276, 5040277, 5040278, 5040279

Lotes 5050*

5050053, 5050054, 5050055, 5050056

Lotes 5060*

5060069, 5060070, 5060071, 5060072, 5060073, 5060074, 5060075, 5060076, 5060077, 5060078, 5060079, 5060080

Lotes 5080*

5080084, 5080085, 5080086

Lotes 5090*

5090107, 5090108, 5090109, 5090113, 5090114, 5090115, 5090116, 5090117, 5090118

Lotes 5100*

5100039, 5100048

A recomendação é que consumidores não adquiram o suplemento e suspendam imediatamente o uso caso tenham algum dos lotes listados. Denúncias podem ser feitas às vigilâncias sanitárias locais ou diretamente à Anvisa.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).