Cidades

Campo Grande

Heróis da resistência, jornaleiros sobrevivem a era da internet

Heróis da resistência, jornaleiros sobrevivem a era da internet

BEATRIZ LONGHINI

12/02/2012 - 00h02
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As histórias foram construídas paralelamente, como as vendas diárias. Marisângela conta que já chegou a vender 500 exemplares de jornal por dia. “Há 22 anos, quando comecei, as vendas eram muito boas. Mas senti muito com a chegada da Internet. Hoje vendo uma média de 60 jornais/dia”, contabiliza.

Com uma filha de 34 anos, Marisângela percebeu que com o uso das redes sociais e as notícias a um clique, precisava aumentar a renda familiar. “Sempre vendi verduras... uma coisa aqui, outra lá. Mas agora não tem como, tenho que vender roupas para ajudar no orçamento, fazer uns trocados a mais”, revela.

Nas duas décadas de vendas a jornaleira já comprou uma casa no Bairro Marcos Roberto, além do carro, que já virou referência para os fregueses. “Costumo abrir meu ponto por volta das 04h30min, mas quando chego antes, meus clientes vêem o carro e já sabem que estou lá. Aviso que não é para eles prestarem atenção no carro e sim nas notícias do jornal”, explica aos risos.

Evando conta orgulhoso o que já comprou com o dinheiro do trabalho de 11 anos. “Comprei um fogão para minha mãe, um aparelho de som para mim e agora pago a tv a cabo, tudo com o dinheiro das vendas”, enumera.

Ele, que não tem acesso à Internet, não sente muito a chegada das novas tecnologias, mas lembra que o ano passado foi o pior em vendas. “Sempre passei o fim do ano bem, mas ano passado não foi muito bom, não sei o que aconteceu”, conta.

De acordo com ele, que já foi office-boy, vendedor e hoje ainda trabalha com materiais recicláveis, a venda de jornal foi uma oportunidade que surgiu e que até hoje rende frutos. “Já tenho meus clientes fixos, mas um vai indicando ao outro e as vendas aumentam... Este final de semana mesmo tenho cliente novo para visitar”, disse com um tom de esperança.

“Meus fregueses só param de ler jornal quando morrem. Tem gente que disse que até vai parar de comprar, com medo de morrer cedo. Dou risada, mas tenho clientes que saíram de Campo Grande, passaram anos fora e quando voltaram, viram que estava no mesmo ponto e voltaram a ser fieis”, conta Marisângela ao lembrar as histórias vividas na Júlio de Castilhos.
 

Fotos: Valdenir Rezende e Bruno Henrique/Correio do Estado

CAMPO GRANDE

Ernesto Geisel terá novo trecho recapeado

Obras devem se concentrar no trecho entre as ruas Do Aquário e Pirituba, na margem direita da Avenida, e da Rua do Aquário a Av. Manoel da Costa Lima no sentido contrário

11/06/2026 10h35

valor é aproximadamente 11% mais barato que o total previsto em edital

valor é aproximadamente 11% mais barato que o total previsto em edital Reprodução/PMCGImprensa

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Através da edição desta quinta-feira (11) do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), o Executivo da Cidade Morena detalhou que a Avenida Ernesto Geisel está prestes a ter um novo trecho recapeado, pelo montante de mais de 4,8 milhões de reais. 

Conforme o extrato do contrato número 113/2026 publicado no Diogrande, a responsável escolhida para a obra é a Empresa Titanium Construções e Pavimentação Ltda.

Ao todo, essa empresa receberá R$4.848.999,85 para executar as obras na Ernesto Geisel, em atendimento à solicitação da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

Cabe destacar que esse valor é aproximadamente 11% mais barato que o total previsto em edital, certame esse que separou um montante de R$5.465.174,20 para a contratação. 

Entenda

Nesse acordo entre a Prefeitura de Campo Grande e a Titanium Construções e Pavimentação, a empresa se encarregará da recuperação funcional do pavimento asfáltico da Av. Presidente Ernesto Geisel. 

