Cidades

LATROCÍNIO

Homem condenado a mais de 23 anos por latrocínio é preso em Campo Grande

Crime aconteceu em Catolé do Rocha, em Paraíba, e homem estava foragido desde a definição da sentença

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Um homem foragido foi preso em Campo Grande durante a última quarta-feira (9) pelo crime de latrocínio cometido na Paraíba. A captura foi feita por uma equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (DERF).

Conforme informações, o homem identificado como J.E.T.S.L., de 48 anos, foi condenado pela Justiça de Paraíba a 23 anos e 5 meses de reclusão pelo crime de assalto seguido de homicídio, cometido em Catolé do Rocha, no sertão paraibano.

O crime, classificado como latrocínio, foi julgado por juiz singular como manda a regra válida em território nacional, e desde então criminoso está foragido.

Com as investigações, a 1ª Delegacia de Polícia Civil, da 44ª Circunscrição da cidade de Goiana/PE operou em conjunto com a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, responsável pela prisão do foragido escondido em território sul-mato-grossense.

O homem foi localizado no bairro Mata do Segredo, em Campo Grande e a prisão foi comunicada às autoridades judiciárias de Mato Grosso do Sul e da Paraíba. O preso agora está à disposição da Justiça para as providências cabíveis.

obras

Após vídeo de 'buracômetro' viralizar, Estado inicia obras em rodovias do Vale do Ivinhema

Pacote de R$ 100 milhões deve garantir estabilidade da MS-141 e outras seis vias até obras de recuperação que iniciam em 2027

04/11/2026 10h30

Divulgação / Saul Schramm/Secom-MS

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Em menos de um mês do vídeo que viralizou nas redes sociais expondo a buraqueira da MS-141, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) iniciou obras de manutenção na via, bem como de outras seis rodovias localizadas na região do Vale do Ivinhema.

As obras são parte do programa Pro Reveste, com um pacote de R$ 100 milhões destinados para as rodovias MS-141, MS-480, MS-473, MS-276, MS-395, MS-134 e MS-475. O pacote foi alocado para as obras em outubro, mês que o vídeo do 'buracômetro', de Alípio Pereira, circulou nas redes sociais com inúmeros buracos alagados e condições precárias críticas na rodovia que liga Naviraí a Ivinhema.

Conforme nota anterior da Agesul enviada ao Correio do Estado, os reparos nas vias dependiam da estabilidade climática, apontando a chuva como principal vilã das condições das vias.

A resposta se confirma de acordo com o monitoramento do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em que o município de Ivinhema registrou durante o mês de outubro o maior volume de chuva do ano, com 309 milímetros.

Desde então, durante as últimas semanas, as rodovias contempladas no pacote passaram a receber reparos emergenciais para restaurar segurança na trafegabilidade, pois assim como noticiou o Correio do Estado anteriormente, os motoristas estariam invadindo a contra-mão para conseguir desviar dos buracos a fim de amenizar os danos nos veículos.

O governador Eduardo Riedel afirmou que a demanda é fundamental devido a região ser um corredor estratégico, uma vez que a rota alcança uma das maiores fábricas de celulose do mundo, além de ser um plano preventivo que pretende segurar a qualidade da via para as obras futuras que iniciarão em 2027.

Obras para tampar buracos da MS-141 iniciaram como plano preventivo até obras definitivas de recuperação que iniciam em 2027 - Foto: Divulgação / Saul Schramm/Secom-MS

"Autorizei a Secretaria de Infraestrutura a alocar esses R$ 100 milhões para a gente poder fazer um trabalho emergencial, garantindo segurança e trafegabilidade naquela região. Essas ações dão uma sobrevida às rodovias, prolongam a vida útil do pavimento até o início das obras estruturantes do Crema, previstas para o primeiro semestre de 2027".

A estruturação de cerca de 730 quilômetros de rodovias no Vale do Ivinhema conta com apoio do Banco Mundial, operando dentro do modelo Crema, em que a empresa contratada será a responsável por realizar a manutenção e restauração da via por dez anos, com o objetivo de conservar a longo prazo o trabalho de apenas uma empresa.

Segundo informações do governo, enquanto as obras do Crema não iniciam, as equipes estão operando para devolver segurança no trajeto, redução do tempo de viagem, diminuição dos desgastes de veículos e funcionamento regular do escoamento da produção, além do acesso a serviços públicos na região.

MS-141 recebe obras de pacote de R$ 100 milhões - Foto: Divulgação / Saul Schramm/Secom-MS

A previsão é que os serviços também façam a limpeza e recuperação da faixa de domínio (acostamentos, canteiros, sinalizações da via, etc) e manutenção de galerias, que deve evitar alagamentos, erosões e a destruição do pavimento.

As vias passaram por avaliação técnica, com priorização da MS-141, mas o cronograma deve seguir nas demais rodovias do Vale, com equipes atuando em diferentes pontos da malha viária da região.

