Cidades

SAÚDE

Hospital Regional vai cadastrar voluntários para doação de medula óssea no tratamento à Leucemia

Governo estima que mais de 11 mil casos da doença podem surgir até 2025 em todo o país; MS tem 150 casos para cada 100 mil habitantes

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O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) vai realizar o "Dia D" para o cadastro de doadores de medula óssea na próxima quarta-feira (31). Ação busca sensibilizar toda a população para o tratamento de doenças hematológicas, além de aumentar a quantidade de cadastrados no Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea). 

Dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer) mostram que foram estimados para o triênio 2020/2022, cerca de 10.810 casos de Leucemia no Brasil. A expectativa até 2025 é de 11.540 casos da doença no país. Segundo o relatório, no ano passado a estimativa para Mato Grosso do Sul apontou 150 novos casos de leucemia para cada 100 mil habitantes.

Em parceria com o Hemosul, o evento é uma oportunidade para divulgar o cadastro de doadores, que podem auxiliar também no tratamento de doenças como o linfoma (Câncer dos linfócitos) e o mieloma múltiplo (Câncer das células plasmáticas que produzem anticorpos). 

A medula óssea é crucial para a produção de células sanguíneas, e várias doenças podem exigir um transplante como tratamento. Vale destacar que o cadastro de novos doadores será realizado em uma unidade do Hemosul, localizada na Avenida Engenheiro Lutero Lopes, 36. O atendimento segue das 7h da manhã às 18h.

“O cadastramento voluntário de medula óssea é a única chance de vida de alguém que precisa de um transplante e já tentou todas as outras opções. No Brasil, a chance de encontrar um doador não aparentado é de 1 para cada 100.000. Desta forma, quanto maior o número de indivíduos cadastrados no Redome, maior a probabilidade de encontrar um doador compatível. Parcerias que possam mobilizar pessoas, como essa do Hospital Regional, são essenciais para a conscientização e o cadastro de doadores de medula”, afirma a coordenadora da Rede Hemosul MS, Marina Sawada Torres. 

Critérios gerais para se tornar um doador de medula óssea

  • Idade: Normalmente, a faixa etária para doadores é entre 18 e 55 anos. Alguns centros de registro podem aceitar doadores até 60 anos, mas isso pode variar conforme as diretrizes locais e as necessidades específicas dos pacientes
  • Saúde Geral: O doador deve estar em boa saúde geral. Condições como doenças cardíacas, diabetes, câncer ou outras doenças graves podem desqualificar um potencial doador
  • Peso e Altura: Existem critérios relacionados ao peso e altura para garantir que a coleta e a doação sejam seguras. Essas exigências podem variar, mas geralmente os doadores devem ter um IMC (Índice de Massa Corporal) dentro de uma faixa saudável
  • Histórico Médico: O doador deve ter um histórico médico livre de doenças que possam ser transmitidas ao receptor ou que possam comprometer a própria saúde do doador
  • Compatibilidade: A compatibilidade entre o doador e o receptor é fundamental. Isso é determinado através de testes que avaliam o tipo de tecido HLA (antígenos leucocitários humanos). Embora não haja um número exato de doadores compatíveis para cada receptor, ser compatível é essencial para o sucesso da doação
  • Comprometimento e Disponibilidade: O doador deve estar disposto a passar por todos os exames e procedimentos necessários e deve estar disponível para a coleta no momento em que for chamado.

Segundo a médica hematologista do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), Sandra Kiomido Maia, ainda não se sabe exatamente as causas das leucemias, porém cada vez mais algumas mutações genéticas estão envolvidas com o seu surgimento e gravidade.

“Os fatores de risco estão relacionados a algumas condições já implicadas com mutação genética, como a Síndrome de Down e Neurofibromatose (doença que provoca a formação de tumores no cérebro, na medula espinhal e nos nervos), além de exposição a agentes tóxicos como o benzeno, radioterapia e quimioterapia”.

