Convivendo com duas greves municipais, a dos professores e dos médicos, o prefeito Gilmar Olarte (PP) disse, nesta segunda-feira (17), que a dificuldade em acabar com as paralisações está ligada a “alguns segmentos da classe politizando os problemas”.
Há mais de dois meses, os professores da rede municipal paralisaram as atividades em protesto ao não cumprimento de lei que prevê reajuste de 13,01% do piso salarial. Os médicos, que chegaram a entrar em greve no mês de junho, reiniciaram a paralisação no último sábado (15) depois de corte de plantões e gratificações.
Sem conseguir negociar com os grevistas, Olarte disse, em agenda pública na manhã de hoje, que vai tomar providências nesta semana com objetivo de acabar com a greve dos médicos.
“Nós sentamos na semana passada e chegamos a entendimento com o sindicato. Alguns médicos na assembleia não aceitaram, mas 90% do que pediram para nós na semana passada foi cumprido. O resto será cumprido essa semana”, disse Olarte.
Sobre a paralisação dos professores, o prefeito afirmou que continuará com o diálogo com a categoria, mas que há intolerância e incompreensão por parte dos grevistas em relação ao momento financeiro do país.
“A gente nota da parte dos sindicatos uma vontade real de resolver os problemas, mas o que a gente encontra é alguns segmentos da classe politizando os problemas e a transformando em plataforma eleitoral antes da hora. Isso prejudica a cidade”, disse Olarte.

