Cidades

ACIDENTE FATAL

Homem morre ao colidir contra traseira de caminhão no anel viário da BR-262

Com este caso, Mato Grosso do Sul tem cinco vítimas em rodovias nas últimas 24 horas, todas em estradas federais

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O cearense José Gerlanio Gomes Ribeiro, de 32 anos, morreu na madrugada deste sábado (19) depois de colidir na traseira de um caminhão carregado de minério, no anel viário da BR-262, em Três Lagoas. Esta é a quinta morte em rodovias de Mato Grosso do Sul nas últimas 24 horas, todas em estradas federais.

Segundo informações do jornal 24h News MS, o acidente aconteceu por volta das 04h15, próximo ao Posto Real, no município três-lagoense. José conduzia um um carro da marca Peugeot quando ocorreu a colisão, que foi violenta e deixou o veículo completamente destruído na parte dianteira.

Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados. Porém, ao chegarem no local, José já se encontrava sem vida.

De acordo com o motorista do caminhão, ele passou a noite no posto de combustível e estava retomando a viagem quando o acidente aconteceu. A carga de minérios iria até Itutinga (MG), que fica a cerca de 900 quilômetros do local da ocorrência. Quanto à dinâmica da colisão, ainda segue em apuração pela Perícia.

Depois dos procedimentos policiais, o corpo de José foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) para, posteriormente, ser liberado para a família.

Até o fechamento desta matéria, o trecho da rodovia ainda estava em situação de Pare e Siga, enquanto são realizados os reparos necessários e a remoção do caminhão, que ficou impossibilitado de ser removido imediatamente devido aos danos na traseira do veículo.

Mais mortes

Na tarde desta sexta-feira (18), quatro pessoas morreram e seis sofreram ferimentos na altura do quilômetro 72 da rodovia BR-163, no município de Itaquiraí, no extremo sul de Mato Grosso do Sul.

A tragédia envolveu uma van que estava a serviço da secretaria de saúde da prefeitura de Eldorado, e um carro de passeio. Por conta da colisão a van tombou e provocou a interdição parcial e total da rodovia por cerca de quatro horas. O congestionamento que se formou chegou a cerca de dez quilômetros na principal rodovia do Estado.

De acordo com informações da prefeitura de Eldorado, na van estavam oito pessoas que retornavam para a cidade após buscarem atendimento médico em Dourados, cidade que fica a quase 200 quilômetros de distância.

A prefeitura informou que entre os mortos está o servidor público Odair Torres, e sua esposa, Edimárcia Oliveira. Os outros mortos são Jildson Vera Martins, morador da Aldeia Cerrito, e Edimilson Lopes, morador da Aldeia Porto Lindo, no município de Japorã.

De acordo com as informações policiais, o casal estava na van e os dois indígenas estavam no carro de passeio.  Dos seis feridos, conforme as informações da administração municipal, três estavam em estado considerado grave. Três das mortes foram confirmadas no local do acidente e a outra, no hospital de Itaquiraí.

Até o começo da manhã deste sábado ainda não haviam sido divulgadas as circunstâncias da colisão, que ocorreu em um local sem duplicação da rodovia.

Por conta da morte do servidor municipal, a prefeitura de Eldorado emitiu nota lamentando a tragédia:

“A Secretaria Municipal de Educação de Eldorado/MS manifesta profundo pesar pelo falecimento do servidor Odair Torres e de sua esposa, Edimarcia Oliveira, ocorrido tragicamente nesta data. Neste momento de imensa dor, nos solidarizamos com os familiares, amigos, colegas de trabalho e com todos que tiveram o privilégio de conviver e compartilhar momentos com o casal. Que Deus, em sua infinita misericórdia, conforte os corações de todos, concedendo força e serenidade para enfrentar esta irreparável perda. Recebam nossos mais sinceros sentimentos e nossa solidariedade.”

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ENTREVISTA

"O Município vem se preparando para essas atividades climatológicas"

Titular da Segov, Ulisses Rocha falou sobre os planos de recuperação da Prefeitura de Campo Grande depois dos estragos causados pelo forte vendaval ocorrido no dia 10 deste mês

19/09/2026 09h00

Ulisses Rocha, secretário Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), concedeu entrevista ao Correio do Estado

Ulisses Rocha, secretário Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), concedeu entrevista ao Correio do Estado Foto: Roberto Ajala/PMCG

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Titular da Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), Ulisses da Silva Rocha conversou com o Correio do Estado sobre a situação de emergência decretado pela Prefeitura Municipal de Campo Grande depois de vendaval que atingiu a cidade, o plano de recuperação dos pontos que foram prejudicados e as ações de prevenção diante da previsão de novos episódios de tempestades.