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Justiça

Fachin dá 24h para Mendonça levantar sigilo de todo caso Master

Ele atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República

11/09/2026 19h00

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para que o ministro André Mendonça retire o sigilo de todos os documentos relacionados à Operação Compliance Zero, que apura corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias ligadas ao antigo Banco Master. 

Fachin atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para quem a divulgação de apenas parte do material passa uma "ideia equivocada” de que a transparência do caso pode estar comprometida. 

A divulgação de todo o material já havia sido requerida na noite de quinta-feira (9) por Fachin. Mendonça atendeu ao pedido horas depois, divulgando 15 procedimentos de investigação derivados da Compliance Zero. 

Relator do caso no Supremo, Mendonça manteve, contudo, o sigilo sobre algumas linhas de investigação, o que motivou a PGR a pedir acesso à integralidade dos documentos. 

Pela decisão de Fachin desta sexta-feira (11), todos os documentos devem ser disponibilizados, “ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade”, escreveu o presidente do Supremo. 

A ordem de Fachin para a retirada do sigilo sobre a investigação ocorre na esteira de uma crise institucional sem precedentes no Supremo, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos de investigação mútuos protagonizados pelos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. 

Fachin determinou a remessa de todo o material para os gabinetes dos demais ministros, para que possam analisar os documentos e provas antes de julgar, na próxima terça-feira (15), outro pedido da PGR, dessa vez para que um relatório da PF ligando Vorcaro a Moraes seja anulado. 

Neste relatório, cujo sigilo foi levantado por Mendonça, constam dezenas de mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. Nelas, o ex-banqueiro demonstra ter relação de proximidade com o ministro. 

Mendonça pediu ao plenário que decida sobre investigar ou não Moraes. A PGR, contudo, alega que o ministro já avançou irregularmente nas investigações, sem a autorização do plenário, o que tornaria nulo o material. 

Sigilo

Entre as apurações mantidas sob sigilo por Mendonça está a que diz respeito ao suposto repasse de R$ 61 milhões para financiar a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a PF, há suspeita de que o dinheiro tenha sido entregue por Daniel Vorcaro, dono do Master, a pedido do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

Outra investigação mantida sob segredo de Justiça envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o advogado Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master. 

Cultura & Lazer

Grupo de 14 bailarinas de Campo Grande participa de festival de flamenco em SP

Programação inclui aulas e apresentação em São José dos Campos

11/09/2026 18h15

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Quatorze bailarinas do Grupo Embrujos de España, de Campo Grande, embarcam nesta sexta-feira (11) para São José dos Campos (SP), onde participam do 21º Festival Internacional de Flamenco. O evento reúne bailarinos, professores e grupos de diferentes regiões do país entre os dias 11 e 13 de setembro.

A programação inclui a participação das bailarinas campo-grandenses nos Workshops Nacionais, voltados à formação e ao aprimoramento na dança flamenca. O grupo também estará no palco da Mostra Aberta Nacional de Dança Flamenca, marcada para sábado (12), no Teatro Municipal de São José dos Campos.

Além das bailarinas, a delegação de Mato Grosso do Sul terá a participação da coreógrafa e professora Maria Helena Pettengill, que integra a programação dos workshops. Ela ministrará uma aula sobre Tango, um dos palos do flamenco, caracterizado por ritmo e formas de expressão próprias.

Segundo Maria Helena, a participação no festival permite que as bailarinas tenham contato com profissionais e grupos de outras regiões e também apresentem o trabalho desenvolvido em Campo Grande.

“Participar de um festival dessa dimensão é uma oportunidade muito importante para nossas bailarinas. Elas estarão ali para aprender, trocar experiências e também mostrar que em Campo Grande existe um trabalho sério e apaixonado de formação e divulgação do flamenco”, afirmou.

Na Mostra Aberta, o Embrujos de España apresentará o trabalho desenvolvido pelo grupo na Capital. A participação coloca as bailarinas sul-mato-grossenses em contato com artistas de diferentes localidades e amplia a presença do grupo em eventos nacionais da modalidade.

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