Economia

CAMPO GRANDE

Prefeitura descarta recuar do aumento do IPTU e da taxa do lixo

Representantes do município vão tentar explicar alta no valor cobrado hoje; Câmara ameaça suspender cobrança

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Apesar da forte pressão exercida por vereadores, instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), o Conselho Regional dos Corretores de Imóveis da 14ª Região (Creci-MS) e entidades de lojistas, a gestão da prefeita Adriane Lopes (PP) não dá sinais de que vai ceder no aumento dos valores dos carnês do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de Campo Grande.

Esta terça-feira deve ser decisiva para os próximos passos a serem dados pelo município, de um lado, e por vereadores e instituições, de outro, que prometem agir caso nenhuma medida seja tomada.

Às 10h, a comissão de vereadores criada para analisar o aumento do IPTU, liderada por Rafael Tavares, receberá o diretor-executivo da Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz), Ricardo Vieira, que vai explicar os motivos do aumento no valor dos carnês.

O curioso é que o projeto de lei que permitiu o aumento no valor cobrado nos carnês deste ano foi aprovado pela Câmara Municipal de Campo Grande em outubro do ano passado: a mudança do Perfil Socioeconômico Imobiliário (Psei) dos imóveis de Campo Grande.

O novo mapa, que leva em consideração critérios como atualização dos valores dos imóveis e das plantas, serviços oferecidos no bairro, entre outros itens, elevou o valor de avaliação dos imóveis e fez disparar a taxa do lixo – cobrada de forma casada no IPTU – para alguns bairros.

Ontem, o presidente da Câmara, Epaminondas Vicente Silva Neto, o Papy (PSDB), disse que a convocação de uma sessão extraordinária para avaliar a suspensão do decreto que definiu as regras para a cobrança do IPTU não está descartada.

Em entrevista ao Correio do Estado, Papy também se queixou da forma como a prefeitura agiu após as mudanças no Psei, aprovadas na Câmara, pegando os vereadores de surpresa.

“O problema é que não falaram com a gente. Não se comunicaram com a cidade. Não tem razoabilidade o que fizeram”, criticou Papy, em entrevista ao Correio do Estado.

A reportagem apurou que o secretário-executivo da Sefaz vai à Câmara Municipal apenas para explicar os motivos do aumento, sem qualquer plano de recuo na cobrança do IPTU.

O presidente da comissão que acompanha o tema, Rafael Tavares, já avisou: “Se não vier uma proposta deles, nós vamos convocar uma sessão extraordinária”, disse o vereador.

Bairros das Regiões Oeste e Norte foram os mais afetados pela introdução dos novos critérios de cobrança. Há carnês com valores quatro vezes maiores do que os cobrados no ano anterior.

O decreto do IPTU não estabelecia qualquer reajuste no imposto, apenas a reposição inflacionária de 5,5%.

Nos bastidores, vereadores e representantes de entidades da sociedade civil consideram o uso da mudança do perfil socioeconômico imobiliário uma manobra para reajustar o valor final, sem mexer na alíquota do IPTU.

Se optasse por elevar o imposto por meio da alteração da alíquota, o município precisaria aprovar um projeto de lei específico na Câmara e ainda aguardar 90 dias para que ele produzisse efeitos, caso a lei fosse sancionada nos três últimos meses do ano passado.

Ação civil pública

Independentemente do resultado da audiência marcada para hoje na Câmara Municipal de Campo Grande, a OAB-MS deve ingressar contra a cobrança, apontada por muitos contribuintes como abusiva.

O presidente da OAB-MS, Bitto Pereira, disse ao Correio do Estado que a Comissão de Direito Tributário da entidade está trabalhando em ritmo acelerado para enumerar e fundamentar as ilegalidades já constatadas no reajuste do valor final do carnê do IPTU.

A Ordem dos Advogados vai participar da reunião que acontecerá na Câmara, mas isso não impede o ingresso da ação civil pública. A expectativa é de que o pedido ao Judiciário para que tome providências seja protocolado até amanhã.