No dia 10 deste mês, os campo-grandenses foram pegos de surpresa com um temporal que atingiu a Capital. Com rajadas de vento que alcançaram quase 90 quilômetros por hora, diversas árvores caíram, casas ficaram mais de um dia sem energia e grandes estruturas foram destelhadas, como escolas, a Esplanada Ferroviária e uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Diante do cenário, o Município decretou situação de emergência de 180 dias, que foi reconhecida tanto pelo governo do Estado quanto pela União. A prefeita Adriane Lopes (PP) estimou os prejuízos em cerca de R$ 40 milhões.

Porém, a situação pode se agravar, visto que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê que novas tempestades podem acontecer em Campo Grande até a chegada da primavera, intensificado pela chegada de um intenso El Niño.

Todos esses assuntos foram tratados na entrevista com Ulisses Rocha. Confira a entrevista:

Porque a prefeitura avaliou que seria necessário o decreto de emergência?

Nós vivemos uma situação que acaba sendo inédita na cidade de Campo Grande, porque várias cidades pelo País vêm sofrendo com essas alterações do clima, e nós estamos enfrentando agora esse super-El Niño, como é noticiado por todos os órgãos de comunicação, pelos cientistas e pelos pesquisadores. E isso tem influenciado o clima aqui em Campo Grande. 

Nós tivemos na quinta-feira [dia 10] uma tempestade que causou danos na cidade inteira, com ventos de quase 100 km/h, que choveu mais de 24mm em 20 minutos, choveu granizo, e o município, infelizmente, começa a ter que lidar com essas situações climáticas, com esses eventos climáticos que vêm acontecendo. 

Você tem como exemplo o Rio Grande do Sul, que há uns dois ou três anos vem sofrendo com essa quantidade de chuvas. Isso causa dano na cidade inteira. Nós tivemos mais de 295 árvores caídas sobre a rede elétrica, fora as outras árvores que caíram nas vias públicas sobre moradias e automóveis. 

É um volume e uma intensidade de um temporal que em poucos minutos causou um transtorno gigante para a cidade. Muitas áreas e muitos bairros levaram quase cinco dias para que pudessem restabelecer a energia elétrica nas moradias, justamente porque as árvores destruíram parte da rede toda, não era simplesmente ir lá e fazer uma religação. 

E árvores com tamanhos gigantescos, que caíram sobre a rede, que demoravam muitas horas de serviço para remover essas mesmas árvores e restabelecer a energia das pessoas, que foi o que mais afetou nesse momento. 

Tivemos poucos pontos de alagamento, mas assim, os danos foram gigantescos. Várias estruturas, tanto públicas quanto privadas, foram danificadas com esse temporal. 

Então, o que se buscou é que a gente pudesse dar respostas rápidas para que a gente pudesse restabelecer, primeiro, o vai e vem das pessoas, o fluxo das pessoas nas vias públicas, e claro que atendendo aquelas famílias que ficaram desassistidas, mas assim, que a gente pudesse de alguma maneira trazer respostas imediatas ao que o evento causou para Campo Grande.

Em quanto tempo a prefeitura espera conseguir recuperar o que foi estragado pelo vendaval?

Eu acho que agora é a gente restabelecer o fluxo, permitir que o trânsito flua, as pessoas saiam de casa, pois muita gente ficou com árvores caídas nas suas residências por um tempo maior. A prefeita criou um comitê para que essas ações fossem todas concentradas e organizadas.

A gente trouxe para dentro a Energisa, a companhia de Água, além do governo do Estado com a Defesa Civil, com o Corpo de Bombeiros, com a Secretaria de Obras. Tem a Secretaria de Obras do Município, Defesa Civil do Município e todas as outras secretarias envolvidas. Teve também a participação do governo federal, que em determinado momento vai aportar recursos para que a gente possa fazer frente a esses serviços todos. 

O Município de Campo Grande fez o seu papel. Muitas vezes as pessoas não sabem para quem ligar ou quem buscar. Então a gente centralizou esse serviço tudo no 156, para que a gente pudesse se comunicar. 

Se caiu em via pública e não houve danos a residências ou a veículos, o município vai lá e faz a remoção. Se houve dano aos veículos e às residências, geralmente o Corpo de Bombeiros é acionado. E se uma árvore que estava dentro do imóvel e caiu dentro do imóvel, o proprietário também tem que fazer a remoção da árvore que causou esse dano. 

