Cidades

PARAGUAI-MIRIM

Incêndio que ameaçava Pantanal em Corumbá está controlado

Focos de queimadas ameaçavam escola rural na região do Paraguai-Mirim

Continue lendo...

Focos de queimadas que ameaçam o Pantanal na região do Paraguai-Mirim, onde está localizada a escola rural do Jatobazinho, já foram controlados pelo Corpo de Bombeiros e brigadistas, após vários dias. Já prevendo a estiagem e ocorrências de incêndio, o governo do Estado investiu cerca de R$ 23 milhões para criar um rede permanente de combate às queimadas, que muitas vezes são causadas por ações do homem no campo. 

Conforme relatório do Corpo de Bombeiros, as ações de combate aos focos na região do Paraguai-Mirim, rebelaram as chamas que se aproximavam da escola rural. No local, foram empregados 20 homens, dos quais cinco bombeiros, com o apoio de tratores de esteiras na abertura de 3,5 km de aceiros. 

A área queimada (três mil hectares) concentrava matéria orgânica, com dificuldade de acesso devido aos terrenos alagados. Os focos atuais se direcionam à beira do Rio Paraguai.

Com a antecipação da ocorrência de focos, a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), criou uma rede permanente de combate às queimadas e manteve ativa a Sala de Situação, onde as condições climáticas são monitoradas para embasar ações estratégicas e preventivas. A rede tem o apoio de aeronaves de Mato Grosso e Distrito Federal.

Para o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Joílson Alves do Amaral, com a estruturação da rede de combate e prevenção às queimadas, a qual se integram brigadas dos setores sucroenergético e de celulose, o Estado amplia seu poder de resposta aos grandes incêndios. “A nossa capacidade operacional evoluiu significativamente com os investimentos”, disse. 

Joílson anunciou a aquisição, com recursos próprios do Estado, de uma aeronave de combate aos incêndios, modelo Air Tractor, com capacidade para transportar três mil litros de água, ao custo de R$ 10 milhões. 

Também estão previstos investimentos de R$ 13 milhões, via governo federal, para compra de viaturas adequadas para combate em terrenos extremos. “Estamos criando uma frente de prevenção para enfrentarmos situações mais críticas este ano”, frisa.

SITUAÇÃO PARECIDA

Em março, uma força-tarefa foi montada para combater grandes incêndios na região da Serra do Amolar, Pantanal de Corumbá, envolvendo mais de 70 homens, a maioria bombeiros e brigadistas, com o apoio aéreo de dois aviões Air Tractor. 

A mancha de fogo foi eliminada após uma semana de uma operação que exigiu a superação física dos combatentes, para superar as dificuldades de acesso, e a presença efetiva do Estado no combate aos crimes ambientais.

MORATÓRIA DAS QUEIMADA

Titular da Semagro, Jaime Verruck destaca as medidas preventivas adotadas para o controle das queimadas florestais e urbanas, criando uma legislação específica que hoje o governo federal anuncia para a região da Amazônia: a moratória a queima controlada, que em Mato Grosso do Sul está em vigor no período de 1º de agosto a 31 de outubro. 

“Se for necessário, vamos decretar estado de emergência com o agravamento da situação, hoje controlada”, disse.

O secretário da Semagro ressalta a importância do papel do produtor rural nestas ações integradas, onde a comunicação imediata da ocorrência de um foco na propriedade ou nos vizinhos é fundamental para o seu controle.

 “Sabemos que a maioria dos incêndios não ocorrem por combustão espontânea, e o governo está atuando fortemente na fiscalização, por meio da Polícia Ambiental, para inibirmos os danos ambientais e econômicos”, pontua.

Mundo

Reino Unido impõe sanções contra o desenvolvimento de drones e tráfico de pessoas na Ucrânia

No total, foram 35 os alvos visados por essas novas sanções de Londres, entre os quais estão incluídas redes de tráfico de pessoas

05/05/2026 21h00

Agência Brasil

Continue Lendo...

O governo do Reino Unido anunciou nesta terça-feira, 5, novas sanções contra cerca de trinta pessoas e entidades relacionadas ao desenvolvimento de drones para a Rússia e às redes que "exploram migrantes" para a guerra com a Ucrânia.

No total, foram 35 os alvos visados por essas novas sanções de Londres, entre os quais estão incluídas redes de tráfico de pessoas que se aproveitam de indivíduos em situação de vulnerabilidade para enviá-los "para a máquina de guerra russa", segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido.

"Redes sancionadas pelo Reino Unido têm recrutado de forma enganosa imigrantes estrangeiros que buscam uma vida melhor, enviando-os para a linha de frente como carne de canhão ou empregando-os em fábricas de armas", denunciou o Ministério das Relações Exteriores.

Trata-se de uma prática "bárbara", denunciou o secretário de Estado para Sanções do Reino Unido, Stephen Doughty, que quis destacar o papel de Londres "no desmantelamento da máquina de guerra russa" por meio desse tipo de iniciativa e no apoio à defesa da Ucrânia.

Da mesma forma, as autoridades britânicas destacaram que a Rússia "continua aterrorizando" a Ucrânia com o "uso indiscriminado" de drones. Somente em março de 2026, lançou mais de 200 desses projéteis diariamente sobre território ucraniano, o maior número mensal registrado até o momento.

"É provável que a Rússia supere esse recorde sombrio pelo segundo mês consecutivo em abril", previu o Ministério das Relações Exteriores, pelo que, com essas sanções, confiam em prejudicar as redes de produção e fornecimento de componentes-chave e assistência técnica que terceiros facilitam a Moscou para a fabricação de drones.