Uma das explicações para a atuação intensiva na preparação da ação civil pública é o prazo para o pagamento do IPTU com desconto de 10%, que se encerra no sábado, com data final para pagamento na segunda-feira, o primeiro dia útil bancário após a data.

Taxa do lixo

Além da mudança nos critérios de valorização dos imóveis, o aumento na cobrança final ocorre sobretudo em razão de uma nova taxa do lixo, aplicada após a entrada em vigor, no ano passado, de um Estudo do Psei, elaborado pela Divisão de Avaliação e Geoprocessamento da Prefeitura Municipal de Campo Grande.

A nova taxa do lixo resultou em uma cobrança progressiva, que leva em consideração os serviços disponíveis no endereço em que o imóvel está localizado.

Nesse modelo, os imóveis classificados como Baixo Inferior pagarão R$ 0,25 por metro quadrado ao ano. Na outra ponta, nas regiões consideradas de padrão Alto Superior, a taxa chega a R$ 12,60 por m². O decreto ainda prevê isenção da cobrança quando a soma do IPTU e da taxa do lixo for igual ou inferior a R$ 47,12.

Nova polêmica

O aumento na taxa do lixo na gestão Adriane Lopes remete a uma polêmica semelhante ocorrida em 2018, quando Marquinhos Trad era prefeito e Adriane era vice-prefeita da Capital.

Na ocasião, também houve a aprovação de um projeto de lei pela Câmara que alterava os critérios da taxa do lixo e, à época, os vereadores demonstraram estar pouco cientes das consequências do projeto aprovado.

A repercussão negativa levou o prefeito da época a suspender a cobrança da taxa do lixo e a prorrogar, do dia 10 de janeiro para o dia 23 de fevereiro, o prazo para pagamento do IPTU à vista com desconto.

Naquele ano, quem pagava até o dia 10 tinha 20% de desconto, e não apenas 10%, como ocorre neste ano.

A medida adotada em 2018 foi buscar a Central do IPTU para separar a taxa do lixo da cobrança do tributo. A OAB e o Ministério Público tiveram forte atuação para a reversão da medida na época.

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Mundo

Agricultores franceses protestam com bloqueio em porto contra acordo Mercosul-UE

As manifestações ocorrem simultaneamente em diversos pontos da França neste domingo.

11/01/2026 18h00

LOU BENOIST / AFP

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Centenas de agricultores passaram a noite do sábado, 10, na entrada do porto de Le Havre, no noroeste da França, e montaram neste domingo, 11, uma barreira para controlar a entrada de caminhões em protesto contra o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, aprovado na sexta-feira passada.

A ação, que começou no sábado, visa controlar produtos alimentares que entram e saem do porto, segundo informações da imprensa local.

Os manifestantes pretendem bloquear a passagem de alimentos que não respeitem as normas sanitárias e ambientais impostas aos produtores franceses e europeus.

O secretário-geral dos Jovens Agricultores de Seine-Maritime, Justin Lemaître, explicou à rádio Franceinfo que a operação visa se preparar para segunda-feira, quando são esperados cerca de 5 mil caminhões por dia no local. Ele acrescentou que não há "oposição direta" das forças de segurança, que acompanham a ação à distância.

As manifestações ocorrem simultaneamente em diversos pontos da França neste domingo.

Na Saboia, cerca de 50 agricultores bloqueiam desde quinta-feira o depósito de petróleo de Albens, na comuna de Entrelacs. Barreiras também estão montadas nas rodovias A63, em Bayonne, e A64, em Carbonne, ao sul de Toulouse.

A mobilização francesa faz parte de uma série de protestos na Europa nos últimos dias. Na sexta-feira, também houve protestos na Polônia e na Itália, seguidos por ações na Irlanda e na Espanha no sábado.

Federação promete 'maratona de mobilizações'

Em comunicado, a Federação Nacional dos Sindicatos de Exploração Agrícola (FNSEA), principal organização dos agricultores do país, anunciou que vai "prosseguir sua maratona de mobilizações para obter resultados concretos".