O Município já vem, ao longo dos anos, se preparando para essas atividades climatológicas, mas isso às vezes passa um pouco do limite. Não tem ventos de 100 km/h em boa parte do ano. Nos últimos anos se considera um ou outro evento que teve um vento muito forte em Campo Grande e esse passou de todos os limites. 

E a gente ainda tem previsão de que possam acontecer outros eventos dessa magnitude ou até maiores do que ele até o fim do ano porque parece que vai haver ainda um período crítico do super-El Niño, que vai acontecer no mês de novembro. 

Então esse decreto, ele estabelece a forma como o Município vai estar preparado para isso. A busca do recurso é para que a gente possa melhorar a prestação e a entrega do serviço para as pessoas. A gente tenta minimizar esses danos. Claro que você não consegue impedir que a chuva aconteça, mas você pode, após a chuva, dar respostas rápidas para as pessoas.

Qual será a prioridade para iniciar as ações? Quais estruturas serão reconstruídas primeiro?

Na verdade, existe um relatório que foi realizado já nas primeiras horas de quando ocorreu o dano, e muitas dessas situações de destelhamento, de paralisação de serviço, de cair o forro, isso já foi recebido. Por exemplo, a UPA já voltou a funcionar no mesmo dia, a equipe de manutenção da Sesau [Secretaria Municipal de Saúde] foi lá, prestou o serviço e conseguiu restabelecer o funcionamento. 

Das muitas escolas que sofreram danos, todas elas já voltaram a funcionar. Uma ou outra ficou prejudicada na segunda-feira, mas na terça-feira o Município já providenciou a recuperação desses espaços. A gente ainda tem o espaço da Esplanada Ferroviária danificado, mas estamos buscando recursos para que a gente possa fazer a restauração daquele espaço. Já tinha uma licitação que estava em andamento por uma finalidade específica, mas a gente vai ampliar isso. 

E esse relatório já foi entregue à Defesa Civil nacional, isso está em análise. Há um compromisso do ministro de que a gente possa ter acesso a alguns recursos federais já para também suplantar esses gastos iniciais emergenciais que você possa vir a ter. Porque você quando está numa situação de emergência, se você for para os meios tradicionais de compra de recurso para que você possa dar resposta, são muito demorados. 

Às vezes eu preciso comprar lona, vou fazer uma licitação para comprar lona? Com o decreto eu posso ir lá, faço uma tomada de preço e vejo quem está fornecendo mais barato e já compro a lona. 

Então o decreto permite isso ou contratar algum prestador de serviço para colaborar e para ajudar nisso. Então há uma flexibilização para você poder fazer esse atendimento mais rápido e entregar, devolver para as pessoas esse fluxo de ir e vir.

A prefeita havia estimado o prejuízo em R$ 40 milhões, esse valor continua o mesmo ou ele pode mudar? Porque?

Sim [pode mudar], mas o relatório precisa ser finalizado. À medida que você vai fazendo o serviço e entregando a prestação você tem uma noção do quanto isso custa. Por exemplo, a remoção de árvore é um serviço pesado, que envolve muita gente. Você teve lá, por exemplo, destelhamento todo da Esplanada Ferroviária, você teve várias escolas que foram recuperadas. 

Então, você vai apontando isso e vai colocando no relatório e vai ter uma noção exata dos valores que serão necessários para fazer frente a tudo isso. De imediato, a gente saiu com o compromisso de que o governo federal, com a entrega desse relatório, já pudesse disponibilizar ao município de Campo Grande algo em torno de R$ 5 milhões.

Há previsão de que novos temporais possam atingir a cidade até amanhã, a prefeitura está preocupada com essa situação?

Nós estamos em alerta. A Defesa Civil vem monitorando porque esse monitoramento faz parte de um sistema nacional de monitorização. Nós temos aqui o Estado que também trabalha com esse monitoramento. Muitas das informações chegam durante o dia. Você não tem como fazer uma previsão de que a tempestade vai acontecer no horário x daquela semana. 

O que a gente tem é que o ápice do super-El Niño vai acontecer no mês de novembro e início de dezembro. Então, se já ocorreu isso agora em setembro, pode ser que, com o que está anunciado, tenhamos eventos com uma intensidade muito maior do que foi esse evento de agora.

Perfil - Ulisses da Silva Rocha

É formado em Direito pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e especialista em Direito Público pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), além de obter especialização em Direito Eleitoral e Processo Eleitoral pela Faculdade Insted. Antes de assumir a titularidade da Segov, foi secretário-adjunto da Pasta em 2024 e 2025.

