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CIDADE MORENA

IFMS volta a oferecer comida aos alunos após suspensão do serviço

Falta de alimentação escolar em Campo Grande afeta a rotina de um total de 1.363 estudantes presenciais e deve ser retomada nesta quarta (15)

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Após os estudantes do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul ficarem sem alimentação escolar no campus da Capital, o IFMS de Campo Grande informou que o impedimento da empresa fornecedora foi inicialmente sanado e o serviço deve ser retomado já nesta quarta-feira (15). 

Como detalhado pela unidade ao Correio do Estado, o Campus Campo Grande do IFMS possui quase três mil estudantes, sendo um total de 2.810 que comparecem presencialmente às aulas. 

É importante explicar que, desse total, há um recorte específico de público elegível para receber a merenda escolar, sendo 1.329 do ensino Técnico Integrado ao Nível Médio e mais 34 do chamado Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (Proeja). 

Em outras palavras, a suspensão do fornecimento da alimentação escolar no campus de Campo Grande afeta a rotina de um total de 1.363 estudantes do Instituto Federal do Mato Grosso do Sul na Capital. 

Agora, conforme repassado pelo diretor-geral da unidade, Dejahyr Lopes Júnior, a empresa responsável por fornecer a alimentação escolar, a M. A. B Lima & Cia Ltda., conseguiu alcançar a revogação da decisão judicial que suspendia o serviço, com a oferta de merenda retomada a partir de hoje (15). 

Alimentação IFMS

Parte dos objetivos estratégicos do Instituto, estabelecidos através do Plano de Desenvolvimento Institucional do IFMS 2024-28, essa alimentação escolar, que consiste em lanches e refeições, é normalmente oferecida aos dez campi presentes no Mato Grosso do Sul, com algumas diferenças. 

Em todos os campi, o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul possui atualmente o total de 11.639 estudantes presenciais, mas há algumas diferenças na oferta da alimentação escolar entre as unidades do Estado, já que para Aquidauana, Corumbá, Coxim, Naviraí e Três Lagoas, por exemplo, é servida a chamada "merenda quente", refeições completas que são preparadas nos respectivos e próprios espaços do IFMS nesses municípios. 

Essa modalidade de "prato-feito" contempla ainda o município de Jardim, onde há uma parceria com a prefeitura, que por sua vez fica responsável por preparar os alimentos. 

Enquanto em Nova Andradina também são servidas refeições e um alimento complementar, a alimentação escolar dos campi de Dourados, Ponta Porã e também Campo Grande acontece através do fornecimento de lanches por empresas contratadas. 

Quanto ao compromisso do Instituto com o tema, ainda em 1° de abril, cabe lembrar, o IFMS lançou o Questionário de Segurança Alimentar, levantamento esse feito pela pró-reitoria de ensino para avaliar os acessos dos estudantes à alimentação. 

Como bem esclarece o nutricionista do IFMS, Murillo Penze Cardoso, o questionário busca levantar pontos que vão além da disponibilidade de alimentos, questionando entre outros pontos preocupação com a falta; se as famílias desses alunos estão preocupadas em reduzir quantidade e/ou qualidade das refeições, e se há até mesmo a ausência de comida por falta de recursos.

 

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CAMPO GRANDE

Assassino de agente penitenciário é morto pelo Choque em Campo Grande

Homem também era apontado como receptador e investigado por crimes graves; execução de agente penitenciário aconteceu em 2015 em frente a Casa do Albergado

20/06/2026 11h30

Ocorrência foi registrada na noite desta sexta-feira (19), no São Conrado, em Campo Grande

Ocorrência foi registrada na noite desta sexta-feira (19), no São Conrado, em Campo Grande Divulgação

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Um homem de 45 anos morreu após ser baleado por policiais do Batalhão de Choque (BPChoque) durante uma abordagem na noite desta sexta-feira (19), na Vila São Conrado, em Campo Grande. Identificado como Marcelo da Silva Gonçalves, conhecido como “Buguinho”, ele era procurado por equipes que realizavam patrulhamento em busca de uma motocicleta vermelha utilizada no roubo de um iPhone.

Conforme o boletim de ocorrência, os policiais avistaram um veículo com as mesmas características trafegando na contramão e iniciaram a abordagem. Ao perceber a aproximação da viatura, Marcelo parou a motocicleta e desembarcou.

Ainda segundo o registro policial, ele desobedeceu às ordens da equipe e, em determinado momento, tentou sacar uma arma que carregava na cintura. Diante da situação, o comandante da guarnição efetuou cerca de quatro disparos contra o suspeito.

Marcelo foi desarmado e socorrido pelos próprios policiais ao Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, mas não resistiu aos ferimentos. A perícia apreendeu um revólver calibre .38 com numeração suprimida e cinco munições intactas. Também foi constatado que a motocicleta utilizada por ele era produto de furto registrado no dia anterior.

Segundo informações da polícia, Marcelo possuía extensa ficha criminal, com registros por homicídio, tentativa de homicídio, associação criminosa, tráfico de drogas, receptação, porte irregular de arma de fogo, furtos e evasão de custódia, entre outros delitos.

