Cidades

MAIS UMA VEZ

Hospital Regional chega a quase 10 dias sem ar-condicionado em setores

Sem climatização desde o dia 7 de março, setores do HRMS enfrentam calor intenso; profissionais relatam mal-estar e risco para pacientes internados

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Pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde denunciam a falta de ar-condicionado em setores do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande. Segundo relatos, o problema ocorre desde o último dia 7 de março e afeta diversas alas da unidade, incluindo a pediatria.

Um profissional que atua no hospital e pediu para não ser identificado relatou que a situação tem causado desconforto e até problemas de saúde entre as pessoas no ambiente.

De acordo com ele, o calor intenso dentro dos setores fechados tem provocado mal-estar entre os profissionais, que precisam utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) durante o atendimento.

“Imagine nós profissionais tendo que realizar procedimentos usando capote, gorro, máscara e luvas em pacientes com doenças infectocontagiosas, como Covid-19, rinovírus, suspeita de varicela e tuberculose. Está desumano. Já tivemos colegas com queda de pressão e outros precisaram se afastar por questões de saúde”, afirmou.

Ainda segundo o relato, o calor excessivo também tem impactado diretamente os pacientes internados, especialmente crianças e idosos, considerados mais vulneráveis.

O profissional afirma que, em alguns casos, pacientes têm apresentado picos de febre devido à temperatura elevada nos ambientes hospitalares. Para tentar amenizar a situação, equipes precisam recorrer a medidas como compressas e até banhos em pacientes intubados.

“Com o calor excessivo, alguns pacientes apresentam aumento significativo da temperatura corporal. Muitas vezes precisamos administrar medicações, fazer compressas e até dar banhos em pacientes intubados para tentar aliviar”, disse.

Segundo ele, além do desconforto, a situação pode aumentar o risco de infecções hospitalares e prolongar o tempo de internação, o que contribui para a superlotação de setores.

Conforme testemunhas, episódios semelhantes já ocorreram outras vezes ao longo deste ano.

“Somente neste ano já é a terceira vez que ficamos mais de semanas nessa situação”, afirmou.

O Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de imprensa do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul para saber o que ocasionou o problema no sistema de climatização, se todas as alas foram afetadas e se há previsão para o conserto dos equipamentos.

No entanto, até o fechamento desta reportagem, não houve retorno. Caso haja manifestação, o texto será atualizado.

Problema recorrente

A falta de climatização no Hospital Regional não é um problema novo. Em outras ocasiões, pacientes e acompanhantes também relataram dificuldades relacionadas ao funcionamento do sistema de ar-condicionado na unidade.

Em 2023 e 2024, o Correio do Estado já havia noticiado situações semelhantes, quando pacientes internados relataram enfrentar calor intenso em meio a uma onda de altas temperaturas em Campo Grande.

Na ocasião, familiares chegaram a levar ventiladores para os quartos na tentativa de amenizar o desconforto causado pelo calor.

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Imposto de renda

Receita Federal lançará campanha "Sou Cidadão Solidário" para incentivar destinação do IR em MS

Lançamento da campanha em MS ocorrerá na próxima terça-feira, em Campo Grande, com a presença de órgãos públicos e entidades sociais

16/03/2026 11h00

DRF Campo Grande se reúne com entidades para alinhar evento da campanha

DRF Campo Grande se reúne com entidades para alinhar evento da campanha "Sou Cidadão Solidário" Evelyn Fernandes/Receita Federal

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Na próxima terça-feira, 17, o auditório da Delegacia da Receita Federal receberá o lançamento do evento de abertura da campanha “Sou Cidadão Solidário” e contará com a presença de mais de 20 entidades que já foram ou ainda serão beneficiadas com os recursos provenientes dessas destinações. 

A campanha busca a ampliação do volume de recursos que serão destinados a projetos sociais, permitindo que uma parte do imposto devido pelos contribuintes seja aplicada diretamente em ações voltadas para a população local. 

Visando o lançamento da campanha, a Delegacia da Receita Federal (DRF) se reuniu na última sexta-feira (13), para fazer alguns alinhamentos antes do lançamento oficial.

A reunião contou com a participação de representantes de instituições públicas, entidades sociais e profissionais da contabilidade. 

Durante o encontro, que foi mediado pelo delegado-adjunto da Receita Federal em Campo Grande, Henry Tamashiro. Foram debatidas várias estratégias visando a divulgação da campanha e formas para incentivar os contribuintes e contadores a destinarem parte do imposto devido aos fundos sociais.  

