Cidades

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Hospital Regional luta para combater a desinformação e aumentar o estoque do Banco de Leite Humano

Banco da unidade conta atualmente com 30 doadoras cadastradas, metade da quantidade ideal

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Desde o mês passado, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul está fazendo um apelo para que doadoras de leite materno se cadastrem no Banco de Leite Humano, façam a doação e ajudem a normalizar os estoques que atendem à demanda da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, Unidade Intermediária Neonatal, Método Canguru e CTI Pediátrico do HRMS.

Segundo o Hospital, no momento, 35 bebês prematuros estão internados na UTI Neonatal, recebendo cuidados especiais para o desenvolvimento até a tão esperada alta hospitalar, incluindo alimentação com o leite materno. No entanto, os estoques em baixa preocupam.

Rosemeire Souza, a Rose, cuida da banco de leite há mais de duas décadas

Atualmente, 30 doadoras estão cadastradas, mas o ideal seria o dobro, cenário que Rosimeire Souza Rodrigues, técnica responsável pela pasteurização, não vê há 15 anos.

"Chegamos a ter uma única mãe doando 3 litros por semana", lamentou.

As gavetas do refrigerador onde ficam armazenadas as doações estão quase todas vazias. Para a enfermeira responsável pelo banco, Nívea Lorena Torres, o principal entrave ainda é a desinformação.

"O ideal é conversar sobre aleitamento materno durante o pré-natal, mas apenas 40% das pacientes que atendemos fazem acompanhamento com a gente antes do parto. O restante é demanda espontânea. Após o nascimento dos bebês fica mais difícil trabalhar a conscientização", explica.

Ela lembra que é preciso oferecer também um apoio emocional por conta de uma série de outras questões envolvidas. Existem muitas preocupações após o parto, mães preocupadas com filhos que deixaram em casa, por exemplo. 

De acordo com a enfermeira, um litro de leite humano pode alimentar até 10 bebês por dia na UTI Neonatal.

"Com os estoques em baixa é preciso fazer escolhas de quais bebês precisam mais. Aí complementamos com as fórmulas, mas o ideal era ter a quantidade necessária para todos".

O leite humano é importante para o desenvolvimento dos recém-nascidos porque contém todos os nutrientes necessários, além de ser rico em anticorpos que fortalecem o sistema imunológico e previnem infecções. 

A médica neonatologista Bianca Stavis Conte vivencia a angústia das mães que acompanham os filhos prematuros internados no hospital e a comemoração a cada ganho de peso dos bebês.

Ela explica que entre as tantas vantagens do leite humano está a prevenção à doença do intestino prematuro, chamada enterocolite.

"O leite materno tem anticorpos que nenhuma fórmula tem. A fórmula imita o leite, mas não tem as propriedades imunológicas dele. É mais difícil de ser digerida. Trata-se de uma opção. Não é o ideal", explica.

A dona de casa Guaracyara Nascimento dos Santos, de 31 anos, acompanha a filha prematura Eloah Vitória internada no Hospital Regional desde que nasceu em 22 de janeiro. Os outros dois filhos estão em Aquidauna, cidade onde a família mora. A caçula nasceu com 30 semanas de gestação e se alimenta do leite da mãe que também doa para outros bebês.

“Vejo os avanços no desenvolvimento da minha filha com o leite materno e ser uma doadora é um ato de amor. É preciso estímulo, perseverança, não podemos desistir. Os bebês são guerreiros”, disse emocionada.

No leito quase ao lado de Guaracyara, está outra mãe, a jovem Letícia Barreto da Silva, de 18 anos. Ele deu à luz duas meninas, Heloa e Eloísa. As gêmeas nasceram de 35 semanas no dia 9 deste mês. A mãe está amamentando e comemora o desenvolvimento das filhas: “elas estão ganhando peso, já engordaram bastante”.

Quem se interessar em doar deve entrar em contato com o Banco de Leite Humano do Hospital Regional pelo número (67) 3378-2715. Presencialmente ou por este contato são repassadas todas as orientações para as doadoras fazerem um cadastro. A partir daí a unidade móvel de captação percorre uma rota semanal para fazer a coleta das doações.

descoberta inédita

ONG registra primeiros casos de melanismo em cervos-do-pantanal

O melanismo é uma mutação genética que gera excesso de melanina e confere pelagem escura ao animal

24/08/2026 15h33

Cervo-do-pantanal com melanismo foi avistado no Pantanal de MS e no Cerrado em Minas

Cervo-do-pantanal com melanismo foi avistado no Pantanal de MS e no Cerrado em Minas Foto: Divulgação / Onçafari

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Pesquisadores da Organização Não-Governamental (ONG) Onçafari, em parceria com um pesquisador da Embrapa Pantanal, registrou os primeiros casos de melanismo em cervo-do-pantanal. A descoberta inédita para a espécie foi detalhada em uma nota científica publicada na revista Notas sobre Mamíferos Sudamericanos, ampliando o conhecimento sobre anomalias de pigmentação em cervídeos sul-americanos.