Além disso, ele estava entre os investigados pela execução do agente penitenciário Carlos Augusto Queiroz de Mendonça, assassinado em fevereiro de 2015 em frente à antiga Casa do Albergado, em Campo Grande. À época, as investigações apontaram Marcelo como mentor da ação, motivada por desavenças com agentes penitenciários.

Letalidade policial volta ao nível de 2023

Esta foi, conforme acompanhamento da imprensa, a 61ª morte do ano em decorrência de intervenção policial em Mato Grosso do Sul. Com mais este caso, a letalidade policial volta a registrar em 2026 praticamente o mesmo ritmo observado em 2023, ano que fechou com recorde histórico de 131 mortes decorrentes de ações das forças de segurança no Estado.

Com mais este caso, a letalidade policial, que vinha apresentando redução nos dois últimos anos, voltou a operar em um ritmo semelhante ao registrado em 2023, quando o Estado alcançou o maior número de mortes por "intervenção legal de agente do Estado" desde o início da série histórica disponível. 

Naquele ano, primeiro da gestão do governador Eduardo Riedel e do então comandante-geral da Polícia Militar, coronel Renato dos Anjos Garnes, foram contabilizados 131 óbitos. O número representou uma morte a cada 66,8 horas. 

Agora, depois dos 171 dias de 2026, as 61 mortes registradas equivalem a um intervalo médio de aproximadamente 67 horas entre cada ocorrência, praticamente o mesmo índice observado no ano recorde. 

Em 2024, quando os dados oficiais apontaram 86 mortes, o intervalo médio entre os casos foi de 101,8 horas. Já em 2025, houve nova queda, para 73 registros, o equivalente a uma morte a cada 120 horas, ou cinco dias. 

Mesmo assim, as 73 mortes registradas em 2025 permaneceram acima dos números observados em qualquer ano anterior a 2023. O recorde anterior pertencia a 2019, quando a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) contabilizou 70 mortes decorrentes de intervenção policial. 

Os dados oficiais da Sejusp apontam 54 mortes neste ano. Já o levantamento realizado por veículos de imprensa, com base nos registros divulgados pelas forças de segurança, contabiliza 61 casos até este sábado (20).

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CLIMA

Pantanal registra até 49 milímetros e adia período de estiagem

Chuvas em quase todo o Estado marcou queda nas temperaturas e precede frio de 9ºC marcado para a próxima quinta-feira

20/06/2026 10h30

Arquivo Correio do Estado

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Durante a noite de sexta-feira (19), a região pantaneira de Mato Grosso do Sul chegou a registrar 49,4 milímetros de chuva. Com o volume de água, o período de estiagem no Pantanal sul-mato-grossense deve adiar em pelo menos um mês.

Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as cidades que abrangem a região pantaneira tiveram queda de 25ºC para 14ºC da tarde de sexta-feira para a manhã deste sábado (20).

Em Corumbá, Capital do Pantanal, foi registrado apenas 0,6 milímetros durante a manhã de ontem. Porém, na região norte pantaneira foram registrados 49,4 milímetros nas proximidades da Fazenda Campo Zélia, e 17,8 milímetros na Fazenda Eldorado da Formosa região próxima a fronteira com Mato Grosso.

Em outras regiões do Estado a chuva também deu as caras e registraram queda nas temperaturas que está prometida a mais de um mês.

Em Corguinho, município a cerca de 100 quilômetros de Campo Grande e banhado pelo Rio Aquidauana, que forma as margens da região pantaneira, também registrou chuva durante toda a tarde de sexta-feira e se estendeu até a madrugada de hoje, com 29 milímetros de chuva.

Na região Centro-Sul, a cidade de Naviraí marcou 21,8 milímetros. Em Dourados a chuva também apareceu com 19,2 milímetros, além de Bonito e Ponta Porã com 17 e 13 milímetros de chuva, respectivamente.

Mais ao extremo sul do Estado, o município de Sete Quedas localizado na ponta de Mato Grosso do Sul registrou 10,4 milímetros e 12,2ºC.

No Bolsão, Três Lagoas registrou o maior volume com 5,8 milímetros, seguido de Chapadão do Sul com 3 milímetros e Costa Rica sem registros de chuva.

Em Campo Grande, a chuva apareceu ainda durante a tarde e dura até a manhã deste sábado, até o momento são cerca de 21,8 milímetros e quedas nas temperaturas de 24ºC registrado ontem para 14ºC.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrão, na região do Jardim Panamá foram 8,6 milímetros de chuva, além do mesmo volume na região do Jóquei Club. Nas proximidades do bairro Tirandentes foram 7,6 milímetros e o mesmo volume na região da Embrapa.

Segundo o especialista as chuvas continuaram fracas e leves durante o dia, com o céu nublado e frio mais intenso durante a noite.

O Climatempo reforça a queda na temperatura e durante a madruga de domingo pode chegar a 11º. A previsão é que o dia mais frio seja na próxima quarta e quinta-feira, com temperatura minímas durante a manhã de 10ºC e 9ºC, respectivamente.

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