O documento reconheceu avanços pontuais nas negociações com o governo, "notadamente sobre o apoio aos setores em crise (grandes culturas e viticultura)", mas criticou a ausência de medidas estruturantes.

A organização delineou uma estratégia em três etapas para as próximas semanas. Primeiro, realizar controles de produtos importados nos portos e rodovias. "Se a Europa se recusa a controlar as importações, os agricultores cuidarão disso", declarou a FNSEA no documento.

A segunda etapa da estratégia prevê uma mobilização em Estrasburgo. A FNSEA e os Jovens Agricultores convocaram um grande protesto para 20 de janeiro em frente ao Parlamento Europeu.

Segundo o comunicado, a ida a Estrasburgo visa "prosseguir o combate contra o acordo UE-Mercosul", lembrando que parlamentares "dispõem de alavancas jurídicas e políticas".

A terceira frente de ação envolve a apresentação de uma proposta de lei sobre soberania alimentar. "A FNSEA lembra que os agricultores precisam de uma visão clara da política agrícola conduzida pela França para alcançar a soberania alimentar", afirma o comunicado.

A ratificação do acordo comercial ainda depende de uma votação no Parlamento Europeu. A assinatura do acordo está prevista para o próximo sábado, no Paraguai.

 

Loterias

Resultado da Loteria Federal 6032-1 de ontem, sábado (10/01): veja o rateio

A Loteria Federal é a modalidade mais tradicional das loterias da Caixa, com sorteios realizados às quartas e sábados; veja números sorteados

11/01/2026 07h28

Loteria Federal

Loteria Federal Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou a extração 6032-1 da Loteria Federal na noite deste sábado, 10 de janeiro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). O sorteio ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo.

  • 1º    023009  -  LOTCA SHOPPING CENTER -   SAO PAULO/SP  -  R$ 500.000,00
  • 2º    056491  -  LOTERICA SAMUARA  -   LONDRINA/PR -   R$ 35.000,00
  • 3º    012364  -  LOTERICA SAO JOAO  -  SAO JOSE DO RIO PRETO/SP -   R$ 30.000,00
  • 4º    046003  -  EXITO LOTERIAS  -  JUNDIAI/SP  -   R$ 25.000,00
  • 5º    005251  -  APOSTA CERTA BUTANTA -   SAO PAULO/SP  - R$ 20.503,00

Resultado da extração 6032-1:

  • 5º prêmio: 05251
  • 4º prêmio: 46003
  • 3º prêmio: 12364
  • 2º prêmio: 56491
  • 1º prêmio: 23009

O sorteio da Loteria Federal é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Como jogar na Loteria Federal

Os sorteios da Loteria Federal são realizados às quartas e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

Para apostar na Loteria Federal você escolher o bilhete exposto na casa lotérica ou adquiri-lo com um ambulante lotérico credenciado. Você escolhe o número impresso no bilhete que quer concorrer, conforme disponibilização no momento da compra.

Cada bilhete contém 10 frações e pode ser adquirido inteiro ou em partes. O valor do prêmio é proporcional à quantidade de frações que você adquirir.

Com a Loteria Federal, são diversas as chances de ganhar. Você ganha acertando:

  • Um dos cinco números sorteados para os prêmios principais;
  • A milhar, a centena e a dezena de qualquer um dos números sorteados nos cinco prêmios principais;
  • Bilhetes cujos números correspondam à aproximação imediatamente anterior e posterior ao número sorteado para o 1º prêmio;
  • Bilhetes cujos números contenham a dezena final idêntica a umas das 3 (três) dezenas anteriores ou das 3 (três) dezenas posteriores à dezena do número sorteado para o 1º prêmio, excetuando-se os premiados pela aproximação anterior e posterior;
  • A unidade do primeiro prêmio.

Premiação

Você pode receber o prêmio em qualquer lotérica ou nas agências da Caixa.

Caso o prêmio bruto seja superior a R$ 2.259,20, o pagamento deve ser realizado somente nas agências da Caixa, mediante apresentação de comprovante de identidade original com CPF e do bilhete (ou fração) original e premiado.

Valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis a partir de sua apresentação em Agência da Caixa.

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