O melanismo, mutação genética que gera excesso de melanina e confere pelagem escura ao animal, foi identificado em dois biomas, sendo no Pantanal sul-mato-grossense, na base de operações do Onçafari, no Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda, e outro no Cerrado, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, em Minas Gerais.

Até então, apenas casos de albinismo e leucismo haviam sido documentados em cervos-do-pantanal.

O Pantanal é o bioma que abriga 88% da população brasileira da espécie, com cerca de 40 mil animais.

Segundo a ONG, em mais de 40 anos de pesquisas e levantamentos aéreos da espécie no bioma, nunca havia sido identificado nenhum indivíduo com melanismo, sendo uma fêmea adulta avistada pela equipe do Onçafari o primeiro registro publicado até o momento.

Já no Cerrado, onde o cervo-do-pantanal é ameaçado de extinção, entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, 66,7% das observações diretas envolveram indivíduos melânicos, somando ao menos dois machos distintos.

Depois da aceitação da nota científica pela revista, a equipe segue registrando estes indivíduos, inclusive com um registro recente de um macho juvenil com a mesma mutação genética.

"Estes registros no Cerrado servem de alerta para a conservação da espécie no bioma, pois essa mutação pode indicar que a saúde genética da população está em risco. Acreditamos que esses animais estejam bem confinados nos limites do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, já que as áreas externas já estão bem degradadas e têm uma pressão de caça ainda maior. Isto resulta em isolamento populacional e, muito possivelmente, uma maior frequência de indivíduos com melanismo", afirma Edu Fragoso, Coordenador da base do Onçafari no Parque Nacional Grande Sertão Veredas e coautor do estudo.

A alta proporção de indivíduos melânicos em populações reduzidas e fragmentadas do Cerrado pode ser reflexo de deriva genética, isolamento e endogamia, segundo o especialista, que reforça a necessidade de novos estudos para entender padrões e impactos para direcionar as estratégias de conservação da espécie.

Outros estudos recentes, ainda iniciais, apontam alguns efeitos negativos da alta pigmentação das espécies, como menores taxas de sobrevivência e reprodução, maiores chances de predação por grandes carnívoros, como as onças-pintadas, maior vulnerabilidade a doenças e dificuldades de termorregulação.

O achado reforça a relevância do monitoramento contínuo em longo prazo para identificar transformações ecológicas e genéticas nas populações animais ameaçadas.

 

Execução

Polícia divulga imagens de dois foragidos por morte de filho de garagista em Dourados

Com quatro investigados já presos, Polícia Civil procura outros dois suspeitos apontados como envolvidos no assassinato de Vitor Orsini

24/08/2026 14h45

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul divulgou, nesta segunda-feitra (24), as imagens de dois investigados que permanecem foragidos no caso do assassinato de Vitor Orsini, de 19 anos, filho de um garagista morto a tiros no dia 7 de agosto, em Dourados.

Segundo o Setor de Investigações Gerais (SIG), ambos tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça por homicídio qualificado. A divulgação das imagens ocorre após a prisão de outros quatro envolvidos desde o início das investigações.

Informações sobre o paradeiro dos suspeitos podem ser repassadas de forma anônima ao SIG de Dourados, pelo telefone (67) 99987-9826. A Polícia Civil orienta que a população não tente abordá-los e acione as autoridades caso tenha informações sobre a localização.

Presos

As primeiras prisões ocorreram no dia 11 de agosto, quando Denis Barbosa de Mello, de 25 anos, foi localizado em um hotel no distrito de Nova Itamarati, em Ponta Porã. Ele é apontado pelas investigações como autor dos disparos contra Vitor. Um adolescente de 17 anos também foi apreendido por suspeita de participação no crime.

No dia 17 de agosto, Alexsander Gonçalves Borges, de 27 anos, foi preso em Ponta Porã. Conforme a apuração, ele teria pilotado a motocicleta utilizada para levar o suspeito dos disparos até a garagem e auxiliado na fuga após o crime.

Já no dia 21, a Polícia Civil prendeu preventivamente Cláudio Henrique de Arruda, de 43 anos, empresário e proprietário de uma academia em Ponta Porã. Ele foi o quarto investigado detido no caso, durante operação que também cumpriu cinco mandados de busca e apreensão na região de fronteira. A participação dele no homicídio ainda é investigada.

O crime

Vitor Orsini foi assassinado na tarde de 7 de agosto, em uma garagem de veículos pertencente ao pai, localizada na Avenida Hayel Bon Faker, no Jardim Água Boa.

De acordo com a investigação, um homem entrou no estabelecimento sob o pretexto de usar o banheiro. Pouco depois, aproximou-se do jovem e efetuou disparos. Vitor chegou a ser socorrido pelo Samu, mas não resistiu.

As investigações continuam para esclarecer a motivação do homicídio, a participação de cada envolvido e a possível atuação de outras pessoas no crime.

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