Mais especificamente, as obras devem se concentrar no trecho entre as ruas Do Aquário e Pirituba, na margem direita da Avenida, e da Rua do Aquário a Av. Manoel da Costa Lima no sentido contrário. 

Obra que integra o planejamento de manutenção e melhoria da malha viária da Capital, com foco na segurança e na mobilidade urbana, além do recapeamento, esse projeto relaciona serviços complementares de infraestrutura, como adequações de acessibilidade, implantação de bocas de lobo, execução de sarjetas e meios-fios.

Questionada à época do lançamento da licitação, a prefeita Adriane Lopes fez questão de ressaltar a importância dessa execução junto à Avenida Ernesto Geisel. 

“Essa é uma obra muito importante, porque melhora o dia a dia de quem passa pela Ernesto Geisel todos os dias. Uma via bem cuidada faz diferença para motoristas e pedestres”,
 

capital

Professores prometem tomar as ruas do centro de Campo Grande nesta sexta-feira (12)

Associação Campo-Grandense de Professores (ACP) espera reunir até cinco mil professores em protesto

11/06/2026 09h39

"Na Prefeitura nós devemos manter um ato até sermos atendidos pela prefeita e sua equipe", diz Gilvano Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Em protesto devido ao descumprimento de acordo entre a Prefeitura Municipal de Campo Grande e a Associação Campo-Grandense de Professores (ACP), os docentes prometem "tomar" as ruas da Capital do Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira (12). 

Esse acordo, vale lembrar, buscava atualização do chamado "piso salarial", o salário mínimo ofertado para essa categoria de professores. 

Segundo o presidente da Associação Campo-Grandense de Professores, professor Gilvano Bronzoni, a paralisação deve atingir as 207 unidades da rede municipal durante todo o dia, com uma assembleia geral e concentração inicial na sede da ACP. 

De acordo com o presidente da ACP, feita essa primeira organização dos presentes, as autoridades, Agência Municipal de Transporte e Trânsito e Polícia Militar, já estão avisadas da movimentação que deve seguir até a Prefeitura de Campo Grande. 

"Nós estamos esperando cerca de 3 mil a 5 mil professores amanhã, e aí a gente deve organizar para às 8h30 nós sairmos em caminhada", diz.

Nesse sentido, a caminhada deve sair pelas ruas: 07 de Setembro; Rui Barbosa e posteriormente Afonso Pena até chegar na casa do Executivo de Campo Grande. A classe deverá permanecer em ato em frente à Prefeitura até conseguirem algum retorno. 

"Na Prefeitura nós devemos manter um ato até sermos atendidos pela prefeita e sua equipe, e esperamos uma notícia que tranquilize a categoria no sentido do cumprimento e manutenção da lei do piso por 20 horas do magistério", complementa Gilvano. 

O que diz a prefeita?

Durante agenda na manhã de ontem (10), para entrega de certificados do Programa de Inclusão ao Mercado de Trabalho (Primt), a prefeita Adriane Lopes (PP) foi questionada a respeito da situação do reajuste salarial dos professores da Rede Municipal de Ensino (REME). 

A chefe do Executivo de Campo Grande responsabilizou o Governo Federal por ter anunciado um reajuste de 0,37% para a categoria, mas posteriormente majorou para 5,4% sem indicar a fonte de repasse.    

Segundo Adriane Lopes, a mudança desequilibrou os acordos e planejamentos anteriores da administração, que necessita de clareza sobre a fonte de custeio federal.  

"Esse reajuste (0,37%) era o que cabia para os cofres das prefeituras, mas ele foi majorado para 5,4%. De janeiro para cá, a gente vem enfrentando esse desafio. Todos os acordos celebrados no ano anterior precisam ser refeitos, a discussão precisa ser refeita, porque como você avança, sendo que partiu do Governo Federal uma iniciativa de 0,37% para 5,4% de aumento, sem uma fonte de provisionamento desse reajuste?" disse Adriane Lopes na ocasião. 

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