De acordo com dados divulgados na coletiva sobre a Declaração do IRPF de 2025, nesta segunda-feira, 16, estima-se que sejam entregues 647.829 declarações do Imposto de Renda em Mato Grosso do Sul, até o dia 29 de maio, data que se encerra o prazo. 

Com o lançamento dessa campanha, a expectativa é ajudar o aumento no número de contribuintes que optam por destinar parte do imposto devido, visando fortalecer o financiamento de projetos sociais em todo o estado. 

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Saúde

Após fracasso, prefeitura reabre licitação do hospital municipal

Projeto anunciado em 2023, que sofreu paralisações e teve o pregão cancelado, enfrenta novo processo licitatório

16/03/2026 10h44

Crédito: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Cerca de 43 meses após o anúncio da construção do Hospital Municipal de Campo Grande, que tem “na conta” o fracasso de um processo licitatório, um novo pregão foi anunciado nesta segunda-feira (16) no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).

Desta vez, se não houver intercorrências no processo, a abertura das propostas das empresas interessadas em executar a obra está prevista para 19 de julho.

Em setembro de 2023, um ano antes da eleição, a prefeita Adriane Lopes (PP) convocou a imprensa para anunciar a construção da unidade hospitalar que, na época, não tinha projeto nem local definidos para a obra.

A promessa era de que, dentro de um ano, a prefeitura entregaria o Hospital Municipal. Entretanto, o “sonho” da unidade, que viria para desafogar o sistema de saúde, fracassou na contratação da empresa.

Desdobramentos

O desenrolar do processo, conforme pontuou o vereador Victor Rocha, durante prestação de contas em audiência pública na Câmara Municipal, ocorreu com tamanha morosidade que, em suas palavras, “até a licitação que chegou a ser aberta já deve ter perdido a validade”.

A tramitação do certame teve outros capítulos na chamada “novela” envolvendo o hospital. O processo chegou a ficar paralisado por mais de um ano, conforme informou a Sesau, em decorrência de questionamentos da Justiça.

Entretanto, a prefeitura teve que pausar novamente os planos após relatório apresentado pela Secretaria Especial de Licitações e Contratos (Selc), que confirmou o fracasso do pregão “em virtude do não atendimento às condições de participação do certame pelas empresas participantes”.

Duas empresas haviam apresentado proposta para a construção do Hospital Municipal de Campo Grande, a Health Brasil Inteligência em Saúde Ltda e a F. C. Brito Neres Engenharia & Serviços Ltda.

Projeto


O projeto do Hospital Municipal de Campo Grande prevê que o local, que será construído em terreno localizado entre a Rua Raul Pires Barbosa e Rua Augusto Antônio Mira, no Bairro Chácara Cachoeira, terá 259 leitos, destes, 49 serão para pronto atendimento – 20 leitos de Centro de Terapia Intensiva (CTI) , 10 pediátricos e 10 adultos –, e 190 leitos de enfermaria (60 pediátricos, 60 adultos para homens e 70 adultos para mulheres).

O espaço terá Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para adultos e pediátrica, 10 salas de cirurgia, 53 consultórios e 19 salas de exame, incluindo audiometria, eletrocardiograma, eletroencefalograma, eletroneuromiografia, ecocardiograma, ergometria, hemodinâmica, mamografia, radiografia, ressonância magnética, tomografia, ultrassonografia, endoscopia e colonoscopia.

O hospital ainda prevê quatro pavimentos – um subsolo, térreo, primeiro e segundo andares –, além de um centro de diagnósticos, laboratório, guarita, jardim e estacionamento com 225 vagas. No total, o hospital ocupará uma área de 14.914 metros quadrados.

Na época do primeiro edital, o investimento previsto na construção era de R$ 210 milhões. O mobiliário, incluindo móveis, equipamentos médicos e hospitalares, teria um custo aproximado de R$ 80 milhões.

A manutenção de elevadores, jardim, ar-condicionado, segurança, dedetização e outros serviços, denominada facilite, tinha previsão de um gasto aproximado de R$ 20 milhões ao ano e ficará a cargo da empresa que construir o prédio. A previsão é de que a obra, quando for iniciada, dure 24 meses.

Modelo


Para tirar o hospital do chão a prefeitura pretende fazer um contrato no modelo “Built to Suit”, no qual a empresa vencedora do certame será a responsável pela construção do local, aquisição dos equipamentos e mobiliário que serão necessários para o funcionamento do complexo hospitalar e a prestação de serviços de manutenção e operação das instalações.

No primeiro edital, a prefeitura estipulou um teto mensal para o valor do aluguel que será pago para a empresa que vencer a licitação após a entrega da unidade funcionando, de até R$ 5.142.403,37, o que em 20 anos totaliza R$1.234.176,808,80.

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