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Grupo de Escolta, Segurança e Proteção para Uneis seguirá modelo paranaense

Grupo de Escolta, Segurança e Proteção para Uneis seguirá modelo paranaense

NOTÍCIAS MS

28/11/2010 - 12h05
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O Grupo de Escolta, Segurança e Proteção que será criado para atuar junto aos adolescentes das Unidades Educacionais de Internação (Uneis) será baseado em um modelo paranaense que já é desenvolvido desde 2006 pelo Instituto de Ação Social do Paraná.

De acordo com o superintendente de Assistência Socioeducativa, Hilton Villasanti, a criação de um grupo especializado em escolta e na gerência de crises era avaliada desde o primeiro semestre de 2009 visto que diversas ocorrências envolvendo o deslocamento dos adolescentes justificavam uma ação especializada.

Villasanti afirma a importância do grupo porque especializa e capacita os agentes das unidades para atuar em situações consideradas especiais e excepcionais. “Serão formados de 20 a 25 agentes, entre homens e mulheres, um ou dois de cada unidade que irão compor o Grupo de Escolta, Segurança e Proteção”, explica o superintendente.

A escolha dos servidores irá obedecer critérios específicos, como preparo físico por exemplo. O curso oferecido dará aos agentes noções mais aprofundadas sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) e formas de negociação, entre outros temas importantes para a especialização do novo grupo que vai se formar.

“Este grupo será criado e subordinado diretamente à Coordenadoria de Segurança, Guarda e Proteção da superintendência”, esclarece Villasanti. Os servidores que compuserem o grupo irão se dedicar exclusivamente à atividade específica.

Conforme o superintendente, o foco principal das Uneis são medidas socioeducativas, ou seja, ênfase na educação. “Nossa missão é educacional”, reforça. Por isso a criação do grupo concentra os casos especiais e excepcionais para estes agentes que serão capacitados. “Segurança é item principal, tanto para os adolescentes quanto para os nossos servidores. Como instituição temos que promover ações para diminuir os riscos”, observa.

O superintendente explica que todos os dias cada unidade tem adolescentes encaminhados para audiências no fórum ou para atendimento médico. “Então nós temos um veículo com adolescentes saindo todos os dias de cada Unei. Isso facilita fugas”, diz. “Com o grupo, apenas uma viatura vai percorrer as unidades para fazer o transporte mais seguro dos jovens. Isso dá mais segurança e também representa economia”, justifica.

Modelo

A experiência paranaense na qual se baseia a criação do Grupo de Escolta, Segurança e Proteção, pontua cada tipo de ocorrência que pode vir a acontecer em uma unidade e aponta quais as orientações para as situações. Os tópicos apresentam a definição das ocorrências, quais as providências cabíveis e mostra as regras para a ação durante o caso excepcional.

O gerenciamento de crises também é amplamente explicado no modelo já colocado em prática e também são indicadas nas situações limite para o uso da força. “Não estamos reinventando a roda, estamos nos baseando em um modelo que deu certo e agora vamos aplicar nas medidas socioeducativas em Mato Grosso do Sul”, diz o superintendente Villasanti.

Resolução

A resolução da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) que cria o grupo especifica: ele será formado por servidores dos quadros da Superintendência de Assistência Socioeducativa, previamente selecionados e capacitados para essa atividade.

O transporte e a condução de adolescentes internados, quando em deslocamento externo, serão realizados em veículo próprio da Instituição com a devida escolta, observando-se sempre o perfil do adolescente, a graduação do risco e a segurança necessária.

O Grupo de Escolta deve atuar também no gerenciamento, contenção e restabelecimento da ordem em situações de crises dentro da Unidade envolvendo adolescente e terceiros, podendo contar, quando necessário, com o apoio de outras instituições especializadas. O equipamento utilizado pelo grupo será composto de armas não letais de proteção e contenção.

NOVOS TITULARES

Adriane troca comando de pastas e anuncia três novos secretários para Campo Grande

Ulisses da Silva Rocha assume a pasta da Segov; Marcelo Luiz Brandão Vilela é o novo titular da Sesau; e Isaac José Araújo substitui Márcia Hokama na Secretaria de Fazenda

08/01/2026 19h15

Ulisses da Silva Rocha (Governo), Isaac José Araújo (Fazenda) e Marcelo Luiz Brandão Vilela (Saúde)

Ulisses da Silva Rocha (Governo), Isaac José Araújo (Fazenda) e Marcelo Luiz Brandão Vilela (Saúde) Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Na tarde desta quinta-feira (8), a prefeita Adriane Lopes (PP) empossou, oficialmente, três novos secretários. São eles: Ulisses da Silva Rocha (Governo), Isaac José Araújo (Fazenda) e Marcelo Luiz Brandão Vilela (Saúde). Durante a posse dos titulares, a senadora Tereza Cristina destacou a liberação de R$ 20 milhões para a compra de medicamentos e cerca de R$ 90 milhões para a execução do viaduto da “Coca-Cola”.

