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Grand Cherokee versão diesel está mais off road ainda

Grand Cherokee versão diesel está mais off road ainda

GABRIEL MAYMONE, DE CAMPOS DO JORDÃO

23/04/2014 - 23h30
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Com mais de 5 milhões de unidades vendidas em todo o mundo desde quando foi lançada em 1992, a Grand Cherokee mudou muito e continua evoluindo para se adaptar às novas tecnologias e continuar conquistando mais pessoas. Para manter seu modelo SUV competitivo, a Jeep lançou no começo deste ano a nova versão da Grand Cherokee, com motor a gasolina. Nesta quarta-feira (23), o utilitário esportivo sonho de consumo de muitos na década de 90 chega à versão Turbo Diesel, apenas na versão Limited, a mais completa. O preço é de R$ 239.900. 

O lançamento da Jeep tem seis cilindros dispostos em duas bancadas em V a 60° e desenvolve a potência de 241 cv a 4.000 rpm e torque de 56 kgfm de 1.800 a 2.800 rpm. O desempenho é excelente, com aceleração de 0 a 100 km/h em 8,2 segundos e velocidade máxima de 202 km/h.

Entre a extensa lista de itens, podemos destacar: nova transmissão automática de oito marchas, 4x4 full-time Quadra-Trac II, novos faróis de duplo xenônio, quadro de instrumentos em TFT de 7”, tela central multimídia de 8,4” com navegador GPS, leitor de Blu-ray e duas telas traseiras de alta definição atrás dos encostos traseiros.

A mudança de seis (versão antiga) para oito marchas proporcionou uma economia de 10% no consumo de combustível do veículo. Segundo a Jeep, a Grand Cherokee diesel tem autonomia média de 13,4 km/l na estrada e de 9,7 km/l na cidade.

 

 

 

 

 

 

.Alguns outros itens chamam atenção como air bag de joelho para o motorista, configuração na chave para até dois motoristas (quando liga o carro ajusta as definições pré-programadas), tampa traseira elétrica (anti-esmagamento) e um sistema que, quando o motorista aciona a ré para fazer uma manobra, a tela display do painel exibe a câmera traseira com um traçado do percurso que o carro vai fazer, conforme o condutor vira o volante.

A Jeep é conhecida pelos modelos que fazem o estilo de aventura com luxo e requinte. Este é o caso da Grand Cherokee, um SUV que oferece o máximo de conforto que pode se esperar de um veículo neste patamar com toda a potência e agilidade de um 4x4 off Road

Nas trilhas da serra
Para testarmos melhor o utilitário, a Jeep levou um grupo de jornalistas para Campos do Jordão, onde pudemos nos aventurar nas trilhas do Pico do Imbiri, um dos pontos mais altos da estância turística. É uma subida de 1862 metros em uma estrada de terra muito íngreme e com muitos obstáculos.

          

A tração 4x4 full time facilitou o começo da subida, porém, quando a trilha começou a exigir mais, foi necessário ativar a função de tração reduzida, onde também é possível selecionar o tipo do terreno: sand (areia), mud (lama), snow (neve) e rock (pedra). No caso, selecionamos o modo rock e seguimos a subida tranquilamente. Ao ativar a tração reduzida, o carro ganha muito mais força e, mesmo em uma ladeira, conseguimos subir sem precisar exigir muito do motor 3.0 V6 com 241 cv.

Detalhe é que mesmo com tantas opções, os botões ficam localizados próximos ao motorista, sem precisar se esticar para ativá-los.

Depois de alcançarmos o ponto mais alto e sermos privilegiados com uma vista maravilhosa da região, tivemos que enfrentar a descida. Também há um recurso no carro que facilitou muito esse momento, o HDC. É um mecanismo em que o motorista não faz nada. Isso mesmo, o carro desce sozinho. O condutor controla a velocidade pelas ‘borboletas’ de câmbio no volante. O sistema é desativado ao pisar no freio ou acelerador.

Perfil
Apesar do espírito aventureiro, segundo o diretor de marketing da Jeep, Adriano Resende, o principal cliente da Grand Cherokee são pessoas casadas, com mais de 40 anos e com filhos. O gênero é dividido 50% entre mulheres e homens.

A Grand Cherokee turbodiesel chegará até o fim deste mês nas 42 concessionárias Jeep do país.

MEIO AMBIENTE

Às vésperas do fim do veto, governo inicia estudos sobre pesca do dourado em MS

A cinco meses do fim da proibição, Imasul libera pesquisadores para capturar exemplares da espécie e reunir dados que poderão fundamentar a continuidade da restrição

23/10/2026 12h00

Proibida desde 2019, a pesca do dourado em Mato Grosso do Sul poderá ter futuro definido com base em estudos científicos que devem ser apresentados até fevereiro de 2027

Proibida desde 2019, a pesca do dourado em Mato Grosso do Sul poderá ter futuro definido com base em estudos científicos que devem ser apresentados até fevereiro de 2027 Edemir Rodrigues / SecomMS

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Depois de quase oito anos de proibição da pesca do dourado em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado autorizou a captura de exemplares da espécie para pesquisas científicas que poderão embasar a manutenção do veto. A medida foi oficializada por meio de portaria do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), publicada no Diário Oficial do Estado, nesta sexta-feira (23), a pouco mais de cinco meses do encerramento da restrição, previsto para março de 2027. 

