Cidades

JÚRI POPULAR

Homem que matou irmão em briga
por herança é condenado a 9 anos

Acusado esfaqueou irmão em 2017, na Vila Progresso

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José Edgar da Silva Arce, 59 anos, foi condenado a nove anos de prisão, em regime fechado, por matar a facadas o próprio irmão, José Edno da Silva, em briga por herança. Júri foi realizado hoje (7) na 2ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande.

Crime aconteceu no dia 11 de outubro de 2017, na Vila Progresso, motivado por impasse referente a propriedade do imóvel onde ambos residiam, sendo o mesmo objeto de uma pretensa herança, já que o pai deles ainda estava vivo. Desentendimento terminou com om o acusado desferindo vários golpes de faca no irmão, que não resistiu e morreu.

José Edgar foi pronunciado por homicídio qualificado por motivo torpe, mas as qualificadoras foram afastadas pelo Conselho de Sentença e ele foi condenado por homicídio simples.

No julgamento, a defesa sustentou a tese de legítima defesa e reconhecimento da causa de diminuição da pena do domínio da violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, que não foram acolhidas pelos jurados.

Juiz titular da 2ª Vara, Aluizio Pereira dos Santos, fixou a pena nos nove anos de prisão e determinou que ele deve aguardar eventuais recursos preso.

Investigação

Polícia Civil investiga suposta tentativa de sequestro de criança em Naviraí

Polícia ouviu a criança e apura todas as circunstâncias do caso

30/04/2026 17h00

Foto: Divulgação

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Por intermédio da 1ª Delegacia de Naviraí, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul esclareceu uma ocorrência relacionada à suposta tentativa de sequestro de uma criança de 9 anos, nesta quarta-feira (29), no bairro Jardim Progresso, no município distante 350 km da Capital.

Segundo a Polícia Civil, as imagens mostram a criança caminhando pela via pública e, em determinado momento, correndo, enquanto um veículo trafega normalmente pela rua, sem interação aparente entre ambos.

As investigações partiram da análise das imagens que identificaram o veículo e o motorista mencionado pela criança, devidamente qualificado e ouvido pelos policiais.

Segundo apurado até o momento, as imagens não evidenciaram, inicialmente, a ocorrência de tentativa de sequestro.

"Testemunhas foram ouvidas e a versão apresentada pelo condutor mostrou-se compatível com as imagens analisadas, não confirmando a dinâmica inicialmente relatada", destacou a polícia em nota.

Assim que tomou conhecimento dos fatos, a autoridade policial determinou a instauração imediata de inquérito policial para apuração técnica de todas as circunstâncias do caso.

Diante dos elementos reunidos até o momento, não foram constatados indícios suficientes que confirmem a ocorrência do crime de sequestro na forma tentada, sem prejuízo da continuidade das investigações.

Cabe destacar que conforme previsto na Lei nº 13.431/2017, a polícia realizou escuta especializada da criança em ambiente adequado e com medidas de proteção integral.

Paralelamente, a Seção de Investigações Gerais (SIG) realizou diligências, incluindo coleta e análise de imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades do local informado.

A Polícia Civil informa que casos envolvendo crianças são tratados com máxima prioridade e que a apuração seguirá até o completo esclarecimento dos fatos.

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Condenado

Homem é condenado a 33 anos de prisão por feminicídio em MS

O caso aconteceu em 2024, em Três Lagoas, e teve grande comoção à época

30/04/2026 16h22

Pedro Henrique Amaral acompanhou o julgamento por vídeo, de dentro do presídio.

Pedro Henrique Amaral acompanhou o julgamento por vídeo, de dentro do presídio. divulgação

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O Tribunal do Júri de Três Lagoas condenou a 33 anos de prisão Pedro Henrique Amaral, de 24 anos, pelo assassinato da ex-companheira Gilvanda de Paula, de 42 anos. O crime, ocorrido em março de 2024, causou forte comoção na cidade.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, a vítima foi morta a tiros na porta de uma funerária, no momento em que chegava para participar de um velório.

Gilvanda foi surpreendida pelo autor dos disparos e não teve chance de defesa. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. A vítima deixou três filhas.

Durante o ataque, outra mulher também foi atingida. Trata-se de Maria Izabel Prates Oliveri, de 76 anos, professora e ex-vereadora de Três Lagoas, conhecida como “Bel do PT”. Ela foi baleada na perna, recebeu atendimento médico e sobreviveu.

O réu foi condenado por feminicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, uso de emboscada e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de tentativa de feminicídio duplamente qualificado e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.

O julgamento foi realizado nesta quarta-feira (29). De acordo com o MPMS, a denúncia apresentada à 1ª Vara Criminal foi determinante para a condenação. Os jurados acolheram integralmente a tese do Ministério Público, reconhecendo a gravidade dos crimes e o contexto de violência de gênero.

Pena

Na dosimetria da pena, a Justiça fixou 18 anos e 8 meses de prisão pelo feminicídio consumado. Pela tentativa de homicídio contra a segunda vítima, a pena foi de 12 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão. Já pelo porte ilegal de arma, foram aplicados mais 2 anos de prisão e 10 dias-multa, totalizando 33 anos.

Pedro Henrique já estava preso preventivamente desde a época do crime e, após a sentença, retornou ao sistema prisional. Ele poderá recorrer da decisão, conforme prevê a legislação brasileira.

Para o promotor de Justiça Luciano Anechini Lara Leite, a condenação representa uma resposta firme do Estado diante da violência contra a mulher e reforça o compromisso institucional no combate ao feminicídio.

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