Ulisses da Silva Rocha assumiu a Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov). O advogado, que já ocupa o cargo desde novembro do ano passado, continuará coordenando a pasta, com o objetivo de dialogar com a Câmara. Ele esteve presente nos últimos debates que envolveram a questão do aumento no IPTU.

Rocha entrou no lugar de Youssif Assis Domingos, que ocupou o cargo por apenas 10 meses e pediu para ser exonerado, alegando motivos pessoais e familiares. 

Para a Secretaria Municipal de Fazenda e Planejamento (Sefaz), foi empossado Isaac José Araújo, que estava no cargo de secretário adjunto. Em meio aas polêmicas financeiras da Capital, ele assume a vaga que era de Márcia Hokama, a qual estava afastada, com atestado médico por questões de saúde mental desde o dia 25 de novembro.

Ao Correio do Estado, Hokama confirmou que deixou a titularidade da Sefaz à pedido, em uma decisão própria previamente alinhada diretamente com a prefeita Adriane Lopes.

Já na Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), o comando agora é do médico urologista Marcelo Luiz Brandão Vilela, que já ocupou o cargo anteriormente, entre os anos de 2017 e 2019, na gestão de Marquinhos Trad.

Quatro meses após a queda da então secretária municipal de Saúde, Rosana Leite de Melo, Adriane anunciou Marcelo como novo titular da pasta antes de virar o ano, no dia 30 de dezembro.

Desde o início de setembro, a pasta vinha sendo administrada por um comitê intergestor, criado após a exoneração de Rosana. À época, a mudança ocorreu em meio a uma série de reclamações da população sobre a prestação dos serviços de saúde na Capital.

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Anvisa apreende lote falsificado de Mounjaro e recolhe remédios por embalagens trocadas

A agência também suspendeu a comercialização de outros quatro medicamentos por irregularidades semelhantes e venda em embalagens trocadas

08/01/2026 19h00

Mounjaro

Mounjaro Reprodução

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Em ação fiscal, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na última quarta-feira, 7, a apreensão de um lote falsificado do medicamento Mounjaro (cujo princípio ativo é a tirzepatida), utilizado no tratamento da obesidade e do diabetes.

Além desse produto, a agência também suspendeu a comercialização de outros quatro medicamentos por irregularidades semelhantes e venda em embalagens trocadas.

O lote D838878 do Mounjaro não foi reconhecido pela fabricante Eli Lilly em comunicado à Anvisa. Segundo a agência, o lote está proibido de ser comercializado, distribuído e utilizado. O remédio frequentemente é alvo de falsificações e, para ajudar a identificá-las, a farmacêutica até lançou uma ferramenta virtual

Outro medicamento falsificado suspenso pela agência é o Imbruvica, utilizado no tratamento de cânceres do sangue, como leucemia, linfoma e mieloma. Os lotes NIS7G01, NJS7J00 e PJS0B00 do produto devem ser apreendidos e estão proibidos de ser comercializados, distribuídos e utilizados. A fabricante Janssen-Cilag informou à Anvisa que não produziu esses lotes e que o registro do fármaco em cápsulas foi cancelado.

Também foi alvo da ação fiscal o Voranigo, indicado para o tratamento de tumores cerebrais. O lote FM13L62 teve apreensão e proibição determinadas, ficando impedido de ser armazenado, comercializado, distribuído, fabricado, importado, divulgado e utilizado, uma vez que a empresa Laboratórios Servier do Brasil declarou desconhecer a origem do produto.

Medicamentos com embalagens trocadas

A Anvisa também determinou o recolhimento e a suspensão da comercialização, distribuição e uso de dois medicamentos em razão de troca de embalagens.

O primeiro é o Pantoprazol Sódico Sesqui-Hidratado 40 mg, indicado para o tratamento de problemas gastrointestinais. O lote OA3169 foi identificado com conteúdo trocado por hidroclorotiazida 25 mg, medicamento utilizado contra a hipertensão. A irregularidade foi comunicada à Anvisa pela MedQuímica, fabricante de ambos os fármacos, que iniciou o recolhimento voluntário.

Outro produto recolhido é o antialérgico Alektos 20 mg, da Cosmed. O lote 569889 teve a embalagem trocada pela do medicamento Nesina, um antidiabético. A própria empresa comunicou à Anvisa o recolhimento voluntário do lote.

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