Operação "IFRIT"

Família movimentou mais de 500 milhões com drogas e armas, diz Receita

A organização exercia influência em áreas da faixa de fronteira e utilizava forte armamento, drones, blindados e estruturas destinadas ao abrigo de integrantes armados

04/11/2026 10h20

Polícia Federal esteve em um galpão na rua São Borja, em Campo Grande, para apreender veículos dos suspeitos

Polícia Federal esteve em um galpão na rua São Borja, em Campo Grande, para apreender veículos dos suspeitos Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

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A organização criminosa, alvo da operação "Ifrit" deflagrada na manhã desta quarta-feira (4), seria liderada por uma família composta por três irmãos, seus filhos e outros parentes, segundo a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal do Brasil (RFB). Segundo os órgãos de segurança, as quebras dos sigilos bancário, fiscal e telemático indicaram que o grupo movimentou um valor superior a R$ 500 milhões em aproximadamente dois anos de apuração.

A organização criminosa tinha como principal atividade o tráfico internacional de drogas e de armas de fogo, caracterizada pelo emprego de violência, elevado poder econômico e ampla capacidade logística.

Os recursos teriam circulado por intermédio de contas vinculadas aos investigados, operadores financeiros, empresas de fachada e negócios simulados utilizados para ocultar a origem e a destinação dos valores.

As análises fiscais conduzidas pela Receita Federal identificaram indícios de mecanismos de lavagem de dinheiro envolvendo "laranjas", ocultação patrimonial e dissimulação de fluxos financeiros, resultados corroborados por monitoramentos, interceptações e outras medidas investigativas.

Em Mato Grosso do Sul, entre os alvos da investigação estão policiais militares e três civis, que foram afastados de seus cargos, além de um policial rodoviário federal.

Um dos agentes de segurança é o investigador Douglas Tobias, que foi alvo também na Operação Infiltrados e teve sua prisão revogada ontem (3). Adel Hassan Haidar, empresário do setor hoteleiro e automotivo em Ponta Porã, também está entre os investigados.

O advogado Luiz Renê Gonçalves, que representa a defesa do policial Douglas Tobias, comentou sobre a operação de hoje e também sobre a revogação de seu cliente.


"Douglas Tobias, na Operação Infiltrados, obteve ontem (3) uma importante vitória com a revogação de uma prisão preventiva agora reconhecidamente injusta pela Justiça. Na Operação Ifrit acompanhamos a busca e apreensão cumprida regularmente hoje, mas ainda não tivemos acesso aos autos da medida cautelar e do inquérito, logo não temos condições de manifestar sobre o caso. De todo modo, Douglas Tobias mais uma vez demonstrou se tratar de pessoa idônea, profissional exemplar e que nada tem a esconder, estando à disposição para prestar esclarecimentos e esperando que se faça justiça", disse o advogado.

Estrutrura da organização criminosa

A materialidade das atividades atribuídas ao grupo foi corroborada por apreensões de drogas, armas, munições e outros elementos vinculados a integrantes da organização criminosa em diferentes estados, além de eventos relacionados a crimes violentos associados à sua atuação.

De acordo com as instituições, a organização criminosa possuia elevado grau de estruturação, com atuação transnacional, significativa capacidade financeira e logística para praticar os crimes de tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de capitais, corrupção e outros delitos correlatos praticados de forma estável e permanente, ao menos, desde 2018.

As drogas e armamentos eram adquiridos principalmente na Bolívia, no Paraguai e no Peru, sendo posteriormente internalizados no Brasil por meio da faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul.

Após a internalização, as cargas ilícitas eram distribuídas para diversos municípios do Estado e para outras unidades da federação, especialmente São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

As investigações também indicam a utilização do território brasileiro como plataforma logística para armazenamento, transporte e remessa de entorpecentes destinados ao mercado europeu, notadamente à Espanha e a Portugal.

Polícia Federal esteve em um galpão na rua São Borja, em Campo Grande, para apreender veículos dos suspeitos

Os elementos colhidos pelas autoridades federais indicam vínculos com facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Primeiro Grupo Catarinense (PGC), além da colaboração de agentes públicos que teriam fornecido informações estratégicas e apoio às atividades da organização.

A organização exercia influência em áreas da faixa de fronteira, utilizando armamento de elevado poder ofensivo, equipamentos de comunicação, drones, veículos blindados e estruturas destinadas ao abrigo de integrantes armados.

Operação Ifrit

A operação cumpre 76 mandados de busca e apreensão nos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Rondônia, Goiás e Santa Catarina, expedidos pela 3ª Vara Federal de Campo Grande, Justiça Federal de 1º Grau.

Ao todo, participam da ação, 22 auditores-fiscais e 7 analistas tributários da Receita Federal do Brasil, além de 450 policiais federais.

Após a Justiça Federal de Campo Grande autorizar as medidas judiciais, os agentes foram às ruas para cumprir 76 mandados de busca e apreensão, 25 mandados de prisão preventiva e um mandado de prisão temporária, além de três medidas de monitoração eletrônica e do afastamento de três policiais civis de suas funções públicas.

Em Campo Grande, os mandados são cumpridos nas ruas São Félix, Ceará e na avenida Cônsul Assaf Trad, no condomínio de luxo Alphaville. Em um dos endereços, os policiais encontraram arma, munições, apreenderam celulares e dinheiro em espécie.

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