A autorização ocorre em meio à proximidade do prazo para apresentação dos estudos técnicos que deverão orientar a decisão sobre o futuro da pesca do dourado nos rios sul-mato-grossenses. Embora a proibição esteja em vigor desde 2019, a legislação estabelece a necessidade de levantamentos científicos e econômicos para justificar uma eventual prorrogação.

A Portaria Imasul nº 1.767, assinada na quinta-feira (22), permite a captura, o manejo e o transporte de exemplares do dourado (Salminus brasiliensis) exclusivamente para fins científicos. Os trabalhos integram o projeto interinstitucional "Estado da arte Dourado - Salminus brasiliensis em Mato Grosso do Sul”, desenvolvido por instituições de pesquisa e universidades.

A liberação busca complementar a coleta de dados nas bacias do Alto Paraguai e do Paraná, com foco na avaliação da biologia, da pesca e da dinâmica populacional da espécie. Entre os levantamentos previstos está a análise da estrutura etária dos dourados, que permite estudar a composição por idade dos exemplares encontrados nos rios.

Para isso, os pesquisadores poderão capturar peixes e coletar escamas, otólitos e outros materiais biológicos necessários às análises laboratoriais. A portaria também permite o sacrifício de exemplares, desde que limitado à quantidade estritamente necessária para a execução da pesquisa. 

A autorização não representa a liberação da pesca comercial ou recreativa do dourado. A captura continua restrita às equipes científicas vinculadas ao projeto, que deverão seguir as condições estabelecidas pelo órgão ambiental.

A legislação que impede a pesca do dourado foi instituída em janeiro de 2019, durante o governo de Reinaldo Azambuja, com a proposta de proteger a espécie e contribuir para a recuperação de suas populações nos rios de Mato Grosso do Sul.

Inicialmente prevista para durar cinco anos, a restrição foi prorrogada posteriormente, chegando ao prazo atual de 31 de março de 2027. 

A Lei Estadual nº 6.390, sancionada em março de 2025, estabeleceu que estudos técnico-científicos e econômicos devem subsidiar a discussão sobre a continuidade ou suspensão do veto.

Pesquisa reúne sete instituições

A execução dos trabalhos está vinculada ao Termo de Cooperação Técnica nº 001/2025, firmado entre a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), o Imasul, a Embrapa Pantanal, a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e a Universidade Estadual de Maringá (UEM), por meio do Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura (Nupélia).

As atividades serão desenvolvidas por equipes coordenadas por Agostinho Carlos Catella, da Embrapa Pantanal; Cristiane Fátima Meldau de Campos Amaral, Yzel Rondon Suarez e Elaine Antoniassi Luiz Kashiwaqui, da UEMS; Anderson Ferreira, da UFGD; Maria José Alencar Vieira, da UFMS; e Diego Corrêa Alves, da UEM.

A pesquisa deverá abranger as bacias do Alto Paraguai e do Alto Paraná, dentro do território sul-mato-grossense.

Conforme a portaria, os pesquisadores deverão apresentar resultados parciais e um relatório final ao Imasul, seguindo o cronograma previsto no termo de cooperação. A autorização permanecerá válida até o encerramento do acordo ou de eventuais prorrogações.

O documento também dispensa as equipes vinculadas ao projeto da emissão de autorizações individuais para o manejo dos peixes, desde que sejam cumpridas as exigências estabelecidas pelo órgão ambiental.

CLIMA

MS terá onda de calor no próximo trimestre causada pelo El Niño

O atual período registra forte aquecimento diurno, gera instabilidade e favorece as tempestades severas de curta duração com chuvas intensas

23/10/2026 11h30

A recomendação é reforçar a hidratação ao longo do dia, evitar exposição direta ao sol nos horários mais quentes, especialmente entre o fim da manhã e o meio da tarde

A recomendação é reforçar a hidratação ao longo do dia, evitar exposição direta ao sol nos horários mais quentes, especialmente entre o fim da manhã e o meio da tarde Gerson Oliveira

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O El Niño tem previsão de causar uma onda de calor e mudar os padrões de chuva em Mato Grosso do Sul. De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), há tendência de precipitação com acumulados acima da média histórica no Estado, acompanhada por temperaturas elevadas e risco de ondas de calor.

O atual período registra forte aquecimento diurno, gera instabilidade e favorece as tempestades severas de curta duração com chuvas intensas, vendavais, raios e queda de granizo.

Valesca Fernandes, meteorologista e coordenadora do Cemtec, explica que apesar da tendência de precipitações acima da média, é importante destacar que essa condição não deverá ocorrer de forma homogênea em todo o Estado.

“Mato Grosso do Sul está inserido em uma zona de transição climática, apresentando elevada variabilidade espacial e temporal das condições atmosféricas, principalmente de precipitação. O trimestre, entre novembro e janeiro, tem tendência de chuvas acima da média, mas podem ocorrer períodos de estiagem, distribuição irregular, diferenças significativas entre regiões e municípios”.

O próximo trimestre também tem previsão de ser mais quente do que o normal, com temperaturas acima da média histórica, com permanência do El Niño e deve atingir uma categoria muito forte.

Episódios de calor intenso, associado a tendência geral de precipitações acima da média histórica em MS, além da variação típica do Estado, indicam que os períodos chuvosos podem ocorrer de maneira irregular.

“Embora o Estado já tenha registrado algumas ondas de calor e episódios de temperaturas acima da média histórica, o cenário atual difere de 2023 e 2024, quando sob o domínio de El Niño forte, ocorreu um intenso aquecimento acompanhado por expressivo déficit pluviométrico, criando um ambiente extremamente propício à propagação de grandes queimadas”, disse Valesca Fernandes.

 

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