Entre os alvos sancionados por fornecer componentes e outros bens à indústria de armamento russa estão entidades sediadas na Tailândia e na China, enquanto entre as pessoas se destacam Pavel Nikitin, cuja empresa desenvolve o drone VT-40, barato e de produção em massa; e Polina Alexandrovna Azarnij.

Com o apoio do Estado russo, Azarnij facilitou a transferência de cidadãos de países como Egito, Iraque, Costa do Marfim, Nigéria, Marrocos, Síria e Iêmen para a Ucrânia, onde são enviados com um treinamento mínimo e em condições precárias para a linha de frente.

A Embaixada da Rússia em Londres criticou este pacote de sanções, que descreveu como "ilegítimo" e "hostil", e garantiu que ele não terá impacto na guerra em curso na Ucrânia "apesar dos slogans grandiloquentes das autoridades britânicas".

Assim, em declarações à agência de notícias russa TASS, a missão diplomática quis enfatizar que "é precisamente Londres quem atiça as chamas do conflito ucraniano, injetando dinheiro e armamento no regime de Kiev".

* Este conteúdo é de inteira responsabilidade da Europa Press e não representa a opinião do Grupo Estado, que não é responsável por erros, incorreções, atrasos ou quaisquer decisões tomadas por seus clientes com base no material disponibilizado.

apostilamento de reajuste

Maior obra do pacote do BNDES mal começou e já tem acréscimo de R$ 9 milhões

Ordem de serviço da obra de R$ 276 milhões foi assinada em dezembro e no dia 6 de abril já foi reajustada, conforme publicação desta terça-feira (5)

05/05/2026 19h40

Ordem de serviço da pavimentação da MS-320 foi assinada em 11 de dezembro em Três Lagoas e obras começaram em janeiro

Ordem de serviço da pavimentação da MS-320 foi assinada em 11 de dezembro em Três Lagoas e obras começaram em janeiro

Continue Lendo...

Menos de cinco meses depois da assinatura da ordem de serviço para o início das obras de pavimentação de 63 quilômetros da MS-320, entre Inocência e Três Lagoas, a maior das obras bancadas com recursos do BNDES em Mato Grosso do Sul, inicialmente orçada em R$ 276 milhões, já recebeu um acréscimo de quase R$ 9 milhões. 

Com data retroativa a 6 de abril, a informação sobre o reajuste foi publicada em edição extra do diário oficial do governo estadual na tarde desta terça-feira (05) e garante à empreiteira S.A. Paulista Construções e Comércio (Consórcio MS 320) um acréscimo exato de R$ 8.975.226,91.

A empreiteira, que já havia pavimentado outro trecho da mesma rodovia, foi oficialmente declarada vencedora da licitação em 25 de agosto do ano passado, mas a ordem de serviço foi assinada somente em 11 de dezembro. 

Mas, apesar de as obras mal terem começado, a previsão era que tivessem início em janeiro deste ano, a publicação desta terça-feira (Apostilamento de Reajuste ao Contrato n° 070/2025), deixa claro que o contrato original já previa este aumento, que é diferente dos tradicionais aditivos que são concedidos às empreiteiras. 

A empreiteira foi a única classificada na licitação e venceu WO ao certame que tinha como preço máximo o valor de R$ 276.169.461,16.  Esta é a maior das obra bancadas pelos  R$ 2,3 bilhões liberados em setembro de 2024 pelo BNDES para o Governo de Mato Grosso do Sul. O pacote prevê 540 km de asfalto novo e 250 de recapeamento.

No começo da disputa por este trecho, sete empresas chegaram a manifestar interesse. Mas, cinco delas nem entregaram a documentação exigida e foram inabilitadas antes mesmo da entrega de propostas. Outras licitações chegaram a ter até nove empresas na fase das propostas financeiras.

Somente a SA Paulista e a empresa mato-grossense Agrimat Engenharia e Empreendimentos seguiram na disputa. Mas, os servidores responsáveis pela licitação também acabaram excluindo a concorrente de Mato Grosso porque “não atende os requisitos referente a qualificação técnica profissional e operacional”. 

Apesar do tamanho da licitação, a empresa mato-grossense nem mesmo recorreu e deixou o caminho livre para que a empreiteira paulista abocanhasse  o vultoso contrato.

A empreiteira que venceu por W.O. (em tradução livre W.O. significa “vitória fácil”, sem concorrência) é a mesma que meses antes  havia concluído a pavimentação do primeiro trecho desta mesma rodovia, no município de Três Lagoas. 

A pavimentação dos 31,7 quilômetros  foi solenemente entregue pelo governador Eduardo Riedel em dezembro de 2023. Porém, em março do ano seguinte a Agesul deu mais 70 dias de prazo para conclusão dos trabalhos. 

Ou seja, a S.A. Paulista estava com a estrutura toda montada na região leste do Estado e coincidentemente conseguiu vencer outra licitação para permancer na região. A pavimentação do primeiro trecho da MS-320 começou em fevereiro de 2022, prevendo R$ 76,8 milhões pela obra. Ao final, porém, recebeu R$ 106,5 milhões.

O novo asfalto vai facilitar o tráfego entre Inocência, onde está sendo construída a fábrica de celulose da Arauco, e Três Lagoas, onde já funcionam fábricas da Suzano e da Eldorado. 


 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).