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ESPERANÇA

Mato Grosso do Sul tem três pessoas na fila por tratamento com polilaminina

Até agora, quatro sul-mato-grossenses já realizaram os procedimentos e têm mostrado avanços da lesão medular sofrida

19/09/2026 08h30

Luiz Otávio foi o primeiro em MS a receber a polilaminina

Luiz Otávio foi o primeiro em MS a receber a polilaminina Foto: Reprodução/arquivo pessoal

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Três sul-mato-grossenses buscam na Justiça o direito a receber o tratamento de lesão medular com a polilaminina, uma substância produzida em laboratório a partir da proteína laminina e que tem mostrado potencial de conseguir regenerar os pontos danificados, recuperando movimentos de pessoas paraplégicas e tetraplégicas.

Essas três pessoas fazem parte das mais de 300 pessoas que, segundo a advogada que atua nesses casos Frida Traven, buscam o direito a receber o tratamento por meio de decisão judicial.

“Até agora, mais de 300 pessoas pediram esse tratamento e não tiveram retorno, são pessoas de vários estados e de outros países também, porque no Brasil nós tratamos todo mundo”, comentou a advogada.

Em Mato Grosso do Sul, quatro pessoas já realizaram a cirurgia para aplicação da polilaminina, são eles: Maria José Gonçalves, de 64 anos, Dhiego Paredes Teixeira, de 35 anos, Daniel Aparecido Costa dos Santos, de 32 anos, e Luiz Otávio Santos Nunes, de 19 anos. Além deles, outras 103 pessoas em todo o País já foram operadas.

O primeiro a receber o tratamento no Estado foi o militar Luiz Otávio, em janeiro deste ano. A lesão do rapaz ocorreu em outubro do ano passado, quando foi atingido por um tiro acidental no pescoço, causando uma lesão medular grave que o deixou sem o movimento dos membros inferiores e superiores, conhecida como tetraplegia. Essa condição é marcada por relatos raros de pessoas que recuperaram parcialmente os movimentos.

A cirurgia, que precisou ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi realizada no dia 21 de janeiro, no Hospital Militar de Campo Grande, e levou cerca de 40 minutos.

Oito meses após a cirurgia, a mãe de Luiz Otávio, Viviane Ponciano Machado, relatou que o filho apresenta bastante sensibilidade na região pélvica, além de já conseguir se sentar sozinho e levantar peso com uma das mãos.

“A gente percebe que a evolução deles é um pouco devagar, mas é progressiva, cada dia ele evolui um pouco. As contrações pélvicas estão melhorando, então ele já tem sensibilidade pélvica, se a gente coloca alguma coisa diferente ele sente. As pernas, quando a gente estimula, ele, às vezes, sente uma palpitação; na parte motora, ele ganhou bastante força, então já consegue passar do carro para a cadeira de rodas com uma tábua de transferência. Ele escova os dentes, consegue lavar algumas partes do corpo. Ele tem força na mão esquerda”, relada Viviane.

“Às vezes, as pessoas pensam que isso não é nada, mas para a gente que convive com eles, a tetraplegia é uma condição muito terrível, porque você perde todos os movimentos. Então, para a gente, ver ele fazendo essas coisas sozinho são evoluções gigantescas”, completou a mãe.

Viviane também contou que a equipe da pesquisadora Tatiana Coelho Sampaio, chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e autora da pesquisa sobre a polilaminina, esteve recentemente em Campo Grande e avaliou como positivos os avanços alcançados por Luiz Otávio.

Além dele, em março deste ano foi a vez de Daniel receber o tratamento. O morador de Sidrolândia sofreu um acidente de trabalho no dia 9 de dezembro de 2025.

Daniel é montador de silos (onde são armazenados soja e milho) e, em reportagem do Correio do Estado em fevereiro, contou que uma parte do equipamento usado no serviço foi amarrada de maneira errada e caiu sobre dele.

Como resultado do acidente, ele ficou paraplégico, condição que o tornou elegível para receber o tratamento.
Ao Correio do Estado, Daniel contou que tem tido muito formigamento nas pernas, seis meses após a aplicação da proteína.

“Tenho muito formigamento, mas não consegui movimento ainda. Estamos firmes fazendo fisioterapia”, contou.

TESTES CLÍNICOS

Nesta semana, o laboratório Cristália anunciou que o primeiro estudo clínico com polilaminina começa na quinta-feira. O objetivo é provar que ele é seguro para uso em humanos.
O estudo clínico foi liberado pela Anvisa em janeiro deste ano. 

Cinco pacientes participarão da fase 1 dos testes, porém, só entram no estudo pacientes entre 18 anos e 72 anos que tiveram lesão completa na medula, na altura do tórax, e que já estão indicados para cirurgia. O trauma precisa ter ocorrido há no máximo 72 horas.

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